A prefeitura de Campo Grande pretende imunizar até julho deste ano, ao menos 50% do público-alvo da gripe na capital.
A informação foi confirmada pelo Secretário Municipal de Saúde, Sandro Benites, em agenda realizada nesta sexta-feira (19), junto de Roberto Figueiredo, o Dr. bactéria.
De acordo com o último balanço divulgado pela Sesau, os idosos formam a maior parcela populacional já imunizada na capital, onde 38% (52,3 mil) dos 134,7 mil idosos já estão com a imunização em dia. Para a conta fechar, a prefeitura terá de imunizar cerca de 71 mil pessoas até o fim do período.
Cabe destacar que, apesar de uma meta estipulada, a administração do município destaca que o número é representativo, uma vez que a imunização não é obrigatória para todos os indivíduos.
Conforme o secretário, a oferta vacinal se dá justamente para incentivar a população para que esta busque o imunizante de forma voluntária. “O Ministério da Saúde abriu para todas as faixas etárias, porque nós estamos muito longe dos 90%. A gente quer estar na faixa próxima a 50%, até o início do inverno, até o mês de julho, é o que a gente gostaria no mínimo”, destacou.
De acordo com o secretário, as demandas se estendem a todas as faixas da população em ações realizadas por todo o município. “Para a comunidade indígena, quilombola e os imunodepressivos, nós estamos fazendo várias ações, inclusive ações em mercados, shopping e feiras. No domingo lá na Praça do Bosque haverá uma grande feira onde nós vamos estar vacinando”, complementou.
Questionado pelo baixo número de imunizados em Campo Grande, o secretário destacou que este é uma problemática nacional e que atinge outras regiões do país, assim como as ações vacinais. “Isso não está acontecendo só em Campo Grande, está acontecendo no Brasil todo, é um conjunto, a sociedade organizada, sociedade civil, a sociedade militar, nós estamos fazendo contato com o Comando Militar do Oeste (CMO), com o Exército e com a Aeronáutica. É algo que tem que envolver não só a Sesau, mas a Secretaria de Educação, e de Assistência Social, ação que se estende para a população de rua”, frisou.
Alinhado com o Secretário Municipal, o Dr. Bactéria, Roberto Figueiredo, a oferta vacinal, alinhada com a educação popular é a chave para atingir os objetivos.
“Eu acho que não existe meta. Enquanto tiver uma pessoa não vacinada, ela é a meta. Acho que não deveríamos falar em 30% e 40%. Uma coisa que precisa haver é um tempo de imunologia, porque isso é necessário para a compilação de dados, entretanto enquanto houver uma pessoa sem se vacinar essa é a meta, e faremos isso com educação”, destacou.
Por fim, o biomédico destacou que a conscientização de uma pessoa é um ponto de partida para atingir qualquer objetivo. “Se a mãe sabe dos riscos, se os familiares reconhecerem, isso ajuda.
Deve-se ofertar (vacina), ir atrás das pessoas, onde seja, isso para oferecer, conscientizando todos a alcançarem a meta”, finalizou. Os números porcentuais de imunizados seguem baixos na capital, sobretudo em relação aos indígenas (3%), gestantes (37,5%), trabalhadores da saúde (25,48). nenhum dos grupos prioritários atingiu a faixa de 50% de imunizados.

Fonte: Sesau





