Cidades

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Incêndio atinge área do Hospital do Pênfigo em Campo Grande

Chamas atingiram vegetação e não chegaram até a estrutura do hospital, mas longa cortina de fumaça se formou e prejudicou moradores da região

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Um incêndio atingiu uma grande área de vegetação na tarde deste domingo (24), em área que pertence ao Hospital do Pênfigo, em Campo Grande. A estrutura hospitalar não chegou a ser atingida.

De acordo com informações apuradas pelo Correio do Estado, são aproximadamente 24 hectares de área do hospital, mas não há informação sobre quanto dela foi consumida pelas chamas.

Na área, há 16 casas onde moram funcionários da unidade hospitalar.

O assistente de logística Giovani Tenório, de 29 anos, mora na região e disse que o incêndio começou por volta das 14h e se alastrou devido à ventania, chegando próximo da residência dele.

Ele explicou ainda que a fumaça ficou muito densa e forte, causando preocupação aos moradores, especialmente por haver um bebê no vizinho.

"Não é a primeira vez que pega fogo, da outra vez o fogo chegou na altura do fio [do poste] e tivemos que encher balde para apagar", disse.

Um funcionário do hospital, de 46 anos, que mora em uma das casas, também afirmou que o fogo começou na vegetação e se alastrou de forma rápida, com todos os moradores monitorando para evitar que chegasse nas residências ou no hospital.

O Corpo de Bombeiros foi acionado duas vezes, sendo na primeira vez pelo início da tarde, onde foi feito o combate ao fogo, mas as chamas retornaram durante a tarde, sendo novamente acionado os militares.

Por meio da assessoria de imprensa, o hospital relatou que muitas vezes o fogo é ateado por moradores do entorno, mas ainda não há informação se, neste caso, foi proposital ou se alguma coisa pode ter iniciado o incêndio que saiu de controle.

Até o fim da tarde, a cortina de fumaça ainda tomava conta da região. Não há registro de vítimas.

Tempo seco favorece incêndios

O tempo seco que tem predominado em Campo Grande, com índices de umidade abaixo de 30%, favorecem a ocorrência de incêndios em vegetação.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, Campo Grande vem registrando, desde julho, um aumento expressivo de incêndios deste tipo na área urbana. Em dias críticos, os bombeiros chegam a receber cerca de 50 chamados pelo número 193.

O cenário é agravado por fatores climáticos, como o calor intenso, a baixa umidade relativa do ar e o tempo seco, além de ventos que favorecem a propagação das chamas.

Ainda segundo o Corpo de Bombeiros, os casos são geralmente provocados por ação humana, e geram inúmeros problemas para as pessoas que vivem nas áreas próximas de onde o fogo age.

As queimadas urbanas podem ser denunciadas pelo 193.

Saúde

Cirurgias eletivas pelo SUS passam de 7,5 milhões no primeiro semestre

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados

15/09/2026 19h00

Tomaz Silva/Agência Brasil

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O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas realizadas no primeiro semestre deste ano. O número representa um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram, segundo o governo federal, 608 mil procedimentos a mais.

“O resultado mantém a trajetória de crescimento registrada nos últimos anos e ocorre após o país alcançar, em 2025, 14,9 milhões de cirurgias eletivas”, afirmou o governo federal, em nota.

O aumento no número de cirurgias foi registrado em 20 estados. Os maiores crescimentos foram vistos no Distrito Federal (31%), Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia (20%) e Ceará (20%). Também apresentaram altas relevantes Amapá (18%), Alagoas (15%), Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

Parte dos procedimentos foram realizados no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, representando 2,92 milhões de cirurgias entre janeiro e junho de 2026. O programa tem como objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS, por meio de ampliação de mutirões assistenciais, utilização de unidades móveis de saúde (carretas), aquisição de transporte sanitário e fortalecimento da Telessaúde.

A projeção do Ministério da Saúde é de que o SUS ultrapasse o número de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026, acima dos 14,9 milhões registrados em 2025.

Momentos de Tensão

Homem morre após atirar contra PM, invadir casa de idosa e ser baleado em MS

Um dos tiros atingiu o colete de um policial; suspeito entrou em residência durante tentativa de fuga e morreu após ser socorrido em Bataguassu.

15/09/2026 18h28

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu.

Wesley morreu após ser baleado durante uma ocorrência envolvendo a Polícia Militar em Bataguassu. Foto: Reprodução Redes sociais.

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Um homem identificado como Wesley morreu após um confronto com policiais militares em Bataguassu, depois de ser denunciado por moradores por supostamente andar armado pelas ruas, ameaçar pessoas e efetuar um disparo em via pública. Durante a ocorrência, ele ainda teria atirado contra a equipe policial e invadido a casa de uma idosa na tentativa de fugir.

De acordo com as informações iniciais, a Polícia Militar foi acionada depois que moradores relataram a presença de um homem armado no bairro.

Segundo testemunhas, Wesley caminhava pela região com um revólver, apontava a arma para pessoas que estavam na rua e dizia em voz alta que mataria alguém.

Antes mesmo da chegada da viatura, vizinhos ouviram um disparo. Os relatos feitos aos policiais indicavam que o homem continuava armado e ameaçando quem passava pelo local.

A situação se agravou quando a equipe da Polícia Militar chegou à região. Conforme as informações preliminares da ocorrência, Wesley percebeu a aproximação da viatura e efetuou disparos contra os policiais.

Um dos tiros atingiu o colete à prova de balas de um dos integrantes da equipe. O policial não foi atingido diretamente pelo projétil.

Na sequência, Wesley tentou escapar e correu em direção a uma residência localizada na Rua Diamantino, esquina com a Rua 13 de Outubro.

No momento da fuga, uma idosa deixava o imóvel. Wesley teria aproveitado a abertura da residência para entrar na casa, enquanto os policiais acompanhavam a movimentação.

Diante da possibilidade de a idosa ser mantida como refém, ela foi retirada da residência e deixou o imóvel em segurança. Durante o restante da ocorrência, a moradora permaneceu em uma casa próxima, onde recebeu apoio de vizinhos.

Com a moradora fora do imóvel, os policiais prosseguiram com a intervenção. Segundo a versão inicial apresentada pela Polícia Militar, houve um novo confronto dentro da residência, e dois disparos efetuados pela equipe atingiram Wesley.

Mesmo depois do confronto, o homem foi socorrido pelos próprios policiais e encaminhado ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de Bataguassu. Ele, porém, não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.

Com Wesley, foi apreendido um revólver calibre .38 Special, que deverá passar pelos procedimentos periciais relacionados à investigação.

A área onde ocorreu o confronto foi isolada para preservar a cena. Peritos do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no endereço e realizaram os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias da morte.

A idosa que teve a residência invadida não ficou ferida e permaneceu em uma casa próxima durante o atendimento da ocorrência. A avó de Wesley também mora na mesma quadra, na Rua 13 de Outubro.

Investigação vai apurar origem da arma

As circunstâncias da ocorrência deverão ser investigadas, incluindo a dinâmica dos disparos efetuados antes e durante a intervenção policial.

Entre os pontos a serem esclarecidos está a origem do revólver calibre .38 encontrado com Wesley. A investigação também deverá buscar identificar quem seria a pessoa que ele supostamente ameaçava matar antes da chegada dos policiais.

O histórico policial de Wesley também deverá integrar a apuração. Conforme as informações disponíveis, ele já possuía registros anteriores envolvendo porte de drogas, dano, resistência, lesão corporal e violência doméstica.

Em um dos episódios anteriores, a avó de Wesley precisou ser hospitalizada depois de tentar defender a própria filha durante uma situação de agressão atribuída a ele. O episódio foi registrado na delegacia de Bataguassu e passou a integrar seu histórico policial.

Agora, além de esclarecer o que ocorreu dentro da residência, a investigação deverá confrontar os relatos dos policiais e das testemunhas com os elementos recolhidos pela perícia, incluindo a arma apreendida, para estabelecer a sequência dos disparos e as circunstâncias que terminaram com a morte de Wesley.

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