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Ilha do Padre aberta para visitação

Ilha do Padre aberta para visitação

DA REDAÇÃO

06/11/2013 - 15h50
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O Instituto de Meio de Mato Grosso do Sul (Imasul) publicou hoje (6), no Diário Oficial, uma portaria autorizando o funcionamento do uso público por meio da atividade de visitação turística no imóvel denominado Ilha do Padre, inserido no perímetro do Monumento Natural Rio Formoso, em Bonito (MS).

A portaria autoriza a manutenção das estruturas e trilhas e o funcionamento experimental, em caráter precário, das atividades de balneário, restaurante, trilhas ecológicas, ponto de desembarque de passeios de bote inflável pelo rio Formoso, passeios de boia, barco (duck) inflável e barco elétrico, bolha de ar, stand up (prancha a remo), slackline, flutuação, e tirolesa na Ilha do Padre, inserida no perímetro do Monumento Natural Rio Formoso, Unidade de Conservação Estadual sob gestão do Imasul, por intermédio da Gerência de Unidades de Conservação, de acordo com as diretrizes abaixo estabelecidas: o número máximo de visitantes fica limitado a 700 pessoas/dia.

Somente terão acesso à visitação os portadores de documento denominado “voucher único” que será emitido pela administração do município de Bonito-MS ou a quem este conceder a prerrogativa de emiti-lo, neste caso, as agências de turismo e operadoras locais. É obrigatório o preenchimento da guia de seguro pelos visitantes. A instalação da tirolesa e a construção de novas infraestruturas de baixo impacto serão autorizadas mediante prévia apresentação de projeto técnico. Esta autorização não isenta os proprietários de cumprirem as formalidades legais junto aos órgãos federais, estaduais ou municipais. A eficiência do Sistema de Controle Ambiental é de responsabilidade exclusiva do(s) proprietário(s) e do(s) responsável(is) técnico(s) pela elaboração e execução do projeto.

O Imasul/Semac-MS reserva-se ao direito de a qualquer momento e de acordo com as normais legais, exigir melhorias e/ou alterações na operacionalização do Sistema de Controle Ambiental.

A portaria está na página 61, disponível aqui.

Saúde

Santa Casa superlotada gera revolta de pacientes em Campo Grande

Pacientes relatam espera de horas, falta de prioridade para idosos e atendimento improvisado em corredores; denúncias foram feitas ao Correio do Estado

21/05/2026 16h32

Santa Casa de Campo Grande

Santa Casa de Campo Grande Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A superlotação na Santa Casa de Campo Grande voltou a gerar reclamações de pacientes atendidos pelo SUS.

Na manhã desta quinta-feira (21), usuários relataram ao Correio do Estado demora excessiva nos atendimentos, falta de organização interna, ausência de prioridade para idosos e pacientes acomodados em macas nos corredores da unidade hospitalar.

Os relatos ocorrem no mesmo dia em que o hospital divulgou boletim de transparência apontando lotação acima da capacidade em diversos setores.

De acordo com os dados divulgados às 7h, a área verde do pronto-socorro adulto operava com taxa de ocupação de 728%, enquanto a área vermelha registrava 266% de ocupação. Já o Centro Obstétrico apresentava 200% de lotação.

Um paciente, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que chegou ao hospital por volta das 6h30 para um procedimento agendado, mas só foi encaminhado ao atendimento médico às 9h.

“Não foi só um atraso, foi falta de comprometimento. Quando a gente atrasa, precisa esperar muito para reagendar, mas quando é o hospital, parece que o paciente precisa aceitar. Toda vez que venho fazer procedimento é assim, um descaso”, afirmou ao Correio do Estado.

Segundo o relato, além da demora no atendimento, pacientes idosos não estariam recebendo prioridade adequada, enquanto outros aguardavam atendimento em macas espalhadas pelos corredores da unidade.

Outro paciente ouvido pela reportagem também criticou a desorganização no fluxo de atendimento. Conforme o relato, pacientes aguardavam por horas sem informações precisas sobre consultas e procedimentos.

“Você espera ser chamado pela senha, depois é encaminhado para outra recepção. Cheguei às 6h20 para minha consulta e só me chamaram às 9:30h. Conversando com outras pessoas, tinha paciente que chegou às 6h e até às 9h o médico ainda não tinha chegado”, relatou.

Ainda segundo o paciente, a situação mais preocupante era a presença constante de pessoas internadas em corredores devido à falta de leitos disponíveis.

“Da recepção já dá para ver pacientes em macas no corredor por falta de quartos. A sensação é de total desorganização”, disse o usuário da unidade hospitalar.

A situação relatada pelos pacientes coincide com os números divulgados pela própria Santa Casa.

O levantamento mostra ainda que o pronto-socorro pediátrico também operava acima da capacidade, especialmente na área verde, que registrava ocupação de 157%.

O hospital informou ainda que havia 629 pacientes internados pelo SUS na unidade nesta quinta-feira (21), além de 26 pacientes na pré-ortopedia.

Apesar do cenário de superlotação apontado oficialmente, os pacientes afirmam que a demora, a falta de comunicação e a dificuldade na organização do fluxo interno acabam agravando ainda mais o sofrimento de quem busca atendimento médico.

Números divulgados pela Santa Casa nesta quinta-feira (21)

Pronto-Socorro Adulto - Área Vermelha

  • 6 leitos contratados
  • 16 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 266%

Pronto-Socorro Adulto - Área Verde

  • 7 leitos contratados
  • 51 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 728%

Pronto-Socorro Pediátrico - Área Vermelha

  • 3 leitos contratados
  • 2 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 66%

Pronto-Socorro Pediátrico - Área Verde

  • 7 leitos contratados
  • 11 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 157%

Centro Obstétrico - SUS

  • 5 leitos contratados
  • 10 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 200%

Pacientes na Pré-Ortopedia

  • 26 pacientes

Total de pacientes internados pelo SUS

  • 629 pacientes internados

Posicionamento da Santa Casa

Em nota encaminhada ao Correio do Estado, a Santa Casa de Campo Grande afirmou que a superlotação é um problema histórico e sistêmico enfrentado pela unidade há anos.

Segundo o hospital, a instituição opera diariamente acima da capacidade instalada devido à insuficiência de leitos disponíveis na rede pública de saúde.

A Santa Casa destacou ainda que absorve atendimentos de baixa, média e alta complexidade, o que impacta diretamente na dinâmica hospitalar e contribui para o cenário de superlotação.

Conforme a unidade, o pronto-socorro recebe pacientes que não conseguem atendimento em outros locais e acabam sendo encaminhados ao hospital.

A Santa Casa ressaltou que presta assistência especializada a pacientes politraumatizados, cardiopatas e casos graves, mas também atende pacientes clínicos que poderiam ser direcionados para outras unidades de saúde.

“Esse fluxo contribui para o estrangulamento do sistema de saúde e reflete diretamente na superlotação”, informou a instituição.

O hospital também esclareceu que não há um único órgão responsável pela solução do problema.

Segundo a Santa Casa, a gestão plena da saúde no município é exercida pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela organização da rede, regulação de leitos e definição dos encaminhamentos dos pacientes.

A instituição acrescentou que os recursos financeiros da saúde são provenientes dos governos federal, estadual e municipal, mas cabe ao município coordenar o fluxo de atendimento.

“Portanto, a superlotação da Santa Casa é resultado de um problema sistêmico, que exige articulação entre diferentes níveis de gestão para garantir melhor distribuição dos casos e ampliar a capacidade de atendimento à população”, concluiu a nota.

BODOQUENA (MS)

Ministério Público apura prática de ceva no Refúgio Canaã

Várias fotos, imagens e vídeos de turistas alimentando, pegando, encostando, interagindo e beijando animais silvestres (arara-azul) foram postadas nas redes sociais

21/05/2026 15h30

Arara-azul

Arara-azul Foto: Reprodução Instagram @refugiocanaams

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Prática de ceva está sendo apurada no Refúgio Ecológico Pousada Canaã, atrativo turístico localizado na zona rural de Bodoquena (MS), a 292 quilômetros de Campo Grande.

A palavra "ceva" vem do meio rural e significa "isca" ou "alimentação oferecida" com a intenção de atrair bichos a um local específico.

A prática da ceva de animais é uma técnica utilizada para atrair animais para observação, monitoramento, registro fotográfico ou estudo científico.

Com isso, a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Miranda, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), instaurou Procedimento Preparatório para apurar a prática. O edital, relativo ao caso, foi publicado no Diário Oficial (DOMPMS) nesta quinta-feira (21).

Conforme apurado pela reportagem, várias fotos, imagens e vídeos de turistas alimentando, pegando, encostando, interagindo e beijando animais silvestres (arara-azul), no Refúgio Canaã, foram postadas nas redes sociais.

De acordo com relatório do Ministério do Meio Ambiente, os próprios funcionários cevam os animais há anos, oferecendo-lhes semente de girassol, melancia, coquinho, amendoim e banana.

O relatório ainda aponta que as araras são extremamente dóceis e sociáveis com seres humanos, devido aos anos de ceva e domesticação realizados pelos funcionários.

“Apresentam comportamentos não naturais para a espécie e circulavam, bem como pousavam e ficavam no meio dos funcionários normalmente sem qualquer tipo de medo ou receio”, apontou o documento.

Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a domesticação é prejudicial pois os animais podem perder a capacidade de sobreviver em ambiente natural, ter dificuldade de se reintroduzir na natureza, perder habilidades naturais ou aumentar o nível de estresse.

Já a ceva é maléfica pois o excesso de açúcar contido nas frutas pode causar sobrepeso e outras doenças nos bichos. Além disso, há risco de transmissão de zoonoses e acidentes.

De acordo com normativa federal e estadual, a prática é considerada ilegal e crime ambiental, sob pena de multa e reclusão.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multa de R$ 50.500,00 ao atrativo turístico por conta das irregularidades citadas acima.

Arara-azul

O Correio do Estado entrou em contato com o Refúgio Canaã para saber o posicionamento do atrativo a respeito do assunto, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

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