Cidades

EDUCAÇÃO

Distanciamento social de alunos é empecilho para volta às aulas na Capital

Situação teria sido apresentada pela Prefeitura de Campo Grande para justificar para manutenção das aulas remotas este ano

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A Prefeitura de Campo Grande teria justificado o não retorno das aulas para este ano, ou enquanto as recomendações de distanciamento permanecerem por causa da Covid-19, com o fato de a Rede Municipal de Ensino (Reme) ter mais de 109 mil alunos. 

A administração afirma não ser possível cumprir o distanciamento social de 1,5 metro entre os alunos.

Informações obtidas pela reportagem do Correio do Estado dão conta de que, a administração explica que, em função de as escolas da rede terem apenas uma quadra esportiva, isso impossibilitaria que houvesse revezamento de alunos dentro das salas de aula. 

Por sala, a prefeitura estima que sejam atendidos até 35 alunos.  

Outro ponto apontado pela administração seria o fato de que, com a volta, todos os alunos devem manter as regras de higiene, como lavar bem as mãos, passar álcool em gel e cobrir a boca e o nariz ao espirrar. 

Entretanto, para que isso ocorra dentro das determinações da Organização Mundial de Saúde (OMS) a gestão informa que seriam necessários que os monitores fizessem as orientações.

Mas, eles salientam que não há profissionais dessa área suficiente para a demanda de estudantes.

CONTRATAÇÕES

Outro ponto apontado seria a necessidade de contratação de mais profissionais, já que em muitos casos, as famílias não permitiriam a volta dos estudantes para as aulas presenciais.

Por isso, eles necessitariam de docentes para ministrar as aulas online.

As aulas remoto estão em vigor até o dia 8 de outubro deste ano e até agora, oficialmente, a prefeitura não informou se deve ou não haver retorno das atividades presenciais. 

Segundo a secretária de Educação do município, Elza Fernandes Ortelhado, essa situação é analisada e ainda não foi definida.

“Nós ainda não temos uma data para retorno. Nós estamos tendo muita cautela nesse retorno, ouvindo Defensoria, já realizamos uma reunião com o Ministério Público e também estamos levando em consideração que a taxa de contaminação ainda é alta em Campo Grande", disse  

"Também o percentual de leitos ocupados ele não chegou a 50%, então essa é uma decisão que vai ter tomada em conjunto, ouvindo a Saúde, os profissionais envolvidos e esse retorno será realizado com muito critério de segurança”, completou.

Esta semana a titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed) havia dito que considerava difícil a volta das Escolas Municipais de Educação Infantil (Emeis), já que as crianças passam o dia todo no local.

OPERAÇÃO CAPOLÍNEA

PF desmantela grupo que trafica drogas em caminhões de minério em MS

Ao todo, são cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão, sendo 14 preventivas e 7 temporárias

15/10/2026 08h15

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol Divulgação: Polícia Federal

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Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS), na manhã desta quinta-feira (15), combate uma organização criminosa que trazia drogas da Bolívia, pela fronteira de Corumbá com Puerto Quijarro, e as distribuía para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais.

A ação, denominada Operação Capolinea, cumpre 20 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão, sendo 14 preventivas e 7 temporárias, além de ordem de sequestro e bloqueios de bens no montante de R$ 24 milhões. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Corumbá e são cumpridos nos estados de MS, SP, GO e MG.

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol, sendo um deles o líder da organização, que está escondido na Bolívia. A análise de um celular apreendido com um integrante do grupo levou à identificação do chefe do grupo criminoso.

As investigações identificaram que o grupo transportava drogas em caminhões de minério e aliciava trabalhadores para facilitação do transporte. Uma das remessas foi apreendida em Três Lagoas, em agosto de 2025, quando foram encontrados 35 kg de cocaína e 12,5 kg de maconha no estepe do veículo de carga. O grupo negociou cerca de 24 toneladas de drogas no período analisado.

Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. 

A FICCO/MS é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Polícia Penal Estadual, Polícia Civil, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.

Caminhões de minério

De acordo com a investigação, o grupo usava caminhões que transportavam minério de ferro para levar drogas a outros estados. 

Um dos casos identificados ocorreu em agosto de 2025, quando policiais apreenderam, em Três Lagoas (MS), 35 quilos de cocaína e 12,5 quilos de maconha escondidos dentro de um pneu.

O caminhão foi interceptado pela Polícia Rodoviária Federal, durante fiscalização de rotina na BR-262, em Três Lagoas. Os agentes encontraram 35 kg de cocaína e 12 kg de maconha dentro de pneus de estepe de um caminhão Scania/T113.

O veículo era conduzido por um homem que tinha o filho como passageiro. Ao vistoriarem o caminhão, os policiais rodoviários perceberam que os estepes estavam soltos das rodas. A inspeção revelou que, no interior dos pneus, havia diversos tabletes dos entorpecentes.

clima

Rios de MS entram em alerta após 2 meses de chuvas intensas

Em Miranda, duas famílias de ribeirinhos já foram retiradas porque o rio subiu e as águas invadiram as residências; há risco de mais pessoas serem retiradas

15/10/2026 08h10

Rio Miranda está em alerta e cota já está próxima da emergência

Rio Miranda está em alerta e cota já está próxima da emergência Foto: Álvaro Rezende/Divulgação

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Os grandes volumes de chuvas no interior de Mato Grosso do Sul estão aumento o nível dos rios gradativamente e dois deles estão em situação de alerta, especialmente o Rio Miranda, no município de Miranda, que está próximo de entrar em emergência e já prejudicou imóveis de duas famílias, o que preocupa ainda mais diante da previsão dos próximos dias.

De acordo com o boletim diário divulgado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e também como havia reportado o Correio do Estado, o Rio Miranda, que passa por 23 municípios e tem 490 quilômetros de comprimento, atingiu o nível de 6,76 metros ontem, o que é 76 centímetros acima do normal, colocando a região em alerta e pouco menos de 25 cm da cota de emergência.

Em relação com os dias anteriores, o Rio estava em 5,95 m na segunda-feira e subiu para 6,49 m nas 24 horas seguintes. Esse aumento dia após dia está diretamente ligado com as chuvas registradas no município. Por exemplo, na terça-feira, Miranda registrou 40,2 milímetros, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As chuvas mais fortes começaram no dia 4 deste mês e ao longo da semana foram em torno de 300 mm. Desde então, houve um aumento de mais de 4,5 m no nível do Rio, visto que, no dia 5, estava marcando uma cota de 2,1 metros. 

Flávio Machado, coordenador da Defesa Civil de Miranda, disse que o órgão está em alerta e que duas famílias ribeirinhas precisaram ser atendidas por causa da água que invadiu suas residências. Ambas as famílias foram encaminhadas para um espaço seguro e estão sendo acompanhadas pela assistência social.
Ainda segundo ele, há preocupação diante da previsão de continuidade do cenário de chuvas na região.

Afinal, conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), “os maiores acumulados, entre 150 mm e 200 mm, concentram-se principalmente nas regiões sul, sudoeste, central e sudeste do Estado, com pontos que podem ultrapassar esses valores”, até o dia 29.

Por conta disso, a Defesa Civil continua monitorando as pessoas que podem ser prejudicadas, que, de acordo com ele, são entre 10 grupos familiares e 15 grupos familiares.

O Rio Miranda é considerado o rio com a maior quantidade de peixes do Pantanal e um dos mais piscosos do mundo. Antes das recentes chuvas, cardumes com centenas de milhares de peixes foram flagrados subindo o rio, que há meses estava enfrentando a falta de água. Com a cheia de agora, estes peixes ficam praticamente livres de uma possível pesca predatória, já que o período de defeso ainda não começou.

A cheia do Rio Miranda nesta época do ano, segundo o coordenador da Defesa Civil, é totalmente atípico. Flávio tem 49 anos e sempre viveu em Miranda. Ele diz nunca ter visto tanta água em um mês de outubro como agora.

“Normalmente nesta época a gente está preocupado com as queimadas no Pantanal e a falta de água até para os rebanhos nas fazendas”, lembra. Cheias em janeiro, fevereiro e março são recorrentes na região, mas isso porque são os meses em que as chuvas fortes são normais. 

TAQUARI E DOURADOS

Outro local que está recebendo uma atenção especial é o Rio Taquari, em Coxim. Ao contrário do que está acontecendo em Miranda, o nível do Rio Taquari está diminuindo com o passar dos dias, mas ainda próximo da margem de alerta. Na segunda-feira, estava em 4,11 m e, no dia seguinte, reduziu para 4 m. Ontem, diminuiu ainda mais para 3,9 m, saindo da cota de referência alarmante.

Mesmo assim, a proximidade com o nível de alerta e a previsão de chuva para o restante da semana deixa o município de olhos atentos. Tanto o Cemtec quanto o Inmet não atualizaram o volume de chuvas apresentado por Coxim nas últimas horas.

O Rio Dourados, que começa no município de Antônio João e banha diretamente 12 municípios sul-mato-grossenses ao longo de seu percurso até desaguar no Rio Brilhante, também está cheio e transbordando nas regiões mais baixas, como é o caso de Fátima do Sul, onde as águas estão encobrindo pastagens e lavouras nas quais deveria estar crescendo soja.

De acordo com o Imasul, o comportamento das águas apresentou oscilações ao longo da semana. Na segunda-feira, o nível estava em 2,68 m, recuando para 2,55 m na terça-feira. Entretanto, na medição de ontem, houve uma recuperação de 30 cm em relação ao dia anterior.

Apesar do crescimento, o rio permanece abaixo do limite de alerta e distante da cota de emergência, fixada em 4 m. (Colaborou Neri Kaspary e Welyson Lucas)
 

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