Cidades

CAMPO GRANDE

Governo assina ordem de início das obras do Aquário do Pantanal

Governo assina ordem de início das obras do Aquário do Pantanal

da redação

17/05/2011 - 11h05
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O governador André Puccinelli realiza, na próxima segunda-feira (23), a solenidade de assinatura da ordem de início das obras do Aquário do Pantanal, no Parque das Nações Indígenas.

A solenidade tem início às 18 horas, nos altos da avenida Afonso Pena. Considerado o maior aquário de água doce do mundo, com 6,6 milhões de litros de água, 263 espécies e 7 mil animais, o Aquário do Pantanal será construído com recursos do governo estadual. A empresa construtora é a Egelte Engenharia Ltda.

“O Aquário do Pantanal é a denominação, na realidade, do Centro de Pesquisa e da Ictiofauna Pantaneira. Além da ictiofauna pantaneira, queremos reproduzir o ambiente pantaneiro. É uma preocupação do governo do Estado com o meio ambiente”, destacou o governador André, durante vistoria do início das obras, realizada no último dia 14. “Queremos mostrar a icitiofauna pantaneira para o mundo. Sessenta e sete por cento do território do Pantanal pertence a Mato Grosso do Sul. O Aquário do Pantanal fará uma integração com universidades do mundo inteiro, para que o mundo conheça Mato Grosso do Sul”, afimou Puccinelli.

O valor apresentado pela Egelte é de R$ 84.749.754,23. A intenção do governo do Estado é entregar a obra para a população sul-mato-grossense no 36º aniversário de criação do Estado.

A obra está na fase de terraplanagem. Já foram replantados 54 ipês brancos, dois ipês amarelos, dois ipês roxos, um ipê amarelo do cerrado, uma bocaiúva, um coqueiro, uma farinheira, uma goiabeira e uma imbaúva, totalizando 64 árvores. Ao lado da obra está em fase de conclusão um centro receptivo do Aquário do Pantanal. O espaço será aberto à visitação pública e apresentará a estrutura do Aquário. Guias de turismo treinados acompanharão os visitantes e apresentarão detalhes do projeto. No local também serão projetadas imagens da fauna dos rios: espécies de peixes dos rios pantaneiros e de Bonito.

Aquário do Pantanal

O local deve entrar em operação no final de 2013 e terá capacidade para receber 20 mil visitantes por dia. Inicialmente projetado para impulsionar o turismo, o aquário teve seu objetivo ampliado para servir também como centro de pesquisa científica e de educação ambiental. O projeto dos 18.636 metros quadrados da construção tem assinatura do arquiteto Ruy Othake.

O espaço irá abrigar um centro de conferências, laboratórios e biblioteca para livros e teses sobre o Pantanal, instalações que foram desenhadas lado a lado com os 24 tanques de peixes, jacarés, sucuris, entre outras espécies.

Além do ambiente interno, que inclui um túnel de 180 graus, o aquário terá cinco tanques externos, que poderão ser percorridos a pé ou em um trajeto aquaviário em barco com fundo de vidro.

O projeto apresenta uma estrutura de 90 metros de comprimento e 18 de altura. O prédio possuirá um amplo saguão, equipado com banheiros, setor de informações, auditório para 250 pessoas, restaurante, lanchonete, biblioteca e bancada de interação, entre outros detalhes. Escadas rolantes, comuns e elevadores próprios para portadores de necessidades especiais levam o visitante aos tanques e a um ambiente especial para as sucuris. Nos ambientes externos, ficarão plantas nativas do Pantanal, jacarés, ariranhas e lontras, entre outros animais.
 

Balanço

PF apreende documentos, computadores e celulares em institutos de previdência ligado ao Master

Operações ocorreram em Fátima do Sul e Angélica

27/05/2026 16h00

Foto: Divulgação

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A Polícia Federal apreendeu computadores, celulares, HDs, pendrives, documentos e armas durante as operações Zehut e Charitzut, deflagradas nesta quarta-feira (27), em Mato Grosso do Sul e São Paulo, para investigar suspeitas de irregularidades em investimentos milionários de institutos previdenciários municipais no Banco Master.

Segundo o balanço inicial da operação, foram apreendidos seis celulares, seis computadores, quatro HDs, dois pendrives e uma pasta com atas de reuniões relacionadas ao Banco Master durante a Operação Zehut. Já na Operação Charitzut, outros sete celulares foram recolhidos pelos agentes.

A Polícia Federal informou ainda que todos os alvos foram localizados nos endereços previstos pelos mandados. Houve cumprimento de medidas tanto no instituto de previdência de Angélica quanto no IpreFSul, em Fátima do Sul.

Polícia também apreendeu uma arma de fogo com munições legais. Armas ilegais foram encaminhadas à Polícia Civil para lavratura de flagrante contra os responsáveis pela posse.

Conforme a investigação, somente após a perícia e análise dos equipamentos eletrônicos será possível dimensionar o tamanho da suposta fraude envolvendo o Banco Master e as administradoras dos institutos de previdência investigados.

As operações foram realizadas simultaneamente em Angélica, Fátima do Sul e São Paulo. Ao todo, foram  autorizados dez mandados de busca e apreensão, distribuídos entre sete em Angélica, um em Fátima do Sul e dois na capital paulista.

A investigação apura aplicações financeiras feitas por regimes próprios de previdência municipal em letras financeiras do Banco Master ainda em 2024. As operações receberam os nomes Zehut e Charitzut, referências a princípios hebraicos ligados à diligência e prudência na administração de recursos públicos.

Além das buscas, a Justiça determinou medidas cautelares, incluindo o afastamento de alguns investigados de funções públicas.

Rombo milionário

A suspeita gira em torno de quase R$ 10 milhões investidos por institutos previdenciários sul-mato-grossenses no Banco Master, instituição que entrou em liquidação extrajudicial no ano passado.

Auditorias regionais apontam que o Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Fátima do Sul (IpreFSul) aplicou aproximadamente R$ 7 milhões no banco privado. Já o Instituto de Previdência dos Servidores de Angélica (IPA) investiu cerca de R$ 2 milhões em letras financeiras da instituição.

O caso reacende discussões sobre investimentos realizados por fundos previdenciários municipais em instituições financeiras consideradas de maior risco.

Em Campo Grande, o Instituto Municipal de Previdência (IMPCG) também aplicou cerca de R$ 3,7 milhões no Banco Master durante a gestão de Camilla Nascimento, atual vice-prefeita da Capital.

À época, sindicalistas criticaram a operação financeira e alertaram para os riscos de investir recursos previdenciários em um banco considerado novo no mercado. Mesmo diante das críticas, o IMPCG manteve a aplicação.

Posteriormente, a Prefeitura de Campo Grande autorizou o Banco Master a operar empréstimos consignados para servidores municipais por meio de cartão de crédito consignado. As taxas chegaram a aproximadamente 4,5% ao mês, acima das praticadas por bancos tradicionais, que giravam em torno de 1,7%.

Após os contratos, servidores passaram a relatar aumento nas ofertas de empréstimos e cartões ligados ao produto CredCesta, operado pelo Banco Master.

Durante o lançamento de sua candidatura a vice-prefeita em 2024, Camilla Nascimento foi questionada sobre os investimentos feitos pelo IMPCG no Banco Master e afirmou que todas as decisões tomadas em sua gestão seguiram critérios legais e transparentes.

Além de Angélica, Fátima do Sul e Campo Grande, também surgiram suspeitas envolvendo aplicações feitas por fundos previdenciários de São Gabriel do Oeste, que teriam investido cerca de R$ 3 milhões na instituição financeira.

Após o avanço da crise envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro, representantes do IMPCG e vereadores da Capital chegaram a discutir estratégias para tentar recuperar os recursos aplicados.

O atual presidente do instituto, Marcos Tabosa, afirmou anteriormente que o Banco Master estava habilitado pelo Ministério da Previdência e possuía classificação de risco considerada positiva por agências do mercado financeiro.

*Colaborou Leo Ribeiro 

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Congresso

Comissão da Câmara aprova PEC do fim da 6x1 que reduz jornada para 40 horas

A PEC reduz a jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de folga, não necessariamente consecutivos, além de uma transição gradual de 14 meses após a promulgação

27/05/2026 15h55

Redução da 6x1 passou em comissão da Câmara

Redução da 6x1 passou em comissão da Câmara Agência Câmara

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A comissão especial na Câmara da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6x1 aprovou nesta quarta-feira, 27, por 34 votos a 4, o texto principal do substitutivo do relator, deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA). Agora, os deputados votarão um destaque (sugestão) do PL para retirar do texto os trechos que tratam de um período de transição.

Caso o pedido seja acatado, a redução valerá assim que a emenda constitucional entrar em vigor, sem redução gradual.

A votação em plenário tem previsão ainda para esta quarta-feira.

Principais pontos

A PEC reduz a jornada máxima de 44 horas para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de folga, não necessariamente consecutivos, além de uma transição gradual de 14 meses após a promulgação.

O relator também incluiu a determinação de que as regras de duração e controle da jornada não valerão para trabalhadores com ensino superior e que recebam acima de dois tetos e meio de benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), hoje em R$ 21.188,87.

O controle só será feito por “liberalidade do empregador ou se houver previsão em acordo ou convenção coletiva de trabalho”. Essa regra não será aplicada a funcionários públicos ou empregados de empresas estatais.

Convenções coletivas entre empresas e trabalhadores devem ser atualizadas 60 dias após a promulgação da proposta de emenda à Constituição.

Outro artigo estabelece que uma lei complementar “poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, de mitigação dos impactos” para os microempreendedores individuais (MEIs), para as microempresas e as para as empresas de pequeno porte.

O parecer prevê ainda que contratos já firmados pela administração pública que dependam diretamente de mão de obra, terão de passar por aditivos contratuais para recompor o equilíbrio econômico-financeiro após a redução da jornada de trabalho. O texto estabelece prazo de até 12 meses após a promulgação da emenda para que essa adaptação seja formalizada.

A votação

Todas as bancadas orientaram voto favorável, incluindo as de oposição, como PL, e de centro, como Republicanos, União Brasil, PP e PSD.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que nunca se posicionou contrário à redução de jornada e reafirmou que, durante o debate em plenário, o PL defenderá um destaque para instituir uma jornada ainda menor, a 4x3. “Este é o momento de debater a matéria e esse debate deve ser feito com responsabilidade. Em nenhum momento o PL emitiu juízo de valor”, falou.

 

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