Cidades

RIO DE JANEIRO

Em nove dias, Rio tem 16 vítimas de bala perdida

Em nove dias, Rio tem 16 vítimas de bala perdida

Folhapress

27/01/2015 - 10h15
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Uma jovem de 21 anos morreu, na noite deste domingo (25), vítima de bala perdida no Rio. Ela foi atingida durante confronto entre criminosos e policiais militares da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Rocinha, em São Conrado (zona sul).

 Com isso, sobe para pelo menos 16 o número de vítimas de balas perdidas na região metropolitana do Rio de Janeiro em nove dias. Quatro delas morreram.

Segundo a coordenadoria das UPPs, a vítima que morreu no domingo na Rocinha - Adriene Solan do Nascimento - chegou a ser socorrida no Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu ao ferimento. Em nota, a Polícia Militar afirmou que policiais faziam ronda de rotina quando foram surpreendidos a tiros por criminosos. Na mesma noite, três pessoas foram vítimas de balas perdidas em um confronto entre criminosos em Mesquita, Baixada Fluminense.

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, disse que os episódios foram provocados por uma "nação de criminosos" que se criou no Rio "com irresponsabilidade pela vida humana e idolatria por armas". "A polícia tem, sim, seus problemas, mas é muito importante o questionamento da sociedade porque essas balas perdidas foram, em sua maioria, provocadas por traficantes e não em confrontos com policiais, com exceção do caso da Rocinha", disse.

Testemunhas disseram à polícia que criminosos de quadrilhas rivais trocavam tiros no morro do Chapadão, em Costa Barros, na zona norte, quando uma menina de 12 anos foi baleada, na madrugada desta segunda.

No sábado (24), outro adolescente, de 14 anos, foi baleado no braço quando brincava no playground de um condomínio em Niterói, região metropolitana. Parentes disseram que, inicialmente, o garoto achou que tivesse sido atingido por um raio. A família só descobriu que o adolescente havia sido baleado quando ele fez uma radiografia. "É um susto, mas um alívio ao mesmo tempo porque o tiro atingiu o braço", disse a mãe Gracielle Carvalho Milagres, 33.

DISPUTA DE TERRITÓRIO

Para o sociólogo Inácio Cano, da Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), não surpreende o aumento do número de vítimas de balas perdidas porque os registros de casos de homicídios vêm crescendo há dois anos.

Ex-comandante da Polícia Militar do Rio, Ubiratan Angelo, da ONG Viva Rio, diz que o aumento dos confrontos acontece desde 2014. "Cresceu o número de tiroteios pela disputa de território de criminosos de facções rivais e isso aumenta a possibilidade de pessoas atingidas por balas perdidas", afirma. 

Denúncia

Filha suspeita de agredir o pai, é presa no Jardim dos Estados

Segundo relatos, um idoso de 73 anos sofria maus-tratos por parte da filha

06/06/2026 12h00

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Na última sexta-feira (5), foi registrada na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário CEPOL, uma denúncia de maus-tratos a um idoso de 73 anos, de acordo com o boletim de ocorrência a suspeita de realizar as agressões é filha do idoso, de 35 anos. O caso aconteceu em um condomínio no bairro Jardim dos Estados. 

Após ser feita a denúncia, policiais militares foram designados para o local e ao chegarem, encontraram o senhor de idade no chão, agarrado nas pernas de sua filha. 

Os policiais coletaram os depoimentos dos envolvidos separados, à polícia, a mulher relatou que sempre se desentende com seu pai, porém na data em questão, eles iniciaram a discussão no mercado e ao chegarem na frente do condomínio começaram a se estranhar. 

Ainda de acordo com ela, durante o estranhamento o idoso a agarrou pelo pescoço e diante disso acabou a agredindo, ela ainda informou que ele não conseguiu agredi-la. 

Já na versão da vítima, ele informou aos policiais que a filha o explorava de diversas formas, inclusive financeiramente, e esse foi o estopim para o desentendimento deles. 

No dia do ocorrido, ela o chamou para fazer compras e após não conseguir comprar tudo o que desejava, mudou rapidamente de comportamento e passaram a discutir, até que a discussão se elevou para agressão física. 

Os oficiais que estavam no local da ocorrência notaram que o idoso estava com várias escoriações pelo, sendo cabeça, testa, os dois braços, boca pescoço e orelha, ele também reclamava de dificuldade para mexer o dedão da mão esquerda. 

Ambas as partes foram encaminhadas para a delegacia, onde foi recomendado que o senhor realizasse o exame de corpo de delito.
 

maior da história

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06/06/2026 11h57

Batalhão de Choque divulgou imagem da pistola que estava em poder de jovem de 19 anos morto em confronto

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Um jovem de 19 anos morreu na madrugada deste sábado no bairro Tijuca, em Campo Grande, em decorrência daquilo que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública denomina como confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar. 

Esta, conforme acompanhamento da imprensa, foi a 56ª morte do ano em decorrência de confrontos policiais em Mato Grosso do Sul. E, com mais este caso, a letalidade policial, que nos últimos dois anos vinha caindo, supera inclusive os patamares de 2023, ano em que as mortes por "intervenção Legal de Agente do Estado" bateram recorde histórico, com 131 óbitos. 

Naquele ano, primeiro da administração de Eduardo Riedel à frente do Governo do Estado e do coronel Renato dos Anjos Garnes à frente da Polícia Militar, uma morte foi registrada a cada 66,8 horas. Agora, nos primeiros 155 dias do ano, o intervalo entre cada morte é um pouco menor, de 66,4 horas. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo entre um caso e outro foi de 101,8 horas. No ano seguinte foi registrada nova queda, para 73 mortes. Isso equivale a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes em decorrência de intervenção policial em 2025 ainda estão acima dos casos de qualquer ano antes disso. O recorde anterior pertencia a 2019, quando foram registradas 70 mortes do gênero pela Secretaria de Segurança Pública. Nos últimos quatro anos da administração do governador Reinaldo Azambuja fora 200 mortes. Nos quase três anos e meio sob Riedel, a soma chega a 346. 

Os dados disponíveis no site da institução são relativos aos últimos dez anos e 2020 foi o ano com a menor letalidade, com 30 mortes, o que equivale a uma morte a cada 292 horas.

O site oficial da Sejusp contabiliza, até este sábado (6) 49 mortes em decorrência dos chamados confrontos, mas a apuração paralela dos veículos de imprensa contabiliza 56 mortes desde o começo de janeiro. 

O confronto mais recente, que resultou na morte de Moisés Osório Moreira de Souza, ocorreu no cruzamento das ruas Ana Álvares Pires e Dantas Barreto, no Jardim Tijuca. Ele estava em uma moto com registro de roubo e, ainda segundo o registro da PM, ele resistiu a uma tentativa de abordagem. 

De acorco com a polícia, ele sacou uma pistola ponto 40 para tentar atingir os policiais, que revidaram. Moisés tinha em torno de duas dezenas de registros policiais por tráfico, roubo, violência doméstica e até dano ao patrimônio público

No Boletim de Ocorrência, o caso foi registrado como tentativa de homicídio qualificado contra agentes de segurança pública, porte ilegal de arma de fogo, receptação, resistência e desobediência, além de morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

ONDA RECENTE

Quase a metade das 56 mortes deste ano ocorreu depois da troca de comando no Batalhão de Choque, ocorrida no dia 22 de abril. Naquela data o major Cleyton da Silva Santos assumiu no lugar do tenente-coronel Rigoberto Rocha da Silva, que estava à frete do grupo havia cinco anos. 

Logo depois disso teve início uma espécie de cruzada contra uma suposta guerra entre integrantes das facções criminosas do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na região norte do do Estado. 

Desde o início destas operações foram pelo menos 16 mortes em municípios que históricamente estavam fora das rotas  narcotráficom. Mortes por intervenção policial foram registradas em Aparecida do Taboado, Costa Rica, Pedro Gomes, Sonora, Coxim, Três Lagoas e Rio Verde de Mato Grosso. 

Mas, o principal palco das mortes em confronto segue sendo Campo Grade, onde pelo menos 17 pessoas morreram desde o começo do ano. Neste perído, nenhum policial foi ferido ou morto. 

 

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