Cidades

Pirâmide financeira

Investigada por esquema milionário, Minerworld alega não ter saldo à Justiça

Empresa espera liberação de valores retidos nos Estados Unidos

RENAN NUCCI

04/12/2018 - 10h27
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Alvo de ação milionária movida pelo juiz David de Oliveira Gomes Filhos, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, a Minerworld, investigada por suposta prática de pirâmide financeira com a mineração de bitcoins, alega não ter saldo para ressarcimento dos credores. Aproximadamente 200 pessoas processaram a empresa na tentativa de reaver investimentos na criptmoeda após a Operação Lucro Fácil, deflagrada no dia 17 de abril pelo Grupo Especializado de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Conforme manifestação formal, a Minerworld disponibilizou o uso de valores remanescentes das minerações (que continuam no Paraguai)  pela justiça para pagamento das pessoas que se sentiram lesadas. No entanto, pelo menos neste momento, isso não é possível. “[...] a Requerida se manifesta no presente feito no sentido de informar não haver saldo para depósito judicial em razão dos altos custos de mineração, gastos operacionais básicos, do pagamento de passivo decorrente da demissão de funcionários e das rescisões com os prestadores de serviço”, lê-se nos autos do processo.

Segundo o advogado Rafael Echeverria, a Minerwolrd ainda solicitou a soma de arquivos com registro de entrada e saída dos valores que justificam a falta de saldo em caixa. “Nós especificamos que o que entrou foi usado para pagamento dos custos operacionais e rescisões de contrato”, explicou. Ele afirmou ainda que, como as minerações continuam, novos valores devem ser depositados. Além disso, a maior expectativa é quanto a liberação de aproximadamente 5 milhões de dólares retidos em um servidor de criptomoedas que foi invadido nos Estados Unidos. 

Conforme Rafael, a empresa teve sua conta invadida na corretora norte-americana Poloniex, sofrendo o prejuízo milionário. O desfalque levou à instabilidade econômica, culminando em dificuldades para pagamento de investidores. No dia 29 de outubro do ano passado, ao consultar a conta na página da Poloniex, a direção tomou conhecimento de fraudes.  Ou seja, hackers teriam desviado bitcoins para contas de terceiros. “A gente conta muito com a liberação desses valores, mas dependemos da justiça americana”, pontuou.

OPERAÇÃO

Além da Minerworld, a Bitpago Soluções de Pagamento, também com sede em Campo Grande, e BitOfertas Informática, localizada na Capital e também na cidade de São Paulo, foram Alvos da Operação Lucro Fácil, deflagrada no dia 17 de abril pelo Gaeco pela prática de pirâmide financeira por meio da suposta mineração de bitcoins. De acordo com as investigações do Ministério Público, a apresentação dos negócios deixa as criptomoedas como pano de fundo, fazendo com que o assunto passe despercebido. 

As peças publicitárias têm como maior preocupação detalhar as variadas formas de ganhos daqueles que aderirem aos planos, o que se dá pela captação de novos “afiliados”, “empreendedores” e afins. Toda a publicidade da empresa é feita no sentido de sempre atrair mais pessoas. “O interesse da empresa é apenas e tão somente que seus afiliados busquem outros afiliados, o que, por evidente, implica em manter a atividade de mineração apenas como mera alegação. A famigerada ‘mineração de bitcoin’, assim, trata-se apenas de engodo, de artifício, que nada mais visa do que mascarar a característica piramidal do esquema”.

Na ação coletiva de consumo que tramita na 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da Capital, o juiz David  determinou o bloqueio de até R$ 300 milhões da Minerworld e todos os investigados, a fim de garantir o pagamento. Ao todo, são pelo menos 50 mil pessoas lesadas em todo o Brasil, com prejuízo milionário, e 21 réus no processo, dentre os quais, Cícero Saad Cruz, chefe da Minerworld, além de sócios e intermediadores ligados aos investidores.
 

Preservação

Serra do Amolar é 'arca' para proteger mais de 200 espécies em MS

Recentemente, casal de tatu-bola foi flagrado em registro raro

28/07/2026 15h30

Foto: Divulgação / IHP

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No coração do bioma pantaneiro, a Serra do Amolar, em Corumbá, reafirma sua posição de santuário ecológico ao atuar como uma verdadeira “arca” para a proteção de mais de 200 espécies registradas a partir do monitoramento feito pela equipe técnica do Instituto Homem Pantaneiro (IHP).

Celebrado nesta terça-feira (28) o Dia Mundial da Conservação da Natureza, reforça o papel estratégico dos ecossistemas conservados para o equilíbrio do planeta. Por lá, 10 espécies figuram sob elevado grau de ameaça, classificadas como “vulneráveis” ou “em perigo”.

Entre os achados recentes mais emblemáticos obtidos pelo trabalho de monitoramento da fauna feito pelo Instituto, destaca-se o raro registro de um casal de tatu-bola (Tolypeutes matacus), uma das espécies brasileiras mais vulneráveis ao impacto do fogo e aos efeitos severos das mudanças climáticas.

No caso específico do tatu-bola, o registro feito neste ano do casal permite avanços em estudos sobre comportamento, principalmente para contribuir com outras instituições e fortalecer políticas públicas para conservar a espécie. Conforme o Instituto Chico Mendes de Conservaçã da Biodiversidade (ICMBio), a distribuição do tatu-bola no Brasil ainda é pouco conhecida e conta com poucas ocorrências confirmadas.

Tida como espécie "quase-ameaçada" pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática (plataforma SALVE), o possível apagamento da espécie passa, neste momento, por processo de revisão que sinaliza agravamento para a existência da espécie.

Banco de dados 

O Instituto Pantaneiro mantém um banco de dados científico e de longo prazo, fundamental para compreender a dinâmica das populações de animais silvestres, subsidiar estratégias de combate a incêndios e orientar políticas públicas ambientais.

“A nossa grande dedicação envolve conservar a biodiversidade pensando no território, nas suas interconexões, na coexistência com o ser humano. Por isso, no nosso trabalho, entendemos que é preciso estar presente no território, usar a ciência e a tecnologia, além de manter o respeito e atuar em conjunto com as comunidades", disse o presidente do IHP, Ângelo Rabelo.

Segundo Ângelo, o monitoramento realizado há mais de 10 anos entrega dados que permitem estudar as espécies e buscar entender como elas estão reagindo às transformações do clima e aos eventos extremos no Pantanal. "O registro que tivemos do casal de tatu-bola, por exemplo, significa que os esforços estão valendo a pena e precisar ser continuados”, frisou. 

Conservação 

O Pantanal ocupa o 2° lugar no mundo em densidade de mamíferos em um território, com índice de 0,724 por km quadrados.

Nesse contexto, a Serra do Amolar, localizada em uma área de aproximadamente 80 km entre a divisa de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, além da fronteira com a Bolívia, garante uma importância a mais para esse ecossistema por combinar áreas de morraria, campos inundáveis e vegetação nativa conservada, espaço que concentra Mata Atlântica, Cerrado e características amazônicas.

O espaço funciona como um corredor ecológico para garantir habitat mais saudável para centenas de espécies de animais, incluindo o tatu-bola.

Acidente fantasma

FAB faz buscas mas não encontra avião desaparecido em MS

Uma aeronave não identificada teria emito alerta de socorro na tarde de ontem na região do Pantanal, mas não foram encontrados destroços na região

28/07/2026 15h00

Avião da FAB sobrevoou área de 200 km² mas não encontrou nada

Avião da FAB sobrevoou área de 200 km² mas não encontrou nada Reprodução

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A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que realizou buscas na região entre as cidades de Coxim e Corumbá para investigar um possível acidente aéreo. 

Em nota enviada ao Correio do Estado, a FAB afirmou que recebeu um chamado para verificar um suposto acidente aéreo na região na tarde de ontem (27).

Uma aeronave SC-105 Amazonas foi usada nas buscas, sobrevoando uma área de aproximadamente 200 quilômetros quadrados, mas, até o momento, nenhuma aeronave foi localizada. 

Ainda segundo a nota, não foi registrada nenhuma ocorrência envolvendo alguma aeronave na data em questão. 

Leia na íntegra:

A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), informa que não houve qualquer ocorrência registrada envolvendo uma aeronave da FAB na segunda-feira (27/07).

Na data mencionada, uma aeronave SC-105 Amazonas foi empregada para verificar um possível acidente aéreo naquela região, não sendo confirmado. Uma área de aproximadamente 200 quilômetros quadrados foi coberta, mas nenhuma aeronave foi localizada até o momento.

As buscas começaram quando um alerta foi registrado pelo Destacamento de Controle do Espaço Aéreo (DTCEA) de Curitiba, no Paraná. Uma aeronave teria emitido um alerta de "Mayday", mas os números de matrícula e modelo não estavam cadastrados. 

Segundo o jornal Diário Corumbaense, durante a tarde de ontem, as buscas se concentraram na região da Nhecolândia, no Pantanal, nas proximidades do alagado do Taquari. Uma aerovave do Esquadrão Pelicano da FAB sobrevoou a região durante 4 horas, conforme registrado no site Flightradar 24. 

De acordo com o prefeito de Coxim, Edilson Magro (PP), um aviso foi emitido aos pilotos locais, para que ajudassem nas buscas. 

“Fui comunicado por volta das 17h, então liguei no aeroporto e me informaram que possivelmente sumiu uma aeronave na região pantaneira. E que para as pessoas que passam de avião, alguma coisa assim, parar ficar de olho e tal, mas foi só um alerta. Ela sumiu, desapareceu, mas não tem ainda onde que foi, como que foi, o que que aconteceu ainda”.

Após mais de 18 horas desde o alerta, nem a queda, nem informações sobre a aeronave, ocupantes ou possíveis vítimas, foram confirmadas oficialmente até o momento. 

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