Cidades

SEGURANÇA PÚBLICA

Estado cria cadastro estadual de condenados por crimes sexuais

Nova lei sancionada pelo governador prevê divulgação de nomes e fotos de condenados com sentença definitiva; sistema ficará disponível no site da Sejusp a partir de junho

Continue lendo...

O Governo de Mato Grosso do Sul sancionou a lei que cria o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crimes Sexuais. A medida foi publicada nesta quarta-feira (20) no Diário Oficial do Estado e prevê a divulgação de informações de pessoas condenadas com decisão transitada em julgado por crimes previstos no Título VI do Código Penal, que trata dos crimes contra a dignidade sexual.

A proposta é de autoria do deputado estadual Coronel David e estabelece que o cadastro será disponibilizado no site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Conforme a Lei nº 6.586, o banco de dados deverá reunir informações como nome completo, foto frontal, características físicas, idade e histórico criminal dos condenados. O texto determina ainda que a população terá acesso apenas à identificação e à imagem das pessoas cadastradas.

Já integrantes das polícias Civil e Militar, membros do Ministério Público, do Poder Judiciário e conselheiros tutelares poderão consultar o conteúdo integral do sistema, desde que observem o sigilo previsto na legislação. Outras autoridades também poderão acessar os dados mediante autorização da Sejusp.

A norma proíbe a divulgação de qualquer informação que permita identificar vítimas dos crimes. Além disso, o cadastro não poderá expor dados relacionados a investigações em andamento ou processos que tramitem sob sigilo judicial.

Outro ponto previsto na legislação é a retirada do nome do cadastro. Para isso, a pessoa interessada deverá apresentar requerimento à Sejusp comprovando o cumprimento da pena. O pedido deverá ser analisado em até 60 dias.

Apesar de já ter sido publicada, a lei passará a valer somente em 20 de junho, prazo de 30 dias após a publicação oficial.

Assine o Correio do Estado

DEMITIDO

Detran-MS demite servidor investigado pela PF e envolvido em fraudes dos caminhões

Investigação da Justiça Federal aponta que, pelo menos, 75 veículos foram adulterados e tiveram a inclusão indevida em sistema de informação do 4º eixo autodirecional

20/05/2026 10h30

Em boletim de ocorrência, servidores do Detran foram registrados como autores do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações

Em boletim de ocorrência, servidores do Detran foram registrados como autores do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) demitiu o servidor Eder Ferreira Xavier, que ocupava o cargo efetivo de assistente de atividades de trânsito, na unidade de Campo Grande. De acordo com a publicação no Diário Oficial de MS, desta quarta-feira (20), o funcionário foi demitido pois usou o cargo público para ter proveito pessoal. Também foi considerado que ele recebeu pagamentos irregulares em razão de suas atribuições.

A decisão de demitir Eder Ferreira foi após o Detran-MS acolher o relatório final da Comissão Processante, que julgou o caso através de um processo administrativo disciplinar. Também levou em conta a decisão da Reunião Ordinária do Conselho de Administração da autarquia.

Em investigação feita no ano de 2024, a Justiça Federal identificou que, pelo menos, 75 veículos foram adulterados e tiveram a inclusão indevida em sistema de informação o 4º eixo autodirecional. Acrescenta que a inserção das informações falsas se deu também no sistema nacional do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e a “operação foi realizada por meio de acesso permitido a servidores estaduais que alimentam a base de dados do referido sistema, ocasionando, a princípio, lesão aos interesses estaduais”.

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) ofereceu denúncia em desfavor de Eder Ferreira Xavier, por crime, em tese, cometido no exercício das funções e contra Genir Garcia Barbosa. O processo corre na 3ª Vara Criminal de Campo Grande. Além dos dois, também Talita Madelina Barbosa também aparece como ré no caso.

Operação da PF

Em julho de 2024, a Polícia Federal (PF) identificou um esquema de corrupção no Detran-MS, em que pelo menos 75 veículos foram adulterados por servidores do órgão, entre eles Eder Ferreira e Talita Madelina.

As investigações se deram a partir de denúncia anônima, encaminhada pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) para o Ministério de Infraestrutura (Minfra). Na época, foram relatadas supostas irregularidades na emissão de Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV) de um caminhão com 4º eixo instalado.

O documento encaminhado pela Subsecretaria de Conformidade e Integridade (SCI) do Ministério à PF relata que o veículo no qual o 4º eixo foi instalado, não constava nenhum Certificado de Segurança Veicular (CSV) para a placa, e o número de CSV que tinha na documentação não seguia o padrão do Sistema de Certificação de Segurança Veicular e Vistorias (SISCSV).

Na denúncia, a Senatran detectou que consta no campo de observações do certificado de registro do semirreboque a informação “3 eixos, inclui 4 eixo autodirecional”, no entanto, para essa alteração de característica é necessário autorização prévia e realização de inspeção veicular para a emissão do certificado.

Devido a falta de identificação do CSV no sistema, a secretaria solicitou, por meio de ofício, que o Detran/MS informasse o nome e CPF do servidor responsável pela inclusão do 4°eixo e encaminhasse toda a documentação do veículo.

Sendo assim, um servidor foi identificado, mas afirmou que outros funcionários utilizaram a sua senha para o procedimento. Em tese, esta é uma prática criminosa caracterizada pela inclusão de dados indevidos no sistema.

A partir do depoimento do servidor, de que seu cadastro havia sido usado por outros colaboradores, foi identificado que o Detran já havia recebido informações de que foram praticadas irregularidades em transações realizadas, e o nome de Talita Madelina Barbosa e Eder Ferreira Xavier, foram relatados como participantes do esquema.

No documento, foi destacado que Talita utilizou o sistema de informações do Detran para alterar indevidamente características de vários veículos, causando prejuízo financeiros à instituição e foi exonerada do cargo.

Já Eder, na época, disse que trabalhava no setor de vistorias e substituía servidores durante férias e afastamentos, e fez a baixa em restrições de veículos de 4° eixo, 3° eixo e troca de motor em automóveis que estavam com restrições e, de acordo com sua avaliação, estavam regulares.

O relatório da Corregedoria de Trânsito informa também que foram inseridas restrições administrativas pela Agência Regional de Trânsito de Campo Grande, nos referidos veículos adulterados, mas que, o servidor Eder Ferreira “passou a atuar de forma irregular no sistema SGI/Detran, fazendo exclusão das restrições realizadas pela Agência”.

Devido a estes fatos, foi feito um boletim de ocorrência com Talita e Eder como autores do crime de inserção de dados falsos em sistema de informações e o Estado como vítima.

Nos autos da investigação, foi constatado que um dos casos, no qual o veículo foi apreendido em Rondonópolis (MT) por estar com licenciamento atrasado, também tinha o 4° eixo colocado de forma ilegal, e estava trafegando normalmente, mesmo com irregularidades.

A servidora Talita foi a responsável por inserir, de maneira ilegal, no sistema do Detran, o 4º eixo nesse veículo, que após ter sido constatada a irregularidade, teve restrição administrativa de tráfego expedida.

No entanto, eram nesses casos que atuava Éder Xavier, retirando essas restrições do sistema, como fez com o veículo que foi apreendido em Rondonópolis.

Outro servidor, Leandro dos Santos Facchin também foi mencionado no inquérito por inserção de dados irregulares no servidor e 4º eixo em veículos, e foi exonerado em agosto de 2021.

O despachante Fabrício Gomes dos Santos, também foi investigado por participação no esquema, mas em depoimento afirmou que não conhecia Leandro.

 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Gêmeos têm overdose aos 9 anos após pai dar cocaína e antidepressivo

Moradores na cidade vizinha a Coronel Sapucaia, no lado paraguaio da fronteira, indivíduo de 32 anos pretendia, tirar a vida de ambas as crianças e em seguida cometer suicídio

20/05/2026 09h45

"Os gêmeos estão fora de perigo, mas permanecem hospitalizados", indica o Ministério Público do Paraguai Reprodução/Internet

Continue Lendo...

Na cidade vizinha a Coronel Sapucaia, Capitán Bado, distante quase 400 quilômetros de Campo Grande, um casal de gêmeos de apenas nove anos entrou em estado de overdose após o pai intoxicar as crianças com cocaína e antidepressivos em tentativa de homicídio e em um caso claro de negligência na região fronteiriça entre Brasil e Paraguai. 

Essas crianças foram inicialmente transferidas do Hospital de Capitán Bado para a unidade hospitalar regional Dr. Anibal Leôncio Medina Valiente, de Pedro Juan Caballero (PJC), cidade paraguaia essa também "gêmea" e separada por um atravessar de rua do município sul-mato-grossense de Ponta Porã, conforme divulgado ainda na noite de ontem (19) pelo portal paraguaio ABC Color. 

Com o menino e a menina transferidos inconscientes e hospitalizados até o momento no país vizinho, o pai pôde ser localizado, preso e deverá responder pelos atos de tentativa de homicídio e negligência, conforme repassado pelo promotor do caso à mídia local. 

Ambos foram submetidos a exames toxicológicos quando recuperaram a consciência, que indicaram resultados positivos para a presença de duas substâncias no sangue: cocaína e benzodiazepínicos.

Entenda

Quanto às substâncias, cabe esclarecer que esses ditos benzodiazepínicos (BZD) tratam-se de uma classe de medicamentos considerados psicotrópicos, que possuem a função de atuar no Sistema Nervoso Central como calmantes, sedativos e relaxantes musculares, conhecidos por serem de "tarja preta" e a exigência de uma receita médica controlada. 

Entre os mais receitados, por exemplo, aparecem: 

  1. Alprazolam (Frontal)
  2. Bromazepam (Lexotan)
  3. Clonazepam (de nome comercial Rivotril)
  4. Diazepam (Valium)

Como bem aponta o Ministério Público do Paraguai, através da promotora da cidade de Capitán Bado, Sarita Bonzi, a lei de proteção à criança e ao adolescente vigente no país vizinho, por motivos óbvios, omite o nome dos gêmeos vítimas dessas violências. 

Além disso, segundo apurações iniciais após a ordenação da prisão preventiva do pai, esse indivíduo de 32 anos pretendia, inclusive, tirar a vida de ambas as crianças e em seguida cometer suicídio. 

"Os gêmeos estão fora de perigo, mas permanecem hospitalizados. Provavelmente receberão alta nesta quarta-feira", indica o Ministério Público do Paraguai através de seus representantes.  

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).