Cidades

SAÚDE

Hospital Universitário receberá mais de R$ 16 milhões em investimentos para reformas

Uma das melhorias é a aquisição de um novo tomógrafo computadorizado com adequação da área física onde é realizado os exames

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Em comemoração ao aniversário de 49 anos do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-MS), cerimônia anunciará investimentos de mais de R$ 16 milhões em reformas e aquisições de equipamentos.

Os anuncios ocorrerão no dia 1 de abril (segunda-feira) com assinaturas de ordens de serviços relacionadas a melhorias na infraestrutura e nos serviços oferecidos, a solenidade terá a presença do presidente da estatal, Arthur Chioro, que fará uma visita ao Humap-UFMS e ao Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados. 

O primeiro ato dos anuncios, de acordo com a Humap, será a inauguração da obra de readequação de área e substituição de tomógrafo, investimento totalizou R$ 6.017.107,37 e incluiu a aquisição de um novo tomógrafo computadorizado, o equipamento possibilitará avanço na qualidade dos exames e na agilidade dos resultados, para qualificar o atendimento aos pacientes do SUS.

A aquisição foi realizada por meio da compra centralizada da Rede Ebserh, com recurso proveniente do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf).

Haverá a assinatura de ordem de serviço para  reforma da Clínica Médica: A obra, no valor de R$ 3.657.382,20 e inserida no Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) do Governo Federal, na qual prevê a melhoria dos ambientes e da estrutura física, que passará a contar com 54 leitos.

Será anunciado também a inauguração da revitalização de alojamentos das equipes multiprofissionais e de residentes, incluindo troca de pisos, louças, metais sanitários e revisão elétrica. O Humap-UFMS recebeu a doação de R$ 399 mil da Central de Execução de Penas Alternativas (Cepa), 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, para revitalização dos alojamentos.

Serviços estruturais como a reestruturação de instalações elétricas de média e baixa tensão também serão contempladas, com recurso do Novo PAC de R$ 225.884,65, a reestruturação visa melhora a segurança do sistema e na redução do número de incidentes de falta de energia.

Pelo projeto de Eficiência Energética do Hospital Dia: será anunciado a substituição de equipamentos na energia elétrica do hospital, com recursos do Grupo Energisa no valor de R$ 330 mil, serão trocadas lâmpadas ineficientes por lâmpadas com tecnologia LED, substituição de equipamentos condicionadores de ar e instalação de uma usina fotovoltaica de 41,42 KWp. Segundo o Humap, a economia de energia elétrica esperada é de R$50 mil por ano.

RADIOTERAPIA e HEMODINÂMICA

O setor de radioterapia do hospital terá equipamentos atualizados aumentando a gama de tratamentos e a capacidade de atendimento, com investimento de R$ 4,5 milhões, proveniente de emenda parlamentar do Deputado Federal Beto Pereira.

Mais R$ 1,3 milhão, serão investidos no setor oriundos do Rehuf, a obra visa adequar o ambiente às normas de segurança e acessibilidade. O objetivo de acordo com o Humap é melhorar a segurança e qualidade da assistência aos 50 pacientes atendidos, impactando positivamente o ensino e a pesquisa na área de saúde.

O Hospital conta com 210 leitos e realizou, no período de junho de 2022 a junho de 2023, 127.859 atendimentos ambulatoriais e 11.180 internações.

Outro anúncio que acontecerá na Humap será da reforma do espaço e substituição do equipamento da Hemodinâmica: a contratação viabilizará a instalação do novo equipamento de angiografia, que possibilitará a realização de procedimentos médicos especializados, atendendo uma média de 90 procedimentos ao mês.

O recurso de R$ 2,2 milhões é proveniente de emenda parlamentar do Deputado Federal Geraldo Resende.

migração ilegal

Criminosos que atravessavam haitianos ilegalmente de Corumbá para a Bolívia são condenados

Os chamados coiotes cobravam valores abusivos para levar migrantes de forma ilegal ao país vizinho através de travessia clandestina

05/06/2026 17h30

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como "Trilha do Gaúcho" Foto: Divulgação / PF

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A 1ª Vara Federal de Corumbá condenou oito pessoas por participação em um esquema criminoso que promovia a migração ilegal, através da travessia de estrangeiros, principalmente haitianos, na fronteira do Brasil com a Bolívia. As penas variam de três a 11 anos de prisão.

Conforme a Justiça Federal, o grupo criminoso atuou entre outubro e dezembro de 2021, transportando os estrangeiros de forma clandestino para o país vizinho de Mato Grosso do Sul, visando lucro, em ações coordenadas e repetidas, caracterizando crime continuado.

Os acusados foram presos em dezembro de 2021, durante a Operação Fom'Ale II, deflagrada pela Polícia Federal. Na ocasião foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a investigação que levou a prisão do grupo detectou que os criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como “Trilha do Gaúcho”, na divisa do Brasil com a Bolívia.

Nos períodos da manhã e noite, os criminosos, que atuavam como coiotes, buscavam meios de atravessar ilegalmente os migrantes, entre eles diversas crianças e mulheres grávidas, sempre exigindo dinheiro para tal fim.

Já dentro da trilha, os estrangeiros eram auxiliados por “carregadores” bolivianos, que tinham a função de mostrar o percurso até a Bolívia, além de prestar apoio no transporte das malas dos haitianos, mediante o pagamento de valores abusivos.

O esquema tinha divisão de tarefas: alguns integrantes captavam migrantes na rodoviária, outros faziam o transporte até casas de passagem e a fronteira, enquanto havia responsáveis por hospedagem e articulação com atravessadores bolivianos. 

As investigações indicaram que os migrantes pagavam valores que chegavam a 150 dólares por pessoa para a travessia ilegal.

Em ocasiões em que os “coiotes” foram acompanhados pelos policiais, foi possível observar que, ao menos uma vez, cidadãos haitianos foram abandonados no meio da rua, após os criminosos perceberem a aproximação da polícia.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito investigados, imputando-lhes os crimes de promoção de migração ilegal e organização criminosa.

Sentença

O juiz federal substituto, Rubens Petrucci Junior, ao julgar o processo, enfatizou que a prática envolvia “exploração econômica sistemática de migrantes em situação de máxima vulnerabilidade”, além de riscos impostos durante travessias clandestinas. 

“A atividade cruzava sistematicamente a fronteira Brasil-Bolívia, com acordos e pagamentos envolvendo bolivianos e operações até o Chile”, registrou o magistrado na sentença. 

O conjunto de provas, que incluem depoimentos, monitoramentos e dados de celulares, demonstrou, segundo o juiz federal, a atuação coordenada do grupo, resultando na condenação dos investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal e integração em organização criminosa, nos termos da denúncia.

Investigação

Cemitério de MS entra na mira do MP por superlotação e armazenamento de ossos irregular

Denúncia de moradores afirma que o Cemitério chegou a realizar a exumação dos ossos de um familiar e não sabiam o paradeiro da ossada

05/06/2026 17h15

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz Divulgação/MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação contra o Cemitério Público Municipal de Naviraí para apurar irregularidades no funcionamento. 

Entre as denúncias, a investigação foca em falhas na realização de exumações, controle administrativo ineficaz ou inexistente e possíveis violações à dignidade humana. 

A motivação do inquérito foi o relato de moradores do município, localizado a aproximadamente 350 quilômetros de Campo Grande, que afirmaram que encontraram túmulos abertos quando foram ao local sepultar familiares. 

Em um dos casos, teria acontecido a exumação dos restos mortais de um dos mortos sem a comunicação prévia à família e sem informação precisa a respeito do local exato do armazenamento dos ossos. Na tumba do familiar morto, estaria sepultada outra pessoa, que não teria relação alguma com a família.

Durante a visita do MP ao local, foram constatados vários problemas, como a ausência de registros confiáveis, a inexistência de um sistema eficiente de controle, além do armazenamento inadequado de ossadas, inclusive sem identificação. 

Foram encontrados, ainda, ossos humanos mantidos de forma irregular no ossuário, contrariando normal legais e princípios básicos de respeito à dignidade da pessoa humana. 

A investigação também identificou uma possíbel superlotação no cemitério, com indícios da utilização irregular de áreas de circulação comum para novos sepultamentos. 

O desenterramento de restos mortais deve seguir critérios estabelecidos pela legislação municipal, além da realização do registro detalhado de todas as movimentações do corpo. 

Segundo o MPMS, isso não vinha sendo cumprido no estabelecimento público. 

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público instaurou inquérito civil e requisitou a abertura de investigação policial para apurar possíveis crimes de violação de sepultura e ocultação de cadáver. 

Em resposta, o município de Naviraí apresentou ao MP informações sobre medidos para reorganização do serviço, como a implantação de um sistema informatizado para controle e revisão de processos internos. 

No entanto, de acordo com o MP, o próprio levantamento reconhece falhas em gestões anteriores e lacunas nos registros de exumações.

"Mais do que uma questão administrativa, o funcionamento adequado de um cemitério envolve direitos fundamentais, como o respeito à memória dos falecidos e o direito das famílias de saber o destino de seus entes queridos. Ao conduzir a investigação, o MPMS reforça seu papel na defesa da cidadania, da dignidade humana e do interesse coletivo", afirmou o Ministério Público em nota. 

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficazFonte: Reprodução MPMS

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