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Conhecido por habilidade ímpar, morre aos 75 anos o professor e sociólogo Paulo Cabral

Ele ficou conhecido por seu amplo conhecimento e capacidade analítica da sociedade sul-mato-grossense, bem como por sua humildade e carisma

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Figura ilustre e importante para a história de Campo Grande, o sociólogo, advogado, historiador e professor Paulo Eduardo Cabral morreu aos 75 anos. Ele faleceu nesta terça-feira (27), em decorrência de complicações de um câncer. 

Paulo Cabral ficou conhecido por seu amplo conhecimento e capacidade analítica da sociedade campo-grandense e sul-mato-grossense. Ele atuou na Uniderp durante muitos anos e foi presidente do Instituto Histórico de Mato Grosso do Sul. 

Em nota de pesar, a Fundação de Cultura se manifestou e lembrou a importância de Paulo Cabral para MS. “Diante desta perda irreparável, nos solidarizamos com amigos e familiares neste momento tão difícil”, escreveu a Fundação.

“Paulo Eduardo Cabral optou por cursar Ciências Sociais, em 1968, quando o curso ainda era pouco divulgado. Formado em 1972, na fase mais sombria da ditadura militar. Foi presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. Ocupou a cadeira nº 22 do IHGMS (patrono: Hélio Serejo). Presidiu a entidade no período de 6 de novembro de 2016 a 31 de dezembro de 2018”, complementou a nota. 

Alguns jornalistas de Campo Grande também lamentaram a morte de Paulo Cabral e falaram um pouco sobre ele. Nos relatos, vemos um consenso: o destaque para a sabedoria única e para a humildade do professor. 

“Ele era uma mente brilhante, que conseguia entender, contextualizar e traduzir o comportamento dos campo-grandenses nas mais diferentes situações ao longo das últimas décadas. Tinha sempre uma explicação que ninguém mais conseguia dar sobre o comportamento da sociedade e inclusive sobre as tendências para o futuro”, lembrou o jornalista Neri Kaspary. 

A jornalista Marta de Jesus, com extensa carreira no jornalismo, passando por diversos veículos, destacou que Paulo Cabral foi um nome que era imediatamente lembrado para falar de aspectos sociológicos. 

“Sempre disposto a colaborar para facilitar o entendimento da população. Tinha uma característica muito própria de não usar celular. As entrevistas por telefone eram sempre no fixo, mesmo depois de a maioria das pessoas não usar mais esse recurso. Como profissional, muitos dos conceitos que aprendi ao longo da profissão tiveram a participação do Paulo Cabral. Uma perda significativa para todos”, disse. 

Para o jornalista Eduardo Miranda, Paulo era uma pessoa singular. “Ele tinha uma característica marcante, que era a de manter a humildade mesmo sendo detentor de tantos títulos acadêmicos e reconhecimento social. Característica que não é comum em seu meio. Mas ele não era exemplo apenas por isso, ele também sempre foi muito perspicaz em suas análises, e tinha uma capacidade ímpar de ler a sociedade”, enfatizou. 

A jornalista Cristiany Pazeto lembrou como era uma felicidade quando o professor Paulo Cabral era fonte de alguma matéria. 

“Ele sempre nos recebia com muito carinho, muito bom humor. O professor tinha uma alma jovem, era um entusiasta da vida. O papo com ele sempre ia além da pauta, ele era uma fonte inesgotável de conhecimento, de sabedoria, mas sem ego, sem a intenção de ser um intelectual, sua preocupação era que a mensagem chegasse a todos os públicos. Com o tempo, tornou-se um amigo e o professor Paulo Cabral vai deixar muita saudade”, disse. 

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O velório começou às 10h desta manhã (27), na Capela Jardim das Palmeiras, no bairro Lagoa da Cruz, em Campo Grande. 

O sepultamento está previsto para ser realizado no Cemitério Jardim das Palmeiras, às 16h. 

Assustou!

Formação de nuvem funil deixa campo-grandenses apreensivos

O fenômeno não é normal, mas acontece em formação de tempestades e caso toque no solo, pode se tornar um tornado.

12/04/2024 18h22

Reprodução/

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A formação de uma nuvem de funil no início da tarde de hoje (12), na região sul de Campo Grande, deixou os moradores apreensivos, após registrarem o momento da formação de um cone entre as nuvens

A nuvem funil é criada com a rotatividade do vento, criando nuvens em formato de funil, que se estende desde a base da nuvem, porém ela não atinge a superfície. 

Conforme informações de meteorologistas, a nuvem funil é o primeiro estágio de desenvolvimento de um tornado, e ela é associada a nuvens de tempestades. 

A formação dela ocorre quando há presença de vórtices no interior de uma nuvem. O mesociclone ou vórtice é responsável pela rotação da coluna de ar dentro da nuvem. 

Quando ocorre este movimento se origina o encontro de fortes correntes de ar em direções opostas, formando o funil. Dependendo da intensidade dos ventos, ela pode tonar no solo, o que acarreta um tornado.  


Nuvem funil assusta moradores durante formação de temporal em Sidrolândia 

No início deste ano, em Sidrolândia, a formação de uma nuvem funil, deixou trabalhadores de um frigorífico de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, apreensivos. No momento da formação dessas nuvens, o tempo estava fechado com possibilidade de chuva na região.      

Segundo depoimento de trabalhadores que se depararam com a nuvem, relataram que não ventava no momento da formação desse funil. 

Buscando entender o porquê deste fenômeno em Mato Grosso do Sul, o meteorologista do Cemtec, Vinicius Sperling, disse que o funil não é algo raro, mas pode ocorrer em outras ocasiões.

“Esse funil  não é algo normal, mas também não é raro, até porque já tivemos casos parecidos no ano passado. O que ocorreu é que essa nuvem funil que geralmente é uma nuvem mais intensa foi criada por causa de um choque entre um ar mais quente com um ar mais instável e acabou criando uma vórtice da base, que sai de uma ponta da nuvem girando em direção ao solo. Resumindo, esse fenômeno é parecido com um tornado, por ocorrer mais próximo à superfície”, explicou.  

Apesar de ser um fenômeno parecido com um tornado, o meteorologista da Cemtec explica que não é preciso se apavorar, mas buscar proteção, em caso de formação de nuvens mais pesadas para chuvas.  

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Política

Lula adere a rede rival de Musk após movimento da esquerda contra X

Bluesky recebeu autoridades brasileiras nos últimos dias em protesto a Elon Musk

12/04/2024 18h00

(Imagem: AliSpective/Shutterstock)

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O presidente Lula (PT) aderiu nesta sexta-feira (12) a Bluesky ("céu azul", em inglês), rede social rival do X de Elon Musk.
A plataforma, que inicialmente proibia a entrada de chefes de Estado, anunciou a mudança de posição também nesta sexta.

Lula fez a sua primeira publicação na rede pela manhã, sobre evento em Campo Grande (MS) de habilitação de frigoríficos para exportação de carne para China. O perfil tem a mesma descrição e foto que no X.

A criação do perfil oficial do presidente ocorre após movimento de integrantes da esquerda brasileira contra o X, antigo Twitter.

O empresário embarcou na onda de bolsonaristas e trava uma disputa com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem tem chamado de ditador. Moraes, por sua vez, determinou a investigação de Musk, que ameaçou liberar contas bloqueadas na Justiça por fake news.

Anunciada pela primeira vez em 2019, a Bluesky chegou no Brasil no ano passado. A rede, criada por Jack Dorsey, fundador do Twitter, surgiu como um projeto interno à plataforma de microblogs, mas ganhou vida própria quando Dorsey deixou a presidência da rede no final de 2021.

Mas foi nesta semana que a plataforma começou a receber adesão em peso de autoridades, num movimento de retaliação a Musk.

Políticos como o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem partido-AP), e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, já criaram seus perfis na rede.

"Prestação de serviço não pode transformar-se em imposição de vontade. Quem opera no Brasil tem de respeitar as regras, a democracia e a Constituição. Ameaças não tiram nossa liberdade, nem podem penalizar seguidores por suas posições", disse.

Ministros da Esplanada, Jorge Messias (AGU) e Paulo Pimenta (Secom), também aderiram à Bluesky.

O chefe da Secom fez críticas a Musk, sem citá-lo nominalmente. "Não vamos permitir que ninguém, independente do dinheiro e do poder que tenha afronte nossa pátria. Não vamos transigir diante de ameaças e não vamos tolerar impunemente nenhum ato que atente contra nossa democracia", disse.

Pimenta disse ainda que o Brasil não será "tutelado" pelas plataformas de redes sociais.
Já Messias publicou uma foto da constituição e reiterou apoio ao STF e aos seus ministros. "Todos os que amam a democracia precisam se unir para defendê-la das ameaças que buscam garrotear a liberdade, nas palavras de Ulysses Guimãres", afirmou.

As atitudes de Musk de atacar Moraes e desobedecer ordens judiciais levaram autoridades a sair em defesa do ministro e do STF nos últimos dias. O magistrado, por sua vez, afirmou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão".

O presidente Lula já fez críticas a Elon Musk nos últimos dias, mas sem citá-lo nominalmente. Ele disse que o empresário nunca produziu "um pé de capim no Brasil" e defendeu o STF.

"Temos uma coisa muito séria nesse país e no mundo que é se a gente quer viver em um regime democrático ou não. Se a gente vai permitir que o mundo viva a xenofobia do extremismo. Que é o que está acontecendo", disse, na última quarta-feira (10).


 

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