Cidades

2º maior do ano

Comboios de caminhonetes roubadas transportavam quase 20 toneladas de maconha

Segundo informações do DOF, o prejuízo estimado ao crime organizado foi de R$ 41 milhões. Nenhum dos criminosos foi localizado

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Após a contagem dos entorpecentes encontrados em sete caminhonetes roubadas nesta segunda-feira (30), entre Sete Quedas e Japorã, o Departamento de Operações de Fronteira (DOF) divulgou, na tarde desta terça-feira (1º), a apreensão de quase 20 toneladas de maconha.

Segundo informações do DOF, o comboio de caminhonetes seguia pela MS-299, na região rural entre Japorã e Sete Quedas, quando os policiais interceptaram os veículos em alta velocidade. Das sete caminhonetes que estavam juntas, quatro foram apreendidas no local.

Durante a abordagem, os motoristas conseguiram fugir a pé para o lado paraguaio. Nos veículos, os policiais encontraram 8.810 quilos de maconha. Desconfiados, os policiais do DOF realizaram diligências na região rural de Japorã e avistaram, em uma fazenda local, outras três caminhonetes.

Segundo as investigações, o local era utilizado como entreposto pelos criminosos e continha uma grande quantidade de volumes prensados de drogas. Nos três veículos e na casa, foram encontradas mais de 10 toneladas de maconha. Buscas foram realizadas na região, mas nenhum suspeito foi localizado.

Ao todo, foram apreendidos 19.530 quilos de maconha nesta ação, prejuízo estimado de R$ 41 milhões. Os veículos contendo os entorpecentes foram encaminhados à Defron (Delegacia Especializada em Crimes de Fronteira), em Dourados.


Camionetes com registro de roubo 

Segundo informações do DOF, esse modelo de veículo é preferido pelos criminosos por sua capacidade de atingir altas velocidades, mesmo com grande carga.

No comboio das caminhonetes, seguiam duas Dodge RAM, uma Mitsubishi Triton, uma VW Amarok, uma Toyota Hilux e uma GM S-10.

A Dodge RAM havia sido furtada em agosto deste ano na cidade de Eldorado (MS), e a GM S-10 foi roubada em novembro de 2023 na capital do estado. Outros dois veículos foram roubados em cidades do Paraná: uma Dodge RAM em Maringá (PR), em 2022, e uma Mitsubishi Triton em 2023, na cidade de Loanda (PR). Já a Toyota Hilux e a VW Amarok foram roubadas este ano nas cidades de Assis Châteaubriant e Cândido Mota, ambas no estado de São Paulo.

 

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polícia

PCMS prende em Rondonópolis 5° envolvido em duplo homicídio de mãe e filho

Patrícia Norberto da Silva, de 36 anos, e seu filho Kaique Flavio Audilino, de 20, foram mortos no município de Paranaíba há aproximadamente um mês

16/07/2026 12h59

Duplo homicídio contra mãe e filho foi registrado na madrugada de 19 de junho.

Duplo homicídio contra mãe e filho foi registrado na madrugada de 19 de junho. Reprodução/Redes Sociais

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Quase um mês após o duplo homicídio registrado em de Paranaíba, município sul-mato-grossense distante aproximadamente 408 quilômetros da Capital, a Polícia Civil (PC) do MS prendeu em Mato Grosso o quinto indivíduo envolvido por esse crime que terminou na morte de mãe e filho. 

Conforme repassado pela PCMS, o mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão foram cumpridos em Rondonópolis (MT), no âmbito da investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Paranaíba.

É apontado ainda que essa fase operacional da diligência foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras), em cumprimento às ordens judiciais.

Segundo divulgado pela Polícia Civil do Mato Grosso, que empenhou agentes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis na ação, o indivíduo foi localizado e preso em uma região de chácara que fica localizada no bairro Jardim Europa do Estado vizinho. 

Entenda

Identificado pelas iniciais A.H.P.V, o indivíduo de 31 anos é relacionado entre os acusados de participação do crime registrado contra mãe e filho em Paranaíba, em 19 de junho deste ano, com esse homem já respondendo por crimes de duplo homicídio qualificado e apontado na investigação como o responsável pelo apoio operacional ao grupo. 

Antes dele, uma mulher conhecida pelo apelido de "pistoleira" havia sido presa após ir até o abrigo dos criminosos para retirar as armas de fogo que estavam em posse do grupo armado. 

Porém, os primeiros envolvidos a "caírem" tratam-se de outros três indivíduos presos, como bem acompanha o Correio do Estado, aproximadamente 24 horas após cometerem o crime. 

Esse homem de 31 anos é apontado como responsável por ser o motorista que transportava os integrantes da facção criminosa, vindos do Mato Grosso até o município sul-mato-grossense de Paranaíba justamente para a execução do duplo homicídio. “Bem como promovendo o retorno dos indivíduos ao Estado de origem logo após a prática criminosa”, completa a PCMS em nota.

Executados a tiros na região do bairro Industrial de Lourdes, em Paranaíba, Patrícia Norberto da Silva, de 36 anos, e seu filho Kaique Flavio Audilino, de 20, foram mortos na madrugada de 19 de junho. Investigações preliminares já apontavam a suspeita de que o crime havia sido cometido por integrantes de facção criminosa. 

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 5h20, na rua Uberlândia. Quando os policiais chegaram ao local encontraram o jovem caído na calçada, em frente à residência. Já a mãe dele foi localizada dentro de um dos quartos da casa, atingida por disparos de arma de fogo.

Durante a perícia, foram encontradas cápsulas de pistola calibre .40, além de um aparelho celular danificado dentro da casa. 

Enquanto Caíque foi baleado duas vezes, por tiros que atravessaram do braço ao tórax e outro na região da axila, sua mãe foi atingida por cinco tiros que, conforme a perícia, atingiram a região da testa, tórax, abdômen e perna. O caso segue nas mãos das autoridades. 

 

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APORTE

Interventores pedem dinheiro aos sócios afastados do Consórcio Guaicurus

Os sócios das empresas responsáveis pelo transporte público de Campo Grande estão afastados da gestão desde junho

16/07/2026 12h00

Os sócios do Consórcio Guaicurus estão afastados desde o dia 16 de junho

Os sócios do Consórcio Guaicurus estão afastados desde o dia 16 de junho Foto: Marcelo Victor

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Em nota enviada nesta quinta-feira (16), o Consórcio Guaicurus afirma que, um mês após ser formada, a Comissão de Intervenção do Sistema de Transporte Público de Campo Grande enviou um ofício aos sócios afastados das empresas responsáveis pedindo um cronograma de novos aportes de recursos para garantir o funcionamento dos ônibus da Capital.

"O ofício é uma confissão. Um mês depois de assumir a administração, com acesso às contas das empresas por autorização judicial e com a diretoria afastada desde 16 de junho, a intervenção pede aos sócios do consórcio o dinheiro que a tarifa não cobre".

A nota também relata que o interventor-geral, Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, disse que a dívida de subsídios da Prefeitura era “falácia”, que havia recebido toda a documentação contábil e que a gestão municipal estava em dia.

"Se está em dia, e se o problema era de gestão, e a gestão foi afastada, não faz sentido a Comissão precisar de dinheiro novo dias depois. Só há duas hipóteses possíveis, e as duas são do interventor. Ou o diagnóstico apresentado à Câmara em 6 de julho estava errado, ou a dívida do Município existe. Não há obrigatoriedade de aportes financeiros no contrato de concessão nem na legislação aplicável".

Os sócios das empresas responsáveis pelo transporte público de Campo Grande estão afastados da gestão por decreto da Prefeitura.

"Não existe cronograma a apresentar. Todos os aportes anteriores foram voluntários. Nenhum decorreu de exigência contratual. Foram feitos porque a receita da tarifa não cobre o custo da operação e porque os repasses do Município atrasavam, afetando o fluxo de caixa. Foi esse dinheiro, e não a tarifa, que pagou combustível, manutenção e salários nos últimos anos".

De acordo com o Consórcio Guaicurus, o contrato, assinado em 2012, definia uma tarifa capaz de custear o serviço e investimentos em equipamentos e frota, e que esta passsaria por revisões econômicas periódicas para preservar o equilíbrio ao longo do tempo. Porém, afirma que as revisões previstas a cada sete anos não foram realizadas.

"Sem elas, a equação foi se deteriorando, e com ela a capacidade de manter o sistema de pé, da manutenção preventiva à renovação da frota. Pedir aporte aos sócios afastados diz, por outro caminho, o que o Consórcio afirma há anos: sem os reequilíbrios pactuados, a conta não fecha para quem estiver à frente da operação. Esse reequilíbrio é obrigação do Município contratualmente prevista e reiteradamente descumprida".

O Consórcio Guaicurus afirma que toda a documentação financeira solicitada já foi entregue à equipe de intervenção, ainda nos primeiros dias da medida.

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