Cidades

MEIO AMBIENTE

Comissão de Meio Ambiente "minimiza" riscos do "Decreto do Desmatamento" no Pantanal

Diante de inquérito do Ministério Público, Presidente desse comitê na Assembleia Legislativa diz que legislação que autoriza derrubada da flora nativa é "rígida"

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Diante da instauração de inquérito por parte do Ministério Público (MPMS) - sobre desmatamentos autorizados no Pantanal -, que apura omissão e permissividade do Governo do Estado e Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul), o presidente do comitê com foco sustentável da Assembleia Legislativa (ALMS), diz que as liberações acontecem debaixo de uma "legislação rígida". 

"A gente tem que ter um certo cuidado quando fala: o IMASUL está de portas abertas ou liberando tudo. Porque a nossa legislação ela é muito rígida, e precisa cumprir todos aqueles itens para poder dar uma liberação", argumentou Renato Câmara, da Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. 

Vale ressaltar que, pelo decreto 14.273, é permitido que até 60% de áreas de fazendas pantaneiras tenham sua vegetação nativa (não arbórea) suprimida, além de 50% das árvores. 

Entretanto, esse decreto foi embasado em estudo até então creditado à Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), instituição pertencente à Universidade de São Paulo (USP) que informou não ser de sua responsabilidade esses dados, além de não representar o posicionamento da organização. 

Nas palavras de Renato Câmara sobre esse decreto específico, é necessário primeiro uma análise profunda. "Meu arcabouço de valores em relação à pesquisa da Esalq; da Embrapa; anúncios do Governo, é muita informação para que a gente possa falar, emitir nossa opinião em relação a tudo isso", disse. 

Ele argumenta ainda que todo decreto atende "determinada situação momentânea, daquela época", frisando que o momento vivido atualmente por Mato Grosso do Sul é outro e buscando diferenciar as características observadas em cada município que compreende uma faixa do Pantanal. 

"Quando a gente fala também de Pantanal, existe o 'alto' - onde está uma pecuária maior; produção de grãos - e temos a planície pantaneira, que é o mais baixo, áreas mais sensíveis, que alagam e exige uma legislação mais restritiva. O pantanal é muito grande para ser colocado em uma discussão linear". 

Desdobrar da situação

Como levantado pelo Correio do Estado mais recente, com base no inquérito do Ministério Público, a média de autorizações de desmatamento chegava a 29 mil hectares por ano, entre 2009 e 2015. 

Nos cinco anos seguintes, essas autorizações, por sua vez, teriam quase que dobrado, com salto de 54 mil hectares de desmatamentos legalizados, conforme o Ministério Público. 

Também, ele comenta que reuniões permanentes serão feitas na Assembleia Legislativa, através da Comissão, para tratar de diversas denúncias que se acumulam na casa, inclusive sobre os desmatamentos no Pantanal. 

"Vamos ter agora no dia seis uma reunião, onde tínhamos nove denúncias. Então se a denúncia é: houve desmatamento, o Imasul não poderia ter dado autorização, essa liberação. Se poderia ou não, nós vamos chamar o órgão, fazer os devidos encaminhamentos para ter informações para dar um resultado, de fato, coerente com a situação", afirma. 

Mais categórico que o colega parlamentar, o deputado Zeca do PT aponta que essa medida adotada em âmbito estadual através do decreto é desnecessária, frisando, enquanto membro da comissão de Meio Ambiente, que o assunto será, sim, debatido na Assembleia Legislativa. 

"Acho que o governo começa a rever essa infeliz iniciativa. O Pantanal tem que ser preservado, temos muitas áreas ainda degradas que, futuramente, podem ser recuperadas fundamentalmente para agricultura; pecuária ou agronegócio. Do meu ponto de vista, leigo - mas que se preocupa com o meio ambiente - não tem necessidade de mexer nesse ecossistema pantaneiro". 

Ainda, Câmara dá um parecer de que há casos em que produtores possuam determinadas liberações e, apesar disso, "na prática" acabam executando outras frentes de trabalho. 

"Não temos esses números, mas se existirem muitas dessas contradições, pegando fotos de satélite para apontar 'a instituição está fazendo isso'... eu teria certa cautela", conclui. 

 

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Astronomia

Eclipse vai encobrir 96% da Lua nesta quinta e poderá ser visto em MS

Fenômeno começa às 21h24 no Estado e chega ao ponto máximo à 0h13 de sexta-feira; observação poderá ser feita a olho nu e não exige equipamentos especiais

25/08/2026 20h08

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27).

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27). Foto: Reprodução.

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Quem olhar para o céu de Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27) poderá acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais marcantes do ano. Um eclipse lunar parcial vai encobrir 96,2% do disco da Lua, deixando apenas uma pequena faixa do satélite fora da região mais escura da sombra projetada pela Terra.

Apesar de tecnicamente classificado como parcial, o eclipse será tão profundo que terá aparência próxima à de um fenômeno total.

O espetáculo atravessará a madrugada de sexta-feira (28) e poderá ser acompanhado de qualquer ponto de Mato Grosso do Sul, desde que as condições do tempo permitam a visualização do céu. 

Para os sul-mato-grossenses, é preciso atenção aos horários divulgados nacionalmente, já que o Estado está uma hora atrás do horário de Brasília.

Em MS, o fenômeno começa às 21h24 de quinta-feira, quando a Lua entra na penumbra, região mais clara da sombra da Terra. Nessa primeira etapa, a alteração no brilho ainda será discreta.

A transformação ficará muito mais evidente a partir das 22h34, quando começa a fase parcial propriamente dita. A Lua passará progressivamente pela umbra, a parte mais escura da sombra terrestre, dando a impressão de que uma grande "mordida" avança sobre o disco lunar. 

O ponto alto está previsto para 0h13 de sexta-feira, no horário de Mato Grosso do Sul. Nesse momento, 96,2% da Lua estará encoberta pela sombra da Terra, restando apenas uma estreita porção diretamente iluminada pelo Sol.

Depois do auge, o processo será invertido e o satélite começará gradualmente a deixar a sombra terrestre. 

Por que a Lua muda de aparência?

O eclipse lunar acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com o planeta posicionado entre o Sol e o satélite natural. A Terra bloqueia parte da luz solar que normalmente ilumina a Lua e projeta sua própria sombra sobre ela.

Essa sombra é dividida em duas regiões. A penumbra é a parte mais clara, responsável por uma redução mais sutil do brilho. Já a umbra é a região mais escura e provoca o encobrimento facilmente perceptível durante a fase parcial.

Durante os momentos de maior cobertura, grande parte da Lua também poderá adquirir tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. Isso acontece porque uma pequena parcela da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à superfície lunar.

Nesse percurso, os comprimentos de onda azulados são mais dispersados, enquanto tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera e alcançar a Lua. 

É um efeito semelhante ao responsável pelos tons avermelhados observados no céu durante o nascer e o pôr do sol.

Como quase toda a Lua estará dentro da umbra nesta quinta-feira, a mudança de coloração poderá ficar especialmente evidente próximo ao momento máximo do eclipse.

Não é preciso proteção para os olhos

Ao contrário de um eclipse solar, o fenômeno desta quinta-feira pode ser observado diretamente e não representa risco à visão. Não será necessário utilizar óculos especiais, filtros ou qualquer outro equipamento de proteção.

Também não é preciso ter telescópio ou binóculo. O eclipse poderá ser acompanhado a olho nu, embora instrumentos de aproximação permitam observar com mais detalhes as mudanças de luminosidade e coloração na superfície lunar. 

Para melhorar a experiência, a recomendação é procurar um ponto com boa visão do céu e, de preferência, afastado de iluminação artificial intensa. O principal fator que poderá atrapalhar a observação será a presença de nuvens.

Quem não conseguir acompanhar diretamente ainda terá outra alternativa. O Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo do eclipse pela internet, permitindo acompanhar o fenômeno mesmo em regiões onde o tempo não colaborar. 

Quase total

O que torna o eclipse desta semana especialmente chamativo é justamente a dimensão da cobertura. Com 96,2% do disco lunar obscurecido, apenas uma pequena parte ficará fora da umbra terrestre no auge do evento.

É essa pequena diferença que impede que o fenômeno seja oficialmente classificado como eclipse lunar total. Visualmente, porém, a proximidade com os 100% fará com que a Lua apresente uma aparência muito semelhante à observada em uma totalidade.

O fenômeno também marca uma mudança de cenário para os observadores brasileiros neste mês. Em 12 de agosto ocorreu um eclipse solar total, mas ele não pôde ser observado do Brasil.

Desta vez, a situação será diferente: o eclipse lunar poderá ser acompanhado diretamente no País e todas as suas fases serão visíveis no território brasileiro, segundo o Observatório Nacional.

Em Mato Grosso do Sul, portanto, o espetáculo começa ainda na noite de quinta-feira, ganha força pouco antes das 23h e reserva seu principal momento para quem estiver disposto a atravessar a meia-noite olhando para o céu.

Pagamentos

Renegociação de dívidas do Fies pode ser feita até 16 de setembro

Adesão deve ser feita junto ao banco responsável pelo contrato

25/08/2026 19h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026 pode ser feita até o dia 16 de setembro.  

A adesão à renegociação de dívidas da graduação deve ser firmada diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato do Fies: o Banco do Brasil ou a Caixa, por meio de seus canais digitais.

As condições de renegociação de dívidas variam de acordo com a situação de cada contrato. 

O Fies oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.

Quem pode renegociar?

A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade. A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes.

Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso neste financiamento estudantil. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.

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