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Irmãos Batista pedem R$ 20 bilhões pelas minas de Corumbá

Em abril de 2022 o grupo J&F pagou em torno de R$ 6 bilhões à Vale, que agora estaria negociando a recompra. Negócio pode avançar após eleição no comando da Vale

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Quatro anos depois de pagar à Vale cerca de R$ 6 bilhões (US$ 1,2 bilhão) pelas minas e a infraestrutura de mineração em Corumbá, o grupo J&F estaria tentando obter em torno de R$ 20 bilhões (US$ 4 bilhões) para “devolver” os ativos para a mesma Vale, conforme informações divulgadas pelo jornal O Globo e pelo site DCM (Diário do Centro do Mundo) 

Outra proposta que teria sido foi colocada à mesa é a possível venda de metade das ações, por cerca de R$ 10 bilhões (US$ 2 bilhões). E esta negociação acabou abrindo uma crise interna no conselho administrativo da Vale, que nesta quarta-feira (22) deve escolher seu novo presidente. Atualmente a Vale está com seu conselho de administração presidido interinamente por Wilfred Theodoor Bruijn. 

Entre os nomes mais cotados está o do português Manuel Oliveira, que tem o apoio do ministro de Minas e Energia, alinhado aos interesses do presidente Lula. Embora a Vale seja uma empresa privada, um dos principais acionistas individuais é o Previ, o fundo de previdência dos funcionários do Branco do Brasil. E este Previ é comandado por Márcio Chiumento, que virou a principal ferramenta para tomar o controle da Vale. 

O vazamento de e-mails sobre uma visita de conselheiros da Vale às minas da J&F em Corumbá e um jantar com os irmãos Batista abriu uma crise no conselho da Vale, a maior mineradora do Brasil.

A controvérsia envolve justamente a possibilidade de a Vale voltar a se associar ao empreendimento quatro anos depois de vender as minas aos irmãos Batista, controladores do grupo J&F, donos da mineradora LHG Mining.

Mas, a Vale divulgou comunicado negando que vá recomprar as minas. A J&F também negou ter tentado vender o empreendimento à mineradora, mas as duas empresas confirmaram a visita de executivos e a contratação do Citi para buscar uma participação acionária no negócio em Corumbá.

A diretoria da Vale não levou a operação adiante porque considerou o negócio ruim. O comitê executivo avaliou que a taxa de retorno não compensava o investimento, e o CEO Gustavo Pimenta rejeitou a compra. Ele era chefe máximo da companhia quando vendeu o ativo em 2022.

O colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, revelou que no começo de maio, o então chairman da Vale, Daniel Stieler, esteve no restaurante Nido, na Zona Sul do Rio de Janeiro, em um jantar com os irmãos Batista. Participaram também os conselheiros Manoel Lino Oliveira, conhecido como Ollie, Wilfred Theodoor Bruijn, Reinaldo Castanheira e Heloisa Bedicks, além de Gustavo Pimenta e do diretor Fabio Ferraz.

No dia seguinte ao jantar, parte do grupo embarcou em um jato particular rumo às minas de Corumbá. Fontes da Vale atribuem a articulação da programação a Stieler, cuja atuação passou a ser questionada no conselho após a divulgação dos e-mails confidenciais.

O português Ollie, candidato da Previ à presidência do conselho, relatou em e-mail enviado a Stieler e Pimenta no início de maio que estava cético em relação ao negócio, mas que a visita a Corumbá mudou sua percepção sobre as minas.

No relato, ele citou o “empreendedorismo fora do normal” e o “apetite para riscos muito além de nós” dos irmãos Batista, além de mencionar licenças para produção de até 25 milhões de toneladas de ferro e investimentos no transporte fluvial.

Os irmãos Batista estão investindo em torno de R$ 4,1 bilhões na fabricação de 400 barcaças e 15 empurradores para escoar os minérios pelo Rio Paraguai rumo ao mercado internacional. 

A disputa ocorre em meio à crise interna da Vale desde que a Previ destituiu Daniel Stieler e anunciou Ollie como substituto. Depois da definição do novo presidente, possivelmente a polêmica sobre Corumbá deve chegar à assembleia de acionistas.

A J&F reiterou comunicado divulgado à imprensa no último dia 14 e afirmou que a controladora LHG Mining, “não está à venda”. A holding disse que contratou o Citi para “conduzir um processo competitivo organizado, voltado a uma eventual participação minoritária na empresa”, em razão da expansão da companhia.

Na mesma nota, a J&F afirmou que recebeu a comitiva da Vale “a pedido” da mineradora para apresentar as instalações da LHG, com “a mesma cortesia dispensada” a dezenas de outras empresas do setor. A holding descartou ter a Vale como sócia por considerar a mineradora uma concorrente nacional direta.

(Com informações do DCM e do O Globo)

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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