Cidades

Chapadão do Sul

Fardos de algodão pegam fogo em fazenda e polícia suspeita de crime

Fardos de algodão pegam fogo em fazenda e polícia suspeita de crime

laís camargo

04/07/2011 - 13h55
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Quatro fardos (queijos) de algodão pegaram fogo na Fazenda Alvorada em Chapadão do Sul. Cada unidade com 700 arrobas é avaliada em R$ 20 mil e tem o tamanho de um container. Os funcionários da fazenda viram o fogo começar por volta de 9h30min e chamaram os bombeiros, que controlaram o incêndio.

Segundo o investigador da Polícia Civil de Chapadão do Sul, a suspeita é de que seja um crime, já que os funcionários relataram que o fogo começou de fora para dentro, e não de dentro para fora como quando se trata de fogo espontâneo.

Outros “queijos” de algodão estavam armazenados no local, em campo aberto, mas como o incêndio foi contido de forma rápida, não houve maiores prejuízos.

Na fazenda que tem 200 hectares de algodão estavam depositados em torno de 13 “queijos”. A estimativa é que o prejuízo com a queima possa chegar a 7.500 quilos.

(com informações do Jovem Sul News)
 

Condenado

Homem é condenado a 67 anos de prisão por matar esposa e bebê

Júri popular reconheceu feminicídio de Vanessa Eugênio e da filha Sophie, de apenas 10 meses; crime chocou Mato Grosso do Sul pela brutalidade e tentativa de ocultação dos corpos

27/05/2026 17h32

Marcelo Victor/Correio do Estado

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Após quase um ano do crime, João Augusto Borges foi condenado a 67 anos de prisão pelo assassinato da esposa, Vanessa Eugênio de Medeiros, de 23 anos, e da filha do casal, Sophie Eugênio Borges, de apenas 10 meses. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (27), no Fórum da Capital.

O réu foi sentenciado pelos crimes de feminicídio qualificado, homicídio qualificado contra menor de 14 anos e ocultação de cadáver. As penas foram agravadas pela extrema violência empregada e pela vulnerabilidade da bebê.

Durante o julgamento, familiares das vítimas acompanharam a sessão tomados pela emoção e pela expectativa de justiça. Em frente ao Fórum, a prima de Vanessa, Patrícia Carvalho, relembrou o sofrimento vivido pela família desde o desaparecimento das vítimas até a descoberta do crime.

Segundo ela, após cometer os assassinatos, João tentou convencer parentes e amigos de que Vanessa havia deixado a residência levando a filha do casal.

"Ele inventou uma história e achou que realmente todo mundo ia acreditar nisso", afirmou Patrícia.

A familiar contou ainda que chegou a receber mensagens e áudios enviados pelo acusado perguntando se havia notícias de Vanessa, sustentando a versão de que a jovem teria saído de casa e desaparecido.

"Até eu recebi um áudio dele falando que não sabia dela, porque ela tinha saído e não tinha voltado. Depois realmente veio a verdade do que ele tinha feito", disse.

Patrícia afirmou que a condenação representa um alívio parcial diante da dor enfrentada pela família desde o crime.

"O que a gente quer é justiça e que ele pague realmente pelo que ele fez, porque elas não mereciam isso."

Ela também relatou que o julgamento fez os familiares reviverem o trauma causado pela tragédia.

"Desde ontem já vem aquele sentimento de tristeza. Reviver isso novamente é uma angústia muito grande para a família", declarou.

Defesa alegou insanidade mental

Durante o julgamento, a defesa de João Augusto Borges sustentou que o crime teria ocorrido em um momento de "raiva" e "fúria" após uma discussão entre o casal. Os advogados tentaram afastar a tese de feminicídio, argumentando que o acusado não teria cometido os assassinatos "por elas serem mulheres".

A defesa também levantou a hipótese de doença mental e pediu que o incidente de insanidade fosse considerado antes da análise definitiva do caso pelo júri. Segundo os advogados, o objetivo seria submeter o réu a uma perícia psiquiátrica.

"Se o júri votar que sim nesse caso, João será considerado inimputável e não é isso que queremos. O que nós estamos pedindo é que o incidente de insanidade mental seja considerado para que ele seja julgado, para ele passar pelo perito, fazer o laudo e assim estar preparado para julgar novamente", argumentou a defesa durante a sessão.

Mesmo com os pedidos apresentados pelos advogados, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade criminal do acusado e decidiu pela condenação.

Crime chocou Campo Grande

O duplo assassinato aconteceu na tarde do dia 26 de maio de 2025, na região do Indubrasil, em Campo Grande.

De acordo com as investigações, João chamou Vanessa para o quarto da residência sob o pretexto de conversar. No local, a jovem foi morta com um golpe conhecido como "mata-leão". Em seguida, o acusado estrangulou a própria filha, Sophie, que estava sobre a cama.

Após os assassinatos, João saiu para trabalhar normalmente, numa tentativa de manter a rotina e afastar suspeitas.

Horas depois, ele comprou gasolina, colocou os corpos das vítimas em um veículo da família e ateou fogo em uma área localizada na Rua Desembargador Ernesto Borges, tentando ocultar os cadáveres.

O caso teve grande repercussão em Mato Grosso do Sul pela crueldade do crime e pela tentativa do acusado de simular o desaparecimento da esposa e da filha.

Chikungunya

Cidade de MS revoga decreto de calamidade na saúde pública

Dourados registra redução nas notificações, internações e focos do mosquito, porém autoridades alertam que combate ao Aedes aegypti continua para evitar nova escalada da doença

27/05/2026 16h34

Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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A Prefeitura de Dourados revogou o decreto de calamidade em saúde pública decretado durante o avanço da epidemia de Chikungunya no município.

A revogação da calamidade em saúde pública representa o encerramento oficial de uma medida emergencial adotada pelo poder público diante da crise sanitária, indicando que o cenário epidemiológico voltou a apresentar estabilidade e controle administrativo.

A medida foi oficializada nesta quarta-feira (27) pelo prefeito Marçal Filho, após a redução sustentada no número de notificações da doença, internações e focos do mosquito Aedes aegypti registrados nas últimas semanas.

A decisão foi publicada por meio do Decreto nº 690, que revoga o Decreto nº 638, editado em 20 de abril de 2026, quando o município enfrentava o período mais crítico da epidemia.

Apesar do fim da calamidade pública, o decreto de emergência em saúde pública, instituído em março deste ano, permanece em vigor.

Segundo a prefeitura, a revogação ocorreu após avaliação técnica do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), força-tarefa criada para coordenar o enfrentamento da doença tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana de Dourados.

Em reunião realizada no último dia 21 de maio, os integrantes do COE concluíram que o cenário epidemiológico atual já não justificava a manutenção da calamidade pública.

O grupo reúne representantes do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), Conselho Municipal de Saúde e órgãos das Defesas Civis municipal, estadual e federal.

Internações caem mais da metade

Os números mais recentes do informe epidemiológico apontam queda significativa na ocupação de leitos hospitalares por complicações da Chikungunya.

No auge da crise sanitária, Dourados chegou a registrar 58 pessoas internadas simultaneamente. Atualmente, o número caiu para 24 pacientes hospitalizados.

Desse total, um paciente está internado no Hospital Indígena Porta da Esperança (Missão Caiuá), 17 no Hospital Universitário da UFGD, um no Hospital Regional, um no Hospital Unimed e quatro no Hospital Evangélico Mackenzie.

A redução das internações acompanha a desaceleração da curva epidemiológica observada nas últimas semanas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Epidemia atingiu pico com mais de 1,2 mil notificações em uma semana

Os dados da curva epidemiológica mostram a dimensão da epidemia enfrentada pelo município ao longo dos últimos meses. O monitoramento começou na Semana Epidemiológica 1, quando foram registradas 19 notificações da doença.

A partir da Semana Epidemiológica 8, os números começaram a disparar, passando de 143 notificações para 217 na semana seguinte e chegando a 358 registros na Semana 10.

O pior momento da epidemia ocorreu na Semana Epidemiológica 12, quando Dourados contabilizou 1.207 notificações de Chikungunya em apenas sete dias. Mesmo após uma breve redução, os números permaneceram elevados por semanas consecutivas.

Na Semana 14, o município voltou a registrar alta, com 1.151 notificações. Já na Semana 15 foram contabilizados 1.068 casos suspeitos da doença.

A queda mais consistente começou a ser observada a partir da Semana Epidemiológica 16, quando os registros recuaram para 852 notificações.

Desde então, os números seguem em tendência de redução: 621 casos na Semana 17, 681 na Semana 18, 399 na Semana 19 e 240 notificações na Semana Epidemiológica 20.

Conforme o COE, os dados parciais da Semana Epidemiológica 21 também apontam continuidade da redução de casos.

Saúde alerta população para manter prevenção

Apesar da melhora nos indicadores, as autoridades de saúde afirmam que o cenário ainda exige atenção da população, principalmente no combate aos criadouros do mosquito transmissor.

O secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, alertou que os focos do Aedes aegypti também apresentaram queda nas últimas semanas, mas destacou que a participação da população continua sendo fundamental para impedir uma nova explosão de casos.

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