Cidades

Campo Grande

Condomínio de luxo está sobre duas áreas de preservação

Relatório do MPMS aponta série de irregularidades e solicita que medidas sejam tomadas

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Perícia realizada em março deste ano pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) constatou que o Condomínio de Luxo Soul Corpal Living Resort está ocupando duas áreas de preservação ambiental que terão de ser recuperadas e vão obrigar a incorporadora a reduzir o número de lotes. 

É que parte dos 395 lotes na área localizada na saída para Três Lagoas, nos limites do Bairro Maria Aparecida Pedrossian, está sobre uma área que deverá ter vegetação nativa.

Em relatório de vistoria técnica apresentado pela Secretaria de Desenvolvimento de Apoio às Atividades de Execução (Daex), vinculado ao MPMS, é afirmado que o condomínio tem “passivos ambientais em relação à conservação das faixas de APP [Área de Preservação Permanente] dos Córregos Estribo e Lajeado”, destacando que em torno das duas barragens existentes hoje no local quase não existe vegetação típica do Cerrado e que nas margens dos dois córregos esta vegetação também foi suprimida. 

Nas barragens o limite mínimo é de 30 metros a partir da margem. No caso dos cursos d’água, são 100 metros. 

Mas o geólogo Vitor Avila Barsotti, com a colaboração da geógrafa Flávia Reis Alves, enfatiza que embora a vegetação esteja ausente, foi constatado dano ambiental . 

Mesmo com o loteamento na fase inicial “parte do arruamento já incide tanto na APP projetada de 100 metros para o Córrego Estribo quanto na APP de 30 metros do barramento de jusante, sendo registrada, ainda, a presença de um processo erosivo nesse local”. 

Outra preocupação dos profissionais é com a ampliação destes dois espelhos de água, com um dos reservatórios passando de 0,3065 hectare para 4,7719 hectares [quase 15 vezes maior] e o outro de 1,1174 hectare para 2,2253 hectares [o dobro praticamente], que “implicará consequente aumento da faixa de proteção no entorno”.

Esta ampliação fez com no relatório fosse destacado que nos autos não foram incluídas plantas técnicas com delimitação precisa das áreas inundadas projetadas e nem esta demarcação in loco no terreno. 

“Frisa-se que as plantas constantes no processo indicam a previsão de APP no entorno dos barramentos, porém sem explicação das metragens adotadas”, afirma Barsotti.

O geólogo que esteve no dia 29 de janeiro no local determinou que a incorporadora faça a adequação do arruamento de modo a não incidir sobre as APPs existentes no imóvel. Hoje parte das ruas estão em área que serão de preservação.

Também que seja feita a recuperação do processo erosivo existente à margem da barragem do Córrego Estribo, que a empresa apresente o Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas ou Alteradas (Prada) para recuperação das APPs dos Córregos Estribo e Lajeado e dos barramentos existentes no imóvel, de forma a atender a Lei Federal 12.651/2012 e no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Lajeado.

Além disso, demarque in loco os limites da APPs dos córregos Estribo e Lajeado (100 metros) e dos barramentos ( 30 metros já considerando as áreas ampliadas dos reservatórios, conforme previsto no projeto do empreendimento), promovendo ações para conservação e recuperação das faixas degradadas.

Além desta questão ambiental, a criação do condomínio está repleta de irregularidades, segundo o relatório do MPMS. A incorporadora responsável pelo loteamento desrespeitou questões urbanísticas, fez obras antes do registro no Cartório de Imóveis, invadiu área da linha férrea Malha Oeste, mesmo sabendo que havia impedimentos legais. 

O empreendimento chegou a ser embargado e a Procuradoria do Município recomendou a anulação de sua criação.

* Saiba 

A irregularidade ambiental é apenas um dos problemas apontados pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) sobre o condomínio Soul Corpal Living Resort.

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Tragédia no Trânsito

Ônibus atropela e mata criança de 11 anos em Campo Grande

Menino estava de bicicleta quando ocorreu o acidente no bairro Zé Pereira; vítima de 11 anos chegou a ser atendida pelo Samu, mas não resistiu aos ferimentos.

21/09/2026 19h29

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande.

Ônibus envolvido no atropelamento de criança de 11 anos ficou no local enquanto equipes de segurança atendiam a ocorrência no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. Foto: Reprodução.

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Uma criança de 11 anos morreu após ser atropelada por um ônibus na tarde desta segunda-feira (21), no bairro Zé Pereira, em Campo Grande. O acidente ocorreu na Rua Sagarana e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Corpo de Bombeiros e forças de segurança.

A morte da criança foi confirmada pela mãe do menino à Polícia Militar. A equipe do Samu permaneceu no local durante o atendimento à vítima, que sofreu ferimentos graves após ser atingida pelo veículo.

Inicialmente, as informações apontavam que o menino havia sido socorrido em estado grave e inconsciente e seria encaminhado para a Santa Casa de Campo Grande. No entanto, posteriormente, foi confirmada a morte da criança.

Como aconteceu

Conforme as informações preliminares, o menino estava de bicicleta e havia saído da escola quando ocorreu o acidente. Durante o trajeto pela Rua Sagarana, no bairro Zé Pereira, a criança teria se envolvido em uma colisão com o ônibus e acabou sendo atropelada.

Com o impacto, o veículo teria passado sobre uma das pernas do menino. Durante o atendimento, também foram constatados ferimentos graves, entre eles um corte profundo na perna esquerda e uma perfuração no pulmão.

A criança chegou a precisar de procedimentos de emergência realizados pela equipe médica.

O Samu permaneceu por cerca de 40 minutos no local durante as tentativas de atendimento. Apesar dos esforços das equipes de socorro, a criança não resistiu aos ferimentos.

Equipes da Polícia Militar foram acionadas e acompanharam a ocorrência. A perícia e a Polícia Civil também foram chamadas para os procedimentos necessários e para apurar as circunstâncias do atropelamento.

O motorista do ônibus foi submetido ao teste do bafômetro. A dinâmica exata do acidente, incluindo como ocorreu o contato entre a bicicleta e o coletivo, deverá ser esclarecida pela investigação.

A ocorrência aconteceu na Rua Sagarana, região do bairro Zé Pereira. O local foi preservado para o trabalho das equipes responsáveis pela apuração do acidente.

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

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O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

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