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SEM ACESSIBILIDADE

Deficientes relatam suas maiores dificuldades

Deficientes relatam suas maiores dificuldades

ANAHI ZURUTUZA/LUCIA MOREL

03/12/2011 - 00h06
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No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, 3 de dezembro, deficientes de Campo Grande ressaltam as dificuldades que enfrentam ao transitar pela Capital. Para os cadeirantes, as calçadas em situação precária e que contrariam às regras de acessibilidade continuam sendo o maior problema. Para os deficientes visuais não só os passeios em mau estado de conservação causam transtornos, mas também a falta das pistas táteis, que aos poucos começam a aparecer na frente das residências e do comércio da cidade, preocupam quando se fala em locomoção.

A verdade, acreditam os entrevistados do Correio do Estado, é que falta muito para que Campo Grande chegue perto do ideal no que diz respeito ao que preconiza a Lei 9.503, conhecida como Lei da Acessibilidade, criada em 1997 e em vigor desde 2005. O aposentado Roberto Benites, 51 anos, é cadeirante desde 1981, quando sofreu um acidentes, e há dez anos vive em Campo Grande. Para ele, o centro da cidade é onde existem mais obstáculos para os deficientes físicos. “Primeiro que as calçadas não têm padrão e muitas estão esburacadas. Várias vezes eu tive que andar pela rua. Mas, o pior é a questão das rampas”.

Roberto destaca que em muitas esquinas, como as do cruzamento da Avenida Calógeras com a Rua Dom Aquino, não existem rampas. “Eu consigo descer os degraus, porque sou forte nos braços, mas e quem não consegue? E quando tem rampa o que mais acontece aqui no centro é de carros e motos pararem bem na frente dela. É muita falta de respeito”.

Poucos minutos depois da entrevista com Roberto Benites, a reportagem flagrou Polícia Militar notificando um veículo estacionado em frente a rampa de acesso para deficientes no cruzamento das ruas Marechal Cândido Mariano Rondon e 13 de Maio. A infração é considerada grave e cabe multa de R$ 127.

 

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Alerta de Fraude

Arquidiocese de Campo Grande denuncia uso do nome em falsas negociações

Instituição registrou boletim de ocorrência após identificar terceiros se passando por funcionários ou representantes para solicitar serviços e fechar negócios sem autorização.

29/09/2026 17h14

Sede da Arquidiocese de Campo Grande, que emitiu alerta após identificar uso indevido do nome da instituição em negociações.

Sede da Arquidiocese de Campo Grande, que emitiu alerta após identificar uso indevido do nome da instituição em negociações. Foto: Divulgação Arquidiocese de Campo Grande.

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A Arquidiocese de Campo Grande emitiu um alerta a fornecedores, prestadores de serviços, parceiros e à população após identificar situações em que terceiros estariam utilizando indevidamente o nome e a identidade visual da instituição para realizar negociações comerciais sem autorização.

Segundo comunicado institucional, pessoas estariam se apresentando como funcionários ou representantes da Arquidiocese com o objetivo de fazer contratações, solicitar serviços e estabelecer negociações em nome da instituição.

O documento não informa quantas pessoas teriam sido abordadas, se houve prejuízo financeiro ou quem são os suspeitos. 

Diante dos relatos recebidos, a Arquidiocese procurou a Polícia Civil e registrou o Boletim de Ocorrência no dia 24 de setembro, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, em Campo Grande.

Conforme a instituição, o registro foi feito para formalizar o caso e permitir a adoção das medidas de apuração pelas autoridades competentes. 

Arquidiocese alerta fornecedores

No comunicado, a Arquidiocese afirma que não reconhece nem assume responsabilidade por contratações, solicitações de serviços, compras ou outras obrigações feitas por pessoas que não estejam devidamente autorizadas a representá-la ou que não tenham seguido os procedimentos internos da instituição.

O alerta é direcionado principalmente a fornecedores e prestadores de serviços. A orientação é para que haja atenção redobrada diante de contatos feitos por números de telefone particulares ou desconhecidos, sobretudo quando os interlocutores utilizarem o nome, o brasão, imagens ou referências a setores, funcionários e paróquias para conferir aparência de legitimidade à negociação. 

A instituição orienta que, antes de fornecer produtos, executar serviços, conceder crédito ou assumir qualquer obrigação decorrente de uma solicitação feita em nome da Arquidiocese ou de suas paróquias, o fornecedor confirme diretamente com a própria instituição se a demanda é verdadeira e se a pessoa responsável pela contratação está autorizada.

A Arquidiocese reforçou ainda que as contratações oficiais devem seguir os procedimentos internos e ocorrer pelos canais institucionais, com atuação de pessoas efetivamente autorizadas.

O comunicado acrescenta que, sempre que possível, são priorizados fornecedores e relações comerciais já estabelecidas. 

Caso será apurado

O documento é datado de 24 de setembro de 2026 e assinado pela Arquidiocese de Campo Grande, pelo Departamento Jurídico, representado por Danilo Augusto do Carmo Silva, e pelo ecônomo, padre Wagner Divino de Souza.

Ao final, a instituição afirma que continuará acompanhando a situação e que colaborará com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

O comunicado, porém, não detalha quais negociações suspeitas já foram identificadas nem informa se alguma empresa ou prestador chegou a entregar produtos, executar serviços ou transferir valores aos supostos representantes. 

O Correio do Estado procurou a Arquidiocese de Campo Grande para obter mais detalhes sobre os casos, a forma de atuação dos suspeitos e a existência de possíveis vítimas, mas, até a publicação desta reportagem, não houve retorno.

Confira o comunicado da Arquidiocese na íntegra

COMUNICADO INSTITUCIONAL

ALERTA DE FRAUDE

Aos fornecedores, prestadores de serviços, parceiros e à comunidade em geral

A Arquidiocese de Campo Grande informa aos seus fornecedores, prestadores de serviços, parceiros e à comunidade em geral que tomou conhecimento de situações envolvendo terceiros que estariam utilizando indevidamente o nome e a identidade visual da instituição, inclusive apresentando-se como funcionários ou representantes da Arquidiocese, com o objetivo de realizar contratações, solicitar serviços ou estabelecer negociações comerciais sem autorização institucional.

Em razão dos fatos já comunicados à instituição, foi registrado o Boletim de Ocorrência nº 14046/2026, em 24 de setembro de 2026, perante a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) – Centro, para formalização da ocorrência e adoção das providências de apuração pelas autoridades competentes.

A Arquidiocese esclarece que não reconhece nem assume responsabilidade por contratações, solicitações de serviços, compras ou quaisquer obrigações assumidas por pessoas que não estejam devidamente autorizadas a representá-la e que não tenham observado os procedimentos institucionais aplicáveis.

Por essa razão, fornecedores e prestadores de serviços devem redobrar a atenção diante de contatos realizados por números telefônicos particulares ou desconhecidos, especialmente quando houver utilização do nome, brasão, imagens ou referência a setores e colaboradores da Arquidiocese ou de suas Paróquias como forma de conferir aparência de legitimidade à negociação.

Toda contratação em nome da Arquidiocese e de suas Paróquias deve observar os procedimentos internos, os canais oficiais de comunicação e a atuação de pessoas efetivamente autorizadas, privilegiando-se, na medida do possível, fornecedores e relações comerciais já estabelecidas.

Antes de realizar qualquer serviço, fornecer produtos, conceder crédito ou assumir obrigação decorrente de solicitação feita em nome da Arquidiocese e suas Paróquias, recomenda-se confirmar diretamente com a instituição a autenticidade da demanda e a autorização da pessoa responsável pela contratação.

A Arquidiocese permanece atenta à situação e colaborará com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos.

Campo Grande/MS, 24 de setembro de 2026.

Arquidiocese de Campo Grande

Cúria Metropolitana

Departamento Jurídico

Danilo Augusto do Carmo Silva

Economato

Pe. Wagner Divino de Souza

MS Tampinhas

Humap-UFMS encabeça arrecadação de recicláveis para a castração de cães e gatos

Ação também possibilita o encaminhamento adequado de materiais recicláveis que, de outra forma, poderiam ser descartados como resíduos comuns

29/09/2026 17h00

Ação também possibilita o encaminhamento adequado de materiais recicláveis que, de outra forma, poderiam ser descartados como resíduos comuns

Ação também possibilita o encaminhamento adequado de materiais recicláveis que, de outra forma, poderiam ser descartados como resíduos comuns Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS) realizou a primeira destinação dos materiais arrecadados em seus pontos de coleta para o projeto MS Tampinhas, iniciativa socioambiental sem fins lucrativos voltada à arrecadação de materiais recicláveis para a castração de cães e gatos em situação de vulnerabilidade em Campo Grande.

Em quase dois meses de coleta, foram reunidos 52,8 quilos de materiais, sendo 30,8 kg de tampas plásticas, 16,8 kg de tampas metálicas e 5,2 kg de lacres metálicos.

Como o Humap-UFMS atua como ponto de coleta, o material arrecadado foi encaminhado a um estabelecimento de sucata, onde foi comercializado. O valor obtido com a venda foi repassado ao MS Tampinhas. 

A ação também possibilita o encaminhamento adequado de materiais recicláveis que, de outra forma, poderiam ser descartados como resíduos comuns.

Materiais aceitos

O MS Tampinhas recebe diferentes tipos de materiais, que devem ser entregues limpos e secos e, quando possível, separados por categoria.

Entre os materiais aceitos estão tampas plásticas de garrafas PET, caixas de leite e suco, água de coco, iogurtes, produtos de higiene pessoal, cosméticos e produtos de limpeza. Também podem ser entregues tampas de canetas, galões de água, potes de medicamentos e suplementos.

Também podem ser incluídos lacres de latinhas de bebidas e tampas metálicas de garrafas e potes de vidro, como os utilizados em conservas, azeitonas e maionese.

O projeto também recebe embalagens de alumínio de aerossóis, como desodorantes spray, inseticidas, tintas e sprays para cabelo. Para esses materiais, a orientação é retirar a tampa plástica e o bico aplicador antes da entrega, destinando esses componentes também à reciclagem.

Os pontos de coleta instalados no Humap-UFMS permanecem disponíveis para o recebimento dos materiais, conforme as orientações do MS Tampinhas.

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