Cidades

CONCURSO PÚBLICO

"Concurso dos concursos" tem resultado preliminar divulgado para cartórios de MS

Tribunal de Justiça publicou nesta segunda-feira o espelho de correção da prova escrita e prática

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) divulgou nesta segunda-feira (21) o resultado preliminar da prova escrita e prática do VI Concurso Público de Provas e Títulos para Outorga de Delegações de Serviços Notariais e Registrais do Estado. O documento, publicado no Diário da Justiça, também traz o espelho de correção da etapa aplicada em 24 de maio deste ano.

Conforme o comunicado assinado pelo corregedor-geral de Justiça e presidente da comissão do concurso, desembargador Ruy Celso Barbosa Florence, os candidatos poderão apresentar recurso entre as 12h desta terça-feira (22) e as 12h do próximo dia 27 de julho, por meio da página da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca responsável pela seleção.

O comunicado também informa que candidatos aprovados na modalidade de remoção aparecem na lista em condição sub judice, em cumprimento a uma decisão judicial que anulou a segunda retificação do edital do concurso.

O certame é considerado um dos mais concorridos do Judiciário brasileiro por selecionar os futuros titulares de cartórios extrajudiciais. Ao todo, estão sendo ofertadas 42 serventias vagas em Mato Grosso do Sul, sendo 28 destinadas ao ingresso por provimento e outras 14 por remoção.

 Dados da Receita Federal divulgados anteriormente apontam que a renda média nacional dos titulares de cartórios alcançou R$ 144,6 mil mensais em 2023, embora os rendimentos variem significativamente conforme o cargo.

Entre as vagas oferecidas pelo TJMS estão cartórios localizados em Campo Grande, Dourados, Corumbá, Ponta Porã e outros municípios do Estado. Algumas das vagas ficaram vazias após aposentadorias, falecimentos, renúncias e perda da delegação pelos antigos titulares.

Entre os candidatos que obtiveram uma das maiores notas está Eduardo de Melo Gama, magistrado que tomou posse, em junho deste ano, como integrante da nova Diretoria do Foro da Seção Judiciária de Goiás para o biênio 2026-2028.

Também entre os destaques, aparece Adelmar Aires Pimenta da Silva, juiz federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e titular da 2ª Vara Federal de Palmas (TO).

Outro nome de destaque é Alexandre Alliprandino Medeiros, que atuou como juiz até se aposentar, em março deste ano, e agora aparece entre os candidatos com melhor desempenho na seleção.

Além dos magistrados, a lista reúne profissionais já atuantes na atividade extrajudicial. É o caso da tabeliã Heleine Pereira Michels, titular do Cartório Michels, em Marabá (PA), que também alcançou uma das notas mais altas na prova escrita e prática.

A divulgação do resultado ocorre um dia após levantamento divulgado pela Folha de S.Paulo, elaborado pelo economista Bruno Imaizumi, da consultoria 4intelligence, apontar que juízes continuam entre os profissionais com maior renda média do país.

Segundo o estudo, baseado nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE, os magistrados tiveram rendimento médio de R$ 34,8 mil mensais no primeiro trimestre de 2026, quase nove vezes acima da renda média do trabalhador brasileiro, estimada em R$ 3.918.

Ainda assim, concursos para delegações de cartórios continuam atraindo integrantes da magistratura e de outras carreiras jurídicas, justamente pelo potencial de remuneração de determinadas serventias, que pode superar os vencimentos de cargos públicos tradicionais.

Próximas etapas

Após o período de recursos, a banca organizadora analisará as contestações antes da divulgação do resultado definitivo da prova escrita e prática.

O VI Concurso Público para Outorga de Delegações de Serviços Notariais e Registrais é composto por oito etapas, incluindo provas objetiva, escrita e prática, prova oral, análise de títulos, exames de saúde, perícia médica e procedimentos de heteroidentificação, até a homologação final e escolha das serventias pelos candidatos aprovados, conforme a ordem de classificação.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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