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Em torno de 25% das crianças dormem menos que o necessário

Em torno de 25% das crianças dormem menos que o necessário

IG

21/03/2011 - 22h45
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As crianças precisam de disciplina para ir bem na escola e ter uma alimentação saudável – todos sabem disso. Mas poucos pais dão a devida atenção ao sono. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM, na sigla em inglês), 25% das crianças dormem menos do que deveriam. Problemas nesta área podem afetar tanto o rendimento escolar quanto a alimentação. E não são só estes os malefícios da falta de horas bem dormidas: de acordo com Rosa Hasan, coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, a criança que dorme menos que o ideal pode sofrer até mesmo um déficit de crescimento. “O hormônio de crescimento é liberado durante o sono, então este é um assunto que deve ser levado a sério”, explica.

À medida que envelhecemos, é comum dormirmos menos, sem causar impacto no rendimento das atividades do dia a dia. Mas durante a infância e adolescência, o sono é mais importante. De acordo com um estudo realizado pela renomada Universidade de Harvard e publicado na revista norte-americana Time, crianças de seis meses a três anos que dormem menos de 12 horas por dia têm o dobro de chances de ter sobrepeso já aos três anos de idade, se comparados aos que dormem tempo suficiente – incluindo cochilos.

Conforme a criança cresce, os problemas mudam de foco. A psicóloga Alice Gregory, da Universidade de Londres, na Inglaterra, acompanhou 2.076 crianças durante 14 anos, dos quatro aos 16 anos de idade. As que dormiam menos de dez horas por dia estavam mais propícias a sofrer de altos níveis de ansiedade, depressão e agressão. E a conta das horas de sono perdidas era cobrada mais tarde: dos 18 aos 32 anos. Por isso cabe aos pais criar bons hábitos de sono em seus filhos desde pequenos.

A missão começa por ensiná-los a dormir sozinhos. Dormir com os pais é inadequado até porque pode acabar atrapalhando a vida conjugal. Mas não só isso garante um sono de qualidade. De acordo com a neuropediatra Márcia Pradella, coordenadora do setor de crianças e adolescentes do Instituto do Sono da Unifesp, a criança começa a conciliar o sono no período noturno entre o terceiro e quinto mês de vida, quando começa a produzir a melatonina. O hormônio avisa ao organismo que chegou a hora de dormir. A partir deste momento, os pais já podem criar um ritual para a hora do sono.

Quando as crianças ainda estão no período da amamentação e a mãe amamenta antes de dormir, pode-se colocar o bebê no berço e cantar sempre uma mesma musiquinha enquanto ele está pegando no sono. “Já por volta dos seis ou oito meses, ela pode ter também um amiguinho de dormir. Pode ser um bichinho ou um cobertorzinho”, sugere Márcia. “Isso vai acalmar a criança durante o sono”, completa.

O ritual de dormir deve durar de 15 a 30 minutos, no máximo. “Os pais podem e devem sair do quarto, quer a criança tenha dormido ou não”, diz a neuropediatra. Assim, ela aprende a pegar no sono por si mesma. Quando estiver por volta dos sete ou oito anos, ela pode fazer o ritual sozinha, acompanhada de um livrinho, por exemplo. “Mas o mais importante é manter horários regulares”, afirma.

Quando a criança é pequena, a recomendação é colocá-la na cama por volta das 20 horas. Durante a idade escolar, o horário sobe para as 21 horas. Como as crianças têm necessidade de dormir bastante, as regras estabelecidas devem ser seguidas à risca. Estabelecer a rotina nem sempre será um mar de rosas. Mas, se o filho fizer birra na hora de dormir, os pais devem insistir. “É preciso encorajar a criança a dormir sozinha”, diz Rosa.

Para um bom período de sono, o ambiente deve corresponder. Pijama confortável, ambiente com menos iluminação e distância de telefones, televisores e computadores são recomendados.

E, para saber se os pequenos estão dormindo bem, os pais devem reparar em possíveis alterações de humor e comportamento. “Se a criança anda briguenta, emburrada, com olheiras, vive de boca aberta, então quer dizer que o sono dela não está bom”, aponta Márcia. Saber se ela está ou não acompanhando os coleguinhas da escola nos estudos é essencial.

Distúrbios do sono mais sérios, como o sonambulismo, o terror noturno e a enurese infantil, podem atrapalhar a qualidade do descanso. Se estes problemas existirem, é preciso procurar um especialista. Na área do sono, os ponteiros da família devem estar bem ajustados. De acordo com a coordenadora do Departamento de Sono da Academia Brasileira de Neurologia, tanto o excesso como a falta dele trazem muito mais males do que se imagina. “Quem dorme mal, vive menos”, afirma Rosa.

QUEIMADA

Área queimada no Pantanal cresce 770% e quatro incêndios seguem ativos

Monitoramento por satélite aponta ocorrências em Corumbá, na divisa com a Bolívia, que somam quase 14 mil hectares

19/07/2026 11h30

Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas

Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas Divulgação-Ecoa

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A área queimada no Pantanal de Mato Grosso do Sul cresceu 770,7% em 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto quatro incêndios florestais seguem ativos na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá. Em meio à onda de calor, à baixa umidade do ar e aos ventos fortes previstos para os próximos dias, o cenário mantém elevado o risco de propagação das chamas.

Os incêndios são monitorados pelo Painel do Fogo, plataforma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que utiliza imagens de satélite para acompanhar a evolução das ocorrências.

Neste domingo (19), o sistema apontava quatro eventos ativos entre a região de Forte Coimbra e o Parque Nacional Pantanal de Otuquis, totalizando 13.719,94 hectares de área de influência. O indicador representa a área monitorada em torno das detecções de calor e não, necessariamente, a extensão já consumida pelo fogo.

O evento mais antigo começou na madrugada de 16 de julho, na região de fronteira entre os dois países. Conforme o Painel do Fogo, a ocorrência permanece ativa após quase três dias, com 4.804,81 hectares de área de influência. Na atualização mais recente, registrada na madrugada deste domingo, ainda havia quatro focos detectados por satélite.

Outro incêndio, identificado na tarde de sexta-feira (17), possui 4.669,95 hectares de área de influência. Embora tenha apresentado redução nas detecções ao longo do dia.

Um terceiro evento, iniciado na madrugada de sábado (18), concentra 3.026,37 hectares de área de influência. Durante as primeiras horas deste domingo, os satélites continuaram identificando focos de calor na região.

Já o quarto incêndio, também iniciado na sexta-feira, ocupa 1.218,81 hectares de área de influência. Apesar de não receber novas detecções desde a tarde de sábado, o evento segue classificado como ativo pelo sistema de monitoramento.

Todos os incêndios estão localizados na faixa de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá.

Pantanal registra aumento de 770% em área queimada

O avanço das queimadas ocorre em um momento de forte crescimento dos incêndios no bioma pantaneiro. Levantamento divulgado pelo Cemtec e pelo Corpo de Bombeiros Militar mostra que, entre 1º de janeiro e 15 de julho, a área queimada no Pantanal sul-mato-grossense chegou a 58.878 hectares, um aumento de 770,7% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, o número de focos de calor no bioma cresceu 115,9%, passando de 69 para 149 registros. Enquanto isso, o Cerrado apresentou redução tanto na área queimada quanto nos focos de calor.

Ainda de acordo com o informativo, o Corpo de Bombeiros já colocou 402 militares nas ações de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais ao longo deste ano.

As condições meteorológicas previstas para os próximos dias devem continuar favorecendo o avanço das queimadas em Mato Grosso do Sul. Segundo o Cemtec, um sistema de alta pressão atmosférica mantém o tempo firme, dificulta o avanço de frentes frias e impede a ocorrência de chuvas, prolongando o período de estiagem no Estado.

Até segunda-feira (20), as temperaturas devem variar entre 33°C e 38°C na região pantaneira, enquanto a umidade relativa do ar pode cair para valores entre 10% e 30%. A previsão também indica ventos persistentes do quadrante norte, com velocidades de até 70 km/h e rajadas superiores a 80 km/h em alguns momentos, combinação que favorece a rápida propagação do fogo.

Conforme a previsão climática do Cemtec para o trimestre entre agosto e outubro, Mato Grosso do Sul deve registrar temperaturas acima da média histórica e episódios de calor intenso, influenciados pelo El Niño. Embora haja tendência de chuva um pouco acima da média ao longo do período, agosto e grande parte de setembro ainda devem permanecer secos, mantendo condições favoráveis à ocorrência de incêndios florestais, especialmente no Pantanal e em áreas de vegetação nativa.

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TRAGÉDIA

Jovem colombiano morre afogado após mergulho no rio Paraguai, em Corumbá

Vítima, de 23 anos, desapareceu nas águas próximo ao Porto Geral; Corpo de Bombeiros localizou o jovem durante as buscas, mas ele não resistiu

19/07/2026 11h00

Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência de afogamento no rio Paraguai, em Corumbá, mas a vítima não resistiu

Corpo de Bombeiros foi acionado para atender a ocorrência de afogamento no rio Paraguai, em Corumbá, mas a vítima não resistiu Divulgação

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Um jovem colombiano de 23 anos morreu afogado na tarde deste sábado (18), no rio Paraguai, nas proximidades da Prainha do Porto Geral, em Corumbá. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas a vítima não resistiu.

Conforme informações publicadas pelo Diário Corumbaense, o jovem, identificado pelas iniciais J.A.V.H., passava o dia acampado às margens do rio acompanhado do irmão, de 20 anos, quando decidiu entrar na água.

Testemunhas contaram que, em determinado momento, ele deixou a parte mais próxima da margem e seguiu em direção a embarcações que estavam atracadas no local. Ao tentar passar de um barco para outro, acabou caindo em um trecho onde o rio possui cerca de quatro metros de profundidade.

Pouco depois do salto, o rapaz começou a se debater na água. Uma pessoa que estava nas proximidades chegou a tentar socorrê-lo, mas precisou interromper a tentativa de resgate após ser agarrada pela vítima, evitando que ambos se afogassem. Em seguida, o jovem desapareceu nas águas a cerca de 15 metros da margem, em uma região utilizada para atracação de embarcações de grande porte.

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h50. Mergulhadores iniciaram as buscas subaquáticas e localizaram a vítima poucos minutos depois. Conforme a corporação, a estimativa era de que o jovem já estivesse submerso havia cerca de 20 minutos.

Após a retirada do corpo da água, os bombeiros realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar (RCP) até a chegada da equipe do Samu. Apesar dos esforços, o médico responsável pelo atendimento confirmou o óbito ainda no local.

Alerta

Após a ocorrência, o Corpo de Bombeiros reforçou o alerta para que a população evite entrar em rios sem conhecer as condições do local. A recomendação é não realizar mergulhos ou saltos em áreas de profundidade desconhecida e manter distância de embarcações, locais onde há maior risco de acidentes

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