Cidades

ATRASO

Coronavac chega, mas não é suficiente para todos com 2ª dose atrasada

São 13,3 mil doses para todo o Estado e, só em Campo Grande, cerca de 30 mil pessoas aguardam 2ª dose

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Às 10h deste sábado (8), 13,3 mil doses da Coronavac devem desembarcar do Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR) e serão destinadas aos 79 municípios do Estado.

São aproximadamente 30 mil pessoas à espera apenas na Capital, informa a Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) ao Correio do Estado. É pouca dose para muitas pessoas. Portanto, a prioridade é para pessoas que estão com agendamento da segunda dose marcado há mais tempo.

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Algumas pessoas aguardam pela segunda dose há mais de 45 dias, ultrapassando o recomendado pelo laboratório, que é de 28 dias entre as doses. 

Em Campo Grande, o público que receberá a segunda dose será definido nas próximas horas, de acordo com a SESAU. 

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), cerca de 128 mil pessoas aguardam pela segunda dose da Coronavac em todo o Mato Grosso do Sul. 

A vacinação da segunda dose parou no público agendado para 21 de abril, nascidos entre janeiro e maio.

A retomada da imunização da segunda dose da Coronavac deve começar neste domingo de Dia das Mães (9). Ainda não se sabe o quantitativo de doses que será destinado à Capital.

De acordo com Resende, não haverá primeira dose da Coronavac. Todas as doses serão destinadas à pessoas que estão com a segunda dose atrasada.

O atraso de chegada de vacinas da Coronavac se deve à contratempos na importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para fabricação da vacina pelo Instituto Butantan. 

O Ministério da Saúde orienta que a população tome a segunda dose mesmo atrasada para completar o esquema vacinal e garantir a proteção adequada contra a Covid-19.

O infectologista André Barbosa explica ao Correio do Estado que o atraso na aplicação da segunda dose não traz riscos à saúde da população e não diminui a eficácia da vacina.

“Não existe um prazo determinado, é possível receber a segunda dose depois de uma semana, 12 dias, 15 dias, a proteção não vai mudar, será exatamente a mesma e a pessoa será imunizada”.

AstraZeneca

Mato Grosso do Sul recebeu três remessas de vacinas da AstraZeneca-Oxford, com 198.760 doses, no período entre 29 de abril à 6 de maio. 

Assim como a Coronavac será destinada à pessoas com segunda dose atrasada, parte das doses da AstraZeneca também será. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde, por meio de nota técnica. 

Anteriomente, havia sido solicitado pelo Ministério que as doses da AstraZeneca enviadas aos Estados fossem destinadas à primeira dose.

O secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, fez o anúncio em live na manhã desta sexta-feira (7).

“Isso logicamente vai atrasar o avanço da imunização no nosso Estado. Agora temos essa nota técnica do Ministério solicitando que a gente reveja e coloque [a AstraZeneca] como D2”, afirma o secretário.

Vacinômetro

A plataforma disponibilizada pela SES divulga em tempo real a situação do processo de imunização em cada município do Estado.

As pessoas podem informar-se a respeito quantas doses foram aplicadas (dose 1 e dose 2); percentual de vacinados; percentual de imunizados; grupos que já receberam a vacina; entre outros.

Segundo dados da ferramenta, 817.262 doses já foram aplicadas no Estado e 21,15% da população sul-mato-grossense está vacinada.

Mato Grosso do Sul é o segundo estado que mais vacinou no Brasil, perdendo apenas para o Rio Grande do Sul. Confira aqui o calendário atualizado de imunização na Capital.

Na capital, 304.855 doses já foram aplicadas, sendo 233.981 da primeira e 70.874 da segunda.

Com isso, 25,82% da população campo-grandense está vacinada. Os dados são do vacinômetro disponibilizado pela Secretaria Municipal de Saúde.

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Infraestrutura

Após alagamentos e estragos, Campo Grande vai discutir prevenção só no fim do mês

Seminário da Agems e da Energisa está marcado para 27 de novembro; temporal de outubro acumulou 86,8 milímetros de chuva em 24 horas

02/11/2026 15h30

Previsão indica chuva durante toda a semana

Previsão indica chuva durante toda a semana FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Campo Grande já enfrentou alagamentos, queda de árvores, danos à rede elétrica e vias interditadas durante os temporais da primavera. Agora, a integração entre infraestrutura urbana, arborização e segurança das redes estará no centro de um seminário marcado para 27 de novembro, no Bioparque Pantanal. O encontro, promovido pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems), em parceria com a Energisa, ocorre depois de uma sequência de episódios que expôs a vulnerabilidade da Capital diante das chuvas intensas.

Em 15 de outubro, Campo Grande acumulou 86,8 milímetros de chuva em 24 horas, segundo dados divulgados pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS). O volume provocou alagamentos e outros transtornos, enquanto a Defesa Civil recebeu quase 30 chamados relacionados a pontos de inundação. A Prefeitura mobilizou equipes para desobstruir vias, limpar bocas de lobo e atender ocorrências.

O episódio se somou aos estragos registrados em setembro, quando uma tempestade acompanhada de vendaval derrubou árvores, destelhou imóveis e danificou a rede elétrica. O município decretou situação de emergência em razão dos danos. 

Os registros reforçam uma questão que vai além do atendimento emergencial: como preparar a infraestrutura urbana para reduzir os impactos de eventos climáticos extremos? A retirada de árvores caídas e a limpeza das ruas são necessárias depois dos temporais, mas a redução dos riscos também depende de planejamento, manutenção preventiva e definição das responsabilidades entre Prefeitura, concessionárias e órgãos reguladores.

O seminário anunciado pela Agems pretende discutir o compartilhamento de postes entre empresas de energia e telecomunicações, a ocupação irregular da infraestrutura, o manejo da arborização e a adaptação das cidades aos eventos climáticos. A programação prevê dois painéis, com participação de representantes de agências reguladoras, Ministério Público, municípios, Governo do Estado e concessionárias.

A proposta inclui discutir como evitar que árvores e fiação se tornem fatores adicionais de risco durante tempestades e como melhorar a cooperação entre os responsáveis pelos serviços urbanos. A iniciativa também prevê abordar experiências de manejo e poda preventiva.

 

Planejamento Conjunto

A relação entre árvores, rede elétrica e infraestrutura urbana está entre os temas previstos para o encontro. A poda preventiva e o manejo adequado podem ajudar a reduzir riscos, mas a queda de árvores durante temporais também exige avaliação técnica, manutenção contínua e planejamento urbano.

Em outubro, a Prefeitura informou que equipes atuavam na remoção de árvores e galhos, desobstrução de vias e limpeza de estruturas de drenagem após a chuva intensa. A resposta emergencial é importante para restabelecer a circulação, mas não substitui o acompanhamento permanente de áreas suscetíveis a alagamentos nem a avaliação das condições da infraestrutura. 

O seminário também deverá discutir a segurança e a organização dos postes compartilhados por empresas de energia e telecomunicações. Nesse caso, a ocupação irregular e a falta de ordenamento da fiação representam desafios para a gestão urbana, especialmente quando a manutenção precisa ser realizada em áreas com grande concentração de cabos.

Marcado para 27 de novembro, o encontro poderá reunir diferentes setores para discutir soluções. Para a população, entretanto, o resultado mais importante será a transformação das propostas em ações verificáveis, com responsabilidades definidas e acompanhamento dos avanços.

 

Rastro de Destruição

Vendaval de 10 minutos causa estragos e faz cidade de MS decretar emergência

Tempestade destelhou casas, derrubou árvores, interrompeu serviços essenciais e bloqueou acesso a cemitério em pleno Dia de Finados

02/11/2026 15h21

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.  Foto: Reprodução Cenário MS.

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Uma forte tempestade que durou aproximadamente dez minutos provocou destruição e levou a Prefeitura de Santa Rita do Pardo, no leste de Mato Grosso do Sul, a decretar situação de emergência nesta segunda-feira (2).

O vendaval atingiu as áreas urbana e rural do município na madrugada de hoje, por volta das 4h, causando destelhamento de casas, queda de árvores, danos à rede elétrica e interrupção dos serviços de energia e telefonia. Apesar da curta duração, a tempestade deixou um rastro de prejuízos.

Conforme o Decreto Municipal nº 154/2026, publicado nesta segunda-feira, residências foram destelhadas, estruturas públicas ficaram danificadas e árvores de grande porte caíram sobre vias da cidade.

Um dos pontos mais afetados foi o acesso ao Cemitério Municipal, onde cerca de oito eucaliptos foram derrubados pela força dos ventos, bloqueando a passagem justamente no feriado de Finados, data em que familiares tradicionalmente visitam os túmulos de entes queridos.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.
Árvore arrancada pela força dos ventos evidencia os estragos provocados pela tempestade. Foto: Reprodução Cenário MS.

A tempestade também destruiu a estrutura de um abrigo de ponto de ônibus e provocou o rompimento e a queda de fiação elétrica na Avenida Júlio César Paulino Maia e na Rua Laurentino.

Os danos comprometeram o fornecimento de energia elétrica e os serviços de telefonia no município. Havia previsão de chuvas intensas, descargas elétricas e instabilidades capazes de provocar ventos de até 80 km/h na região.

Após a passagem do temporal, 475 unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica em Santa Rita do Pardo, o equivalente a 14,31% das 3.319 unidades existentes no município.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.
Vidros quebrados e pedaços de alvenaria ficaram espalhados em frente a estabelecimento comercial após o vendaval em Santa Rita do Pardo. Foto: Reprodução Cenário MS.

Na zona rural, o vendaval também provocou estragos em propriedades, destruindo varandas, abrigos de animais e outras estruturas. Segundo a administração municipal, a tempestade causou prejuízos financeiros e danos a instalações e equipamentos públicos.

Vendaval de dez minutos provoca danos em residências e leva município de MS a decretar situação de emergência.
Telhas e materiais de construção ficaram espalhados após a passagem do vendaval. Foto: Reprodução Cenário MS.

Prefeitura decreta emergência por 180 dias

Diante dos estragos, o prefeito Lúcio Roberto Calixto Costa (PSDB) assinou o Decreto nº 154/2026, que reconhece oficialmente a situação de emergência nas áreas urbanas e rurais comprovadamente atingidas pela tempestade.

A medida tem validade de 180 dias e permite a mobilização de todos os órgãos municipais para atuar nas ações de resposta ao desastre, sob coordenação da Defesa Civil.

 

Entre as prioridades estabelecidas estão a retirada de árvores e entulhos, a liberação das vias públicas, o atendimento às famílias afetadas e o restabelecimento dos serviços essenciais interrompidos durante o temporal.

O documento classifica o fenômeno como tempestade local convectiva do tipo vendaval, enquadrada como desastre de nível I, considerado de pequena intensidade pela legislação federal.

Essa classificação significa que, apesar dos danos registrados, o município considera possível restabelecer a normalidade com recursos mobilizados em âmbito local, mediante a adoção de medidas administrativas excepcionais.

Decreto permite contratações emergenciais

Com o reconhecimento da emergência, a Prefeitura também fica autorizada a realizar contratações sem licitação para aquisição de materiais, prestação de serviços e execução de obras diretamente relacionadas à recuperação dos danos provocados pelo vendaval, respeitadas as condições previstas na legislação.

O decreto estabelece que essas contratações deverão ser devidamente justificadas e que as obras e os serviços contratados com fundamento na emergência deverão ser concluídos no prazo máximo de um ano, contado a partir da ocorrência do desastre.

A administração municipal também poderá abrir créditos extraordinários para custear despesas urgentes e imprevisíveis decorrentes da tempestade, além de convocar voluntários e promover campanhas de arrecadação para auxiliar a população afetada.

A Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil deverá registrar oficialmente o desastre no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), plataforma utilizada pelo Governo Federal para acompanhar ocorrências dessa natureza.

Até a publicação do decreto, não foram informados o número de famílias atingidas, a quantidade total de imóveis danificados nem uma estimativa financeira dos prejuízos causados pelo vendaval.

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