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CORUMBÁ

Desfile de Corumbá terá nove escolas de samba em 2011

Desfile de Corumbá terá nove escolas de samba em 2011

DIARIO ONLINE

16/11/2010 - 08h53
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Definida a ordem do desfile das escolas de samba para o Carnaval 2011 de Corumbá. A Imperatriz Corumbaense, agremiação estreante, será a primeira a passar pela passarela do samba, abrindo o Grupo de Acesso, às 20 horas do domingo, 06 de março. Atual bicampeã, a Império do Morro fechará a apresentação do Grupo Especial, sendo a última a desfilar na segunda-feira, dia 07.

A novidade para o próximo ano será a presença de nove escolas de samba na Avenida. Desfilando pelo Acesso em 2011, a Imperatriz Corumbaense será avaliada pela Liga Independente das Escolas de Samba de Corumbá (Liesco) para que a partir de 2012 entre em condições de disputar título.

“A Imperatriz vem para ser avaliada. É uma escola nova e precisa ser avaliada para que no ano seguinte possa concorrer ao título do Grupo de Acesso”, explicou José Martinez, presidente da Liesco. Contar com mais uma agremiação na Avenida ano que vem é um fator que consolida o crescimento constante da maior festa popular do município, avaliou o dirigente da Liga. “É uma prova de como estamos imbuídos no objetivo de crescimento e desenvolvimento do Carnaval de Corumbá”, afirmou Zezinho, como é mais conhecido o presidente da Liesco.

Há expectativa que em 2012, dez escolas de samba desfilem, antecipou a este Diário o vice-presidente da Liesco, Nelson Costa. “A Imperatriz está praticamente consolidada como escola no carnaval. Temos outra que está com a documentação sendo feita”, disse informando, em seguida, que a novidade para daqui dois anos deve ser a “Estrela de Ouro”.

Sorteio em novembro

Restando ainda pouco mais de quatro meses para o desfile das escolas de samba, a realização do sorteio da ordem de apresentação, no dia 11 de novembro, na Casa de Cultura Luiz de Albuquerque (ILA), foi explicada pelo presidente da Liga Independente. “É para contribuir com o Poder Público, que organiza o Carnaval. Para que assim possam emitir o material de divulgação com a ordem já pronta”, esclareceu Martinez. “Com a definição da ordem do desfile damos o pontapé inicial no nosso carnaval”, finalizou Zezinho.

Pelo Acesso, participaram do sorteio as escolas Caprichosos de Corumbá; Acadêmicos do Pantanal e Unidos da Major Gama. A Marquês de Sapucaí foi a última colocada no desfile deste ano e, pelo regulamento, seria a primeira a passar, mas com o ingresso da Imperatriz Corumbaense, automaticamente, será a segunda a desfilar. Mas, é a partir do desfile da Marquês que inicia a contagem de pontos para definição dos campeões. Tecnicamente, ela abre o desfile oficial.

No Grupo Especial, a ordem foi definida entre Unidos da Vila Mamona; A Pesada e Mocidade Independente da Nova Corumbá (campeã do Grupo de Acesso 2010). A folia em 2011 será entre os dias 03 e 08 de março.

Imperatriz Corumbaense

Presidente da escola de samba Imperatriz Corumbaense, o carnavalesco Clemílson Medina contou ao Diário que para a estreia na passarela, pelo Grupo de Acesso, a agremiação vai trazer o enredo “Entre luxo, cores e fantasias surgiu Fernanda Vannucy, um nome que virou categoria”. Na passarela do samba será a Imperatriz vai contar a trajetória da carnavalesca fundadora, em 1999, da escola de samba Mocidade Independente da Nova Corumbá.

“Vamos, com a Imperatriz, homenagear uma estrela. Vamos homenagear Fernanda Vannucy, que é um marco do carnaval de Corumbá. O enredo é ‘Entre luxo, cores e fantasias surgiu Fernanda Vannucy, um nome que virou categoria’. Isso porque a categoria Luxo Especial, do desfile de fantasias do Corumbaense surgiu por causa dela”, afirmou Clemilson.

O carnavalesco e presidente da Imperatriz Corumbaense explicou que sua escola de samba surgiu como forma render homenagens à antiga agremiação da Família Cambará, a Imperatriz. “Dei esse nome em homenagem a essa família, porque foi uma escola campeoníssima e fez o nome de Corumbá”, ressaltou. “Agora trago para ser avaliada e apresentar um bom carnaval”, argumentou Medina, salientando que tem o nome registrado há três anos e por motivo de problemas de saúde só em 2011 terá condições de levar a escola de samba para Avenida. Fonte: Diário Corumbaense (www.diarionline.com.br).

Como ficou a ordem dos desfiles

Grupo de Acesso – Domingo, 06 de Março

1 – Imperatriz Corumbaense
2 – Marquês de Sapucaí
3 – Caprichosos de Corumbá
4 – Acadêmicos do Pantanal
5 – Unidos da Major Gama

Grupo Especial – Segunda-Feira, 07 de Março

1 – Mocidade Independente da Nova Corumbá
2 – Unidos da Vila Mamona
3 – A Pesada
4 – Império do Morro

Programa

Governo amplia crédito para motociclistas de aplicativos

Programa Move Motos oferece juros abaixo do mercado

12/06/2026 19h00

Ricardo Stuckert/PR

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o programa Move Motos, lançado nesta sexta-feira (12), fará com que os motociclistas de aplicativo deixem de ser “a última força de trabalho considerada invisível” neste país.

Ao lado de outras políticas voltadas à garantia de direitos para esses profissionais, disse Lula, eles passarão a ser tratados como cidadãos e cidadãs.

O Move Motos é uma linha de crédito para motociclistas de aplicativos que desejam financiar ciclomotores, motonetas, motocicletas e bicicletas elétricas produzidas no Brasil ou com projeto de investimento voltado à produção no país.

Ele segue os mesmos moldes do Move Aplicativos, que tem como público-alvo motoristas de aplicativos e taxistas interessados em financiar carros.

Essas linhas de crédito são uma expansão do Move Brasil, criado para viabilizar a renovação de frotas no país, por meio de facilidades de financiamento.

Outros benefícios

O financiamento inclui a possibilidade de aquisição de seguro para garantir o pagamento da dívida, para o caso de imprevistos que impeçam o contratante de continuar pagando o financiamento (seguro prestamista).

Também está previsto financiamento de capacetes, bem como para a aquisição de baterias pontos de carga elétrica. Tudo será disponibilizado a partir da plataforma oficial gov.br/movebrasil.

Durante o evento, no Palácio do Planalto, Lula afirmou que a presença dos trabalhadores simboliza uma mudança de reconhecimento.

“Hoje, pela presença de vocês aqui no Palácio, nós estamos completando possivelmente a última força de trabalho considerada invisível neste país, que agora está deixando de ser invisível e passa a ser tratada como cidadã e cidadão de primeira classe”, disse o presidente.

Durante a cerimônia, Lula demandou ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal que, no prazo de 30 dias, se organizem de forma a preparar seus funcionários para atenderem, de forma proativa e sem burocracia, os interessados em obter financiamentos para adquirir seus veículos.

Lula incentivou os trabalhadores a acompanharem a implementação do programa.

“Vocês agora têm que andar de cabeça erguida e dizer que não são mais invisíveis. Estão aqui para serem enxergados. Se não estiver dando certo, procurem o governo, procurem os bancos”, afirmou.

O presidente defendeu também campanhas de educação no trânsito para melhorar o relacionamento entre motoristas e motociclistas.

Juros

Segundo o Planalto, a taxa a ser cobrada para financiamento dos veículos será de 12,5% ao ano, o que corresponde a 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.

O financiamento será de 100% do valor do veículo, o que possibilita a aquisição sem necessidade de pagamento de entrada.

Para acessar o financiamento, estão previstos alguns requisitos mínimos, como seis meses de cadastro na plataforma oficial, e no mínimo, 100 corridas realizadas. Para os profissionais celetistas, são necessários seis meses de exercício na atividade.

Após o cadastro, o trabalhador será informado se atende às condições de participação. A partir de 13 de julho, os profissionais que receberem a confirmação poderão procurar a Caixa, o Banco do Brasil ou instituições financeiras habilitadas para análise de crédito e contratação do financiamento.

Está prevista também que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal criem um calendário de feirões a partir de 13 de julho, em polos específicos, com a participação de concessionárias e instituições financeiras interessadas em fazer negócios.

Boulos

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, havia antecipado alguns pontos do Move Motos. Ele lembrou que a linha oferece condições mais vantajosas que as praticadas no mercado.

“Hoje o juro médio para comprar moto está em 27% ao ano, mas conseguimos chegar a 12,5% ao ano, que é menos da metade do juro na concessionária”, disse o ministro.

Além disso, acrescentou, haverá período de carência de dois meses, que na prática pode chegar a três. “Quem comprar a moto em julho, por exemplo, começa a pagar apenas em outubro”, explicou.

Boulos ressaltou que motoristas com restrição de crédito não poderão aderir inicialmente, mas poderão recorrer ao programa Desenrola para regularizar a situação e, assim, se habilitar ao financiamento.

Ele lembrou que, durante a pandemia, esses trabalhadores que faziam entregas nas residências eram considerados heróis. No entanto, passaram a ser discriminados. “Inclusive deixaram de ter seus direitos garantidos”.

Move Brasil

No primeiro dia de operações, R$ 3,2 bilhões em crédito foram contratados pelo Move Brasil, dos R$ 21,2 bilhões colocados à disposição pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), responsável por operar os recursos. No caso do Move Máquinas Agrícolas, R$ 10 bilhões estão à disposição para micro e pequenos empreendedores.

Move Aplicativos

No caso do Move Aplicativos, 740 mil profissionais já atenderam aos requisitos para acessar a linha de financiamento com as condições mais favoráveis. A análise do crédito e contratação com os bancos começa em 19 de junho.

O governo federal abriu crédito extraordinário de R$ 30 bilhões para a compra de veículos por motoristas de táxi e de aplicativo. Os recursos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que também vai operacionalizar a medida.

Para se habilitar, o motorista precisa preencher cadastro na plataforma gov.br/movebrasil. Em um prazo de até cinco dias após o cadastro, o trabalhador será informado se poderá participar do programa.

Indenizado

Justiça manda indenizar entregador agredido com barra de ferro

Juiz de Campo Grande determinou indenização de R$ 5 mil por danos morais após agressão durante a retirada de um pedido por aplicativo

12/06/2026 18h22

Foto: Divulgação

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A Justiça de Mato Grosso do Sul condenou um comerciante de Campo Grande ao pagamento de R$ 5 mil por danos morais a um entregador por aplicativo que foi agredido com uma barra de ferro durante a retirada de um pedido.

A decisão foi proferida pelo juiz Deni Luis Dalla Riva, da 10ª Vara Cível da Capital, que considerou desproporcional a reação do empresário durante o desentendimento.

Conforme os autos do processo, o caso ocorreu enquanto o entregador realizava uma entrega por meio de aplicativo. Ao chegar ao estabelecimento comercial para buscar um pedido, houve uma discussão entre as partes relacionada ao funcionamento do local e ao tempo de espera para a retirada da refeição.

Segundo relatou o trabalhador, após aguardar a finalização do pedido e retornar para buscá-lo, ele passou a ser perseguido pelo proprietário do comércio, que teria iniciado uma série de ofensas verbais. Na sequência, o comerciante utilizou uma barra de ferro para atingir o entregador na região da cabeça.

A vítima afirmou que sofreu apenas ferimentos leves porque utilizava capacete no momento da agressão. O equipamento absorveu o impacto do golpe e evitou consequências mais graves.

Após o episódio, a Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos à delegacia para o registro da ocorrência.

Durante os procedimentos policiais, tanto o capacete danificado quanto a barra de ferro utilizada na agressão foram apreendidos e incorporados às investigações.

Na ação judicial, o entregador solicitou indenização por danos materiais e morais. A defesa do comerciante sustentou que a agressão teria ocorrido em contexto de legítima defesa e alegou ainda que as partes já haviam firmado acordo anterior relacionado ao episódio.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o acordo mencionado dizia respeito exclusivamente aos danos materiais causados ao capacete, não abrangendo eventual reparação pelos danos morais sofridos pelo trabalhador.

Dessa forma, o pedido relacionado ao prejuízo material foi considerado encerrado, permanecendo apenas a análise da compensação moral.

Na decisão, o juiz ressaltou que as provas reunidas no processo, incluindo o boletim de ocorrência e declarações prestadas pelo próprio réu à autoridade policial, confirmaram que o entregador foi atingido por uma barra de ferro durante a discussão.

O magistrado também rejeitou a tese de legítima defesa apresentada pela defesa. Segundo ele, não ficou demonstrada a existência de agressão atual ou iminente que justificasse o uso de um objeto contundente contra a vítima.

Para Deni Luis Dalla Riva, ainda que tenha ocorrido uma troca de ofensas e um ambiente de exaltação entre as partes, a reação do comerciante extrapolou os limites da razoabilidade e não pode ser admitida como forma legítima de resolução de conflitos.

Com a decisão, o empresário foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais ao entregador, valor fixado em razão da agressão e dos constrangimentos decorrentes do episódio ocorrido durante o exercício da atividade profissional da vítima.

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