Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Homem é preso em flagrante em MS com material de abuso sexual infantil no celular

Operação Sentinela é ação permanente e há anos atua para identificar e desarticular as redes criminosas responsáveis pela produção, armazenamento e distribuição deste tipo de material

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Distante aproximadamente 432 quilômetros de Campo Grande, em Cassilândia, um indivíduo de 49 anos foi preso em flagrante na manhã desta terça-feira (14) durante a Operação Sentinela, deflagrada pela Polícia Civil do Mato Grosso do Sul (PCMS) através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca). 

Conforme repassado pela PCMS, essa trata-se de mais uma fase da operação que há anos atua no combate a crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes em ambiente virtual. A ação recente aconteceu em conjunto com as delegacias de polícia dos municípios de Cassilândia e Inocência. 

Após investigações conduzidas pela Depca, um indivíduo de 49 anos morador de Cassilândia foi apontado como suspeito de armazenamento e também compartilhamento dos chamados materiais de abuso sexual infantil (tradução do termo em inglês Child Sexual Abuse Material, “CSAM”, tido como classificação internacional). 

Como bem esclarece a Polícia Civil em nota, essa designação substitui a antiga expressão “pornografia infantil”, representando com o termo “abuso sexual infantil” de forma mais precisa a realidade desses arquivos, que tratam-se de crimes de violência e práticas abusivas praticados contra crianças e adolescentes.

Evidência no celular

Ainda conforme a PCMS em nota, os agentes foram a campo para o cumprimento de mandado de busca e apreensão na casa desse investigado, que ainda não teve a identidade divulgada pelas autoridades. Durante análise preliminar dos equipamentos encontrados, esses policiais localizaram o aparelho celular que seria de uso pessoal do suspeito. 

Justamente neste telefone haveriam uma série de diversos arquivos contendo os chamados materiais de abuso sexual infantil, resultando na prisão em flagrante deste homem de 49 anos em Cassilândia, pelo crime estabelecido no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

Conforme texto legal previsto no artigo 241-B do ECA: adquirir, possuir ou armazenar material que contenha qualquer forma de registro de sexo ou pornografia envolvendo crianças ou adolescentes é considerado crime. 

“A Polícia Civil destaca que o armazenamento, o compartilhamento e a comercialização de CSAM alimentam uma cadeia criminosa de violência sexual contra crianças e adolescentes. Cada arquivo representa uma vítima real, submetida a abusos que continuam sendo revitimizados a cada novo acesso, compartilhamento ou reprodução do conteúdo”, complementa a PCMS em nota.

Operação Sentinela

Sendo uma ação permanente, essa Operação Sentinela há anos atua com foco em identificar e desarticular as redes criminosas responsáveis pelas mais diversas cadeias de delitos que envolvem o abuso sexual infantil, que vão desde a produção desse tipo de conteúdo até o armazenamento e a distribuição deste tipo de material. 

Isso porque a operação atua em diferentes camadas da internet, o que segundo a Polícia Civil inclui ambientes com mecanismos avançados de anonimização e criptografia. Através das investigações há o intuito interromper toda essa cadeia criminosa, responsabilizando tanto os produtores como também aqueles que seguem mantendo viva a circulação desse material.

Já em 2022, por exemplo, como bem acompanha o Correio do Estado, uma mulher de 26 anos foi presa no âmbito da Operação Sentinela com quase dez mil arquivos de material de abuso sexual infantil, criminosa que enviava as fotos das vítimas para seus “clientes”, por aplicativos de mensagens e de relacionamento.

Menos de dois anos depois, em 2024 a 18ª fase da Operação Sentinela chegou a prender três indivíduos e apreender 15 mil arquvios de abuso sexual infantil na cidade de Três Lagoas. Identificados por suposto envolvimento no armazenamento de vídeos e fotos com cenas pornográficas de sexo explícito envolvendo crianças e adolescentes, sendo que a polícia pôde encontrar provas nos aparelhos de cada um dos alvos, o que levaram às prisões em flagrante. 

“O enfrentamento aos crimes de exploração sexual infantil exige atuação permanente e altamente especializada. A Polícia Civil reforça que denúncias relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes podem ser realizadas de forma anônima por meio do Disque 100, em qualquer unidade policial ou pelos canais oficiais da instituição. O combate a esses crimes depende da atuação integrada das forças de segurança e da participação da sociedade na proteção da infância”, conclui a PCMS. 

 

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MATO GROSSO DO SUL

Rejeito da indústria de celulose é testado como fertilizante agrícola em MS

Parceria entre UEMS, Arauco e Fundapam prevê investimento de R$ 320 mil para avaliar eficiência de corretivo de solo

14/07/2026 12h00

O acordo de parceria foi publicado na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial do Estado e prevê investimento de R$ 320 mil

O acordo de parceria foi publicado na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial do Estado e prevê investimento de R$ 320 mil Divulgação

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Um rejeito gerado pela indústria de celulose será avaliado como alternativa para correção da acidez do solo e aumento da produtividade agrícola em Mato Grosso do Sul. A pesquisa será desenvolvida pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), em parceria com a Arauco Celulose do Brasil S.A. e a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária e Ambiental (Fundapam).

O acordo de parceria foi publicado na edição desta terça-feira (14) do Diário Oficial do Estado e prevê investimento de R$ 320 mil, repassado pela Arauco em parcela única à Fundapam, responsável pela gestão dos recursos do projeto.

A pesquisa será conduzida pela Unidade Universitária da UEMS em Cassilândia e terá duração de 24 meses. O objetivo é avaliar a eficiência agronômica do corretivo de solo oriundo da indústria de celulose (OIC) na correção da acidez do solo, na nutrição de plantas e no aumento da produtividade de culturas agrícolas em condições de Cerrado.

Durante o estudo, o produto será comparado ao calcário dolomítico, insumo tradicionalmente utilizado para corrigir a acidez dos solos agrícolas. A proposta também inclui análises laboratoriais, geração de dados técnicos, elaboração de relatórios periódicos e recomendações sobre a utilização do material na agricultura.

Conforme o extrato do acordo, a iniciativa busca produzir informações científicas e tecnológicas que permitam avaliar a viabilidade do aproveitamento do resíduo industrial como insumo agrícola, contribuindo para o desenvolvimento de alternativas sustentáveis para o setor produtivo.

O convênio foi assinado na segunda-feira (13) pelo reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho; pelos representantes da Arauco Celulose do Brasil S.A., Carlos Alberto Altimiras Ceardi e Theófilo Adelmar Militão de Souza Pereira; e pela secretária executiva da Fundapam, Simone Rodrigues dos Santos Silva.

A parceria tem como base a Lei Federal nº 14.133/2021, a Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004) e demais normas federais e estaduais que regulamentam acordos voltados à pesquisa científica e tecnológica.

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BURACO SEM FIM

Justiça decide sobre restituição de bens de ex-secretário e ex-gerente

Enquanto Rudi Fiorese tem todos os pedidos negados, Edivaldo Aquino recupera documentos e chave de apartamento, mas eletrônicos e dinheiro seguem apreendidos

14/07/2026 11h30

Rudi Fiorese foi preso em operação da Polícia Federal

Rudi Fiorese foi preso em operação da Polícia Federal Foto: Divulgação

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Na última sexta-feira, dia 10, o juiz Waldir Peixoto Barbosa, analisou os pedidos de restituição de bens do ex- secretário de Infraestrutura, Rudi Fiorese e do ex-gerente de Manutenção de Vias Edivaldo Aquino Pereira, ambos ligados à investigação da “Operação Buraco sem Fim”.

As sentenças tiveram desfechos distintos, uma vez que todos os pedidos realizados por Fiorese foram negados, uma vez que um dos itens solicitados, o celular, ainda passa por perícia técnica e permanecerá sob custódia judicial. 

Já Edivaldo Aquino, que também entrou com o pedido de restituição de bens, obteve um acolhimento parcial de seu pedido. 

Dentre o que foi solicitado, o juiz permitiu a liberação dos seguintes itens, como uma vasta lista de documentos, como faturas de cartões e boletos de IPVA, documentos de seus veículos, um VW Nivus e uma camionete Toyota Hilux.

Além dos documentos, foi permitido que o ex-gerente de manutenção de vias, recebeu também uma chave referente a um apartamento que possui em condomínio de luxo na Capital e uma nota promissória de R$ 13 mil. 

Apesar de obter um sucesso maior que Rudi Fiorese ao solicitar a restituição de bens, Edivaldo não foi autorizado a receber o dinheiro em espécie apreendido na Operação.  

Também não recebeu itens eletrônicos como pendrives, HD externo, aparelho celular e notebook, com a justificativa de que esses itens deverão permanecer acautelados até a conclusão das perícias e demais diligências investigativas. 

OPERAÇÃO BURACO SEM FIM 

No dia 12 de maio, o Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) desdobrou uma nova ofensiva contra suposta corrupção na secretaria de obras da Capital. 

Batizada de "Buraco Sem Fim", através dessa operação os promotores do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) encontraram R$429 mil em dinheiro localizado em dois dos endereços durante o cumprimento de sete mandados de prisão e 10 mandados de busca. 

"Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão, foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$429 mil. Só no endereço de um servidor, havia R$186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, havia R$233 mil, também em notas de Real", informou, em nota, o Ministério Público. 

Essa operação mira uma empresa que presta serviços de tapa-buracos que, de acordo com a nota oficial do MP, faturou entre 2018 e 2025, "contratos e aditivos que somam o montante de R$113.702.491,02".

Entre os sete presos nesta terça-feira está o ex-secretário municipal de obras, Rudi Fioresi, que estava à frente da Agesul, mas além dele também foi preso o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, coordenador do serviço de tapa-buracos.
 

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