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Embaixada dos Estados Unidos faz mutirão para conceder visto a bolsistas brasileiros

Embaixada dos Estados Unidos faz mutirão para conceder visto a bolsistas brasileiros

agência brasil

19/12/2011 - 18h30
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Os primeiros 630 universitários selecionados pelo programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal, embarcarão para os Estados Unidos em janeiro. O programa pretende formar mão de obra com elevado grau de qualificação nas áreas tecnológicas do setor industrial. A Embaixada dos Estados Unidos, parceira do governo brasileiro no programa de bolsas no exterior, fará até sexta-feira (23) um mutirão de entrevistas para emissão de vistos, para que todos os jovens embarquem sem problemas.

“Essa é uma parceria de iguais. É uma excelente oportunidade para aprofundar a relação entre os dois países, para trabalhar de maneira conjunta. O Brasil tem todo o potencial para crescer ainda mais economicamente e essa parceria com o Ciência sem Fronteiras vai acelerar esse processo”, disse o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon.

Após a liberação do visto, alguns estudantes foram saudados pelo pessoal da embaixada com um típico churrasco americano, com hambúrguer e batata-frita. Ao todo, 104 universidades norte-americanas em 47 estados servirão de base para os universitários brasileiros.

Os estudantes que embarcarão em janeiro fazem parte da primeira turma de bolsistas que vão estudar nas universidades norte-americanas, em 2012, de um total de 1,5 mil beneficiários. Mais 3 mil bolsistas devem ser selecionados no próximo ano. Os escolhidos vão fazer cursos na modalidade sanduíche, em que apenas um ano da graduação é cursado no exterior.

Segundo o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, a prioridade do governo é a especialização nas áreas de tecnologia. “O ex-presidente Lula priorizou a expansão de escolas base, técnicas e de ensino superior. A presidenta Dilma focou na área tecnológica para reforçar o setor industrial e teve a percepção da importância de nossos jovens atuarem de forma mais efetiva no exterior para se especializarem”, disse.

O presidente da Capes ressaltou que a parceria com os americanos foi possível devido ao alto nível de conhecimento do estudantes. “Temos um processo muito seletivo para escolher os melhores alunos. Os Estados Unidos abraçaram essa causa porque os nossos jovens que vão para lá estudar são garantia de sucesso. Podemos ter futuros prêmios Nobel nessas turmas”.

O projeto prioriza estudantes de engenharia, física, química, computação, biotecnologia, energias renováveis e outros setores que demandam mão de obra altamente qualificada. Também pretende atrair especialistas estrangeiros para morar no Brasil. No Ciência sem Fronteiras, lançado em julho, 75% das vagas oferecidas serão financiadas pelo governo, o restante deve ser custeado pela iniciativa privada. O investimento do governo federal será R$ 3,1 bilhões. O programa promete viabilizar 100 mil bolsas de estudo até 2015.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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