Cidades

Covid-19

Em uma semana, Mato Grosso do Sul registra 5 mortes por Covid-19

Foram confirmados 492 novos casos, número quase três vezes maior do que o registrado na primeira semana de novembro

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De acordo com os dados do boletim epidemiológico semanal, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta terça-feira (29), 492 pessoas testaram positivo para Covid-19 entre os dias 22 e 29 de novembro.

Os municípios que mais registraram novos casos confirmados da doença são Ponta Porã (243), Campo Grande (158), Dourados (109), Nova Alvorada do Sul (70), Naviraí (64), Três Lagoas (60) e Maracaju (58).

No período, foram registrados cinco óbitos, dois nos municípios de Campo Grande e Dourados, e um em Bela Vista. Uma das vítimas foi uma recém nascida, prematura.

O Boletim desta terça-feira também contabilizou alguns casos anteriores do mês de novembro, que não haviam sido computados por alguns municípios. Sendo assim, foram registrados mais 643 novos casos e dois óbitos no mês.

O secretário de Estado de Saúde, Flávio Britto, explicou que muitos municípios fizeram lançamento de casos antigos e que estavam sem encerramento. 

“Por isso, o boletim divulgado hoje registra mais de mil casos, mas que não significa o aumento real de casos novos registrados em nosso Estado. Mas a população precisa estar atenta e seguir a recomendação: uso de máscara e evitar aglomerações”.

Desde o início da pandemia, Mato Grosso do Sul contabiliza 584.820 casos confirmados da infecção e 10.855 óbitos.
 

Nova variante

 

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, segundo o infectologista e Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, Dr. Julio Henrique Rosa Croda, a BQ1, subvariante da Ômicron, já chegou a Mato Grosso do Sul. 

"Já tem um aumento no número de casos, a questão é que a gente não sequencia com uma frequência adequada. E (a BQ1) está sendo responsável pelo aumento de casos”, relatao ao Correio do Estado.

O pesquisador explicou que a variante já foi registrada em 14 estados do país e, se não há registros em Mato Grosso do Sul, é porque não há um devido monitoramento desta questão, “se você não procura, você não acha”.

 

Vacinação

 

Com a preocupação acerca da nova variante, o aumento de casos e a procura por testes, o Estado deu início à vacinação de bebês de 6 meses a 2 anos com comorbidades, no dia 12 de novembro, e retomou a vacinaçao da segunda dose de reforço, que agora já está disponível para o público de 18 anos ou mais, que tenha recebido a primeira dose de reforço há pelo menos 4 meses.

 

Comorbidades

 

A vacinação infantil, com o uso da Pfizer Baby, está sendo oferecida para bebês de 6 meses a 2 anos que apresentem alguma das comorbidades descritas no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19. Para evitar o desperdício de doses, algumas unidades oferecem a "xepa", e vacinam bebês que comparecem à Unidade de Saúde mesmo sem possuir comorbidades.

Estão elegíveis para a vacinação as crianças que apresentam: 

  • Diabetes miellitus; 
  • Pneumopatias crônicas graves; 
  • Hipertensão Arterial Resistente; 
  • Hipertensão Arterial estágio 3; 
  • Hipertensão Arterial estágio 1 e 2 com lesão em órgão-alvo; 
  • Insuficiência Cardíaca; 
  • Cor-pulmonare e Hipertensão pulmonar; 
  • Cardiopatia Hipertensiva; 
  • Síndromes Coronarianas; 
  • Valvopatias; 
  • Miocardias e Pericadiopatias; 
  • Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas; 
  • Arritmias cardíacas; 
  • Cardiopatias Congênitas; 
  • Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados; 
  • Doenças Neurológicas Crônicas; 
  • Doença renal crônica; 
  • Imunocomprometidos; 
  • Hemoglobinopatias graves; 
  • Obesidade mórbida; 
  • Síndrome de Down; 
  • Cirrose Hepática. 

 

Sintomas da Covid-19

É possível que o cidadão esteja infectado com o vírus da Covid-19 caso apresente os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Perda do olfato
  • Perda do paladar
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão do peito

Transmissão

O meio de transmissão da Covid-19 se dá por inalação ou contato com gotículas de saliva, secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Portanto, a transmissão pode ocorrer por meio de:

  • Tosse
  • Espirro
  • Catarro
  • Apertos de mão
  • Contato pessoal próximo
  • Contato com objetos contaminados

Prevenção

Existem inúmeras formas de se prevenir o contágio e proliferação da Covid-19. Confira:

  • Vacinação contra Covid-19
  • Uso de máscara
  • Uso de álcool gel
  • Lavagem das mãos com água e sabão
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca
  • Não compartilhar objetos pessoais
  • Ventilar ambientes
  • Evitar aglomerações e espaços fechados

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OPERAÇÃO LÍVIA

Seis adolescentes envolvidos na morte de menina em MS são alvos de nova ação

Segunda fase da Operação Lívia ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal

15/09/2026 07h30

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou a segunda fase da Operação Lívia

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou a segunda fase da Operação Lívia Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A segunda fase da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (15), cumpre seis mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra adolescentes envolvidos na morte de uma menina de 13 anos, no município de Naviraí.

A ação investiga uma rede que usava a internet para recrutar, chantagear e induzir crianças e adolescentes a práticas de violência, automutilação e suicídio.

Os mandados de busca e apreensão e medidas cautelares são cumpridos na Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os alvos da operação têm entre 14 e 17 anos.

A ação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), e conta com a participação das polícias civis dos estados envolvidos. 

Primeira fase

Encontrada sem vida na manhã do dia 22 de julho, em Naviraí, Lívia, de 13 anos, foi incitada ao autoextermínio por grupos extremistas.

No dia 4 de agosto, a primeira fase da Operação Livia foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP). 

Na época, foram cumpridas de forma simultânea, cinco adolescentes foram apreendidos e um adulto foi preso.

De acordo com a delegada Anne Karine Trevisan, a investigação identificou que a organização criminosa, a qual opera em ambiente virtual, é coordenada principalmente por adolescentes, e o único adulto preso na operação praticava os crimes antes da maioridade penal.  

Modus Operandi

De forma anônima, os criminosos sequer saberiam as identidades ou localizações reais uns dos outros, criando inclusive perfis falsos com fotos de pessoas de outro sexo para conseguir atrair as vítimas. 

"Então eles começam a procurar pela família; onde estuda, e diante de todas aquelas informações, se passa por outra pessoa. E importante frisar que nenhuma rede social dessas pessoas condizia com a foto delas. Era sempre outro tipo de pessoa, de sexo, realmente para conseguir trazer a vítima", disse a delegada em entrevista realizada no mês passado.

Como confirmado pela Depca, adolescentes e também crianças foram cooptados para serem vítimas dessa rede criminosa.  

"Existem crianças vítimas também, nós constatamos isso. Nessa noite que teve esse 'evento', porque é assim que eles chamam dentro dos grupos nomeados por eles de 'panelas', ocorreu uma automutilação. Logo na sequência que é divulgado esse suicídio, porque não houve moderação, houve falha na plataforma Discord que não foram derrubados, teve essa automutilação em outro Estado", comenta a titular da Depca.

Segundo explicação dada pela delegada, é como se os administradores de cada "panela" se tornassem os donos de cada uma dessas vítimas. 

Ainda conforme a delegada, um adolescente, de 14 anos, apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” à adolescente que morreu em Naviraí.

Paralisação

Greve nos Correios: TST determina manutenção de 80% do efetivo

Movimento começou na última quinta-feira

14/09/2026 21h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria.

A decisão foi proferida no último sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo da empresa, que considera a greve abusiva.

O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições.

"A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista", afirmou o ministro.

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve na quinta-feira (10) e buscam a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026. Os sindicatos da categoria contestam o modelo de restruturação da estatal, que prevê o fechamento de agências, redução de distritos postais. A categoria também afirma que não pode ser responsabilizada pela crise financeira da estatal.

Campanha salarial

O movimento grevista teve início na última quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração aconteceu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

Entregas
Em nota à imprensa, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve.

"Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico", informou a estatal.

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