Cidades

INCÊNDIO FLORESTAL

Com fogo no Parque Estadual, Alcinópolis decreta emergência por 90 dias

Município está autorizado a penetrar nas casas para prestar socorro; mobilizar estruturas para atendimento à situação de emergência; priorizar os instrumentos orçamentários ordinários; entre outros

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Prefeitura Municipal de Alcinópolis decretou situação de emergência por 90 dias no município, em razão do incêndio que atinge o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari (PENT).

Queimadas consumiram nove mil hectares do PENT desde 25 de setembro de 2025. As chamas atingem matas, fazendas, lavouras, morrarias e áreas de visitação/turismo.

O decreto nº206/2025, declarando situação de emergência, foi publicado no Diário Oficial Eletrônico, do município de Alcinópolis, nesta segunda-feira (6).

Com a medida, o município está autorizado:

  • Mobilizar toda a estrutura do Poder Executivo Municipal para atendimento à situação de emergência
  • Penetrar nas casas, para prestar socorro ou para determinar a pronta evacuação das mesmas
  • Usar da propriedade, inclusive particular, em circunstâncias que possam provocar danos ou prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas, instalações, serviços e outros bens públicos ou particulares
  • Priorizar os instrumentos orçamentários ordinários (remanejamentos/suplementações/créditos especiais) para o enfrentamento da Situação de Emergência
  • Dispensar de licitação as contratações estritamente necessárias ao atendimento da situação emergencial, inclusive parcelas de obras e serviços, que possam ser concluídas em até um ano, contado da data de ocorrência do desastre, vedadas a prorrogação e a recontratação com base no mesmo fundamento

Confira o trecho redigido em Diário Oficial:

A medida ocorre após o 'pedido de socorro' feito pela prefeitura por meio de nota divulgada nas redes sociais.

O Poder Executivo Municipal solicita ajuda dos Governos Estadual e Federal no reforço das equipes de combate ao fogo. Veja:

Diante da gravidade da situação, a Administração Municipal, por meio do Executivo e da Secretaria de Desenvolvimento e Meio Ambiente, solicita reforços e apoio adicional a órgãos competentes e parceiros regionais, com o objetivo de ampliar a força de combate e proteger as áreas atingidas.

O incêndio no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari chegou a um nível crítico.
Nossos brigadistas guerreiros, que há dias lutam incansavelmente contra as chamas, estão ficando encurralados pelo fogo. Para preservar suas vidas, precisam se retirar do local, levando às pressas os maquinários para que não sejam consumidos.Nossa fauna e flora choram diante dessa tragédia.
O fogo avança sem piedade, destruindo vidas e sonhos.
Pedimos, com urgência, o apoio do Governo Estadual e Federal.
O PENT não pode esperar. O PENT clama por ajuda!

A mobilização demonstra a força da união entre brigadistas, órgãos ambientais, instituições públicas e trabalhadores rurais. O esforço conjunto tem sido essencial para reduzir os impactos do fogo e preservar não apenas o PENT, mas também as áreas de pastagens e propriedades do entorno. As equipes permanecem em alerta e seguem atuando de forma integrada para conter o incêndio e minimizar danos ambientais e sociais.

 INCÊNDIO

Incêndio florestal de grandes proporções atinge, desde 25 de setembro, o Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, próximo aos municípios de Alcinópolis e Costa Rica, localizado no extremo norte de Mato Grosso do Sul, divisa com os estados de Mato Grosso e Goiás.

De acordo com Parecer Técnico do Coordenador da Defesa Civil de Alcinópolis, o fogo já consumiu nove mil hectares do parque. 

As chamas começaram em área de mata, mas já avança para fazendas, lavouras, morrarias e áreas de visitação/turismo. Atualmente, o fogo se encontra no Lado do Lúcio e Rancho do Planalto, próximos à borda da serra.

As queimadas transformam cenários verdes e cheios de vida em cinzas e mortes. O fogo destrói matas, áreas verdes, vegetações, florestas, biodiversidade e espécies nativas de Mato Grosso do Sul.

Ao todo, 60 pessoas estão mobilizadas no combate às chamas, sendo integrantes da:

  • Funcionários da Fazenda Terra Santa;
  • Equipe Adriano Fazendas Sr. Saturnino Fernandes (maquinários, homens e recursos financeiros);
  • Brigada de Incêndios de Alcinópolis;
  • Brigada do ICMBio Parque das Emas;
  • Equipes do setor agro (Adriano, Dae, Renato Rezende, Ronaldo, Eduardo Tramonte, Adroaldo Guzella);
  • Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMDEMA);
  • Secretaria Municipal de Obras.

O local é de difícil acesso e, na maioria das vezes, só é possível chegar no ponto de avião.

De acordo com o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL), as visitas turísticas estão suspensas no local por tempo indeterminado. A medida garante a segurança dos visitantes e funcionários, além de permitir que as equipes de combate ao fogo atuem com máxima eficiência.

As queimadas são extremamente nocivas ao meio ambiente, pois emitem poluentes atmosféricos, reduzem a biodiversidade, destroem matas, devastam a vegetação, prejudicam a fauna e flora, eliminam a cobertura vegetal nativa, comprometem florestas, campos e savanas e matam o ecossistema.

Mudanças climáticas, calor excessivo, escassez de chuvas e baixa umidade relativa do ar favorecem a ocorrência de queimadas no Estado.

PARQUE ESTADUAL DAS NASCENTES DO RIO TAQUARI

Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari está localizado nos municípios de Alcinópolis e Costa Rica, divisa com os estados de Mato Grosso e Goiás, na região nordeste de Mato Grosso do Sul.

Possui 30.618,9636 hectares e forma um corredor ecológico entre Cerrado e Pantanal.

Tem florestas, cachoeiras, morrarias, sítios arqueológicos e cavernas.

A unidade de conservação é gerida pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

Alagamento

Família enfrenta chuva e alerta motoristas em via alagada de Campo Grande

Moradores da Vila Popular enfrentaram o temporal para sinalizar trecho alagado próximo ao Córrego Imbirussu e evitar acidentes na região oeste da Capital.

15/10/2026 19h14

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15).

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15). Foto: Foto enviada à redação

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Em meio à forte chuva que atingiu Campo Grande ao longo do dia e no início da noite desta quinta-feira (15), uma família decidiu enfrentar o temporal para evitar que motoristas entrassem em uma área alagada na Vila Popular, região oeste da Capital.

Mesmo debaixo de chuva, os moradores permaneceram na via para alertar quem passava pelo local sobre os riscos provocados pelo acúmulo de água nas proximidades do Córrego Imbirussu.

A situação foi registrada por volta das 18h, na região da Avenida Rádio Maia com a Rua Antônio Sobreira. A fotografia encaminhada ao Correio do Estado apresenta como localização a Avenida José Barbosa Rodrigues, na altura do número 115, também na Vila Popular.

Nas imagens, é possível observar pelo menos cinco pessoas reunidas na via, algumas protegidas por guarda-chuvas, enquanto motociclistas aparecem nas proximidades.

Galhos de árvores também estão espalhados sobre o asfalto molhado, em meio aos transtornos provocados pela chuva.

Segundo informações repassadas à reportagem, a mobilização começou depois que os moradores perceberam que a água havia tomado parte da via, oferecendo riscos aos condutores que tentassem atravessar o trecho.

Preocupados com a possibilidade de acidentes, integrantes da família passaram a orientar os motoristas a não avançarem pela área alagada, na tentativa de impedir que veículos ficassem presos na água ou fossem surpreendidos pelas condições da pista.

A atitude chamou a atenção de quem passava pela região. Em relato encaminhado ao Correio do Estado, uma testemunha destacou a iniciativa da família, que permaneceu na rua durante o temporal para ajudar a proteger os condutores.

O episódio evidencia os riscos enfrentados por motoristas e moradores durante as chuvas intensas, especialmente em trechos próximos a córregos, onde o acúmulo de água pode comprometer a circulação de veículos.

Moradores enfrentaram a chuva para sinalizar trecho alagado e alertar motoristas na Vila Popular, em Campo Grande, nesta quinta-feira (15).Água avança sobre trecho próximo ao Córrego Imbirussu, na Vila Popular, durante chuva intensa em Campo Grande. Foto: Foto enviado à redação

Durante períodos de chuva intensa, o aumento do volume de água e as dificuldades de escoamento podem representar riscos para motoristas, motociclistas e pedestres, principalmente em trechos mais baixos das vias.

A situação registrada nesta quinta-feira evidencia a preocupação dos próprios moradores com a segurança de quem circula pela região.

Outubro mais chuvoso

Em apenas 15 dias, Campo Grande já registrou mais chuva do que a média histórica para todo o mês de outubro. Levantamento realizado a partir de registros meteorológicos do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta um acumulado de 207,6 milímetros até as 16h desta quinta-feira (15), volume aproximadamente 38% superior à média mensal de 150,6 milímetros.

A diferença chega a 57 milímetros, mesmo faltando 16 dias para o encerramento do mês. O resultado evidencia a intensidade das chuvas na primeira quinzena de outubro, marcada por temporais e grandes volumes de água concentrados em poucas horas.

Somente nesta quinta-feira, foram registrados 67,6 milímetros de chuva até as 16h30, segundo o Inmet. Para efeito de comparação, a média histórica de outubro, calculada pelo instituto com base nos registros de 1981 a 2024, é de 150,6 milímetros para o mês inteiro.

 

Habitação Popular

Campo Grande anuncia 352 apartamentos e prevê sorteio no início de 2027

Com investimento previsto de R$ 72,2 milhões, novos conjuntos habitacionais serão construídos nos bairros Leblon e Tarumã; unidades terão dois quartos e serão destinadas a famílias de baixa renda

15/10/2026 18h28

Campo Grande terá 352 novos apartamentos populares nos bairros Leblon e Tarumã, com sorteio previsto para o início de 2027; imagem ilustrativa de conjunto habitacional em construção.

Campo Grande terá 352 novos apartamentos populares nos bairros Leblon e Tarumã, com sorteio previsto para o início de 2027; imagem ilustrativa de conjunto habitacional em construção. Foto: Prefeitura de Campo Grande.

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou, nesta quinta-feira (15), a construção de 352 novos apartamentos populares em dois bairros da Capital, com investimentos previstos de R$ 72,2 milhões. Os imóveis serão destinados a famílias de baixa renda, e a previsão é de que o sorteio para selecionar os beneficiários aconteça no início de 2027.

A autorização para viabilizar os empreendimentos foi assinada pela prefeita Adriane Lopes (PP). A iniciativa envolve uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal e busca ampliar o acesso à casa própria em Campo Grande, especialmente para famílias que ainda não possuem imóvel.

Os apartamentos serão distribuídos em dois conjuntos habitacionais: o Condomínio Residencial Leblon, com 192 unidades, e o Condomínio Residencial Zélia Gattai, com outras 160. Ambos terão imóveis com dois quartos, sala, cozinha, banheiro e área de serviço.

Durante o anúncio, a prefeita confirmou que a seleção dos futuros moradores deverá ocorrer no próximo ano.

"Estamos assinando um contrato para a construção de mais 352 novos apartamentos. É moradia digna para a população da nossa cidade. Serão sorteados pela Agência de Habitação no início de 2027. A gente segue com muito trabalho", afirmou Adriane Lopes.

Somados, os empreendimentos representam um investimento de R$ 72,2 milhões. A maior parte dos recursos previstos será destinada ao Residencial Leblon, responsável por aproximadamente 55% do valor total anunciado.

A construção dos conjuntos habitacionais também poderá movimentar o setor da construção civil na Capital, principalmente pela demanda por trabalhadores, materiais de construção e serviços durante a execução das obras.

Além da atividade econômica, os projetos fazem parte das ações de enfrentamento ao déficit habitacional, situação que envolve famílias sem acesso a moradias adequadas ou que precisam comprometer uma parcela elevada da renda para conseguir um lugar onde morar.

Como será o sorteio dos apartamentos?

A previsão é de que o sorteio dos imóveis seja realizado no início de 2027 pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). Conforme anunciado pela prefeita Adriane Lopes (PP).

Até o momento, a Prefeitura não divulgou as datas de inscrição nem os critérios que serão utilizados para selecionar as famílias beneficiadas. Também não foi informado se os interessados precisarão realizar um novo cadastro ou se serão considerados os registros já existentes.

Os empreendimentos ainda não possuem cronograma de obras e previsão de entrega divulgados. A seleção dos beneficiários ocorrerá antes da disponibilização dos imóveis, que serão destinados a famílias de baixa renda.

Novos imóveis buscam reduzir déficit habitacional

A ampliação da oferta de moradias populares ocorre em um cenário de demanda por habitação em Campo Grande, especialmente entre famílias que enfrentam dificuldades para adquirir um imóvel no mercado imobiliário.

Para essa parcela da população, programas habitacionais representam uma alternativa de acesso à moradia, embora a participação e a contemplação dependam das regras estabelecidas para cada empreendimento.

No caso dos residenciais Leblon e Zélia Gattai, a proposta anunciada é disponibilizar apartamentos com espaços básicos para atender às necessidades das famílias contempladas.

A Prefeitura apresenta a iniciativa como parte das ações destinadas à redução do déficit habitacional e à expansão da oferta de moradias de interesse social na cidade.

A próxima etapa será o detalhamento das condições de participação e do cronograma dos empreendimentos, informações que deverão esclarecer quando os interessados poderão concorrer aos apartamentos e qual será a previsão de entrega das unidades.

 

 

 

 

 

 

 

 

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