Cidades

INQUÉRITO CIVIL

Empresa de turismo em Bonito é alvo do MPMS por danos ambientais

Irregularidades ambientais incluem supressão de vegetação aquática, barramento e alteração do curso natural da água, poluição ambiental e captura e descarte inadequado de fauna silvestre

Continue lendo...

Empresa de turismo, localizada em Bonito (MS), é investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) por possíveis danos ambientais causados em Área de Preservação Permanente (APP) do município.

O MPMS, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bonito, instaurou inquérito civil para apurar poluição e destruição da vegetação aquática na Nascente Palmeirinha.

As irregularidades ambientais incluem supressão de vegetação aquática, barramento e alteração do curso natural da água, poluição ambiental e captura e descarte inadequado de fauna silvestre.

Segundo o MP, o valor total da multa é de R$ 262.000,00, sendo que o valor de cada infração custa entre R$ 5.000,00 e R$ 131.000,00, variando entre destruição de vegetação em APP, poluição ambiental, funcionamento de atividade sem licença e captura irregular de fauna silvestre.

De acordo com o laudo de constatação, 0,54 hectares de vegetação aquática foram removidos sem autorização dos órgãos competentes.

O documento também apontou construção de barragens artificiais, que alteraram o regime hídrico natural do curso d’água. Além disso, foram encontrados 262 caramujos aquáticos capturados e descartados irregularmente, muitos deles em estado avançado de decomposição, o que causa risco à fauna, saúde pública e equilíbrio do ecossistema.

O Ministério Público deu 10 dias para a empresa investigada apresentar esclarecimentos e documentos ambientais, pois, de acordo com o MPMS, a empresa não possuía licença ambiental válida. Além disso, solicitou certidões de matrícula do imóvel e histórico dominial da área.

Por fim, requisitou a Polícia Civil Para apurar possíveis crimes ambientais.

Nesta semana, uma fazenda em Bonito também foi alvo do MPMS por danos ambientais, como queima de vegetação nativa e a instalação de drenos sem a devida autorização do órgão ambiental competente.

CAMPO GRANDE

Paciente transplantado é agredido e perde a visão novamente em Campo Grande

Homem foi atacado em frente a instituto oftalmológico e precisou passar por cirurgia de urgência; suspeito, já conhecido por agressões, foi preso horas depois

27/01/2026 11h45

Suspeito, já conhecido por agressões, foi preso horas depois

Suspeito, já conhecido por agressões, foi preso horas depois Reprodução

Continue Lendo...

Um homem que aguardava atendimento médico acabou perdendo a visão após ser brutalmente agredido, sem qualquer motivo, na manhã desta segunda-feira (26), em frente ao Instituto da Visão de Mato Grosso do Sul, no bairro Chácara Cachoeira, em Campo Grande.

A vítima estava no local para acompanhar um transplante de córnea, procedimento pelo qual esperou cerca de dois anos e que havia devolvido sua visão, quando foi surpreendida pelo agressor. O golpe atingiu diretamente o olho esquerdo operado e causou uma lesão grave.

Por conta da violência, o paciente precisou passar por uma cirurgia de urgência e segue internado. Laudo médico já anexado ao inquérito aponta dano permanente e indica alta probabilidade de perda total da visão do olho atingido.

Assim que tomou conhecimento do caso, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo de Operações e Investigações (GOI), iniciou diligências imediatas. Imagens de câmeras de segurança da região ajudaram na identificação do suspeito, que é um homem de 26 anos, morador de rua e já conhecido por comportamento agressivo naquela área.

Com apoio da Guarda Civil Metropolitana, as equipes intensificaram as buscas ao longo do dia. Durante a tarde, os guardas flagraram o mesmo suspeito cometendo uma nova agressão, novamente sem motivação, contra uma mulher, também em frente ao Instituto da Visão.

O homem foi detido no local e levado à delegacia pelo GOI. Levantamentos da Polícia Civil apontam que ele possui ao menos sete registros anteriores por crimes semelhantes, todos marcados por ataques repentinos e violência gratuita.

O suspeito permanece preso e à disposição da Justiça. O Instituto da Visão também publicou uma nota de esclarecimento e disse que segue oferecendo todo o apoio necessário ao paciente, incluindo suporte, logístico, hospedagem em hotel e transporte, confira: 

Nota de Esclarecimento

"No dia de ontem, um de nossos pacientes foi vítima de uma agressão injustificada em via pública, em frente ao Instituto da Visão, fora do horário de funcionamento da instituição. A agressão resultou em lesão ocular em um olho previamente submetido a transplanta de córnea.

O Instituto da Visão prestou assistência médica imediata, incluindo a realização de procedimento cirúrgico de urgência. O paciente recebeu alta ainda no mesmo dia e segue em acompanhamento médico ambulatorial. 

Além do atendimento médico, o Instituto da Visão segue oferecendo todo o apoio necessário ao paciente, incluindo suporte logístico, hospedagem em hotel e transporte. A Instituição também adotou todas as medidas legais cabíveis, colocando-se à disposição das autoridades competentes e fornecendo imagens e demais informações que possam contribuir para a apuração dos fatos e responsabilização do autor da agressão.

Reiteramos que, em seus 28 anos de história, o Instituto da Vi~soa nunca registrou qualquer episódio semelhante, tratando-se de um fato isolado e inédito. Como medida preventiva, estamos adotando ações para reforçar a segurança no entorno da instituição. 

O Instituto da Visão permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos".

Veja o vídeo do momento da agressão: 

 

 

Assine o Correio do Estado

INTERIOR

Funai monta grupo para dar sequência à demarcação de Terra Indígena em MS

Esse Grupo Técnico têm, a partir de agora, o prazo de aproximadamente dois meses para entregar o plano de estudos

27/01/2026 10h24

Esses estudos devem perpassar pelas mais diversas naturezas, como: Antropológica, Etno-histórica, Sociológica, Jurídica, Cartográfica e Ambiental 

Esses estudos devem perpassar pelas mais diversas naturezas, como: Antropológica, Etno-histórica, Sociológica, Jurídica, Cartográfica e Ambiental  Reprodução/CimiRegional/LidiaFarias

Continue Lendo...

Publicado na edição desta terça-feira (27) do Diário Oficial da União (DOU), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) montou um Grupo Técnico (GT), com antropólogo e engenheira agrônoma, para dar sequência à demarcação de terras de moradores originários da região de Dourados. 

Conforme o documento assinado pela presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Joenia Wapichana, a portaria em questão constitui Grupo Técnico (GT) para realizar os estudos necessários à identificação e delimitação da Terra Indígena (T.I) batizada de Ñu Porã. 

Esses estudos devem perpassar pelas mais diversas naturezas, como: 

  • Antropológica, 
  • Etno-histórica, 
  • Sociológica, 
  • Jurídica,
  • Cartográfica e 
  • Ambiental 

Essa Terra Indígena, como bem frisa a portaria, é reivindicada por povos originários que pertencem às etnias Guarani Kaiowá, do município que fica aproximadamente 226 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul. 

Esse Grupo Técnico têm, a partir de agora, o prazo de aproximadamente dois meses (60 dias exatos) para entregar o plano de estudos pelo Coordenador do Grupo Técnico, que é composto por: 

  1. - José Henrique Prado, Antropólogo, Colaborador, Antropólogo Coordenador;
  2. - Jerusa Cariaga Alves, Engenheira Agrônoma, Colaboradora, Profissional da Área Ambiental; 

Em 2014, por exemplo, o Ministério Público Federal (MPF) em Dourados chegou a alertar moradores para a incidência do loteamento João Carneiro Alves sobre provável terra indígena, na região conhecida como Mudas MS, que já era habitada pelos Guarani Kaiowá. 

Em setembro de 2012, o MPF recomendou à Prefeitura de Dourados que não aceitasse a tramitação de novos procedimentos administrativos visando a regularização de loteamentos na região, embargando desmatamentos e obras como arruamento, asfaltamento, instalação de rede elétrica e de esgoto até a publicação do Relatório Circunstanciado de Identificado e Delimitação da Terra Indígena Ñu Porã (Mudas MS), que concluirá pela tradicionalidade ou não da Terra Indígena em questão, a partir de quando bbras particulares também passaram a ser consideradas irregulares.

Esses estudos devem perpassar pelas mais diversas naturezas, como: Antropológica, Etno-histórica, Sociológica, Jurídica, Cartográfica e Ambiental 

Compras de T.I

Ainda na segunda metade do ano passado, através do secretário executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, foi anunciado o primeiro passo oficial que pode resultar na compra de terras indígenas em região de conflito. 

Nessa ocasião também houve a criação de um Grupo de Trabalho Técnico (GTT), para "elaborar diagnóstico com subsídios técnicos para a mediação de conflitos fundiários envolvendo povos indígenas no sul do estado de Mato Grosso do Sul, incluindo a realização de levantamentos e estudos sobre áreas públicas e privadas".  

De acordo com o secretário executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Eloy Terena, que é de Mato Grosso do Sul, uma das atribuições deste Grupo de Trabalho Técnico é elaborar propostas para que nos municípios de Dourados, Douradina e Caarapó sejam compradas terras em um modelo semelhante ao que ocorreu no município de Antônio João. 

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).