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Homem sai dos 140 kg e vira atleta de fisiculturismo em MS

Em MS há uma taxa de 24,3% de adultos com obesidade, sendo o sexto estado com maior custo relacionado ao excesso de peso no país

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Aproximadamente um a cada três brasileiros, 31%, vive com obesidade e essa porcentagem tende a crescer nos próximos cinco anos. No país, cerca da metade da população adulta, entre 40% e 50%, não pratica atividade física na frequência e intensidade recomendadas.

Os dados são do Atlas Mundial da Obesidade 2025 (World Obesity Atlas 2024), da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation – WOF), lançado nessa segunda-feira (3).

Em Mato Grosso do Sul, Samuel Ferreira da Silva Santos, de 27 anos conta que já chegou aos 140 kg e esteve pronto para encarar a cirurgia de redução do estômago. Mas foi só quando percebeu que criar hábitos saudáveis não é algo do dia para a noite, que efetivamente conseguiu vencer a obesidade. 

“O que eu falo para todo mundo quando converso sobre esse assunto é primeiro uma coisa: não pode ter pressa”, declara Samuel. “Ao longo dos anos, eu vivi uma relação com meus próprios hábitos bem complicada, engordei e emagreci várias vezes, tentei de várias coisas. E sempre faltava alguma coisa, pois eu até era ativo, mas não me alimentava muito bem. E não era nem que eu comia mal, eu comia demais”, relata. 

Hoje, 4 de março, é o Dia da Obesidade, que tem como objetivo conscientizar sobre essa doença, que pode afetar pessoas de qualquer idade e classe econômica. 

“A obesidade não apenas representa um desafio individual de saúde, mas é também um importante fator de risco para o desenvolvimento de outras Doenças Crônicas Não Transmissíveis, como a diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, hipertensão arterial e alguns tipos de cânceres”, adverte o Ministério da Saúde. 

“Eu sinto que o exercício é o principal aliado. Tem que ter algum movimento, mexer o corpo”, comenta Samuel. “Mas é necessário ir aos poucos, entender mesmo que é uma construção, e que o mais importante é manter a constância”, reforça. Hoje em dia, Samuel levou a própria saúde até além, passando a competir em campeonatos de fisiculturismo.
 
Ele chegou a ocupar o 3º lugar de sua categoria a nível estadual. “Mas não é uma regra ter que competir. Eu fiz isso por mim mesmo, porque eu gosto. Porém, o que vale mesmo é desenvolver hábitos saudáveis de forma sustentável”, expressa. ,

No âmbito nacional, 68% da população tem excesso de peso e, dessas, 31% tem obesidade e 37% tem sobrepeso. O Atlas traz ainda uma projeção de que o número de homens com obesidade até 2030 pode aumentar em 33,4%. Entre as mulheres, essa porcentagem pode crescer 46,2%.

O sobrepeso e a obesidade podem trazer riscos. Segundo o Atlas, 60,9 mil mortes prematuras no Brasil podem ser atribuídas a doenças crônicas não transmissíveis devido ao sobrepeso e obesidade, como diabetes tipo 2 e Acidente Vascular Cerebral (AVC) – a informação é baseada em dados de 2021.

Mato Grosso do Sul

De acordo com o nutricionista Emerson Duarte, MS apresenta uma taxa de 24,3% de adultos com obesidade, sendo o sexto estado com maior custo relacionado ao excesso de peso no país. “Esse cenário evidencia a necessidade de políticas públicas e conscientização da população sobre a importância da prevenção e do tratamento adequado”, afirma.

Ainda conforme o nutricionista, as pessoas com obesidade enfrentam diversos desafios, como dificuldade de acesso a tratamentos, falta de informação adequada sobre alimentação e atividade física, além de questões emocionais e psicológicas. “A cultura alimentar, muitas vezes baseada em alimentos ultraprocessados e com alto teor calórico, também contribui para a manutenção do excesso de peso”, aponta Emerson.

Entre as dicas para deixar a obesidade, Emerson citou algumas: 

  • Alimentação mais saudável: pequenas mudanças fazem diferença. Substituir frituras por alimentos assados ou cozidos, reduzir o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas, e priorizar frutas, verduras e proteínas magras são passos importantes.
  • Evitar o excesso de açúcar e sal: o açúcar em excesso contribui para o ganho de peso e o sal favorece a retenção de líquidos e o aumento da pressão arterial. Optar por temperos naturais, como alho, cebola e ervas, melhora o sabor sem comprometer a saúde.
  • Beber mais água: a hidratação adequada auxilia no funcionamento do metabolismo e no controle da fome.
  • Atividade física regular: exercícios não precisam ser complexos ou caros. Caminhar diariamente, subir escadas em vez de usar o elevador e realizar pequenas atividades domésticas já ajudam no gasto calórico e no fortalecimento do corpo.
  • Acompanhamento profissional: o nutricionista desempenha um papel fundamental no tratamento da obesidade, orientando sobre a melhor alimentação conforme as necessidades individuais. Procurar um profissional capacitado é essencial para um emagrecimento saudável e sustentável.
     

**Com Agência Brasil**

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ENDIVIDADA

Com usina em MS, Raízen pede recuperação extrajudicial por dívida de R$ 64 bi

A usina, controlada pelo empresário Rubens Ometto, funciona em Caarapó. No ano passado o grupo vendeu duas outras usinas que tinha no Estado

06/06/2026 07h11

Duas unidades das Raízen em Mato Grosso do Sul foram vendidas em agosto do ano passado para grupo paulista

Duas unidades das Raízen em Mato Grosso do Sul foram vendidas em agosto do ano passado para grupo paulista

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A Raízen submeteu, nesta sexta-feira, 5, à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo, o Plano de Recuperação Extrajudicial para reestruturar a dívida de R$ 64,7 bilhões da companhia. Em Mato Grosso do Sul a Raízen controla somente uma usina, em Caarapó. As outras duas ela vendeu em 2025 por cerca de 1,5 bilhão.

Através da publicação de Fato Relevante, a empresa anunciou a adesão de 75,45% dos credores ao plano, como já havia adiantado a apuração do Estadão/Broadcast. Todos os grupos de credores, isto é, detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos, apoiaram a proposta.

A expectativa era de que o documento fosse protocolado na Justiça entre esta sexta-feira, 5, e a segunda-feira, 8.

Entre as principais medidas do plano está a injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell, além da possibilidade de aporte adicional de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, ligada à família do empresário Rubens Ometto, acionista controlador da Cosan S.A..

O plano também prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária e a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida

A empresa informou ainda que pretende avançar com desinvestimentos e reorganizações societárias para fortalecer a estrutura financeira da companhia.

EMPRESA BRASILEIRA

Uma empresa genuinamente brasileira, a Cocal Agroindústria, pertencente à família paulista Garms, com longo histórico no setor de usinas de cana, deixou para trás os sheiks do petróleo do fundo de investimentos Mubadala e comprou duas das três usinas da Raízen em Mato do Grosso do Sul em agosto do ano passado.

A Cocal, que tem duas usinas no estado de São Paulo, desembolsou R$ 1,543 bilhão pelas usinas Passa Tempo e Rio Brilhante, ambas no município sul-mato-grossense de Rio Brilhante. As duas unidades, com capacidade anual para processamentos seis milhões de toneladas de cana, estavam na mira da Atvos, que já tem três outras usinas em Mato Grosso do Sul. 

Desde 2021 as duas usinas vendidas em agosto pertenciam à Raízen, do Grupo Cosan, controlado pelo bilionário Rubens Ometto. Desde o começo de 2025 ele tentava se desfazer das unidades e em junho chegou a ser anunciado que elas estavam prestes a ser vendidas para os sheiks árabes da Atvos.

Na unidade de Caarapó, que tem capacidade para moagem de 4,1 milhões de toneladas por ano, A Raízen investiu em torno de R$ 1,3 bilhão desde 2023 para a produção de etanol de segunda geração. 

Com o investimento, além da produção de etanol ‘normal’, a usina passou a produzir etanol de segunda geração, que é produzido a partir dos resíduos restantes do processo de fabricação do etanol comum e do açúcar.

(Com informações da Agência Estado)

Nova Vítima

Chikungunya avança em Mato Grosso do Sul e registra 22ª morte em 2026

Idoso de 78 anos morreu após complicações da doença; caso ainda não consta no boletim estadual mais recente

05/06/2026 18h00

Reprodução/SES/Bruno Rezende

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Dourados confirmou nesta sexta-feira (5) mais uma morte causada pela chikungunya. A vítima foi um idoso de 78 anos, elevando o número de óbitos registrados pela doença em Mato Grosso do Sul.

Com o novo registro, o município chega a 14 óbitos confirmados e o Estado soma 22 mortes associadas à chikungunya em 2026. O caso foi divulgado no Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento da Febre Chikungunya de Dourados.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o paciente apresentou os primeiros sintomas em 14 de maio e foi internado no dia seguinte no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD). Ele morreu na quarta-feira (3).

Morador da área urbana de Dourados, o idoso possuía doença respiratória crônica e diabetes, condições consideradas fatores de risco para o agravamento do quadro clínico da chikungunya.

Apesar da confirmação do novo óbito, a morte ainda não consta no boletim epidemiológico mais recente da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgado na segunda-feira (1º) e referente à 21ª semana epidemiológica.

Na ocasião, Mato Grosso do Sul contabilizava 21 mortes confirmadas pela doença e outros dois óbitos em investigação.

Perfil das vítimas

Dos 14 óbitos registrados em Dourados desde o início da epidemia, dez ocorreram entre indígenas e quatro entre moradores da área urbana do município.

Os dados mostram que boa parte das vítimas estava na faixa etária entre 69 e 82 anos. Também foram registradas mortes de bebês de um e três meses, uma criança de 12 anos e adultos com idades entre 29 e 55 anos.

A Secretaria Municipal de Saúde informou ainda que subiu para quatro o número de mortes sob investigação por suspeita de chikungunya.

Na área urbana, os casos analisados envolvem:

  • Uma mulher de 74 anos, com doença renal crônica e hipertensão arterial;
  • Um homem de 71 anos, com diabetes;
  • Um homem de 43 anos, sem comorbidades relatadas.

Já na Reserva Indígena, aguarda-se o resultado dos exames de um jovem de 19 anos que apresentou os primeiros sintomas em 14 de março e morreu em 29 de maio no Hospital da Missão.

A confirmação dos casos é realizada pelo Laboratório Central de Mato Grosso do Sul (Lacen), em Campo Grande, responsável pela análise das amostras encaminhadas pelos municípios.

Itaporã também registrou morte

Na semana passada, Itaporã confirmou o primeiro óbito por chikungunya registrado no município em 2026. A vítima foi um homem de 50 anos que apresentou coinfecção por influenza e chikungunya, situação em que o paciente é infectado simultaneamente pelos dois vírus.

Segundo as autoridades de saúde, ele também possuía comorbidades, entre elas doença cardiovascular crônica, imunodeficiência ou imunossupressão e histórico de tabagismo.

Mais de 12 mil casos prováveis no Estado

Conforme o último boletim epidemiológico da SES, divulgado na segunda-feira (1º), Mato Grosso do Sul acumula 12.811 casos prováveis de chikungunya em 2026. Desse total, 6.360 foram confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

As mortes confirmadas até o boletim anterior ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas fatais, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade, fator que pode contribuir para a evolução mais grave da doença.

O avanço dos casos mantém o alerta das autoridades sanitárias, especialmente nos municípios que registram elevada circulação do vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

Dourados concentra quase metade dos casos

Dourados segue como o principal epicentro da chikungunya em Mato Grosso do Sul. O município soma 3.112 casos confirmados, o equivalente a praticamente metade de todos os registros do Estado.

Os municípios com maior número de casos confirmados são:

  • Dourados: 3.112;
  • Fátima do Sul: 588;
  • Jardim: 345;
  • Sete Quedas: 278;
  • Corumbá: 222;
  • Batayporã: 197;
  • Bonito: 183;
  • Aquidauana: 163;
  • Paraíso das Águas: 156;
  • Amambai: 155.

Ranking de incidência preocupa

Quando analisada a proporção de casos em relação ao tamanho da população, alguns municípios apresentam situação ainda mais preocupante que Dourados.

O ranking estadual de incidência de casos prováveis por 100 mil habitantes é liderado por Douradina:

  • Douradina: 4.464 casos por 100 mil habitantes;
  • Paraíso das Águas: 3.103,4;
  • Fátima do Sul: 3.047,2;
  • Batayporã: 2.875,3;
  • Sete Quedas: 2.737,9;
  • Dourados: 2.379,1.

Os índices são considerados elevados pelas autoridades de saúde e refletem a intensidade da transmissão da doença em diversas regiões de Mato Grosso do Sul.

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