Cidades

"Cidade Fumaça"

Corumbá é "engolida" por fumaça de queimadas no Pantanal

A fumaça que tomou Corumbá, Ladário e chegou a outras regiões do estado, segue castigando moradores

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A fumaça advinda das queimadas do Pantanal encobriu Corumbá, que neste domingo (23), enfrenta altas temperaturas, indicando 36°C, com a umidade relativa do ar em 30%, tornando o cenário crítico. Fuligem, dificuldade de respirar são alguns dos problemas enfrentados por quem reside no município.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), apontam que 84% dos focos de queimadas estão concentrados na Cidade Branca e Ladário. Segundo noticiado pelo Correio do Estado, até o dia 21 de junho eram 170 focos estão concentrados nesta região

Conforme relatou o fotojornalista, Guilherme Giovanni, corumbaense, que há 15 anos, faz registros do bioma pantaneiro. Além da dificuldade enfrentada pelas queimadas, que superou o pior índice registrado em 2021, a fumaça tem ocasionado problemas respiratórios, fuligem que chega a cobrir veículos mesmo na garagem de residência e obriga os moradores a ficarem trancados em casa com janelas fechadas e panos embaixo das portas.

"É uma situação preocupante para a saúde das pessoas, principalmente crianças e idosos. As informações que tenho, é que os hospitais estão cheios de crianças com problemas respiratórios, a venda de nebulizadores em farmácias dobrou. Estive em uma farmácia hoje, só ontem venderam 40 aparelhos no sábado e acabou o estoque", apontou o fotojornalista.

A situação é tão crítica que é possível avistar a fuligem no ar, tornando a respiração quase que insustentável, segundo Guilherme.

"A fuligem tem uma espécie de gordura, quando você varre ela deixa um rastro como se fosse um carvão no chão. Ela gruda na roupa, no cabelo, se você limpa uma área [na sua casa] daqui a uma meia hora está tudo sujo novamente. Isso é na cidade inteira. Corumbá e Ladário estão tomados de fumaça", destacou. 

Com relação às aeronaves que estão auxiliando o combate ao fogo, o fotojornalista enfatizou a perícia dos pilotos, já que a concentração da fumaça prejudica a visibilidade. "Estão fazendo bem essa parte, são pessoas que possuem treinamento para isso". 

 

 

*Vídeo: Guilherme Giovanni

Fumaça 

No meio da semana, no dia 19 de junho, o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (CEMTEC), alertou que em decorrência das queimadas do Pantanal, nove municípios do estado foram impactados pela fumaça.

Confira os municípios afetados:

  • Porto Murtinho;
  •  Caracol;
  •  Miranda;
  • Bodoquena;
  • Bonito;
  • Jardim;
  • Nioaque;
  • Aquidauana;
  • Corumbá.

 

** Colaborou Alicia Miyashiro

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Câmara Nacional

Congresso aprova projeto de Rose Modesto que cria piso salarial para técnicos da educação básica

O Projeto de Lei foi apresentado pela ex-deputada em 2021 e segue para o Senado

10/03/2026 15h30

Projeto foi apresentado em 2021, durante mandato de Rose na Câmara dos Deputados

Projeto foi apresentado em 2021, durante mandato de Rose na Câmara dos Deputados FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Congresso Nacional aprovou na última semana o Projeto de Lei nº 2531/2021, de autoria da ex-deputada federal Rose Modesto, que institui o piso salarial nacional para os profissionais técnicos-administrativos da educação básica pública.

O projeto foi apresentado em 2021, durante o mandato de Rose na Câmara dos Deputados, voltado à valorização de trabalhadores considerados essenciais para o funcionamento das escolas, como merendeiras, cozinheiras, auxiliares de serviços gerais, assistentes administrativos, técnicos de manutenção, apoio escolar e pedagógico não docente. 

Segundo a autora da proposta, o objetivo do projeto é reparar uma distorção histórica na educação brasileira, a falta de reconhecimento e de uma política salarial mais justa para os profissionais que atuam fora da sala de aula, mas que são fundamentais para o funcionamento da rede pública de ensino. 

“A escola funciona graças ao trabalho de muitas mãos. Merendeiras, assistentes administrativos, agentes educacionais, o pessoal da limpeza, manutenção, e tantos outros profissionais fazem parte da base que sustenta a educação pública. Garantir um piso salarial é reconhecer a importância desses trabalhadores e fortalecer a educação no Brasil”, destacou Rose. 

O projeto segue para aprovação no Senado. Caso seja aprovado, fica instituída a criação de um piso nacional para os profissionais técnico-administrativos da educação básica, onde a remuneração mínima desses trabalhadores corresponda a 75% do piso salarial nacional dos professores. 

“Vamos continuar lutando e trabalhando para que seja aprovado no Senado e que a gente possa fazer justiça com todos esses profissionais que são tão importantes para a educação pública brasileira continue avançando. Estou muito feliz. Vamos continuar lutando todos os dias para que todos os profissionais da educação sejam respeitados e valorizados”, comemorou Modesto. 

Fetems

Para a presidenta da Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (Fetems), a professora Deumeires Morais, a aprovação do projeto representa um avanço histórico na luta pela valorização de todos os trabalhadores da educação. 

“Essa é uma conquista importante porque reconhece que a escola não funciona apenas com professores. Existem profissionais que garantem o funcionamento da estrutura escolar todos os dias. São trabalhadores essenciais que, por muito tempo, ficaram invisibilizados nas políticas de valorização. O piso nacional para os administrativos representa um passo importante no reconhecimento desses profissionais”, afirmou.

Para o vice-presidente da Federação, professor Onivan Correa, a medida representa um movimento positivo para a construção de uma política nacional de valorização dos trabalhadores. 

“A educação pública é construída coletivamente. Cada profissional que atua dentro da escola tem um papel fundamental no processo educativo. O piso nacional para os trabalhadores técnico-administrativos fortalece a carreira, garante mais dignidade profissional e contribui para consolidar uma política de valorização mais justa para toda a comunidade escolar”, ressaltou. 

Chove, chuva

MS entra em alerta vermelho para grandes acumulados de chuva

No alerta, há risco para alagamentos, enchentes e desabamentos

10/03/2026 14h45

Previsão indica chuva durante toda a semana

Previsão indica chuva durante toda a semana FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Após volumes de chuvas próximos a 100 milímetros por dia em cidades do interior, Mato Grosso do Sul entrou em alerta vermelho para grandes acumulados. Emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o alerta é válido durante toda a quarta-feira (11), da meia noite às 23h59. 

Isso quer dizer que, durante todo o dia, há risco de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de terra em, pelo menos, 31 municípios sul-mato-grossenses, consequência de grandes volumes de chuva em 24 horas. 

Os maiores riscos estão nas regiões do pantanais, centro-norte e sudeste, abrangendo os municípios de Água Clara, Anastácio, Aparecida do Taboado, Aquidauana, Bandeirantes, Bataguassu, Bodoquena, Brasilândia, Camapuã, Campo Grande, Chapadão do Sul, Corguinho, Corumbá, Dois Irmãos do Buriti, Figueirão, Inocência, Jaraguari, Miranda, Nova Alvorada do Sul, Paraíso das Águas, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rio Verde de Mato Grosso, Rochedo, Santa Rita do Pardo, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sidrolândia, Terenos eTrês Lagoas. 

Entre as recomendações da Defesa Civil, é necessário cuidado dobrado nas encostas e permanecer em local abrigado. Em caso de situação de inundação ou similar, é indicado proteger os pertences das águas envoltos em sacos plásticos. 

Além disso, todo o Estado está em alerta laranja (perigo) para Chuvas Intensas até a quinta-feira (12), com chuvas chegando a 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia, com ventos chegando a 100 km/h. 

Previsão indica chuva durante toda a semanaAlertas de grandes acúmulos em vermelho e alertas de chuvas intensas em MS / Fonte: Inmet

Chuvas

Na última segunda-feira, grandes acumulados atingiram vários municípios de Mato Grosso do Sul. De acordo com o levantamento do Inmet, choveu aproximadamente 14,8 milímetros em Campo Grande e, nesta terça-feira (10), 9,4 mm até agora. 

No entanto, análise dos dados divulgados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em São Gabriel do Oeste, choveu um total de 93,6 milímetros nas últimas 24 horas. 

Outros municípios também tiveram grandes acúmulos, como Rio Verde (55,2 mm),  Bonito (47,6 mm), Ponta Porã (45 mm) e Coxim (32 mm).

Em Costa Rica, choveu 130 milímetros durante o domingo (8). Com isso, o Rio Sucuriú subiu cerca de 3,5 metros em área urbana, enquanto na região da Capela, um povoado localizado a cerca de 20 quilômetros,alcançou 4 metros. 

O chefe do Executivo Municipal frisou que a situação exige prudência e resposta célere, e decretou, nesta segunda-feira (9), o estado de calamidade pública.

Previsão

A previsão é que as chuvas continuem durante toda a semana. O tempo deve seguir instável, com temperaturas mais amenas que as registradas na última semana. As temperaturas máximas devem permanecer abaixo dos 30ºC na maior parte das regiões de Mato Grosso do Sul. 

Há risco de acumulados acima dos 50 milímetros diários, podendo vir acompanhados de chuvas mais intensas e tempestades com raios e rajadas de ventos superiores a 50 km/h. 


 

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