Cidades

RICARDO SU MOON

Condenado a 23 anos, justiça manda prender PRF que matou empresário

Ricardo Su Moon poderia recorrer em liberdade, mas juiz entendeu que ele tem impetrado diversos recursos para protelar prisão

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O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, determinou que o policial rodoviário federal Ricardo Su Moon seja preso para cumprimento da pena a qual foi condenado.

Em 2019, o policial foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão, por matar o empresário Adriano Correa Nascimento, e por tentativa de homicídio contra Vinicius Ortiz e Agnaldo Spinosa da Silva, que estavam no veículo com a vítima no dia do crime, ocorrido em 2016.

Como a sentença é de primeiro grau, ele poderia aguardar julgamento de recursos nos tribunais superiores em liberdade.

No entanto, segundo o juiz, em consulta ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi constatado que o PRF tem, reiteradamente, "interposto recursos nitidamente protelatórios".

Para a decisão da prisão, o magistrado cita ementa do STJ, no sentido de que, "diante da reiterada oposição de aclaratórios meramente protelatórios pela parte, deve ser determinada a baixa dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão recorrido e da certificação do trânsito em julgado".

Ele também cita que embargos de declaração não conhecidos,com determinação de baixa dos autos à origem, independentemente da publicação do acórdão e da eventual interposição de outro recurso, certifica-se o trânsito em julgado.

Desta forma, foi determinada a expedição do mandado de prisão, para que o policial rodoviário federal passe a cumprir a pena à qual foi condenado.

O caso

De acordo com a denúncia, crome ocorreu no 31 de dezembro de 2016, na Avenida Ernesto Geisel, próximo ao Horto Florestal.

No dia, o policial da PRF estaria se deslocando para seu trabalho, na região de Corumbá, quando Adriano Correia, proprietário de um restaurante na Capital, estando na avenida em uma Toyota Hilux com outras duas pessoas, teria feito uma conversão à direita, quase colidindo com o veículo de Moon. 

O policial teria descido do veículo e abordado o empresário e dois acompanhantes já na posse de sua arma, uma pistola, dizendo que era policial.

As vítimas teriam chegado a descer do carro e solicitado que Moon mostrasse sua identificação, visto que ele não estava fardado (somente com uma aparente calça de uniforme). 

Diante da recusa do policial, teriam retornado ao veículo. Adriano teria ligado a caminhonete, iniciando manobra para desviar do carro do acusado, que estaria impedindo sua passagem.

Quando o empresário iniciou o deslocamento, o policial teria efetuado disparos contra as vítimas. 

Após os tiros, o veículo de Adriano prosseguiu por alguns metros e chocou-se num poste de iluminação. Ele morreu no local; outro rapaz saltou do carro e teve fraturas; e um terceiro foi atingido por disparos, mas foi socorrido e sobreviveu.

O policial rodoviário federal foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão, acusado de matar o empresário Adriano Correa Nascimento, e tentativa de homicídio de outras duas pessoas, em julgamento que ocorreu no dia 30 de maio de 2019.

Juíza Denize de Barros Dodero fixou a pena em 14 anos por homicídio doloso qualificado pelo motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima e a 4 anos e oito meses para cada uma das tentativas de homicídio qualificado pelo motivo fútil e recurso que dificultou a defesa das vítimas.

A defesa tentou vários recursos, entre eles, habeas corpus no Supremo sob argumento de que o caso deveria ser julgado na esfera federal, que foi negado pela Corte.

Fatalidade

Idosa morre e criança fica presa às ferragens após motorista tentar desviar de buraco em MS

Motorista do veículo perdeu o controle ao tentar evitar buracos na pista e capotou várias vezes na MS-010

07/03/2026 13h55

Imagem Divulgação

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Identificada como Liva Xavier Siqueira, de 75 anos, a idosa que morreu quando o carro em que seguia tentou desviar de um buraco e acabou capotando, nas proximidades da cachoeira Céuzinho, na MS-010, em Campo Grande.

Segundo informações preliminares, o Fiat Uno branco, em que seguiam três pessoas, entre elas uma criança, perdeu o controle quando a condutora tentou desviar de buracos na pista e precisou retornar ao perceber um carro vindo no sentido contrário da via.

A motorista perdeu o controle do veículo, que capotou pelo menos três vezes. A idosa, que seguia como passageira, sofreu ferimentos graves. Ela chegou a receber atendimento de uma equipe do Corpo de Bombeiros, mas não resistiu e morreu no local.

A criança precisou ser retirada com auxílio da equipe de resgate, pois estava presa às ferragens. Ela e a motorista receberam os primeiros atendimentos e foram encaminhadas para a Santa Casa de Campo Grande.

O tráfego ficou em meia pista, com equipes do Corpo de Bombeiros organizando a passagem dos veículos para evitar novos acidentes no trecho.

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Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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