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ENDIVIDADA

Com usina em MS, Raízen pede recuperação extrajudicial por dívida de R$ 64 bi

A usina, controlada pelo empresário Rubens Ometto, funciona em Caarapó. No ano passado o grupo vendeu duas outras usinas que tinha no Estado

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A Raízen submeteu, nesta sexta-feira, 5, à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, o Plano de Recuperação Extrajudicial para reestruturar a dívida de R$ 64,7 bilhões da companhia. Em Mato Grosso do Sul a Raízen controla somente uma usina, em Caarapó. As outras duas ela vendeu em 2025 por cerca de 1,5 bilhão.

Através da publicação de Fato Relevante, a empresa anunciou a adesão de 75,45% dos credores ao plano, como já havia adiantado a apuração do Estadão/Broadcast. Todos os grupos de credores, isto é, detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos, apoiaram a proposta.

A expectativa era de que o documento fosse protocolado na Justiça entre esta sexta-feira, 5, e a segunda-feira, 8.

Entre as principais medidas do plano está a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, ligada à família do empresário Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan S.A..

O plano também prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária e a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida

A empresa informou ainda que pretende avançar com desinvestimentos e reorganizações societárias para fortalecer a estrutura financeira da companhia.

EMPRESA BRASILEIRA

Uma empresa genuinamente brasileira, a Cocal Agroindústria, pertencente à família paulista Garms, com longo histórico no setor de usinas de cana, deixou para trás outra interessada e comprou duas das três usinas da Raízen em Mato do Grosso do Sul em agosto do ano passado.

A Cocal, que tem duas usinas no estado de São Paulo, desembolsou R$ 1,543 bilhão pelas usinas Passa Tempo e Rio Brilhante, ambas no município sul-mato-grossense de Rio Brilhante. As duas unidades, com capacidade anual para processamentos seis milhões de toneladas de cana, estavam na mira da Atvos, que já tem três outras usinas em Mato Grosso do Sul. 

Desde 2021 as duas usinas vendidas em agosto pertenciam à Raízen, do Grupo Cosan, controlado pelo bilionário Rubens Ometto. Desde o começo de 2025 ele tentava se desfazer das unidades e em junho de 2025 chegou a ser anunciado que elas estavam prestes a ser vendidas a Atvos.

Na unidade de Caarapó, que tem capacidade para moagem de 4,1 milhões de toneladas por ano, A Raízen investiu em torno de R$ 1,3 bilhão desde 2023 para a produção de etanol de segunda geração. 

Com o investimento, além da produção de etanol ‘normal’, a usina passou a produzir etanol de segunda geração, que é produzido a partir dos resíduos restantes do processo de fabricação do etanol comum e do açúcar.

(Com informações da Agência Estado)

SÃO GABRIEL DO OESTE

Terceiro envolvido em roubo de joalheria é preso

Dupla rendeu funcionários e roubou joias avaliadas em R$ 53 mil, enquanto terceiro suspeito atuava como olheiro

21/07/2026 14h30

Itens foram recuperados com a prisão dos bandidos

Itens foram recuperados com a prisão dos bandidos Foto: Divulgação / PCMS

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Um homem, identificado pelas iniciais G.E.M.P, de 20 anos, apontado como o terceiro envolvido no roubo a uma joalheria de São Gabriel do Oeste, foi preso nesta terça-feira (21), em ação conjunta entre a Polícia Civil e a Polícia Militar.

Nessa segunda-feira (20), dois suspeitos, de 36 e 19 anos, já haviam sido presos. Eles foram responsáveis por entrar no estabelecimento e executar o roubo, enquanto o terceiro preso prestava apoio como olheiro.

De acordo com a Polícia Civil, após a prisão da dupla, as investigações continuaram para identificar outros participantes e esclarecer o planejamento e o apoio logístico empregados na ação criminosa.

Um dos presos indicou a polícia um endereço, da residência onde a dupla afirmou ter permanecido nos dias anteriores ao crime.

Durante as buscas na casa, foi encontrada uma nota fiscal emitida por um supermercado da cidade no dia 15 de julho de 2026, além de outro documento relacionado a uma terceira pessoa.

A partir da nota fiscal, os policiais civis obtiveram as gravações do sistema de videomonitoramento do estabelecimento comercial. As imagens permitiram identificar G.E.M.P. realizando a compra dos produtos descritos no documento e, posteriormente, deixando o local em um automóvel Vectra de cor prata.

Os policiais também analisaram câmeras de sistemas de monitoramento urbano, que possibilitaram a identificação do veículo e a constatação de que ele havia circulado nas proximidades do local do crime em horário compatível com a execução do roubo.

As imagens revelaram ainda fortes indícios de que os integrantes do grupo mantinham comunicação em tempo real e compartilhavam informações sobre a movimentação das equipes policiais.

Os registros demonstraram que G.E.M.P. permaneceu nas proximidades do Quartel da Polícia Militar, em posição estratégica que lhe permitia observar a saída das viaturas. 

Desta forma, os elementos permitiram apontar que o suspeito preso hoje exercia a função de olheiro, monitorando a movimentação policial e repassando informações aos demais integrantes do grupo, além de participar do apoio logístico necessário à execução do crime e ao posterior resgate da dupla que praticou o assalto.

O veículo era blindado, com placas do Rio de Janeiro, e seria utilizado para retirar os demais suspeitos da cidade após o roubo.

Essa fuga seria feita com a condução dos criminosos até uma área de mata às margens da BR-163, onde eles ficariam escondidos até serem resgatados e transportados novamente para Campo Grande.

De posse das características do automóvel, uma guarnição da PM realizou diligências no Bairro Jardim Gramado e localizou o Vectra estacionado, ocupado por G.E.M.P. e uma passageira.

O suspeito foi abordado, preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia de São Gabriel do Oeste. O veículo foi apreendido.

O caso foi registrado como latrocínio na forma tentada e roubo majorado pelo concurso de pessoas e pelo emprego de arma de fogo, também na forma tentada.

O roubo

Segundo os policiais, por volta das 8h, dois suspeitos entraram no estabelecimento, pedindo para que fossem mostradas algumas alianças. Ao serem apesentados os itens, um dos homens anunciou o assalto portando um revólver. 

Um funcionário da loja foi amarrado e os demais clientes e funcionários foram obrigados a deitar no chão. Antes da fuga, os suspeitos levaram joias e relógios, avaliados em aproximadamente R$ 53.085,00.

O filho do proprietário perseguiu os suspeitos enquanto ligava para a Polícia Militar. Os bandidos ainda tentaram atirar duas vezes contra o homem, mas a arma falhou. 

Ao perceberem a chegada da viatura, um dos suspeitos atirou contra os policiais, que revidaram. Ninguém ficou ferido.

O homem armado fugiu até entrar em uma residência, onde foi capturado e preso. O segundo suspeito havia se escondido em outro imóvel e atravessado até um terreno baldio. Ele também foi localizado e preso. 

Os suspeitos informaram que saíram de Campo Grande e estavam desde o dia 14 de julho em um imóvel no bairro Jardim Gramado. Eles teriam se deslocado até São Gabriel do Oeste para o crime.

transporte coletivo

Consórcio Guaicurus é vendido para empresa de Goiás

Empresa opera o transporte coletivo na Capital desde 2012 e atualmente está sob intervenção da prefeitura; HP mobilidade assumirá a concessão

21/07/2026 14h14

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, foi vendido para uma empresa de Goiânia (GO), a HP Mobilidade, segundo informações de fontes da empresa repassadas na tarde desta terça-feira (21).

Em maio, reportagem do Correio do Estado adiantou a possibilidade da venda do Consórcio Guaicurus. Na ocasião, o grupo passava por uma auditoria externa, que é o primeiro passo para a transação, e que o interessado seria de Goiás.

Também conforme a reportagem, o consórcio negou que a auditoria seria para compra ou venda das empresas. No entanto, apuração do Correio do Estado informou que os membros da concessionária teriam assinado termo de confidencialidade e sigilo (non-disclosure agreement, da sigla em inglês NDA).

O grupo é comandado pela família Constantino, que, além de Campo Grande, também tem concessões de transporte em outros estados do País.

Já a HP Mobilidade, que seria a compradora, atua principalmente no estado de Goiás, operando o transporte coletivo urbano e metropolitano na Grande Goiânia e no Distrito Federal.

Os valores da transação e quando a nova empresa passará a operar o transporte coletivo em Campo Grande não foram divulgados.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), convocou coletiva de imprensa para esta tarde, onde devem ser repassados detalhes sobre como funcionará o serviço a partir de agora e como fica a intervenção.

Intervenção

A intervenção no transporte público da Capital foi decretada pela Prefeitura de Campo Grande no dia 16 de junho deste ano, meses após a determinação judicial. Para o serviço, a prefeitura nomeou o advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira como interventor-geral.

Nessa segunda-feira (20), um dia antes do comunicado de venda, decisão judicial suspendeu os plenos poderes dos interventores do transporte coletivo sobre contas de empresas vinculadas ao Consórcio Guaicurus.

Em ação movida pelo Consórcio, foi suspensa a permissão para que a comissão interventora do transporte coletivo possa acessar contas “coligadas estranhas a concessão” até o julgamento do recurso de agravo de instrumento.

Reclamações antigos

As empresas que fazem parte do Consórcio Guaicurus (Jaguar, Viação São Francisco, Viação Cidade Morena e Viação Campo Grande) reclamam há anos de suposto prejuízo na administração da concessão. 

A reclamação aumentou após a pandemia de Covid-19, quando o grupo de empresas alega ter tido redução drástica no número de passageiros, situação que afirma ter persistido nos anos seguintes.

Além disso, no ano passado, auditoria contábil feita pelo Instituto Brasileiro de Estudos Científicos (Ibec), em processo que pedia o aumento da tarifa do transporte coletivo, afirmou que o Consórcio Guaicurus teria direito a uma indenização de R$ 377.031.572,22.

Este valor, que teria de ser garantido pelo poder concedente, que é a prefeitura, ainda não contabilizava os juros e a correção monetária relativa a outubro de 2012, quando foi assinado o contrato de concessão, até dezembro de 2024. 

De acordo com o laudo, a tarifa do transporte coletivo deveria ter sofrido reajuste de 142% no período de 11 anos analisado pelos peritos. Em vez disso, porém, os aumentos acumulados somam apenas 66,67%. 

Após esse documento, a justiça determinou que o reajuste do transporte coletivo fosse fixado em outubro, como era o pedido da concessionária, e que fosse reajustado o valor para R$ 7,79.

Apesar de não ter chegado a este valor, a prefeitura aumentou a tarifa técnica de R$ 6,17 para R$ 6,57, alta de 6,49%.

Por outro lado, a empresa também teve, este ano, um aumento no valor do subsídio ao transporte coletivo, em virtude das gratuidades, em sua maioria dos estudantes da rede pública.

Este ano, o valor a ser repassado pela Prefeitura de Campo Grande ao Consórcio Guaicurus deve ser de mais de R$ 40 milhões, somando a isenção do Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISSQN) e o pagamento de subsídio referente ao passe do estudante da Rede Municipal de Ensino (Reme).

* Colaborou Alison Silva

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