Cidades

NOVA ESTAÇÃO

Inverno começa segunda e será marcado por frio rigoroso; confira o prognóstico

Temperaturas negativas estão previstas para julho; a partir de agosto, estiagem predomina

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O inverno começa às 23h32 do dia 20 de junho em Mato Grosso do Sul e será marcado por uma longa e severa estiagem, e por passagens de frente fria rigorosas, com temperaturas negativas.

É o que aponta prognóstico divulgado pelo meteorologista Natálio Abrãao.

Conforme o prognóstico, o inverno, que compreende os meses de junho, julho, agosto e parte de setembro, terá temperaturas predominantemente amenas.

Durante o período, deve haver oscilação, com dias de calor e outros de frio.

São esperadas passagens de frente fria que devem derrubar as temperaturas, especialmente no mês de julho.

A entrada das massas de ar polares aumenta a ocorrência de episódios de nevoeiros e geadas no centro-sul do Estado.

A massa de ar polar mais intensa está prevista para os dias 11 a 13 de julho, quando são esperadas temperaturas abaixo de 0°C em algumas regiões.

A ocorrência de de frentes frias deve ocorrer durante os primeiros 30 dias de inverno.

A partir de agosto, o frio fica menos frequente e a probabilidade é de temperaturas acima do normal, até novembro.

Além disso,  o prognóstico aponta eventos severos de estiagem, com chuva abaixo da média, com períodos acima de 30 dias sem precipitações.

As chuvas que ocorrerem devem ser irregulares, mal distribuídas e reduzidas neste ano, ficando abaixo da média de 35 mm.

Até o fim do mês de junho, o predomínio será de sol, poucas nuvens e umidade relativa em declínio.

Em julho, além do frio intenso, já se inicia o período de estiagem, com tempo seco e pouca chuva.

Para agosto, a umidade relativa do ar deve bater recordes de nível crítico, abaixo de 151%, com estiagem e temperaturas muito elevados.

Em setembro, as primeiras chuvas devem ocorrer depois do dia 10, com fortes ventos.

Outras características

O primeiro dia do inverno é o mais curto do ano, com a noite mais longa, com duração de dez horas, enquanto a noite é mais longa, com duração de 14 horas.

Historicamente, o inverno é a estação com o menor volume de chuvas no ano, com pancadas irregulares e mal distribuídas.

Durante a estação, também estão previsas inversões térmicas, que irão causar nevoeiros e neblinas, com risco de fechamento de aeroportos  e estradas.

Este fenômeno deve ocorrer especialmente ao amanhecer, se dissipando durante a tarde.

A ar seco e o vento também favorecem a formação de bruma, que são substâncias sólidas suspensas na atmosfera, como poeira e fumaça, poluindo o ar.

Estas partículas favorecem ocorrência de queimadas e prejudicam a qualidade do ar, acarretando ou piorando problemas respiratórios.

migração ilegal

Criminosos que atravessavam haitianos ilegalmente de Corumbá para a Bolívia são condenados

Os chamados coiotes cobravam valores abusivos para levar migrantes de forma ilegal ao país vizinho através de travessia clandestina

05/06/2026 17h30

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como

Criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como "Trilha do Gaúcho" Foto: Divulgação / PF

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A 1ª Vara Federal de Corumbá condenou oito pessoas por participação em um esquema criminoso que promovia a migração ilegal, através da travessia de estrangeiros, principalmente haitianos, na fronteira do Brasil com a Bolívia. As penas variam de três a 11 anos de prisão.

Conforme a Justiça Federal, o grupo criminoso atuou entre outubro e dezembro de 2021, transportando os estrangeiros de forma clandestino para o país vizinho de Mato Grosso do Sul, visando lucro, em ações coordenadas e repetidas, caracterizando crime continuado.

Os acusados foram presos em dezembro de 2021, durante a Operação Fom'Ale II, deflagrada pela Polícia Federal. Na ocasião foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e oito de busca e apreensão.

Conforme reportagem do Correio do Estado, a investigação que levou a prisão do grupo detectou que os criminosos articulavam um esquema de travessia de haitianos pelo local conhecido como “Trilha do Gaúcho”, na divisa do Brasil com a Bolívia.

Nos períodos da manhã e noite, os criminosos, que atuavam como coiotes, buscavam meios de atravessar ilegalmente os migrantes, entre eles diversas crianças e mulheres grávidas, sempre exigindo dinheiro para tal fim.

Já dentro da trilha, os estrangeiros eram auxiliados por “carregadores” bolivianos, que tinham a função de mostrar o percurso até a Bolívia, além de prestar apoio no transporte das malas dos haitianos, mediante o pagamento de valores abusivos.

O esquema tinha divisão de tarefas: alguns integrantes captavam migrantes na rodoviária, outros faziam o transporte até casas de passagem e a fronteira, enquanto havia responsáveis por hospedagem e articulação com atravessadores bolivianos. 

As investigações indicaram que os migrantes pagavam valores que chegavam a 150 dólares por pessoa para a travessia ilegal.

Em ocasiões em que os “coiotes” foram acompanhados pelos policiais, foi possível observar que, ao menos uma vez, cidadãos haitianos foram abandonados no meio da rua, após os criminosos perceberem a aproximação da polícia.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito investigados, imputando-lhes os crimes de promoção de migração ilegal e organização criminosa.

Sentença

O juiz federal substituto, Rubens Petrucci Junior, ao julgar o processo, enfatizou que a prática envolvia “exploração econômica sistemática de migrantes em situação de máxima vulnerabilidade”, além de riscos impostos durante travessias clandestinas. 

“A atividade cruzava sistematicamente a fronteira Brasil-Bolívia, com acordos e pagamentos envolvendo bolivianos e operações até o Chile”, registrou o magistrado na sentença. 

O conjunto de provas, que incluem depoimentos, monitoramentos e dados de celulares, demonstrou, segundo o juiz federal, a atuação coordenada do grupo, resultando na condenação dos investigados pelos crimes de promoção de migração ilegal e integração em organização criminosa, nos termos da denúncia.

Investigação

Cemitério de MS entra na mira do MP por superlotação e armazenamento de ossos irregular

Denúncia de moradores afirma que o Cemitério chegou a realizar a exumação dos ossos de um familiar e não sabiam o paradeiro da ossada

05/06/2026 17h15

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficaz Divulgação/MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação contra o Cemitério Público Municipal de Naviraí para apurar irregularidades no funcionamento. 

Entre as denúncias, a investigação foca em falhas na realização de exumações, controle administrativo ineficaz ou inexistente e possíveis violações à dignidade humana. 

A motivação do inquérito foi o relato de moradores do município, localizado a aproximadamente 350 quilômetros de Campo Grande, que afirmaram que encontraram túmulos abertos quando foram ao local sepultar familiares. 

Em um dos casos, teria acontecido a exumação dos restos mortais de um dos mortos sem a comunicação prévia à família e sem informação precisa a respeito do local exato do armazenamento dos ossos. Na tumba do familiar morto, estaria sepultada outra pessoa, que não teria relação alguma com a família.

Durante a visita do MP ao local, foram constatados vários problemas, como a ausência de registros confiáveis, a inexistência de um sistema eficiente de controle, além do armazenamento inadequado de ossadas, inclusive sem identificação. 

Foram encontrados, ainda, ossos humanos mantidos de forma irregular no ossuário, contrariando normal legais e princípios básicos de respeito à dignidade da pessoa humana. 

A investigação também identificou uma possíbel superlotação no cemitério, com indícios da utilização irregular de áreas de circulação comum para novos sepultamentos. 

O desenterramento de restos mortais deve seguir critérios estabelecidos pela legislação municipal, além da realização do registro detalhado de todas as movimentações do corpo. 

Segundo o MPMS, isso não vinha sendo cumprido no estabelecimento público. 

Diante da gravidade dos fatos, o Ministério Público instaurou inquérito civil e requisitou a abertura de investigação policial para apurar possíveis crimes de violação de sepultura e ocultação de cadáver. 

Em resposta, o município de Naviraí apresentou ao MP informações sobre medidos para reorganização do serviço, como a implantação de um sistema informatizado para controle e revisão de processos internos. 

No entanto, de acordo com o MP, o próprio levantamento reconhece falhas em gestões anteriores e lacunas nos registros de exumações.

"Mais do que uma questão administrativa, o funcionamento adequado de um cemitério envolve direitos fundamentais, como o respeito à memória dos falecidos e o direito das famílias de saber o destino de seus entes queridos. Ao conduzir a investigação, o MPMS reforça seu papel na defesa da cidadania, da dignidade humana e do interesse coletivo", afirmou o Ministério Público em nota. 

No local, foram encontradas ossadas humanas sem registro eficazFonte: Reprodução MPMS

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