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Com 11,8 mil casos prováveis e 5 óbitos por dengue, plano de contingência é aprovado na Capital

MS acumula 36 óbitos por dengue em 2023, 47,2 mil casos prováveis, dos quais 38,5 mil são confirmados

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Nesta segunda-feira (11), o município de Campo Grande aprovou, por meio de publicação no Diário Oficial (Diogrande), o plano de contingência para situação de epidemia de dengue, chikungunya e zika vírus, com validade entre o período de julho de 2023 a julho de 2025. 

Conforme o último boletim epidemiológico de dengue, divulgado no dia 5 de setembro pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), Campo Grande acumula 11,8 mil casos prováveis e 5 óbitos por dengue em 2023. 

Enquanto isso, Mato Grosso do Sul acumula 36 óbitos por dengue em 2023, 47,2 mil casos prováveis, dos quais 38,5 mil são confirmados.

O Correio do Estado entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau), que não informou ainda o que o plano de contingência envolve. Apenas foi informado que trata-se de um protocolo para ações que devem ser executadas em caso de epidemia. Logo, não se pode afirmar ainda que a Capital enfrenta um cenário de epidemia. 

Atualmente, o Governo do Estado possui um plano de contingência em vigor, com validade de 2022 até julho de 2024. Enquanto no país, o último plano foi voltado para o ano de 2022. 

Comparação

Conforme os boletins epidemiológicos de anos anteriores, MS registrou 41.998 casos confirmados de dengue em 2020; 8.027 em 2021; e 21.328 em 2022. 

Com relação ao número de óbitos, em 2020, foram 43; em 2021, 14 casos; e em 2022, 24 óbitos. 

O que se vê é que, em 2023, os casos aumentaram, aproximando-se dos números de 2020, após dois anos de baixa. 

Casos 

Atrás de Campo Grande, com 11,8 mil casos confirmados, estão Três Lagoas, com 4,5 mil casos; Corumbá, com 1,6 mil; Dourados, com 1,4 mil; Ponta Porã e Maracaju, com 1,3 mil; entre outros. 

Já as cidades com os menores índices são: Paraíso das Águas, com nenhum caso; Corguinho, com 2 casos; Aparecida do Taboado, com 5 casos; Tacuru, com 9 casos; Coronel Sapucaia, com 13; entre outros. 

Cuidados importantes 

Com a chegada do período de chuvas e as altas temperaturas, a população deve se manter atenta e redobrar os cuidados para evitar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, alerta a SES. 

A dengue é uma doença transmitida por mosquitos e que se desenvolve em condições quentes e úmidas, tornando-a mais prevalente durante padrões climáticos de altas temperaturas e chuvas. 

O ovo do mosquito Aedes aegypti consegue sobreviver por mais de um ano, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos, por essa razão é importante manter a higiene e evitar o acúmulo de água parada todos os dias.

Conforme a enfermeira da SES, Bianca Modafari Godoy, além de que todos precisam estar informados sobre os sintomas clássicos da dengue, para se proteger e proteger sua comunidade, algumas precauções são essenciais. 

“É importante que a população faça a limpeza nos quintais de suas casas, não deixando água parada em pneus, vasos de plantas, garrafas, caixas d’água ou outros recipientes que possam permitir a reprodução do mosquito”.

Manter lixeiras bem tampadas, ralos limpos e com aplicação de tela, e usar lonas esticadas para cobrir materiais de construção são outros cuidados para evitar o acúmulo de água e focos do mosquito. O uso de repelentes e telas em janelas também pode ser uma prática de segurança para a população.

Confira mais dicas:

• Evite água parada, em qualquer época do ano;
• Mantenha bem tampado tonéis, barris de água e caixas d’agua;
• Guarde pneus em locais cobertos;
• Remova galhos e folhas de calhas;
• Não deixar água acumulada sobre a laje;
• Encha pratinhos de vasos com areia até a borda ou lave-os uma vez por semana e faça sempre a manutenção de piscinas.
• Feche bem os sacos de lixo e não deixe ao alcance de crianças e animais.

Além disso, é importante trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana; colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas; manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo; tampar ralos; catar sacos plásticos e lixo do quintal, entre outras medidas que impeçam o acúmulo de água e de sujeiras.

Sintomas

Fique atento aos sintomas da dengue como febre alta, dor de cabeça intensa, dor nas articulações e erupção cutânea, e os sinais e sintomas de alarme que podem apresentar dor abdominal intensa, vômitos persistentes, diarréia, desânimo e sangramento de mucosa.

“Se você ou um membro de sua família apresentar sintomas semelhantes aos da dengue, procure atendimento médico imediatamente. O diagnóstico precoce e o início da hidratação imediata são cruciais para que não se tenha evolução para casos graves e/ou óbitos”, alerta a especialista.

contraveneno

Operação do MPMS prende seis por desvios milionários na Santa Casa

Apuração inicial da promotoria aponta desvio de quase R$ 5 milhões somente com dois contratos firmados pela direção do hospital

11/09/2026 08h34

Investigadores do Ministério Público estão desde 06 horas na Santa Casa e outros endereços, inclusive em Dourados e Goiânia

Investigadores do Ministério Público estão desde 06 horas na Santa Casa e outros endereços, inclusive em Dourados e Goiânia Marcelo Victor

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Em meio à onda de demissões de médicos e anestesistas, a Santa Casa de Campo Grande está sendo alvo da uma operação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul para investigar supostos desvios de recursos públicos no maior hospital de Mato Grosso do Sul.

Em nota, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) informou que por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou, nesta sexta-feira (11), a Operação Antidotum, tendo como objetivo o cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 36 trinta e seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO). Os nomes dos presos não foram divulgados por enquanto.

A investigação, conduzida pelo Gecoc, identificou a existência de fraudes e desvios de dinheiro em contrato firmado pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande para a prestação de serviços de digitalização de prontuários, em que ocorreram pagamentos de valores elevados sem a devida contraprestação de serviços.

O contrato previa pagamento de R$ 1,8 milhão de reais por ano e tinha vigência de três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. Somente no primeiro ano de vigência, o desvio de recursos totalizou R$ 1,4 milhão

No curso da investigação também foram identificadas irregularidades em contratos celebrados pela Operadora Santa Casa Saúde – empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande – com diversas empresas do mesmo grupo econômico. Essas empresas, cujo proprietário tinha ligações com a diretoria da Santa Casa, estavam registradas no mesmo endereço, mas o imóvel, na verdade, encontrava-se desocupado.

A apuração apontou que, somente no ano de 2025, a Operadora pagou aproximadamente R$ 9,6 milhões para essas empresas, e gerou um prejuízo, no mínimo, segundo apurado até o momento, de R$ 3,5 milhões à entidade.

Durante as apurações, constatou-se que os contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente sonegados dos órgãos de controle, incluindo Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

O valor total do prejuízo causado à Santa Casa de Campo Grande permanece sob apuração no curso das investigações.

A operação contou com apoio operacional do Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e com a participação da Comissão de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados (CDA) da OAB/MS.

"Antidotum", termo que dá nome à operação, traduz-se do latim como antídoto, e significa contraveneno ou contramedida, substância que neutraliza ou impede a ação nociva de uma toxina no organismo. Também é usado no sentido figurado como recurso ou solução contra um problema.

De acordo com informações da assessoria do hospital, em torno de dez integrantes do Ministério Público e da polícia estão na Santa Casa desde 06:00 horas. Os principais alvos, segundo a assessoria, são as salas da presidência e do setor financeiro e de faturamentos. 

MORTALIDADE

O advogado Osvaldo Meza acompanhou a atuação da promotoria no hospital e disse ter sido o autor de um pedido de investigação que levou à instauração da operação desta sexta-feira.

Ele entrou na Justiça com uma ação popular a alega que a mortalidade no hospital aumentou em 5% desde que atual presidente, Alir Terra Lima, assumiu o comando do hospital, em janeiro de 2023. “Essa operação é para colocar na cadeia que tem culpa pelos desvios de recursos públicos e pelo aumento nas mortes”, afirmou o advogado.

Mensalmente a Santa Casa recebe em torno de R$ 33 milhões do SUS, mas o valor considerado insuficiente para manter a estrutura. O hospital tem cerca de 640 leitos disponíveis para o sistema público, emprega aproximadamente 3,5 mil trabalhadores  e tem contratados mais de mil médicos”.

De acordo com a administração entre os principais gastos mensais estão R$ 21,7 milhões com salários, R$ 8,1 milhões com pagamentos médicos, R$ 3,5 milhões com medicamentos e R$ 1,7 milhão com órteses, próteses e materiais especiais.

Por conta destes gastos, o hospital alega déficit mensal de R$ 13 milhões e por isso constantemente recebe aportes extras. No final de agosto a prefeitura e o Estado repassaram R$ 4 milhões, mas mesmo assim médicos que faziam cirurgias cardíacas infantis abandonaram a instituição, forçando famílias a procurarem cirurgias em outros estados. 
 

Saúde

Ministério Público tenta impedir paralisação de cirurgias na Santa Casa

Nos últimos dias, cirurgiões cardíacos pediátricos e anestesistas indicaram o desejo de se desligarem do quadro do hospital

11/09/2026 08h05

Falta de insumos e de salários levaram médicos a pedir demissão

Falta de insumos e de salários levaram médicos a pedir demissão Foto: Paulo Ribas

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) entrou no caso da possível paralisação da Santa Casa depois de duas categorias de médicos especialistas indicarem o desligamento do quadro de profissionais do hospital, o que poderia acarretar a suspensão de diversos procedimentos, exames e cirurgias no complexo.

Como reportou o Correio do Estado nesta semana, os cirurgiões cardíacos pediátricos, que trabalham no modelo de pessoa jurídica (PJ), teriam comunicado o desligamento do quadro de profissionais da Santa Casa.

Diante disso, as crianças continuam internadas no Centro de Terapia Intensiva (CTI), sem perspectiva de quando vão receber o tratamento. 

Além disso, os mais de 100 anestesistas que compõem a equipe médica do hospital também revelaram o desejo de deixar o complexo, o que paralisaria grande parte dos exames e das cirurgias da instituição. Além disso, as cirurgias eletivas e os atendimentos ambulatoriais estão suspensos na Santa Casa há cerca de 40 dias.

Todo este cenário teria dois motivos principais: a falta de insumos para realização dos procedimentos de forma adequada e os salários atrasados que ultrapassam quatro meses.

Em conversa com a reportagem, o presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS), Marcelo Santana, afirmou que as tratativas seguem entre a instituição, o MPMS e os entes municipal e estadual.

“Está ocorrendo entre a Santa Casa, o Ministério Público e os entes municipal e estadual para tentar manter a cirurgia cardíaca pediátrica. Com relação aos médicos, nenhum indicativo de paralisação”, disse à reportagem.

Segundo o Ministério Público, “as Promotorias de Justiça de Saúde de Campo Grande acompanham atentamente as questões envolvendo a Santa Casa, especialmente os pedidos de desligamento das equipes de cirurgia cardíaca pediátrica e de anestesiologia”.

“Em relação a esses desligamentos, o MPMS tem realizado reuniões com os gestores estadual e municipal de saúde com o objetivo de evitar a desassistência aos pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirmou em nota.

“Quanto à falta de insumos e medicamentos no hospital, o MPMS articulou, junto às Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, um repasse pontual para atender essa demanda emergencial, especialmente para custear a aquisição de medicamentos e insumos”, completou o MPMS.

Enquanto isso, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) também foi procurada e mantém o posicionamento enviado na última reportagem, em que disse que “recebeu, até o momento, apenas de maneira informal a informação acerca do eventual encerramento do serviço de cirurgia cardíaca pediátrica” do hospital.

Na mesma nota, a Pasta destacou que, caso seja constatada qualquer alteração ou interrupção unilateral do serviço em desacordo com as obrigações assumidas no convênio, adotará as providências administrativas cabíveis, como “penalidades previstas no instrumento contratual”, que não foram detalhadas ao Correio do Estado.

VERSÃO DO HOSPITAL

A Santa Casa emitiu ontem um comunicado afirmando que notificou a Sesau acerca da suspensão temporária das cirurgias cardíacas pediátricas congênitas eletivas no dia 3, “em razão da indisponibilidade da equipe médica especializada necessária à realização segura dos procedimentos”.

De acordo com a instituição, dos dois cirurgiões cardíacos pediátricos que atuam no serviço, um encontra-se afastado por motivo de saúde grave e a outra profissional solicitou rescisão contratual.

“Trata-se de uma especialidade de alta complexidade e com reduzida disponibilidade de profissionais, o que impede a recomposição imediata da equipe. A assistência pediátrica permanece ativa. Os pacientes continuam sendo acolhidos, acompanhados e submetidos aos exames necessários, inclusive os quatro que atualmente aguardam procedimento cirúrgico”, explica na nota.

Na semana passada, representantes das secretarias municipal e estadual de saúde alinharam ações emergenciais e um aporte pontual de R$ 4 milhões para auxiliar na compra de insumos.

Porém, o hospital informou que esse montante ainda não foi depositado no caixa da instituição.

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