Cidades

Pirâmide financeira

Empresa ligada à Minerworld pede desbloqueio de R$ 1,3 milhão

Dinheiro seria usado para pagar conta de clientes e fornecedores

RENAN NUCCI

31/07/2018 - 10h46
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A Bit Ofertas Informática LTDA, investigada por integrar esquema de pirâmide financeira por meio da suposta mineração de bitcoins (criptomoedas) com a Minerworld, entrou com pedido de reconsideração de despacho, para que seja liberado o montante de R$ 1.369.330,71, bloqueado judicialmente. Com a indisponibilidade de tais recursos, a defesa alega que a empresa não consegue pagar prestadores de serviço e nem reembolsar clientes, e ainda corre risco de ter a plataforma digital de negócios completamente desativada. 

O juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, ingressou com ação civil coletiva contra Bit Ofertas, determinando o bloqueio de até R$ 300 milhões dos bens de todas as pessoas físicas e jurídicas investigadas. O processo é resultado das investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual,  realizadas no âmbito da Operação Lucro Fácil, deflagrada em abril, em Campo Grande e São Paulo.

Segundo a Bit Ofertas, sediada na Capital, dos R$ 1.369.330,71 bloqueados, apenas R$ 332.000,00 são fruto das taxas cobradas pelas transações financeiras efetuadas em sua plataforma. O saldo restante é propriedade de clientes que realizaram depósitos para concretizar operações de compra e venda de bitcoins. Tais valores seriam "meramente custodiados" pela empresa. Os clientes não conseguem sacar o que não esteja convertido em bitcoins na plataforma. Além disso, como não está mais gerando proventos, passou também a dever os prestadores de serviço.

"A Requerida desenvolve sua atividade comercial como uma exchange de Bitcoins. Desta forma, indivíduos realizam depósitos de dinheiro nas contas bancárias da Requerida ou depósitos de Bitcoins nas carteiras digitais da Requerida, para que possam colocar ordens de compra e venda de bitcoins na plataforma digital desta. Sendo assim, a Requerida necessita de todo um aparato digital de servidores e de tecnologia de segurança, para manutenção e proteção dos dados das operações e dos clientes da plataforma", explica.

Na sexta-feira, a empresa foi notificada por seu principal fornecedor de tecnologia para que, dentro de dez dias,  realizasse o pagamento dos custos de operação da plataforma que estão em atraso e atualmente já somam o R$ 496.109,00, sob pena de que os serviços sejam interrompidos. Diante deste cenário, a defesa pede ao juiz que libere pelo menos R$ 1.037.330,71, para que os clientes possam realizar os saque e a investigada consiga desativar seus servidores sem causar mais prejuízos. O recurso está em análise.
 

CAMPO GRANDE

Ernesto Geisel terá novo trecho recapeado

Obras devem se concentrar no trecho entre as ruas Do Aquário e Pirituba, na margem direita da Avenida, e da Rua do Aquário a Av. Manoel da Costa Lima no sentido contrário

11/06/2026 10h35

valor é aproximadamente 11% mais barato que o total previsto em edital

valor é aproximadamente 11% mais barato que o total previsto em edital Reprodução/PMCGImprensa

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Através da edição desta quinta-feira (11) do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), o Executivo da Cidade Morena detalhou que a Avenida Ernesto Geisel está prestes a ter um novo trecho recapeado, pelo montante de mais de 4,8 milhões de reais. 

Conforme o extrato do contrato número 113/2026 publicado no Diogrande, a responsável escolhida para a obra é a Empresa Titanium Construções e Pavimentação Ltda.

Ao todo, essa empresa receberá R$4.848.999,85 para executar as obras na Ernesto Geisel, em atendimento à solicitação da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Cabe destacar que esse valor é aproximadamente 11% mais barato que o total previsto em edital, certame esse que separou um montante de R$5.465.174,20 para a contratação. 

Entenda

Nesse acordo entre a Prefeitura de Campo Grande e a Titanium Construções e Pavimentação, a empresa se encarregará da recuperação funcional do pavimento asfáltico da Av. Presidente Ernesto Geisel. 

Mais especificamente, as obras devem se concentrar no trecho entre as ruas Do Aquário e Pirituba, na margem direita da Avenida, e da Rua do Aquário a Av. Manoel da Costa Lima no sentido contrário. 

Obra que integra o planejamento de manutenção e melhoria da malha viária da Capital, com foco na segurança e na mobilidade urbana, além do recapeamento, esse projeto relaciona serviços complementares de infraestrutura, como adequações de acessibilidade, implantação de bocas de lobo, execução de sarjetas e meios-fios.

Questionada à época do lançamento da licitação, a prefeita Adriane Lopes fez questão de ressaltar a importância dessa execução junto à Avenida Ernesto Geisel. 

“Essa é uma obra muito importante, porque melhora o dia a dia de quem passa pela Ernesto Geisel todos os dias. Uma via bem cuidada faz diferença para motoristas e pedestres”,
 

capital

Professores prometem tomar as ruas do centro de Campo Grande nesta sexta-feira (12)

Associação Campo-Grandense de Professores (ACP) espera reunir até cinco mil professores em protesto

11/06/2026 09h39

"Na Prefeitura nós devemos manter um ato até sermos atendidos pela prefeita e sua equipe", diz Gilvano Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em protesto devido ao descumprimento de acordo entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), os docentes prometem "tomar" as ruas da Capital do Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (12). 

Esse acordo, vale lembrar, buscava atualização do chamado "piso salarial", o salário mínimo ofertado para essa categoria de professores. 

Segundo o presidente da Associação Campo-Grandense de Professores, professor Gilvano Bronzoni, a paralisação deve atingir as 207 unidades da rede municipal durante todo o dia, com uma assembleia geral e concentração inicial na sede da ACP. 

De acordo com o presidente da ACP, feita essa primeira organização dos presentes, as autoridades, Agência Municipal de Transporte e Trânsito e Polícia Militar, já estão avisadas da movimentação que deve seguir até a Prefeitura de Campo Grande. 

"Nós estamos esperando cerca de 3 mil a 5 mil professores amanhã, e aí a gente deve organizar para às 8h30 nós sairmos em caminhada", diz.

Nesse sentido, a caminhada deve sair pelas ruas: 07 de Setembro; Rui Barbosa e posteriormente Afonso Pena até chegar na casa do Executivo de Campo Grande. A classe deverá permanecer em ato em frente à Prefeitura até conseguirem algum retorno. 

"Na Prefeitura nós devemos manter um ato até sermos atendidos pela prefeita e sua equipe, e esperamos uma notícia que tranquilize a categoria no sentido do cumprimento e manutenção da lei do piso por 20 horas do magistério", complementa Gilvano. 

O que diz a prefeita?

Durante agenda na manhã de ontem (10), para entrega de certificados do Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (Primt), a prefeita Adriane Lopes (PP) foi questionada a respeito da situação do reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (REME). 

A chefe do Executivo de Campo Grande responsabilizou o Governo Federal por ter anunciado um reajuste de 0,37% para a categoria, mas posteriormente majorou para 5,4% sem indicar a fonte de repasse.    

Segundo Adriane Lopes, a mudança desequilibrou os acordos e planejamentos anteriores da administração, que necessita de clareza sobre a fonte de custeio federal.  

"Esse reajuste (0,37%) era o que cabia para os cofres das prefeituras, mas ele foi majorado para 5,4%. De janeiro para cá, a gente vem enfrentando esse desafio. Todos os acordos celebrados no ano anterior precisam ser refeitos, a discussão precisa ser refeita, porque como você avança, sendo que partiu do Governo Federal uma iniciativa de 0,37% para 5,4% de aumento, sem uma fonte de provisionamento desse reajuste?" disse Adriane Lopes na ocasião. 

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