Cidades

Operação Conexão Rio Preto

MS: grupo usava empresas de engenharia para lavar dinheiro de bets

Os criminosos utilizavam empresas de fachada para ocultar os recursos ilícitos oriundos da exploração de jogos de azar no Rio de Janeiro

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Na manhã desta quarta-feira (29), a Polícia Federal realiza, a Operação Conexão Rio Preto, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa investigada pela prática de lavagem de dinheiro proveniente da exploração de jogos de azar. A ação ocorre em Campo Grande, São José do Rio Preto (SP) e Rio de Janeiro (RJ).

De acordo com as investigações, o grupo criminoso utilizava empresas de fachada para lavar o dinheiro, por meio de pessoas e operadores financeiros voltados à ocultação e à dissimulação de recursos ilícitos oriundos da exploração de jogos de azar no estado do Rio de Janeiro.

Segundo as apurações, um dos núcleos da organização atuava em São José do Rio Preto, utilizando empresas do ramo da construção civil para movimentação e para ocultação de recursos.

A Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados, que somam o montante de R$ 2,09 bilhões, os quais incluem imóveis, veículos e ativos financeiros identificados no curso das investigações.

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e 9 de prisão preventiva nos municípios.

As medidas foram expedidas pela Justiça Estadual de São José do Rio Preto/SP e a ação conta com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São José do Rio Preto. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

dourados

Criança de 3 anos morre e irmã fica ferida em explosão de churrasqueira

Irmã, de cinco anos, foi transferida em estado gravíssimo para Santa Casa de Campo Grande

29/07/2026 08h35

Ambulância e fachada no Hospital Universitário da UFGD

Ambulância e fachada no Hospital Universitário da UFGD Foto: Jornalismo ACS/UFGD

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Criança de três anos morreu e a irmã de cinco anos ficou gravemente ferida, em uma explosão de churrasqueira, na noite de segunda-feira (27), na rua Anna Gisele Martins de Oliveira, região da Chácara Califórnia, em Dourados, município localizado a 216 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, a família fazia churrasco e assava carne na varanda de casa, quando, o fogo diminuiu.

Em seguida, a mãe pegou um frasco de álcool e despejou de uma vez na churrasqueira, momento em que houve uma forte explosão.

Todos que estavam na varanda ficaram feridos:

  • Criança de três anos, que morreu
  • Irmã de cinco anos, que ficou em estado gravíssimo e foi encaminhada ao Hospital Universitário (HU-UFGD), mas, teve que ser transferida para Campo Grande, na ala de queimados da Santa Casa
  • Mãe, de 21 anos, que foi encaminhada para Unidade de Pronto Atendimento (UPA)
  • Mulher, de 20 anos, que foi encaminhada para UPA
  • Mulher, de 28 anos, que foi encaminhada para UPA
  • Mulher, de 29 anos, que foi encaminhada para UPA

FOGO x ÁLCOOL

Misturar álcool e fogo na churrasqueira pode ser muito perigoso. Os principais riscos incluem:

  • Explosão ou labareda repentina: Jogar álcool (líquido ou em gel) sobre brasas ou fogo pode fazer as chamas retornarem pelo frasco ou provocarem uma grande labareda, causando queimaduras graves.
  • Queimaduras graves: Rosto, mãos e braços são as áreas mais atingidas quando há um retorno de chama.
  • Incêndios: O fogo pode se espalhar para roupas, móveis, vegetação ou outros materiais inflamáveis próximos.

O que fazer em caso de explosão de churrasqueira:

  • Afaste todos do local
  • Acione o Corpo de Bombeiros Militar via 193
  • Se alguém estiver com as roupas em chamas, peça para parar de correr, deitar no chão e rolar até apagar as chamas, ou cubra a pessoa com um cobertor grosso ou outro tecido que não seja sintético
  • Em caso de queimaduras, resfrie a área imediatamente com água corrente fresca por cerca de 20 minutos. Não use gelo diretamente sobre a pele nem aplique manteiga, pasta de dente, café, pomadas ou outros produtos caseiros
  • Retire anéis, relógios ou roupas apertadas próximos à queimadura, se não estiverem grudados na pele, pois pode ocorrer inchaço
  • Procure atendimento médico

Veja como acender churrasqueira com segurança:

  • Use acendedores próprios para churrasqueira, conforme as instruções do fabricante
  • Nunca despeje álcool sobre uma churrasqueira acesa ou com brasas quentes
  • Mantenha crianças e animais afastados da área
  • Tenha um balde de areia ou um extintor adequado por perto, quando possível
 

SEGURANÇA PÚBLICA

Campo Grande vira entreposto de drogas

Em comparação com a região fronteiriça, a Capital registrou quase quatro vezes mais apreensões do entorpecente no ano

29/07/2026 08h00

Divulgação/PCMS

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Com quase quatro vezes mais cocaína apreendida este ano em comparação com os 44 municípios considerados de fronteira do Estado, Campo Grande virou um entreposto para drogas, local clandestino utilizado por criminosos para armazenar, ocultar, fracionar e preparar grande quantidade de drogas antes do envio ao destino final.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Mato Grosso do Sul apreendeu pouco mais de 6 toneladas de cocaína este ano, e a Capital foi responsável por 50% deste total – aproximadamente 3,1 toneladas, das quais 921,4 quilos foram apreendidos este mês.

Em comparação com as outras regiões, Campo Grande permanece na liderança de forma disparada.

Conhecida por ser palco de guerras de facções e assassinatos envolvendo o mundo do tráfico de drogas, a faixa de fronteira, que engloba 44 municípios, aparece com “apenas” 744,3 kg de cocaína apreendidos. As outras 2,2 toneladas estão distribuídas nas 35 cidades restantes.

Para se ter ideia da evolução de Campo Grande no quesito, as 3 toneladas de cocaína apreendidas este ano, de 1º de janeiro ao dia 27 deste mês, já superaram a quantidade apreendida em 2025 inteiro, que terminou com quase 2,8 toneladas.

Caso mantenha a média, este ano deve terminar com mais de 5 toneladas, o que seria um recorde nos últimos 10 anos para a Capital.

MAIOR DO ANO

A apreensão recorde de cocaína deste ano começou depois que um suposto informante indicou que em uma oficina mecânica localizada na Avenida Senhor do Bonfim, na região norte de Campo Grande, estaria prestes a ocorrer uma negociação envolvendo grande quantidade de entorpecentes, na segunda semana de março.

Com esta informação, equipes da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras) passaram a monitorar o local. Durante as diligências, os policiais visualizaram um homem, de 42 anos, deixando a oficina em um Celta.

Ao mesmo tempo, uma caminhonete S-10, conduzida por outro homem, de 39 anos, também deixou o local. Os dois veículos foram seguidos até o estacionamento de um supermercado atacadista na saída para Cuiabá.

No local, o condutor do Celta passou a circular pelo estacionamento de maneira suspeita, aparentando aguardar contato para realização da negociação ilícita.

Por conta disso, foi abordado pelos agentes, que encontraram no interior do carro pequena quantidade de cocaína, aproximadamente 0,6 grama. A suspeita é de que a droga seria utilizada como amostra para negociação.

Paralelamente, outra equipe abordou um Toyota Etios, conduzido por um homem de 38 anos, tendo como passageiro um rapaz de 25 anos. Durante as buscas no automóvel foram localizados três tabletes de pasta base de cocaína, totalizando aproximadamente 3,2 kg.

Diante da situação de flagrante, todos foram levados à delegacia. Lá, segundo a polícia, um dos presos manifestou interesse em colaborar com as investigações, informando que havia grande quantidade de entorpecentes armazenada em sua residência.

Com essa informação, equipes deslocaram-se até o imóvel indicado, onde foram localizados os entorpecentes – 614 volumes entre tabletes e volumes cilíndricos. Após pesagem, totalizaram aproximadamente 975 kg.

A suspeita dos investigadores é de que a casa onde estavam os entorpecentes era utilizada somente como depósito provisório e que todo o carregamento seria despachado para grandes centros consumidores ou até mesmo para a Europa.

Conforme informação apurada pelo Correio do Estado, a apreensão gerou cerca de R$ 30 milhões de prejuízo ao crime.

MACONHA

A última grande apreensão de drogas ocorreu na madrugada de ontem, durante mais um desdobramento da Operação Protetor, o Batalhão do Choque apreendeu 1,2 tonelada de maconha, que estavam escondidas em um bunker no Jardim Itamaracá, em Campo Grande.

De acordo com a polícia, a ação foi desencadeada após receberem informações de que um imóvel no Jardim Itamaracá estava sendo utilizado para armazenar motocicletas furtadas e roubadas. 

Ao realizarem a abordagem, o morador do local negou a ligação do local com o crime e autorizou a entrada dos oficiais na residência. Na casa ainda havia outros dois homens.

Com a ajuda do cão de farejo Zeus, foi encontrado um compartimento oculto no quintal da residência, como uma espécie de bunker, e lá estavam armazenados 578 pacotes de maconha, que após pesagem totalizou 1.221,2 kg da droga. A carga estava avaliada em aproximadamente R$ 2,5 milhões.

Durante a abordagem, um dos homens presentes na residência assumiu a propriedade do entorpecente. De acordo com o rapaz, ele havia recebido a carga para armazená-la temporariamente e receberia cerca de R$ 10 mil pelo serviço.

O rapaz que assumiu a propriedade do entorpecente, ainda relatou que os outros dois homens que estavam presentes na residência tinham o conhecimento de que a droga estava lá, porém afirmou que ambos não participavam da empreitada criminosa.

Os envolvidos foram conduzidos para a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac), onde foram apresentados à autoridade policial para as providências cabíveis.

Diante da situação, o homem que assumiu a propriedade do entorpecente foi preso em flagrante e a substância foi recolhida e encaminhada à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar).

De acordo com números da Sejusp, 35,5 toneladas de maconha foram apreendidas em Campo Grande este ano.

*SAIBA

Conforme a Sejusp, considera-se cocaína “variações, misturas e formas que contenham a substância ou traços de cocaína”, como cocaína em pó, pasta base, crack, oxi e merla.

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