Cidades

COP-16

Conferência do Clima surpreende na reta final

Conferência do Clima surpreende na reta final

FOLHA ONLINE

11/12/2010 - 13h53
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A conferência da ONU para o clima, a COP-16, terminou em Cancún, no México, na madrugada deste sábado de uma forma inesperada. Contra a expectativa de que não haveria anúncios relevantes ao final do encontro, foram firmadas duas decisões: a criação do Fundo Verde e a extensão do Protocolo de Kyoto para além de 2012, quando expira o tratado.

Embora os acordos sejam limitados e já vinham sendo discutidos, eles restauraram um pouco da credibilidade perdida em Copenhague. No "trabalho em duplas", coube ao Brasil e ao Reino Unido buscar o consenso sobre Kyoto e lidar principalmente com a resistência japonesa quanto ao tratado--na sexta-feira, o Japão, a Rússia e o Canadá haviam dito que não participariam da segunda fase de Kyoto.

Renovar ou não o Protocolo de Kyoto foi o grande debate na conferência. Os países opositores a Kyoto exigiam que fossem incluídas reduções das emissões para economias emergentes como Índia e China --esta é um dos maiores poluentes do planeta.

Já os grandes países emergentes dizem que não aceitariam um ônus tão grande quanto das nações ricas. Há, ainda, a questão dos Estados Unidos, que até agora não ratificaram Kyoto e a questão segue sem definição. Apesar do consenso, não houve fixação de datas e prazos.

A Bolívia foi o único a se posicionar contra as decisões da COP-16, argumentando que o plano não é suficiente para combater as mudanças climáticas. Segundo a delegação boliviana, elas são tão fracas, que poderiam colocar o planeta em risco. O país vai recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia para contestar o resultado da COP-16.

Às 4h no horário local, o presidente mexicano, Felipe Calderon, declarou em discurso que a COP-16 foi um "sucesso". Ele acrescentou que a "inércia da desconfiança" foi superada finalmente.

"O que temos agora é um texto. Se não é perfeito, é certamente uma boa base para ir em frente", disse o chefe das negociações da ONU, Todd Stern.

A criação do Fundo Verde, que ajudará as nações em desenvolvimento na luta contra as mudanças climáticas, também foi anunciada. A UE (União Europeia), Japão e Estados Unidos prometeram doações de até US$ 100 bilhões até 2020. A curto prazo, os países se comprometeram também com uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões.

O pacote de medidas inclui ainda um mecanismo de proteção das florestas tropicais do planeta, cujo maciço desmatamento provoca 20% das emissões de gás do efeito estufa no mundo, e novos meios de dividir tecnologias de energia limpa.

RIO BRILHANTE

Caminhão rompe mureta na ponte da BR-163 e afunda no Rio Vacaria

Policiais rodoviários e bombeiros estiveram no local para realizar buscas, mas até o momento não localizaram vítimas

12/05/2026 08h30

Acidente ocorreu na noite desta segunda-feira (11), na ponte sobre o Rio Vacaria

Acidente ocorreu na noite desta segunda-feira (11), na ponte sobre o Rio Vacaria Crédito: Rio Brilhante em Tempo Real

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Na noite desta segunda-feira (11), um caminhão caiu no Rio Vacaria após romper o guard rail da ponte, na BR-163, próximo ao distrito de Prudêncio Thomaz, em Rio Brilhante.  A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local dos fatos, o trânsito foi interditado temporariamente durante a madrugada e as buscas por vítimas seguem na região.

equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Motiva Pantanal e Corpo de Bombeiros de Rio Brilhante realizaram as primeiras buscas, porém ninguém foi localizado. Apenas uma mochila foi encontrada e estava imersa na água.

De acordo com a página local, Rio Brilhante em Tempo Real, marcas na proteção lateral da ponte indicam que o veículo seguia seguido Rio Brilhante a Nova Alvorada do Sul no momento do acidente.

As equipes desceram pela barranca do rio até próximo a água e de acordo com o relato da equipe apenas parte do que seria os pneus do caminhão está a vista, o restante totalmente submerso.

As buscas com barcos e mergulho deverão ocorrer nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (12). A PRF e a Motiva permaneceram no local durante toda a noite, sinalizando para os motoristas que seguiam na BR-163. Apenas meia pista teve liberação de tráfego de veículos.

A Polícia Militar Ambiental (PMA) também esteve no local para verificar o vazamento de óleo no Rio Vacaria.

Um caso parecido ocorreu em 2018, quando uma carreta bi trem afundou no Rio Vacaria, no km 344 da BR-163. O motorista dormiu ao volante, perdeu o controle do veículo, rompeu o guard rail da ponte e caiu dentro do rio.

O local não possui acostamento e a estrutura é estreita, o que dificulta a passagem de veículos grandes. Habitantes da região solicitam por alargamento da estrada e relatam que acidentes deste tipo é recorrente no trecho.

Acidente ocorreu na noite desta segunda-feira (11), na ponte sobre o Rio Vacaria

Um outro caso ocorreu próximo de Ivinhema, quando um carro com uma família de três pessoas caiu no Rio Vacaria. Segundo depoimento do condutor, ao tentar desviar de outro veículo, acabou perdendo o controle do automóvel, bateu na mureta de proteção da ponte e caiu dentro do rio.

Apenas o motorista conseguiu sair do veículo e se salvar. A esposa e a filha dele afundaram junto com o veículo e morreram no local.

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Lucro

Contrabando de cigarros já é tão lucrativo quanto a cocaína

Pesquisa mostra que contrabandistas movimentam cerca de R$ 10,3 bilhões com a venda de produtos ilegais, já traficantes faturam R$ 15 bilhões

12/05/2026 08h00

DOF apreendeu no sábado carreta com 35 mil pacotes de cigarros

DOF apreendeu no sábado carreta com 35 mil pacotes de cigarros Divulgação/DOF

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A entrada de produtos ilegais pela fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai não é novidade, mas tem se mostrado cada vez mais atrativa para os criminosos.

Segundo o estudo Follow the Products, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse setor movimenta cerca de R$ 10,3 bilhões no País por ano, valor que se aproxima ao tráfico de cocaína, que é de R$ 15 bilhões. E é por esse motivo que este tipo de contravenção tem atraído cada vez mais as facções criminosas.

De acordo com o Mapa do Contrabando, publicado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), do total de cigarros produzidos no Paraguai, apenas 4% são para consumo interno, e a estimativa é de que 62% são trazidos para o Brasil.

A entrada desses produtos ocorre principalmente de duas formas: a fronteira com Mato Grosso do Sul e a fronteira com o Paraná.

Na avaliação do presidente do Idesf, Luciano Barros, a maior parte desse produto entra pelas fronteiras secas de Mato Grosso do Sul, pela facilidade e proximidade dos territórios. Segundo ele, 60% do cigarro que é hoje comercializado no Brasil passou pelo Estado.

“Nós temos várias rotas para a entrada desse cigarro contrabandeado, principalmente por Mato Grosso do Sul, mas temos também o Paraná e agora tivemos a informação de que também estão utilizando a fronteira com a Argentina para levar esse produto para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul sem precisar passar pelo território brasileiro”, explicou Barros ao Correio do Estado.

A informação é complementada pelo presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona, que afirma que algumas rotas são ainda mais complexas e passam pelo outro lado do continente para chegar às Regiões Norte e Nordeste do País.

“Eu participo de vários fóruns com outros países e no Chile eles descobriram uma rota vinda do Paraguai até o Porto de Iquique e de lá esse cigarro vem de barco e entra pelas Guianas até chegar nos igarapés no Norte do País, de onde abastecem também o Nordeste”, contou.

Toda essa logística, segundo os institutos, são fruto da lucratividade que os cigarros contrabandeados conseguem gerar e da penalidade menor diante da lei, já que a venda desses produtos são classificados como crimes com penas menores.

DOF apreendeu no sábado carreta com 35 mil pacotes de cigarros

LUCRO ALTO

Conforme Barros, um maço de cigarros no Paraguai chega a custar cerca de R$ 1,20 se comprado no atacado, mas quando chega no Brasil as marcas são vendidas a cerca de R$ 4,46 (em média), o que representa um ganho que pode chegar a mais de 500% dependendo do valor pago e do comercializado, segundo estimativa do Idesf.

“Temos notado o crescimento da atração de organizações criminosas. Sempre que há um aumento de imposto no Brasil [sobre os cigarros], aumenta o comércio ilegal do produto e, nos últimos três anos temos visto que a participação do comércio ilegal de cigarros dobrou”, contou Vismona.

Por ser um mercado em ascensão, eles afirmam que as facções criminosas, principalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) no caso de Mato Grosso do Sul, têm intensificado a participação também neste mercado.

“Os caminhos são os mesmos [tráfico e contrabando], mas o contrabando sempre teve uma aceitação maior da sociedade, eles conseguem chegar com essas cargas em qualquer canto do Brasil sem ser pegos. Nós podemos perceber a entrada dessas facções no contrabando por aspectos que antes não tínhamos, como a violência, a escolta de cargas”, avalia o presidente do Idesf.

DADOS DE MS

Ainda segundo dados do Idesf, nos últimos 7 anos, R$ 3,7 bilhões deixaram de ser arrecadados em Mato Grosso do Sul por conta do cigarro ilegal.

Esse valor leva em conta a comercialização do produto e o não pagamento de tributos que os cigarros legais devem pagar.

Outro ponto apontado pelo Idesf é de que em Mato Grosso do Sul a participação do cigarro ilegal no mercado é de 74%.

Isso significa que de 10 cigarros vendidos, 7 são ilegais. Segundo o estudo, a marca mais vendida no Estado é a FOX, que entre em MS contrabandeada do Paraguai.

APREENSÃO

Apreensão feita neste fim de semana pela Departamento de Operações de Fronteira (DOF) exemplifica esses dados.

No sábado, uma carreta carregada com aproximadamente 35 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai foi apreendida em Fátima do Sul e um homem de 35 anos foi preso em flagrante.

Segundo nota do DOF, a apreensão ocorreu durante bloqueio policial na MS-276, próximo à ponte do Rio Dourados.

Ao abordar uma Scania acoplada a um semirreboque os policiais notaram que o condutor apresentou nervosismo e entrou em contradição ao informar que transportava carga de milho para o Paraná.

“Ao ser informado que a carreta seria vistoriada, o motorista confessou que transportava cigarros de origem estrangeira. O homem afirmou que pegou o caminhão carregado em Dourados e levaria a carga até Maringá (PR), pelo valor de R$ 40 mil”, foi informado em nota.

A carreta com os cigarros e o autor foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Dourados e a estimativa é de que a carga seja avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões.

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