Cidades

ESTELIONATO

Idosa perde mais de R$16 mil no golpe do falso "Viva Sorte" em MS

Vítima mora no interior de Mato Grosso do Sul, distante cerca de 231 quilômetros da Capital, e caiu na conversa dos criminosos através de mensagens recebidas por whatsapp

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Moradora do interior de Mato Grosso do Sul, longe aproximadamente 231 quilômetros da Capital, uma idosa de 72 anos perdeu mais de 16 mil reais após cair no golpe do falso "Viva Sorte", aplicado através de mensagens do whatsapp na tarde desta última quinta-feira (13). 

Conforme constam nas informações do boletim de ocorrência, a vítima em questão é moradora do município de Dourados, segunda maior cidade do MS que leva o apelido de "Capital do agronegócio", e teria começado a receber mensagens pelo aplicativo no início da tarde de ontem (13). 

Nesse caso específico, o homem que teria aplicado golpe na idosa se identificou como funcionário da chamada "Viva Sorte", um modelo dos famosos "títulos de capitalização" na modalidade filantropia premiável de pagamento único. 

Populares em Mato Grosso do Sul, o "Hora do Viva" e "Viva Sorte do Dia", por qual os criminosos fingiam se passar, são emitidos pela Via Capitalização, empresa que fica localizada na cidade de Porto Alegre (RS), em dito benefício do Hospital do Câncer de Londrina. 

Através dessas mensagens, como apurado pela mídia local no portal Ligado na Notícia, a idosa foi informada sobre um prêmio o qual teria sido contemplada, e somava a quantia de R$50 mil. 

Golpe 

Em constantes orientações à vítima, o indivíduo detalhou à idosa que para embolsar a quantia seria necessário seguir uma série de instruções. 

Depois de digitados alguns números e feito alguns procedimentos através do aplicativo bancário, o boletim de ocorrência narra que a vítima sequer teve noção do que estaria fazendo, percebendo só depois que havia transferido quase 17 mil reais para o falsário. 

Uma vez embolsado os valores, o golpista chegou a ser questionado pela vítima quais seriam as justificativas para os depósitos, mas o indivíduo encerrou a conversa.

Em valores exatos, é detalhado que as transferências da vítima somaram R$16.899,99 enviados diretamente para a conta do criminoso. A idosa procurou a Polícia Civil para registro do boletim de ocorrência e o caso segue sendo investigado. 

MS e os estelionatos

Dados compilados e divulgados em painel estatístico, pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mostram que Mato Grosso do Sul mantém uma média de 14,2 mil estelionatos registrados por ano desde 2021. 

Há cerca de quatro anos, já no segundo ano da pandemia, MS ultrapassou e muito o volume de casos registrados no período de 12 meses, que até então marcavam entre 5,8 e 7,8 mil casos anuais, atingindo 12637 estelionatos em 2021. 

Em crescente constante, conforme dados da Sejusp, nos últimos três anos MS registrou os seguintes totais anuais de estelionatos: 

  • 2022 - 14.606
  • 2023 - 14.827 
  • 2024 - 14.904

Ainda, como mostram os dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, em 2025 Mato Grosso do Sul já anotou 9.971 estelionatos até o mês de outubro. 

Estelionato, por definição do Código Penal, trata-se de "obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil ou qualquer outro meio fraudulento". 

Mato Grosso do Sul mantém, há pelo menos três anos, um volume anual de mais de 14 mil casos de estelionato registrados em seu território. 

Entre as modalidades de golpe denunciadas, aparecem, por exemplo: 

Por isso, é preciso estar atento pois, como bem abordou o Correio do Estado, estelionatários têm se passado até por "pecuarista galanteador que promete caminhonetes", usando até mesmo o celular do professor esfaqueado em 13 de dezembro, Roberto Figueiredo, para pedir dinheiro

Portanto, desconfie de qualquer facilidade; não compartilhe informações com desconhecidos; confirme os dados antes de qualquer transação financeira e confirme sempre a veracidade de quem entrou em contato. 

 

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INTERIOR

MS reabre licitação para 'bondinho' em parque natural do interior

Em mais de 70 hectares de extensão, ponto já conta com uma série de atividades, entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica: o Salto do Majestoso

16/05/2026 15h53

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso.

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso. Reprodução/Sectur-CostaRica

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Nesta semana o Governo do Estado anunciou a reabertura da licitação que deve trazer um "bondinho" no chamado Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, em Costa Rica, em um valor estimado de quase três milhões de reais. 

Conforme exposto em diário oficial do Governo do Estado, pelo Executivo Municipal de Costa Rica, o investimento total previsto para contratação de empresa especializada para construção de infraestrutura turística tipo plano inclinado, somam exatos R$2.905.314,69. 

Essa licitação retomada têm agora também uma nova data para abertura de propostas, marcada para 1° de junho, às 07h30 pelo horário de Mato Grosso do Sul. Confira o anúncio:

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso.Reprodução/DOE-MS

Entenda

Distante aproximadamente dois quilômetros do centro de Costa Rica, cidade que por sua vez está longe cerca 338 km da Capital do Mato Grosso do Sul, o Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú pode ser acessado pela rodovia MS-316 rumo ao município de Paraíso das Águas. 

Em mais de 70 hectares de extensão, esse parque natural já conta com uma série de atividades, cabendo destacar entre elas o principal cartão-postal de Costa Rica, batizado de Salto do Majestoso. O local em si é cercado por vegetação nativa e consiste em uma queda d'água de 64 metros de altura, de onde pode-se admirar todo o parque. 

Nesse local há uma série de atrações baseadas em esportes de aventura, como rapel e tirolesas oferecidos pelo Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, que oferta ainda um acompanhamento com condutores especializados, o que garante proteção tanto aos turistas como para a própria natureza. 

Sendo que todas as atividades são asseguradas, no espaço o visitante poderá realizar trilhas autoguiadas, um circuito de arvorismo e até mesmo piscinas abastecidas com água do Rio Sucuriú, perto de onde ficam também quiosques com churrasqueira, piscina de biribol, parquinho infantil, restaurante e mais. 

Nesse caso, a dita infraestrutura turística tipo plano inclinado, também chamada de funicular, trata-se de um sistema de transporte sobre trilhos tracionado por cabos, consistindo na maioria das vezes em dois bondes ou cabines interligados para basicamente superar os mais variados obstáculos geográficos como morros e encostas. 

Interessados podem encontrar o edital através do site do Município de Costa Rica (CLICANDO AQUI), ou no Portal Nacional de Contratações Públicas PNCP

 

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INQUÉRITO

Funcionário público é investigado por fraude ao descumprir exclusividade com hospital

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar um possível caso de improbidade administrativa em Dourados

16/05/2026 14h00

Funcionário exercia residência multiprofissional no HU-UFGD enquanto era nutricionista no Regional

Funcionário exercia residência multiprofissional no HU-UFGD enquanto era nutricionista no Regional Foto: Divulgação

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para investigar um caso suspeito de improbidade administrativa em Dourados, do qual um homem estaria trabalhando simultaneamente no Hospital Regional de Dourados (HRD) e no Hospital Universitário da Fundação Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD), onde teria prometido dedicação exclusiva.

De acordo com a portaria assinada pelo procurador Luiz Gustavo Mantovani, via Diário Oficial do órgão desta sexta-feira (15), a história começa a partir de uma denúncia de que uma pessoa estaria recebendo uma bolsa de residência multiprofissional (pós-graduação em formato de especialização para profissionais da saúde, exceto para médicos) de maneira irregular.

A investigação inicial constatou que o residente estava lotado no HU-UFGD, em função que determina dedicação exclusiva com carga horária semanal de 60 horas, conforme o Termo de Compromisso assinado em março do ano passado, no qual se comprometeu a não exercer outras atividades profissionais.

Porém, outras diligências também observaram que a mesma pessoa tinha vínculo simultâneo como nutricionista no Regional do município, com carga horária de 44 horas semanais, totalizando uma jornada de 104 horas semanais somando ambos os trabalhos, o que seria quase impossível cumprir após análise dos horários de cada complexo hospitalar.

“A análise das folhas de frequência fornecidas pelos hospitais revela que os intervalos intrajornadas são mínimos (frequentemente de poucos minutos e, no máximo, uma hora entre a saída de um hospital e a entrada em outro), o que compromete a natureza pedagógica da residência e a boa-fé administrativa”, aponta.

“Ao aceitar a bolsa, o residente é remunerado para não exercer outra atividade, de modo que o recebimento de bolsa pública federal sob "falsas condições" (descumprimento da exclusividade pactuada) enquanto percebe remuneração de outro cargo pode caracterizar ato de improbidade administrativa”, complementa o procurador.

Por conta disso, um inquérito civil foi instaurado para “investigar a eventual prática de ato de improbidade administrativa em razão do recebimento irregular de bolsa de residência em regime de dedicação exclusiva pelo nutricionista A.A.S.J, acumulada com vínculo remunerado no Hospital Regional de Dourado”.

Ainda, o procurador determinou que o investigado tenha 15 dias para apresentar sua defesa, além de responder três perguntas para esclarecer o caso:

  1. Considerando o somatório de carga horária de 104 horas semanais entre a residência no HU-UFGD e o vínculo no HRD, como justifica a viabilidade física e mental de exercer ambas as funções com intervalos de repouso mínimos?
  2. O vínculo remunerado com o HRD foi informado à coordenação do Programa de Residência do HU-UFGD?
  3. Tem ciência de que o pagamento da bolsa foi baseado em uma premissa de exclusividade que não estava sendo cumprida?

Vale destacar que improbidade administrativa é toda conduta ilegal, desonesta ou imoral praticada por agente público contra a administração pública, conforme consta na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n° 8.429/1992). Por se tratar de uma infração civil e política, não um crime, o ato não acarreta reclusão.

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