Cidades

CAMPO GRANDE

Em meio à polêmica do IPTU, Adriane troca secretária de Fazenda

Adriane Lopes e Camilla Nascimento fazem a posse dos novos secretários municipais às 15h hoje (08), no Teatro do Paço Municipal, com titulares das pastas de: Governo, Saúde e Fazenda

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Em meio às polêmicas ligadas à cobrança do popular Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e a Taxa de Lixo, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, prepara para a tarde desta quinta-feira (08) a oficialização da troca de comando de importantes pastas do Executivo Municipal, entre elas a chefia da Fazenda da Cidade Morena.

Em nota, o Executivo de Campo Grande anunciou que a prefeita e vice, Adriane Lopes e Camilla Nascimento, devem executar a posse dos novos secretários municipais às 15h hoje (08), no Teatro do Paço Municipal, empossando titulares das pastas de: Governo, Saúde e Fazenda.

Vale lembrar que, o novo nome para a Secretaria Municipal de Saúde - do médico urologista Marcelo Luiz Brandão Vilela -, foi anunciado quatro meses após a queda da até então titular da Pasta, Rosana Leite de Melo, apenas em 30 de dezembro do ano passado. 

Já o nome para confirmado como secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), é o de Ulysses da Silva Rocha, que inclusive têm "colocado a cara à tapa" nas tratativas sobre o IPTU feitas entre o Executivo de Campo Grande e a Câmara Municipal. 

Mudanças publicadas em edição extra do Diogrande ainda em 31 de outubro de 2025, a troca na Segov aconteceu após pedido de exoneração feito por parte do então titular, Youssif Assis Domingos, após menos de 10 meses no cargo.

Mudança na Sefaz

Já na antiga pasta de Finanças, rebatizada como Secretaria Municipal da Fazenda (Sefaz), até essa última semana havia ainda a possibilidade da então titular, Marcia Helena Hokama, voltar ao cargo após uma ausência registrada desde novembro de 2025, quando houve prorrogação do atestado médico por estresse que deveria expirar nesta quinta-feira (08). 

Entretanto, ao Correio do Estado Hokama confirmou que está deixando a titularidade da Sefaz à pedido, em uma decisão própria previamente alinhada diretamente com a prefeita Adriane Lopes. 

"Foram momentos de bastante trabalho, de crescimento, de muitas entregas, inclusive o Plano de Equilíbrio Fiscal que foi realizado por mim e minha equipe técnica. Ele trará novos investimentos para a cidade de Campo Grande, a prefeita Adriane merece", afirmou hoje. 

Márcia Hokama assumiu a secretaria de Finanças com a saída de Pedro Pedrossian Neto, que disputou as eleições de 2022, apontando que até 2025 "conduziu um amplo e estruturado processo de modernização da gestão contábil, fiscal e financeira", que promoveram mudanças profundas em rotinas históricas, bem como nos sistemas, fluxos de trabalho e cultura organizacional do Executivo de Campo Grande. 

"Esse ciclo representou um marco na administração fazendária municipal, com resultados concretos em transparência, governança, qualidade da informação e equilíbrio fiscal", diz.

Em complemento é dito que, sob a liderança da profissional com sólida formação acadêmica e ampla experiência em auditoria, controle externo e gestão pública, a Sefaz teria implantado também ações estruturantes que estariam alinhadas "às normas federais, às exigências dos órgãos de controle e às melhores práticas nacionais". 

Além disso, a agora ex-secretária comenta os principais eixos de atuação durante sua gestão, listando, por exemplo: 

  • Fortalecimento da Governança Contábil e Fiscal
  • Resultados Expressivos e Reconhecimento Nacional
  • Ampliação da Capacidade Técnica e Profissionalização
  • Modernização de Processos e Sistemas
  • Evolução na Prestação de Contas
  • Convergência às Normas Federais e Qualidade dos Relatórios Fiscais
  • Gestão de Riscos e Regularizações
  • Projetos de Referência e Inovação
  • Ações em Andamento e Sustentabilidade Fiscal

"O período de 2022 a 2025 marcou uma virada estrutural na gestão fazendária de Campo Grande. O Município superou fragilidades históricas, modernizou seus processos, fortaleceu o controle interno e atingiu patamares inéditos de qualidade da informação contábil e fiscal, conquistando reconhecimento nacional", complementa.

Segundo Hokama, os resultados alcançados refletem uma gestão orientada por planejamento, capacitação, inovação tecnológica e responsabilidade fiscal, considerando que deixa um legado institucional sólido e "preparando o Município para os desafios futuros, especialmente no contexto da Reforma Tributária e da transformação digital da administração pública", reforça.

Polêmica do IPTU

Neste 2025, um dos assuntos mais polêmicos na Capital até então está justamente ligado ao Imposto Predial e Territorial Urbano, sendo que ainda na segunda-feira (05) foi oficializada a Comissão Técnica que atua em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU.

Agora pela manhã, em resposta ao Correio do Estado, o presidente dessa Comissão Técnica, Rafael Tavares (PL), esclareceu os próximos passos tomados pelos parlamentares após o Executivo anunciar a somente a prorrogação para o pagamento à vista e melhorias na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC). 

"Vamos reunir hoje (08) com as lideranças, de forma on-line, já que alguns vereadores estão fora da cidade. Uma reunião para definir as ações do legislativo para retomar o desconto de 20%", argumenta Rafael Tavares (PL). 

Conforme repassado ontem pela manhã (07), pelo secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, apesar de acatar a prorrogação do pagamento com desconto à vista, a retomada dos 20% seria inviável. 

Segundo o titular da Pasta, as demais capitais brasileiras praticam descontos que estariam muito distantes dos valores adotados na Cidade Morena até 2025. 

"Em relação ao desconto de 20%, isso é um poder discricionário do próprio município. Na cidade de São Paulo, salvo engano, é 3%, em Curitiba acho que são 5%, nenhuma capital, com exceção acho que de Maceió e não me lembro a outra cidade, aplicam um desconto próximo aos 20%... o restante dos demais municípios aplicam 5% de desconto, 3% de desconto", disse Ulysses da Silva.

Porém, o parlamentar do Partido Liberal que preside essa comissão técnica é categórico em apontar a possibilidade de uma sessão extraordinária antes da retomada dos trabalhos legislativos, em busca de uma "retomada" do desconto integral oferecido até 2025 para quem buscava quitar o IPTU à vista. 

"Se a Prefeitura não recuar, teremos uma sessão extraordinária", confirmou o presidente da Comissão Técnica, Rafael Tavares, na manhã desta quinta-feira (08). 
 

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MATO GROSSO DO SUL

Delegado atira para abrir porta e salva caminhoneiro de carreta em chamas

Motorista ficou preso na cabine após colisão na BR-262; rodovia segue interditada desde o início da manhã

13/03/2026 11h16

O outro caminhoneiro envolvido no acidente também foi socorrido e levado para outra unidade hospitalar do município

O outro caminhoneiro envolvido no acidente também foi socorrido e levado para outra unidade hospitalar do município Divulgação

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A rápida ação de um delegado da Polícia Civil evitou uma possível tragédia na manhã desta sexta-feira (13), na BR-262, a cerca de 15 quilômetros de Água Clara. Para retirar o caminhoneiro que ficou preso dentro da cabine de uma carreta em chamas após uma colisão, o delegado precisou disparar contra o vidro da porta do veículo para conseguir resgatá-lo. 

O delegado Thiago José Passos da Silva, assessor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), chegou ao local instantes após o acidente e percebeu que um dos veículos envolvidos já estava pegando fogo, enquanto o motorista permanecia preso na cabine.

Com a ajuda de um rapaz que havia chegado primeiro ao local, ele tentou abrir a porta do caminhão, que ficou travada devido ao impacto da batida. Sem conseguir acesso, o delegado decidiu quebrar o vidro utilizando sua pistola. 

“Conseguimos apoiar os braços da vítima, que estava consciente e responsiva e ajudou muito nesse resgate. Conseguimos retirar o motorista e arrastá-lo para um local mais distante por causa das chamas”, relatou.

Após o resgate, os dois aguardavam a chegada do socorro por cerca de meia hora. Durante esse período, uma médica que passava pela rodovia parou para prestar atendimento e avaliou que o caminhoneiro estava estável.

Diante da situação, o delegado decidiu transportar a vítima em uma viatura do DPI até o Hospital Auxiliadora, em Água Clara, onde o motorista recebeu atendimento médico. 

O outro caminhoneiro envolvido no acidente também foi socorrido e levado para outra unidade hospitalar do município.

Depois de acompanhar o atendimento da vítima, o delegado retornou ao local da colisão para auxiliar equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF), responsáveis pela ocorrência.

Segundo informações preliminares, a suspeita é de que o motorista de uma das carretas, que seguia no sentido Água Clara - Campo Grande, tenha invadido a pista contrária, provocando a colisão frontal.

Por causa do acidente, a BR-262 permanece interditada desde aproximadamente 6h30 desta sexta-feira, enquanto equipes trabalham no atendimento da ocorrência e na liberação da pista.

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INTERIOR

Dez anos depois, Chapadão do Sul tenta novamente privatizar hospital

Município chegou a entregar gestão da unidade para Organização Social em 2016 e recebeu recomendação do Ministério Público para colocar fim ao contrato cerca de seis meses depois

13/03/2026 11h00

Novo chamamento estende o prazo até às 08h do dia 08 de abril para que os interessados em assumir a gestão apresentem os envelopes

Novo chamamento estende o prazo até às 08h do dia 08 de abril para que os interessados em assumir a gestão apresentem os envelopes Reprodução/Pref.Chap.

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Distante aproximadamente 331 quilômetros de Campo Grande, Chapadão do Sul trouxe à público - através da edição desta sexta-feira (13) do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do Estado - a intenção de mais uma vez tentar privatizar o hospital municipal, dez anos após ser a cidade pioneira desse sistema por um curto período em Mato Grosso do Sul.

Conforme o texto do aviso de licitação, a chamamento público busca uma Organização Social (O.S.) qualificada para um novo contrato de gestão, para "operacionalização e execução de ações e serviços de saúde no Hospital Municipal", que fica localizado na Avenida Dezesseis, nº 1.084, na região central de Chapadão do Sul. 

Esse município, que fica na região nordeste do Mato Grosso do Sul, quase divisa com o Estado de Goiás, há cerca de uma década, vale lembrar, foi pioneira enquanto cidade sul-mato-grossense a pelo menos tentar entregar a gestão da unidade hospitalar a uma O.S. 

Agora, o novo chamamento estende o prazo até às 08h do dia 08 de abril para que os interessados em assumir a gestão apresentem os envelopes, contendo as habilitações e respectivas propostas técnicas e financeiras. 

Bem como a retirada de edital e anexos, os envelopes devem ser entregues no Departamento de Licitações e Contratos do município, localizado na Av. Onze, nº 1045, também na região central de Chapadão do Sul. 

Curto pioneirismo

Após dez anos de sua tentativa pioneira em Mato Grosso do Sul, quando o município passou a gestão do sistema de saúde para as mãos de uma Organização Social pela primeira vez em 1° de julho de 2016, Chapadão tenta agora repetir com sucesso a estratégia que não demorou para "azedar" há quase uma década. 

Inicialmente prevista para atuar pelo período de três anos na gestão do Hospital de Chapadão do Sul, a selecionada à época foi a Associação Hospitalar Beneficente do Brasil (AHBB). Entretanto, como bem abordado pela própria Secretaria de Estado de Saúde à época, essa iniciativa de implantar Organizações Sociais já estava no cronograma municipal pelo menos desde 2013.

"À partir de 2015, o nosso principal parceiro para esta iniciativa foi o Governo do Estado, que nos ajudou montar um planejamento melhor e nos acompanhou com todo o suporte para consolidar a implantação deste serviço. 

A gestão direta da rede de assistência possui limitações que para o município são muito prejudiciais e afetam a qualidade do serviço oferecido para a população.

Com as OSs a empresa fica encarregada de cumprir as metas determinadas pelo município, sempre prestando conta dos serviços realizados, é muito mais dinâmico e organizado”, disse a então secretária de saúde do município, Rosemary Barros, em agosto de 2016. 

Porém, já em julho de 2016, o Ministério Público precisou intervir, com atuação do promotor Marcus Vinícius Tieppo Rodrigues, para acalmar os ânimos de parentes de pacientes que precisavam de vaga zero para sair do município com urgência em direção à Campo Grande, sendo que não havia ambulâncias disponíveis para o serviço. 

Conforme o MP à época, o único veículo havia partido da unidade enquanto um homem vítima de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e uma criança de apenas dois anos com hidrocefalia tiveram que esperar dois outros carros que na ocasião saíram da cidade goiana de Jataí. 

Passado cerca de seis meses sob administração da AHBB, o próprio prefeito à época, João Carlos Krug, juntamente com o Secretário de Saúde, João Nunes, buscavam o rompimento do contrato por recomendação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, ressaltando o não cumprimento do acordo. 

Conforme repassado à imprensa na ocasião, o Executivo de Chapadão buscava reduzir gastos e melhorar o atendimento, o que segundo o prefeito não havia sido alcançado, com uma piora no serviço e não apresentação dos repasses contábeis. 

O comunicado do rompimento foi feito em 25 de janeiro de 2017. O MPMS se debruçou inclusive  o “Termo Aditivo para adequação de contrato” isentando a AHBB de recolhimento das contribuições sociais patronais referente aos servidores públicos municipais cedidos pela prefeitura para trabalhar no Hospital Municipal e postos, que havia sido assinado pelo prefeito anterior, Luiz Felipe Barreto de Magalhães. 

Em outras palavras, além de pagar o contrato mensal para a Organização AHBB, ceder os funcionários públicos, o município ainda estava a cargo de arcar com com o recolhimento dos encargos sociais e patronais.

Também cabe destacar, conforme consta no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), atualmente a gestão do Hospital de Chapadão do Sul é municipal e têm a prefeitura como mantenedora. 

 

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