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Conheça os cabeleireiros mais caros do Brasil

Conheça os cabeleireiros mais caros do Brasil

TERRA

21/08/2011 - 04h00
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O inglês Lee Stafford é conhecido como o cabeleireiro mais caro do mundo. Para cortar com ele, em seu salão em Londres, só tendo muito dinheiro. Ele cobra nada menos que US$ 3.900 pelo Couture Cut, o corte acompanhado de champanhe e hors d’oeuvres (aperitivos franceses). 

No Brasil, nenhum hairstylist cobra uma quantia tão exorbitante quanto esta. Mas isso nem de longe significa que seus serviços podem ser usufruídos por todos. Quem quiser entregar as madeixas nas mãos dos mais badalados cabeleireiros deve se preparar para gastar. E muito.
 
Líderes do ranking

Proprietário do salão HBD Spa, no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, Dudu Meckelburg cobra R$ 500 pelo corte. Seu nome não é tão conhecido do grande público, mas ele assinou, por exemplo, as caracterizações de Patrícia Pillar como Salomé, no teatro, e de Reynaldo Gianecchini em A Peça Sobre o Bebê. Dudu também já foi o responsável pela beleza de desfiles como da Chanel, em Paris, e de Gianfranco Ferrè, em Milão.

Praticamente tão famoso quanto suas clientes, Marco Antonio di Biaggi aparece na segunda posição. Quer fazer como Adriane Galisteu, Isabeli Fontana e Carolina Dieckmann, entre outras beldades, e cortar as madeixas com o estrelado hairstylist? Pois se prepare para gastar R$ 480, e neste valor estão incluídos apenas o corte e a lavagem.  

Wanderley Nunes, o preferido de Sandy, Guilhermina Guinle e Cláudia Raia e dono da rede Studio W, cobra R$ 400 apenas pelo corte. A lavagem custa R$ 25 extras. Logo em seguida, aparece o expert Mauro Freire, que é o representante brasileiro na linha Cocriações da Seda. Ele recebe R$ 420 pelo pacote lavar, cortar e secar, e entre suas clientes, destacam-se Cléo Pires, Eliana e Marília Gabriela. 

Nem tão caros assim

O angolano Viktor I, que tem dois endereços do salão Vimax Beauty, um em São Paulo e outro em Curitiba, também aparece na lista. Com talento reconhecido e premiado no Brasil e no exterior, o hairstylist já integrou a equipe de beleza de desfiles de grifes como Versace, Christian Dior, Gucci e Jean Paul Gaultier e participou ainda de campanhas publicitárias e editoriais de revistas, como Elle, Vogue e Marie Claire. Na filial paulistana, onde Viktor fica de segunda a quinta-feira, o corte com ele sai por R$ 334 (+ R$ 16 da lavagem, somando então R$ 350). Na capital paranaense, o hairstylist atende sexta-feira e sábado e o preço cai para R$ 250 (+ R$ 14 da lavagem). 

Já quem preferir cortar as madeixas com Celso Kamura, cabeleireiro da presidente Dilma Houssef e das belas Angélica e Grazi Massafera, irá desembolsar R$ 320 em seu salão em São Paulo. Este é o mesmo valor cobrado por Marcos Proença, que também atende na capital paulista e é o responsável pelo bem sucedido look da personagem Natalie Lamour (Deborah Secco), e Tiago Parente, sócio do carioca Fashion Clinic e hairstylist de Luiza Brunet. 

O Crystal Hair é outro representante carioca, mas que cobra um pouco menos pelo serviço: aproximadamente R$ 290. Entre os principais profissionais do espaço, destacam-se Felipe Freitas – que atende as atrizes Daniele Winits e Fernanda Paes Leme –, Washington Bueno (responsável pelas madeixas de Maytê Proença) e a colorista Branca di Lorenzo, que tem uma vasta lista de clientes famosos, incluindo Carolina Dieckmann, Guilhermina Guinle, Christine Fernandes e Andréa Beltrão. 

Eleito por Vanessa da Mata, Cláudia Raia, Maitê Piragibe e Malu Mader, Glecciano Luz é dono do Espaço que leva seu nome na Barra da Tijuca. Quem quiser mudar o corte seguindo os passos dessas celebridades terá de desembolsar pelo menos R$ 200.  

No Ophicina do Cabelo, no Shopping Leblon, o preço também gira em torno de R$ 200. O salão é a casa do profissional David Mello, o escolhido de Priscila Fantin. Também fazem parte do casting do Ophicina os hairstylists John Garcia, que atende as jornalistas Renata Ceribelli e Fátima Bernardes, e o colorista Bruno Moura, que trabalha com Larissa Maciel, além de Wagner Lisboa, conhecido por desenvolver técnicas de luzes e alisamento que não prejudicam os fios.

Falso Roubo

Polícia descobre falso esquema de roubo de veículos em Campo Grande

Vendedor registrava boletins falsos para acionar a polícia e reaver automóveis negociados sem pagamento integral, aponta Defurv

19/05/2026 17h42

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes. Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), identificou uma série de falsas comunicações de crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores em Campo Grande.

Segundo as investigações, um vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

As apurações começaram após o registro de um boletim de ocorrência na madrugada do dia 15 de maio. Na ocasião, o vendedor identificado pelas iniciais D.W.V.Q., de 27 anos, afirmou ter sido vítima de um roubo à mão armada envolvendo uma picape Fiat Strada branca durante uma negociação de venda do veículo.

No entanto, durante as diligências, policiais civis encontraram inconsistências relevantes no relato apresentado pelo comunicante.

Conforme a Defurv, o histórico do investigado e a existência de outras ocorrências semelhantes registradas recentemente em seu nome levantaram suspeitas sobre a veracidade das denúncias.

Ao aprofundar as investigações, os policiais identificaram que, em um curto intervalo de tempo, o suspeito havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência relacionados a supostos crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores.

Segundo a Polícia Civil, as ocorrências não tinham relação com roubos ou furtos efetivamente praticados, mas sim com conflitos decorrentes de negociações informais de compra e venda de veículos.

Confrontado com as informações levantadas pela equipe policial, o investigado admitiu que os registros não correspondiam à realidade e confessou ter utilizado os boletins como forma de inserir restrições criminais nos sistemas policiais para facilitar a localização e apreensão dos veículos.

De acordo com o depoimento prestado, após entregar voluntariamente os automóveis aos compradores e enfrentar dificuldades para receber os valores combinados, ele passou a registrar falsas ocorrências para que os veículos fossem recuperados pelas forças de segurança pública.

No caso da Fiat Strada, o vendedor afirmou que o veículo havia sido negociado por cerca de R$ 45 mil, restando uma dívida aproximada de R$ 15 mil. Após uma discussão relacionada ao pagamento pendente, ele resolveu procurar a polícia e comunicar falsamente o roubo do automóvel.

Outro caso investigado envolve um veículo Hyundai i30. Conforme admitido pelo investigado, ele registrou inicialmente uma falsa ocorrência de furto após uma negociação frustrada envolvendo dívida de aproximadamente R$ 6 mil.

Dias depois, voltou a comunicar falsamente uma apropriação indébita relacionada ao mesmo carro, novamente tentando recuperá-lo por meio da atuação policial.

As investigações também identificaram o registro falso de apropriação indébita envolvendo uma motocicleta Honda CG 160 Fan, após divergências financeiras relacionadas à venda do veículo e saldo pendente de cerca de R$ 3,5 mil.

Além das falsas comunicações, a Polícia Civil informou que o investigado possui histórico de registros relacionados a crimes patrimoniais, negociações envolvendo veículos, apropriação indébita, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e antecedentes ligados à violência doméstica.

Diante dos fatos apurados, foram instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência pela suposta prática do crime de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal, cuja pena pode variar de detenção de um a seis meses ou multa.

Alerta

A Defurv alertou que falsas comunicações de crimes provocam desperdício de recursos públicos e comprometem diretamente o trabalho das forças de segurança pública.

Segundo a especializada, cada ocorrência falsa mobiliza equipes policiais, viaturas, sistemas de inteligência, análises de imagens, diligências externas e procedimentos operacionais que deixam de ser direcionados para investigações de furtos e roubos reais de veículos.

A Polícia Civil também destacou que esse tipo de conduta prejudica os dados estatísticos da criminalidade, aumenta a sobrecarga das unidades policiais e impacta diretamente vítimas reais de organizações criminosas especializadas em furto, receptação e adulteração de veículos.

Por fim, a corporação reforçou que conflitos envolvendo negociações particulares, inadimplência contratual e cobranças financeiras devem ser resolvidos pelas vias cíveis e judiciais adequadas, sem utilização indevida da estrutura policial como mecanismo de cobrança ou recuperação patrimonial privada.

CAMPO GRANDE

Vigilância Sanitária de MS autua clínica em que paciente morreu após hemodiálise

Pacientes passaram mal e um morreu após procedimento na Clínica DaVita

19/05/2026 17h40

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração DIVULGAÇÃO

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Vigilância Sanitária, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), autuou a Clínica DaVita, localizada na rua 13 de maio, bairro São Francisco, em Campo Grande, por possíveis irregularidades.

Pacientes teriam passado mal e outro morreu, após procedimento de hemodiálise realizado no local, neste ano.

A clínica é particular, mas também recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via convênio com o Estado.

Conforme apurado pela reportagem, agentes da Vigilância Sanitária compareceram na clínica, flagraram irregularidades e autuaram o local. Em seguida, foi instaurado um processo sanitário para apuração dos fatos.

“A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirma que o serviço foi autuado e que será instaurado processo sanitário para apuração dos fatos, conforme previsto na legislação vigente. A SES reforça que acompanha a situação por meio das áreas técnicas competentes e que todas as medidas administrativas e sanitárias cabíveis serão adotadas”, informou a pasta de Saúde por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustraçãoNota enviada ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (19)

O relatório de autuação foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deve apurar o fato e solicitar documentos e esclarecimentos à clínica sobre condições sanitárias e protocolos de biossegurança.

O Correio do Estado entrou em contato com a Clínica DaVita por meio de ligação, e-mail e WhatsApp para saber sua versão, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

A Vigilância Sanitária realiza visitas periódicas em clínicas de MS para fiscalizar condições sanitárias e padrões de biossegurança.

O órgão atua como agente essencial na proteção da saúde pública, atuando na prevenção de riscos decorrentes de produtos, serviços e ambientes. Além de fiscalizar e regular, integra esforços entre estados e municípios, promovendo políticas de saúde baseadas em metas e acompanhamento contínuo.

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