De acordo com dados divulgados pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), mostrou que, desde 2019, os rios do Estado vêm registrando cotas mais baixas para o mês de setembro. O histórico de monitoramento levou em consideração principalmente os pontos de Ladário e Porto Murtinho, no rio Paraguai.
Conforme o levantamento, o fenômeno está diretamente ligado à redução das chuvas nos últimos anos, que compromete a recuperação plena das bacias e a recarga subterrânea, essencial para alimentar os rios em períodos de estiagem. Veja:

Nesse sentido, o técnico do Imasul, Leandro Neri Bortoluzzi, explica que os dados reforçam a importância de manter o acompanhamento constante. “Temos observado que, desde 2019, tem sido frequente a redução das cotas nos pontos monitorados. Embora este ano a situação esteja menos crítica que em 2024, ainda precisamos de atenção, pois a recuperação depende de chuvas regulares e do equilíbrio do regime hidrológico”, pontua Bortoluzzi.
Cabe ressaltar que, o mês de setembro marca o final do período seco em Mato Grosso do Sul. Para que 2026 apresente uma situação mais favorável, é fundamental que as chuvas sejam regulares e constantes nos próximos meses.
De acordo com o Imasul, o monitoramento hidrológico é essencial para a segurança hídrica do estado e para a prevenção de desastres naturais decorrentes de eventos extremos. Por isso, a Sala de Situação do instituto oferece informações que orientam decisões de gestão e preservação dos recursos hídricos.
Além disso, a análise das cotas referentes ao dia 17 de setembro mostra que, em 2025, a condição dos rios é mais favorável em relação ao ano anterior. Neste ano, registram-se menos pontos em situação de estiagem, especialmente pelo maior volume de água presente no rio Paraguai.
Entretanto, a situação ainda requer atenção. Alguns afluentes do rio Paraguai permanecem em nível de estiagem, assim como rios localizados na bacia hidrográfica do rio Paraná.
O diretor-presidente do Imasul, André Borges, destaca que o trabalho diário da Sala de Situação é estratégico para o estado: “O monitoramento hidrológico é um instrumento essencial para que possamos planejar ações e tomar decisões de forma responsável. A informação gerada permite ao poder público agir na segurança hídrica e na prevenção de desastres, especialmente em um cenário de mudanças climáticas”, afirma Borges.

