Cidades

CODÍCIA

Gaeco diz que delegado sabia de crimes, não agiu e teve vantagens

Investigado é um dos aprovados no concurso público para juiz substituto; segundo sua defesa, por ora não há notificação que impessa sua posse hoje

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O delegado Patrick Linares da Costa, alvo de operação contra corrupção policial em Ponta Porã, sabia dos crimes que eram cometidos dentro da delegacia ao qual era o titular, não teria agido para impedir e ainda recebido vantagens. 

Isso é o que fala o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

O documento que baseou a Operação “Codicia”, deflagrada na segunda-feira (25), usa como provas trechos de escutas telefônicas e de quebra de sigilo bancário dos investigados.

De acordo com fontes do Correio do Estado, o delegado é apontado como participante de um dos núcleos criminosos que estaria em ação na 2ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã. 

O local teria um grupo que trabalhava cobrando uma quantia de pessoas que buscavam a restituição de veículos e outro que teria ligação com o tráfico de drogas e Costa, segundo o Gaeco, teria ligação com o primeiro.

Por esse fato, o delegado responderia pelos crimes de peculato e concussão – pela vantagem que o Ministério Público alega que Costa teria tido com as práticas criminosas que rolavam na delegacia.

Linares foi um dos aprovados no concurso público feito no ano passado, pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para o cargo de juiz substituto. 

A posse está marcada para hoje (27) e, segundo a sua defesa, até o momento do contato com a reportagem, no final da tarde de ontem, não havia notificação que impedisse sua posse.  

A reportagem entrou em contato com o TJMS e com a Associação Magistrados Mato Grosso do Sul (Amansul), mas ambos não quiseram se manifestar sobre o fato e nem confirmar a posse ou não de Costa.

Afastamento

Por causa da denúncia Patrick Linares foi afastado do cargo de delegado compulsoriamente, conforme publicação do Diário Oficial do Estado de ontem.

O afastamento, assinado pelo corregedor-geral de Policia Civil de Mato Grosso do Sul, Márcio Rogério Faria Custódio. 

Conforme a portaria, decisão judicial da 2ª Vara Criminal de Campo Grande determinou a imposição de medidas cautelares alternativas à prisão preventiva ao delegado.

Dentre as medidas cautelares impostas estão o afastamento do exercício da função de delegado, pelo prazo em que perdurar a medida imposta pela justiça. 

Segundo o corregedor, ele fica afastado tanto da atividade-fim quanto em qualquer outra atividade administrativa.

Também foi determinado o recolhimento de armas, carteira funcional e demais pertences do patrimônio público destinados ao delegado, além da suspensão de suas senhas e logins de acesso aos bancos de dados da instituição policial, suspensão de férias e avaliação para fins de promoção, caso tais medidas ainda não tenham sido adotadas.

Além disso, foi determinado ao delegado o impedimento de acessar prédios de qualquer uma das delegacias de Polícia Civil de Ponta Porã e proibição de portar arma de fogo, seja funcional ou particular. 

O resultado das investigações em curso será objeto de ação disciplinar na Corregedoria-Geral de Polícia Civil.

saiba

O crime de peculato tem como objetivo punir o funcionário público que, em razão do cargo, tem a posse de bem público, e se apropria ou desvia o bem, em benefício próprio ou de terceiro. O crime prevê pena de prisão de 2 a 12 anos e multa.

Defesa

Segundo o advogado do delegado afastado, Diego Marcos Gonçalves, a defesa ainda está analisando quais ações serão tomadas, já que eles tiveram contato com a peça do processo há um dia, mas nega todas as acusações contra seu cliente.

“Em uma análise preliminar, nós vemos que não existe nenhuma materialidade de autoria. 

O que existe lá são ilações, suposições trazidas pelo Ministério Público. Os atos lá relatados pelo Ministério Público não evidencia o estrito cumprimento de suas funções”, alega Gonçalves.

Além de Linares, também foram alvos da operação investigadores da Polícia Civil que atuavam na 2ª Delegacia de Polícia de Ponta Porã, escrivão e policiais civis aposentados, além de um vereador.

Ao todo foram nove mandados de prisão emitidos na Operação “Codicia” (oito preventivas e uma temporária), um mandado de medidas cautelares alternativas à prisão (imputada ao delegado) e 16 mandados de busca e apreensão.  

Investigação

Segundo o Gaeco, na delegaciade Ponta Porã funcionava um esquema criminoso que envolvia policiais e o delegado em crimes de concussão, peculato e tráfico de drogas.

As investigações começaram em maio de 2021 com a notícia de concussão (ato de usar o cargo público de alguma forma para exigir, para si ou para outro, algum tipo de vantagem indevida) praticada por alguns policiais civis da delegacia na restituição de um caminhão para as vítimas.  

O trabalho investigativo durou cerca de 10 meses, e teria identificado também uma associação criminosa formada por policiais civis para o tráfico, cuja droga comercializada era, algumas vezes, retirada do depósito da delegacia por um escrivão e repassada aos policiais para a revenda.

Oportunidades

Funsat abre nesta quinta-feira 1.341 oportunidades de emprego

115 profissões distintas são ofertadas por 142 empresas diferentes

26/03/2026 10h35

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira

Funsat oferece 1.341 vagas de empregos nesta quinta-feira Arquivo / Agência Brasil

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Nesta quinta-feira (26) a Fundação Social do Trabalho (Funsat), abriu mais 1.341 vagas de emprego, para 115 funções diferentes, oferecidas por 142 empresas diferentes em Campo Grande. 

Das 1.341 vagas disponíveis, 913 são reservadas para o perfil aberto, ou seja, não necessita de experiência prévia. 

No quadro geral de vagas, estão a disposição almoxarife (5), analista de crédito (2), atendente de lojas e mercados (82), auxiliar de linha de produção (27), auxiliar operacional de logística (50), consultor de vendas (18), gerente de loja e supermercado (10), além de oportunidades para mecânico de automóvel e caminhão.

Para o perfil aberto tem funções como agente de saneamento (10), ajudante de carga e descarga (43), auxiliar de cozinha (18), repositor em supermercados (35), servente de pedreiro (9), pedreiro (3) e vendedor interno (2).

Já para o público PCD, foram disponibilizadas 17 vagas nas seguintes funções: repositor de mercadorias, auxiliar administrativo, auxiliar de linha de produção, empacotador à mão, motorista de caminhão, porteiro e auxiliar de limpeza.

Para estar apto à concorrer às vagas, tem que estar com o cadastro atualizado na Funsat. O atendimento acontece na Rua 14 de Julho, 992, na Vila Glória, das 7h às 16h, e no Polo Moreninhas, na Rua Anacá, 699, das 7h às 13h.
 

CIDADE MORENA

CCZ confirma 4° morcego com raiva em Campo Grande

Quarto caso de morcego infectado pelo vírus em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto

26/03/2026 10h14

Arquivo/Correio do Estado/Paulo Ribas

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Através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), o Executivo Municipal confirmou ainda ontem (25) o quarto morcego positivo para o vírus da raiva em território campo-grandense neste ano, o que segundo o Poder Público reforça que a circulação viral permanece ativa na capital. 

Conforme repassado pela Médica Veterinária do CCZ, Dra. Cristina Pires de Araújo, o quarto caso de morcego infectado em Campo Grande foi encontrado na varanda de uma residência do bairro Jardim Campo Alto, em que a moradora tomou todas as medidas necessárias e isolou o animal antes de ligar para o CCZ. 

"Recolhemos e o animal foi encaminhado para exames laboratoriais onde foi constatada a presença do vírus da raiva. Estou aqui para lembrar a população que, ao encontrar um morcego vivo ou morto, isolem o animal com um pote, balde ou pano e ligue para o CCZ para fazer o recolhimento", complementa a profissional. 

Além disso, esse caso se diferencia dos demais registrados até então, que foram encontrados em andares mais altos, o que reforça que esses animais podem aparecer em todos os tipos de imóveis, por isso é importante seguir algumas recomendações, como por exemplo: 

  • Não toque: nunca manipule o animal ao encontrar morcego em situação atípica (voando baixo, pendurado em locais baixos, dentro de casa ou caído), vivo ou morto. 
     
  • Isole o animal: caso não seja possível cobrir o animal com um balde, isole o cômodo onde ele se encontra para evitar o contato de pessoas e animais da residência.
     
  • Ligue para o CCZ: com o contato imediato, é possível solicitar o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
     
  • Vacine-se: importante manter a vacina antirrábica de cães e gatos em dia (anual), para proteger o pet e sua família em caso de contato acidental com algum morcego contaminado. 

"Embora os casos anteriores tenham ocorrido em regiões como o Santa Fé e Vivendas do Bosque, o registro no Jardim Campo Alto demonstra que morcegos positivos podem ser encontrados em qualquer bairro. A prevenção salva vidas", complementa o CCZ em nota.

Como acionar o CCZ

Localizado na Av. Sen. Filinto Müller, número 1601, do bairro Vila Ipiranga em Campo Grande, o CCZ possui alguns canais que são disponibilizados para atendimento ao público, o que inclui um número de WhatsApp voltado somente para o envio de mensagens: (67) 99142-5701, que podem ser enviadas de segunda a sexta, das 7h às 17h. 

Abaixo, você confere também os horários do setor de recolhimento: 

  • Segunda a Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
  • Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794
  • Finais de Semana e Feriados (6h às 22h): 2020-1794

 

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