Cidades

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Filme sobre os índios de MS pode receber o Leão de Ouro no Festival de Veneza

Filme sobre os índios de MS pode receber o Leão de Ouro no Festival de Veneza

Redação

06/09/2008 - 14h00
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Débora Alves

 

O filme Birdwatchers (observadores de pássaros) produzido em Mato Grosso do Sul e dirigido pelo cineasta chileno, radicado na Itália, Marco Bechis foi um dos mais aplaudidos no Festival de Cinema de Veneza e está entre os favoritos para receber o prêmio Leão de Ouro, de acordo com matéria divulgada na Revista Época desta semana.  O longa metragem foi filmado em aldeias no interior do estado. Os índios guarani-caiowá contracenaram com o ator Matheus Nachtergaele, protagonista do filme. Apesar de abordar os problemas sociais dos índios, a escassez de terras, suicídios, o diretor deixa claro de que não se trata de um documentário, o filme é uma ficção. Ele mostra o romance de um jovem índio xamã Nádio com a filha de um fazendeiro. Bechis explica que para conseguir integrar os índios às filmagens, foram selecionados, entre os indígenas, os possíveis atores que depois  passaram por uma oficina que durou dez meses.

CLIMA

Bloqueio atmosférico intensifica ventos e coloca MS em alerta

Estado terá rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h. Corumbá já emitiu alerta de perigo para vendaval até domingo

17/07/2026 11h00

Ventos intensos, calor e baixa umidade devem marcar o fim de semana em Mato Grosso do Sul

Ventos intensos, calor e baixa umidade devem marcar o fim de semana em Mato Grosso do Sul Divulgação

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Mato Grosso do Sul deve enfrentar um fim de semana marcado por uma combinação de calor acima da média, baixa umidade e principalmente ventos intensos, resultado de um bloqueio atmosférico sobre a região centro-oeste. A Defesa Civil de Corumbá chegou a emitir um alerta de perigo para vendaval, com previsão de rajadas entre 63 km/h e 100 km/h até domingo (19).

Embora o aviso seja direcionado ao município pantaneiro, a previsão indica que praticamente todo o Estado será influenciado pelo mesmo sistema meteorológico, que deve manter o tempo firme, impedir o avanço de frentes frias e favorecer temperaturas elevadas nos próximos dias.

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), entre sexta-feira (17) e segunda-feira (20), um sistema de alta pressão atmosférica dificultará a formação de nuvens de chuva e deve permitir maior incidência de radiação solar, provocando a elevação gradual das temperaturas.

A previsão é de máximas entre 33°C e 38°C em diversas regiões do Estado, caracterizando um período de temperaturas acima da média climatológica para esta época do ano. Paralelamente, a umidade relativa do ar deve cair para índices entre 10% e 30%, valores considerados de atenção e que aumentam os riscos à saúde da população.

Além do calor, outro destaque é a atuação do chamado Jato de Baixos Níveis (JBN), uma corrente intensa de ventos que se forma entre um e três quilômetros de altitude e transporta ar quente da região Norte em direção ao Centro-Oeste e Sul do país.

Segundo o Cemtec, esse sistema deve beneficiar ventos persistentes, com velocidades entre 50 km/h e 70 km/h e rajadas que podem ultrapassar 80 km/h, principalmente nas regiões oeste, sudoeste, centro-sul, sul e sudeste de Mato Grosso do Sul.

Em Corumbá, onde os efeitos devem ser mais intensos, a Defesa Civil classificou o cenário como de perigo. 

O órgão alerta para risco de queda de árvores e galhos, destelhamento de residências, danos em edificações, estruturas e plantações, além da possibilidade de postes, placas e outros objetos serem derrubados pela força do vento.

Entre as orientações estão permanecer em locais seguros durante as rajadas, evitar abrigo sob árvores, não estacionar veículos próximos a postes, muros, outdoors e torres de transmissão e recolher objetos que possam ser lançados pelo vento.

O meteorologista Natálio Abraão explica que o bloqueio atmosférico continuará se fortalecendo sobre o Centro-Oeste e deve permanecer atuando sobre Mato Grosso do Sul até o início de agosto, prolongando o período de tempo seco.

Segundo ele, o calor ganhará intensidade a partir deste sábado (18), com temperaturas de até 37°C em Três Lagoas e máximas próximas de 33°C em Campo Grande na segunda-feira (20).

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VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO

Campo Grande reduz pela metade casos de vírus que atinge bebês e crianças

Número de hospitalizações por doenças respiratórias diminuiu cerca de 49,6% em relação ao mesmo período do ano passado

17/07/2026 10h00

Divulgação/Rafael Bemjamim

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Com a ampliação das imunização e maior cobertura vacinal de gestantes, os casos de Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que atinge parte das crianças e bebês reduziu pela metade em comparação ao mesmo período do ano passado, em Campo Grande.

Os dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apontam 49,6% a relação de diferença entre 2025 e 2026 de casos graves da doença com necessidade de hospitalização. 

O vírus respiratório é mais expressivo em bebês e crianças menores de um ano, pois são mais vulneráveis às complicações da infecção, com risco de evolução para quadros graves, como bronquiolite e pneumonia. E de um ano para outro, foi o público que teve maior redução nos casos.

O levantamento da Sesau da semana passada, caracterizada como a Semana Epidemiológica 28 do ano, foram 287 casos registrados do vírus entre os pacientes hospitalizados, e durante o mesmo período do ano passado foram 572.

A superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo aponta que as responsáveis pela redução no número de casos são as estratégias de imunização adotadas para os grupos prioritários, em especial a incorporação da vacina para as gestantes a partir da 28ª semana, quando as mães tomam a dose antes do bebê nascer.

“A redução registrada neste ano é muito significativa e demonstra que as medidas de prevenção já estão fazendo diferença. Quando protegemos as gestantes, protegemos também os bebês nos primeiros meses de vida, justamente o período de maior risco para complicações causadas pelo VSR. Isso reforça a importância da vacinação das gestantes e da ampliação do acesso às tecnologias de proteção para os grupos mais vulneráveis”.

A imunização das gestantes permite que os anticorpos sejam tranferidos para o bebê durante a gravidez, de forma que nos primeiros meses de vida, em que estão mais vulneráveis e expostos ao risco de hospitalização, os bebês garantam a proteção pela transferência.

Segundo a agente de saúde, desde o início da campanha foram aplicadas 6,7 mil doses na Capital.

Além da imunização nas mães, a incorporação de doses como o Nirsevimabe, que são aplicadas diretamente nos bebês, principalmente prematuros e os com condições de saúde que aumentam os riscos de complicações foi muito importante na proteção e queda dos casos.

A dose é um anticorpo monoclonal que previne as graves da doença e diminui os riscos de evolução para bronquiolite e desde feveriro de 2026, foram adminstradas 1.050 doses nas maternidades e unidades de referência no atendimento de bebês da Capital.

Veruska Lahdo ressalta que a queda nas internações ajudaram a diminuir a pressão sobre a rede hospitalar durante o período de maior circulação dos vírus respitatórios que também atingem a outros grupos prioritários e o restante da população.

“São ações que salvam vidas e evitam o agravamento de quadros que poderiam exigir internação. Já no primeiro ano de implementação dessas estratégias, observamos um impacto muito positivo na proteção das nossas crianças”

O cenário acompanha outras regiões do país que também adotaram as estrtégias de prevenção e caracterizam a importância da manutenção da saúde pública, pensando especialmente nos grupos que integram a população prioritária.

A Sesau orienta que a população procure a unidade de saúde mais próxima para buscar a vacinação, bem como para receber outras orientações em casos de dúvidas e ainda para acompanhamento de casos.

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