Cidades

NOVA LEI

Em um ano de lei, MS registrou 128 trocas de nomes diretamente no cartório

Ao todo, as modificações foram feitas em 27 cidades, com destaque para Campo Grande e Dourados

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Desde que a Lei n°14.382 entrou em vigor, em junho de 2022, 128 pessoas conseguiram mudar de nome em Mato Grosso do Sul. Do total, 11 modificações foram de moradores de Campo Grande, e o restante, 117, foram em diversas cidades do interior de MS. 

Conhecida como Lei de Registros Públicos, a recente regulamentação permite que qualquer pessoa maior de 18 anos mude de nome no registro civil de nascimento sem precisar recorrer a um processo judicial. 

A mudança só não é permitida no caso da alteração levantar suspeita de crimes como falsificação, fraude ou má-fé. Fora isso, a pessoa que pretende mudar o nome não precisa explicar os motivos. 

De acordo com os dados da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais de MS (Arpen-MS) as cidades com mais trocas foram Campo Grande e Dourados. Em ambos locais foram realizadas 11 modificações, entre os anos de 2022 e  2023. 

Campo Grande também figura como a cidade que mais realizou mudança de nome, com 19 alterações em março de 2023. 

Já em 2022, na Capital tiveram 22 mudanças, sendo que os meses que mais se destacaram foram setembro, outubro, novembro e dezembro, com cinco modificações em cada mês. 

Em Dourados foram feitas 14 trocas de nomes durante o ano passado inteiro. O destaque fica com setembro e outubro, quando foram registradas cinco alterações em cada mês. 

As cidades onde os cidadãos menos procuraram pelo serviço foram Anaurilândia, Bataguassu, Bela Vista, Coronel Sapucaia, Eldorado, Guia Lopes da Laguna, Ladário, Nioaque, Paranaíba, Pedro Gomes. Rio Verde de Mato Grosso Sete Quedas e Três Lagoas., sendo que cada uma dessas localidades registraram apenas uma mudança nos dois anos em que a lei já vigora. 

Em outras cidades a quantidade de mudanças ficou entre dois e três, contando com as do ano passado e de 2023. As trocas foram registradas em 27 municípios dos 79 que existem em Mato Grosso do Sul. 

PROCEDIMENTO RÁPIDO 

O cartorário Lucas Zamperline aponta que os números estão dentro do esperado, já que a lei entrou em vigor em julho do ano passado, ou seja, faz apenas um ano que a mudança pode ser feita de forma mais simples diretamente no cartório. 

O especialista ainda explica que a mudança pode ser do nome ou do sobrenome, sendo que o segundo caso é mais comum na rotina do cartório onde atua. 

“A mudança de sobrenome é o que tem mais aparecido porque às vezes a pessoa quer colocar o nome da avó que a criou ou de outra familiar que não foi registrado e ela pode fazer essa mudança como forma de homenagem”, explicou, acrescentando que a decisão de alterar o primeiro nome deve ser muito bem pensada já que todos os decumentos deverão ser feitos novamente. 

Ao Correio do Estado, Zamperline ainda destaca que a Lei de Registros Públicos é um avanço para a sociedade porque transforma um processo que poderia durar meses ou até anos na via judicial. 

“Agora a mudança pode ser feita direto no cartório e isso garante o direito de ser designada como ela deseja, além de ser célere, com um custo relativamente acessível, que é o valor da averbação e da emissão de uma nova certidão de nascimento o que deve ficar em média R$ 100,00 ”, destacou. 

De acordo com a Agência Brasil, para modificar o nome em cartório é preciso apresentar algum documetno de identificação tais como RG, passaporte, título de eleitor ou carteira de habilitação. Para homens, é necessário também o certificado de reservista. 

O procedimento demora cerca de cinco dias entre o pedido e a entrega da nova certidão de nascimento e o custo varia dependendo da cidade onde é feito. 

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VAREJO

Casas Bahia: sindicato diz que tomará medidas após demissões e fechamento de lojas

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico

15/08/2026 21h00

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O Sindicato dos Empregados no Comércio de Osasco e Região (Secor) manifestou preocupação com o fechamento de unidades da Casas Bahia e disse que tomará as medidas necessárias para garantir os direitos dos trabalhadores.

A varejista teria fechado 298 lojas e demitido cerca de 2 mil pessoas, de acordo com o Valor Econômico. Funcionários relataram que foram pegos de surpresa com a interrupção das operações em algumas lojas.

O Secor disse se preocupar com a maneira como o processo está sendo conduzido. Segundo relatos recebidos pelo sindicato, muitos trabalhadores ainda aguardam informações detalhadas sobre os procedimentos de desligamento, pagamento das verbas rescisórias, liberação do FGTS, seguro-desemprego e demais direitos previstos na legislação trabalhista e na convenção coletiva da categoria. A entidade disse estar monitorando a situação e prestando atendimento aos trabalhadores afetados.

"O Sindicato está acompanhando de perto essa situação e tomará todas as medidas necessárias para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados. Os comerciários não podem arcar com prejuízos decorrentes de decisões empresariais tomadas sem o devido diálogo e transparência", disse o presidente do Secor, Luciano Pereira Leite, em nota.

Balanço

A Casas Bahia, que registrou prejuízo de R$ 3 bilhões em 2025, adiou a divulgação do balanço do segundo trimestre de 12 para 14 de agosto, com teleconferência no dia 17, para concluir um plano que prevê demissões e mais fechamento de lojas, segundo fontes. Mas até a manhã deste sábado, a empresa ainda não havia divulgado seus números.

De acordo com o Valor, a rede teria planejado, neste mês, cortar 30% do quadro e vem adiando pagamentos a lojistas do marketplace e buscando estender prazos com a indústria para melhorar o ciclo financeiro.

BRIGA

Discussão em bairro de Campo Grande termina com mulher esfaqueada

Vítima foi encaminhada para Santa Casa e apresentava lesões na parte superior da cabeça, orelha e bochecha

15/08/2026 15h30

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol Divulgação/PCMS

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Uma discussão entre duas mulheres, na manhã deste sábado (15), por volta das 9h30, no bairro Vila Manoel Taveira, em Campo Grande, terminou com uma esfaqueada e a outra presa. A vítima teve um corte na região superior da cabeça e foi encaminhada para Santa Casa.

De acordo com os relatos colhidos no local, o fato começou com uma discussão em outro ponto do bairro. Em certo momento, as duas passaram a trocar golpes pela rua, ocasião em que a autora, de 43 anos, teria utilizado uma faca para atingir a outra, de 46.

Após ser ferida, a vítima se dirigiu até uma padaria nas proximidades, onde permaneceu aguardando atendimento médico. Aos policiais da 5ª Companhia Independente da Polícia Mílitar (CIPM), ela informou o sentido por onde a autora teria fugido. Diante disso, a equipe realizou rondas nas imediações e localizou a suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima apresentava corte na região superior da cabeça, outro ferimento próximo à orelha e uma lesão na bochecha. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) realizou o atendimento e encaminhou a mulher à Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar isolou o local para poder realizar os trabalhos periciais. Uma faca de aproximadamente 20 centímetros foi apreendida, mas os policiais não confirmaram se o objeto foi utilizado como arma do crime.

A conduzida foi presa e encaminhada a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol. A vítima permaneceu sob atendimento médico na Santa Casa. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

 

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