Cidades

Falta de Luz

Dois dias após temporal, moradores de 13 bairros seguem sem energia

Energisa afirma que 95,9% dos clientes afetados já tiveram o serviço restabelecido, mas ocorrências mais complexas ainda atingem diferentes regiões da Capital.

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Dois dias depois do forte temporal que atingiu Campo Grande, moradores de diferentes regiões da cidade ainda enfrentam falta de energia elétrica neste sábado (12). Embora a maior parte do fornecimento já tenha sido restabelecida, ocorrências consideradas mais complexas permanecem em atendimento, enquanto a chuva que voltou a cair durante a madrugada dificultou os trabalhos na rede elétrica.

Em boletim divulgado às 11h deste sábado, a Energisa informou que 95,9% dos clientes que tiveram o fornecimento interrompido já estão novamente com energia. Cerca de 800 profissionais trabalham neste momento na recuperação dos danos provocados pela tempestade.

Os bairros que concentram os maiores impactos são Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio, conforme o balanço mais recente da concessionária.

A Energisa não informou quantos consumidores correspondem aos 4,1% que ainda aguardam o restabelecimento, nem estabeleceu prazo para a normalização completa do serviço.

Falta de energia chegou a afetar cerca de 300 mil pessoas

A dimensão do problema chegou a ser ainda maior nas primeiras horas após a tempestade. Na sexta-feira (11), a Defesa Civil estimava que cerca de 300 mil pessoas haviam sido afetadas pela falta de energia em Campo Grande.

Já às 18h de sexta-feira, a Energisa informou que 91% dos clientes atingidos tinham recuperado o fornecimento. No boletim das 11h deste sábado, o índice avançou para 95,9%.

Se o percentual atual fosse aplicado apenas como referência à estimativa inicial da Defesa Civil, 95,9% de 300 mil representam aproximadamente 287,7 mil pessoas, enquanto os 4,1% restantes equivaleriam a cerca de 12,3 mil.

O cálculo, porém, não representa um número oficial de pessoas que continuam sem energia. Isso porque os levantamentos utilizam bases diferentes: a Defesa Civil apresentou uma estimativa de pessoas afetadas, enquanto a Energisa calcula o percentual sobre seus clientes que tiveram o fornecimento interrompido.

Chuva da madrugada dificulta reparos

Os trabalhos para restabelecer completamente o serviço continuaram durante toda a madrugada. A nova chuva que atingiu Campo Grande, porém, agravou a situação e dificultou a atuação das equipes, segundo a Energisa.

Dados repassados pelo meteorologista Natálio Abrão mostram que, até as 6h deste sábado, o acumulado chegou a 21,3 milímetros na região na região sul da Capital, 16,6 mm no Jardim Panamá, 11,4 mm no Carandá Bosque e 7,4 mm na região do Shopping Norte Sul Plaza.

Além da chuva, a madrugada foi marcada por vento forte e grande quantidade de raios. Até as 6h, 905 raios haviam sido registrados na Capital. Por volta das 2h30, uma rajada de vento atingiu 53 km/h.

A nova instabilidade chegou justamente quando a rede elétrica ainda passava por reparos em diferentes pontos da cidade, aumentando a complexidade de algumas ocorrências.

Reforço chega de oito estados

Para acelerar a recuperação da rede, profissionais de outras partes do País foram deslocados para Campo Grande. Além das equipes de outros municípios de Mato Grosso do Sul, a força-tarefa recebeu técnicos da Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais.

Ao todo, cerca de 800 profissionais estavam mobilizados neste sábado. Os trabalhos estão concentrados principalmente nos casos mais complexos, que envolvem danos provocados pela queda de árvores, galhos e outros impactos sobre postes, cabos e equipamentos da rede.

Temporal derrubou cerca de 100 árvores

O tamanho da operação também é explicado pela dimensão dos estragos deixados pela tempestade. Conforme levantamento da Defesa Civil informado no boletim da concessionária, cerca de 100 árvores de grande porte caíram em Campo Grande.

O temporal atingiu a Capital no fim da tarde de quinta-feira (10), com seu período mais intenso concentrado em aproximadamente 20 a 30 minutos. Apesar da curta duração, as fortes rajadas de vento derrubaram árvores, atingiram imóveis, bloquearam ruas e provocaram danos na rede elétrica.

Os ventos chegaram a quase 84 km/h, deixando um rastro de ocorrências em diferentes regiões da cidade. O trânsito também sofreu os reflexos. No primeiro balanço após a tempestade, a Agetran contabilizou 76 semáforos apagados por falta de energia e outros 18 equipamentos danificados.

Desde então, equipes trabalham na retirada de árvores, liberação de ruas e avenidas e recuperação das estruturas atingidas.

Casos mais complexos permanecem

Apesar de o índice de restabelecimento ter avançado de 91% na noite de sexta-feira para 95,9% na manhã deste sábado, os últimos pontos tendem a exigir intervenções mais complexas.

A Energisa afirma que os trabalhos seguem de forma ininterrupta e que as ocorrências restantes também foram agravadas pela chuva iniciada durante a madrugada.

A concessionária informou ainda que novos boletins serão divulgados conforme houver evolução nos atendimentos.

Leia, na íntegra, a nota da Energisa:

Boletim 6 - Energisa - 12/09 - 11h

A Energisa segue atuando ininterruptamente nos estragos provocados pelo temporal que atingiu Campo Grande desde o final da tarde desta quinta-feira, dia 10. Durante toda a madrugada, equipes trabalharam no atendimento às ocorrências.  

A chuva das últimas horas agravou a situação, dificultando os trabalhos. Segundo a Defesa Civil, foram registradas queda de cerca de 100 árvores de grande porte.

Até o momento, 95,9% dos clientes que tiveram o fornecimento interrompido já foram restabelecidos. Cerca de 800 profissionais atuam neste momento nos trabalhos de restabelecimento do fornecimento de energia.

Equipes técnicas de outras cidades de Mato Grosso do Sul e também dos estados da Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais também estão em Campo Grande, somando esforços nos trabalhos de reparo e retomada do serviço. 

A Energisa reforça que os atendimentos seguem em andamento com os casos mais complexos e agravados devido da chuva iniciada nessa madrugada.

Neste momento, os bairros mais afetados são Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.

Novas atualizações serão divulgadas assim que houver evolução no atendimento.

 

 

 

 

 

 

Tempo Severo

Chuva passa de 69 mm em MS e Inmet alerta para novos temporais

Sidrolândia teve o maior acumulado até as 6h, enquanto Campo Grande registrou 905 raios e ventos de 53 km/h durante a madrugada deste sábado.

12/09/2026 09h39

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12).

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12). Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

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Mato Grosso do Sul entra neste fim de semana ainda sob influência das instabilidades que provocaram chuva, ventos fortes e uma sequência de estragos nos últimos dias. Depois do temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), a previsão indica que a chuva ainda não terminou, com condições para novos temporais neste sábado (12) e nos próximos dias.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva forte acompanhada de trovoadas em Mato Grosso do Sul neste sábado. Além da precipitação, as tempestades podem vir acompanhadas de rajadas de vento e queda de granizo.

A situação é mais preocupante nas áreas abrangidas pelo alerta laranja para tempestades, classificação do Inmet que indica perigo e possibilidade de fenômenos meteorológicos mais intensos, com maior risco de danos.

Outras regiões estão sob alerta amarelo, de perigo potencial. Nesse nível, as condições previstas são menos severas, mas ainda exigem atenção diante da possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento e transtornos provocados pelo mau tempo.

Chuva passa dos 69 mm no interior

A chuva avançou pelo centro-sul de Mato Grosso do Sul durante a madrugada deste sábado e deixou acumulados expressivos em alguns municípios. Conforme levantamento repassado pelo meteorologista Natálio Abrão, os dados consideram as condições observadas até as 6h desta manhã.

O maior volume informado foi registrado em Sidrolândia, com 69,6 milímetros, onde também houve registro de enchente. Em Nova Alvorada do Sul, o acumulado chegou a 48,1 mm.

Mais ao sul, Dourados acumulou 17,4 mm, enquanto Ponta Porã registrou 17,2 mm até o início da manhã.

Os números mostram que a chuva atingiu diferentes pontos do centro-sul do Estado com intensidades distintas.

Segundo Natálio, a precipitação continuava atingindo a região nas primeiras horas deste sábado e a tendência era de manutenção das instabilidades durante a manhã.

Campo Grande registra até 21,3 mm

Em Campo Grande, a chuva ganhou força ao longo da manhã deste sábado (12) e fez os acumulados aumentarem significativamente em algumas regiões da cidade.

Dados atualizados repassados pelo meteorologista Natálio Abrão apontam acumulado de 56,2 milímetros na região do Shopping Norte Sul Plaza. No Centro da Capital, o volume chegou a 43,6 mm.

Os números representam avanço expressivo em relação aos registros observados até as 6h. Naquele horário, o levantamento indicava 21,3 mm na região sul, 16,6 mm no Jardim Panamá, 11,4 mm no Carandá Bosque e 7,4 mm nas proximidades do Shopping Norte Sul Plaza.

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12).Lago do Amor sob chuva na manhã deste sábado (12), em Campo Grande. Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

Além da chuva, a madrugada foi marcada por vento forte e grande quantidade de raios. Até as 6h, 905 raios haviam sido registrados na Capital. Por volta das 2h30, uma rajada de vento atingiu 53 km/h.

No mesmo horário, os termômetros marcavam 19,6°C em Campo Grande, mas a sensação térmica era de 16°C.

Em Ponta Porã, o acumulado chegou a 17,2 mm, e o município também registrou nevoeiro. Natálio recomenda atenção aos motoristas diante da redução da visibilidade.

Quanto ainda pode chover

Mesmo depois da chuva registrada durante a madrugada, a previsão indica possibilidade de novos temporais ao longo deste sábado.

Nos locais abrangidos pelo alerta laranja do Inmet, há possibilidade de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo do dia. As tempestades também podem provocar rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, além de queda de granizo.

Nas áreas sob alerta amarelo, os volumes previstos são menores, mas ainda significativos. O aviso considera possibilidade de 20 a 30 milímetros de chuva por hora ou até 50 milímetros no dia, com ventos entre 40 e 60 km/h.

Os volumes previstos não significam que vai chover a mesma quantidade em todos os lugares. Durante uma tempestade, a chuva pode cair com mais força em determinados pontos e em pouco tempo, fazendo com que alguns municípios ou bairros registrem acumulados maiores ou menores do que outros.

O vento também merece atenção especial depois dos estragos registrados na quinta-feira. Uma nova ocorrência de rajadas fortes pode representar risco principalmente em locais onde árvores, postes, telhados ou outras estruturas tenham ficado comprometidos pelo temporal anterior.

No Pantanal, a instabilidade também deve provocar chuva neste fim de semana. A região oeste de Mato Grosso do Sul tem possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas, principalmente neste sábado (12) e domingo (13).

A chuva pode ocorrer de forma localizada e ser acompanhada por rajadas de vento, mantendo a região sob condições de tempo instável.

Domingo terá queda nas temperaturas

Além das instabilidades, Mato Grosso do Sul deve registrar queda nas temperaturas neste domingo (13), com sensação de frio principalmente nas primeiras horas do dia.

Segundo o meteorologista Natálio Abrão, Campo Grande pode registrar mínima de 15°C, enquanto Ponta Porã pode chegar aos 11°C.

A queda representa uma mudança significativa em relação ao calor observado antes da chegada das instabilidades. Na quinta-feira (10), por exemplo, os termômetros chegaram a 33,9°C na Capital antes da passagem do forte temporal.

Segunda-feira ainda terá chuva

Nem mesmo o início da próxima semana deverá representar uma mudança imediata no cenário. Na segunda-feira (14), as condições continuam favoráveis à ocorrência de chuva e trovoadas em Mato Grosso do Sul. A manutenção da umidade sobre a região deve prolongar o período de instabilidade.

Em Campo Grande, a temperatura deve cair ainda mais, com mínima prevista de 16°C e máxima de 25°C.

Com isso, Mato Grosso do Sul deve completar uma sequência de vários dias sob influência de sistemas meteorológicos capazes de produzir chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento.

Capital ainda contabiliza estragos

Enquanto a previsão aponta possibilidade de novos temporais, Campo Grande ainda contabiliza os danos provocados pela tempestade de quinta-feira.

A força do vento derrubou árvores, atingiu a rede elétrica e comprometeu equipamentos públicos. Somente no sistema semafórico, a Agetran chegou a contabilizar 76 semáforos apagados por falta de energia e outros 18 equipamentos danificados.

Equipes municipais foram direcionadas para diferentes regiões da cidade para retirada de árvores, limpeza e liberação das vias.

Diante da possibilidade de novos temporais, a orientação é evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas, coberturas metálicas e estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelas rajadas.

Também não é recomendado atravessar ruas ou avenidas alagadas. Em situações envolvendo árvores ou fios sobre a rede elétrica, a população não deve tentar fazer a retirada por conta própria.

Para emergências, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199.

letalidade policial

Em 9 meses de 2026 polícia de MS já matou mais que no recorde anterior

Até agora, segundo a Sejusp, foram 134 mortes por intervenção policial, superando as 131 de 2023, ano que até então era recorde

12/09/2026 09h27

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um Corsa

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um Corsa

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Max Willian Araujo de Oliveira, de 26 anos, morreu vítima de um suposto confronto com policiais militares na noite desta sexta-feira (11), em Dourados. Com mais esta e outras ocorrências ao longo da semana, são pelo menos 134 mortes decorrentes de "intervenção legal de agente do Estado", superando o recorde de 2023, que até então era o ano de maior letalidade policial, com 131 registros em Mato Grosso do Sul.

Os números são da Secretaria de Justiça e Segurança Pública e foram atualizados às 11:59 horas desta sexta-feria, segundo a site da secretaria, dando a entender que a ocorrência de Dourados já faz parte da estatística oficial.

O recorde de 2023 foi superado em apenas 254 dias de 2026, o que equivale a uma morte por intervenção policial a cada 45,5 horas. Em 2023, o intervalo médio entre um registro e outro foi de 66,8 horas, conforme os dados oficiais.

Uma das explicações das forças de segurança é que os registros aumentaram por causa do combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que estariam travando uma guerra silenciosa pelo domínio do narcotráfico nas diferentes regiões do Estado, segundo estimativas do Ministério Público.

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um CorsaOs números de 2026 já são maiores que os de qualquer ano que faz parte da divulgação de dados da Sejusp

No caso desta sexta-feira à noite, segundo relatos dos policiais da Força Tárica, a ocorrência teve início após o furto de um veículo e terminou na Rua Noca Dauzaker, onde, segundo o registro policial, o suspeito teria apontado uma arma em direção aos policiais, conforme informações do site Douradosnews

E, conforme o site, a equipe realizava patrulhamento tático quando foi acionada por um homem de 33 anos, nas proximidades da Rua Eularia Pires. Ele relatou que seu Corsa Classic branco havia sido furtado. 
A vítima então passou a acompanhar o automóvel e acionou a PM, repassando as informações sobre o deslocamento. Pouco depois, a equipe visualizou o Corsa transitando em alta velocidade e com as luzes apagadas pela Rua Eularia Pires.

Os policiais iniciaram o acompanhamento tático utilizando sinais luminosos e sonoros para realizar a abordagem, mas o condutor não obedeceu às ordens e continuou a fuga, segundo relataram os policiais.
Na Rua Noca Dauzaker, a equipe conseguiu se aproximar do veículo e determinou que o motorista parasse e desembarcasse. O condutor parou o automóvel, mas permaneceu em seu interior.

Ainda segundo o registro, os policiais desembarcaram da viatura e determinaram que saísse do carro.. Quando a equipe se aproximou, o homem teria sacado uma arma e apontado em direção aos policiais, iniciando o confronto.

Após os disparos, o homem foi socorrido pela própria equipe policial, e encaminhado ao Hospital da Vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a ocorrência foram recolhidas três armas de fogo. Uma delas era um revólver Rossi calibre 38, com cinco munições intactas. Também foram apreendidas uma pistola nove milímetros, com 13 munições intactas, e um fuzil Taurus T4 calibre 5,56, com 29 munições intactas. De acordo com a polícia, Max tinha registros anteriores por furto, furto qualificado, receptação, tráfico de drogas e violação de domicílio.

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