Cidades

Prisão

Investigado por feminicídio e homicídio no DF tentava esconder-se no Pantanal

Homem de 40 anos usava identificação com nome falso e usava o apelido de Paulista

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A Polícia Civil em Corumbá conseguiu identificar um homem de 40 anos que estava vivendo na cidade na tentativa de fugir de investigações que responde por feminicídio e homicídio.

Os crimes foram praticados em região administrativa do Distrito Federal e na cidade de Águas Lindas de Goiás (GO). A cidade goiania, por exemplo, fica a mais de 1,4 mil quilômetros de distância da Capital do Pantanal.

Ele foi preso na manhã desta quarta-feira (26), durante ação de policiais da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá.

Quando foi abordado, ainda tentou esconder-se das autoridades. Ele apresentou um nome falso e disse que se chamava José Thiago Aparecido de Souza Lisboa. Porém, não estava com documento. Os policiais fizeram averiguação em sistemas e identificaram que a verdadeira identidade dele era Marcelo de Souza Lisboa.

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios havia emitido mandado de prisão e Marcelo era procurado. 

“A Polícia Civil, durante investigações, chegou à informação de que um indivíduo de alcunha Paulista estaria envolvido em crime.

Após localizar o indivíduo, este se apresentou com outro nome. Após consulta nos sistemas policiais e banco nacional de mandados de prisão foi verificado que o indivíduo em questão era procurado pela Justiça do Distrito Federal”, detalhou a equipe da 1ª DP de Corumbá, em nota oficial.

O crime mais recente que tem Marcelo envolvido vitimou Adriana dos Santos Leite, 49 anos. Ela foi encontrada morta no dia 10 de agosto de 2022. O corpo dela estava às margens da Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), no Distrito Federal.

A 3ª Delegacia de Polícia do Cruzeiro (DF) assumiu a investigação desse crime e identificou que a vítima sofreu estrangulamento.. A vítima, conforme relatos policiais, vivia com a irmã em Cruzeiro, uma região administrativa do Distrito Federal. 

Quando houve esse feminicídio, Marcelo já era procurado por ter cometido um assassinato no município de Águas Lindas de Goiás. A data de quando ocorreu esse homicídio não foi divulgada pelas autoridades. Por conta das duas acusações que o investigado responde, a foto dele era divulgada em diferentes sistemas de buscas das Polícias Civil e Militar. 

Apesar das ações para tentar prendê-lo na região do Distrito Federal, ele conseguiu escapar e chegou em Corumbá. O homem não deu detalhes de como conseguiu driblar as autoridades para fazer a viagem de mais de 1,4 mil quilômetros e se passou por outras cidades.

Não há linha de ônibus direta que liga Corumbá ao Distrito Federal, porém existem excursões regulares que são feitas entre a Capital do Pantanal e Goiânia.

Em Corumbá, o investigado estava mais moreno do que nos registros que tinham sido feitos dele em Goiás e no Distrito Federal. Ele vai prestar depoimento na tarde desta quarta-feira (26) na Polícia Civil de Corumbá e será levado para a penitenciária que existe na cidade. As autoridades do Distrito Federal e de Goiás também serão notificadas da prisão.

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POLÍCIA

Desaparecida em Campo Grande, caso 'Ayla' têm alerta nacional em programa dos EUA

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida; qualquer informação deve ser repassada à polícia no 190 ou pelo whatsapp (67) 3323-2508

09/08/2026 09h30

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida,

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida, Reprodução Amber Alert/ e Arquivo Correio do Estado

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Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida,

Vista pela última vez ainda na quinta-feira (06), o caso da bebê de menos de um mês desaparecida em Campo Grande após sua mãe ser supostamente atraída para uma vaga de emprego ganhou alerta e disparo nacional na plataforma "Amber Alert Brasil". 

Programa estabelecido nos Estados Unidos e adotado no País pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, o chamado "Amber Alerts" ativa um comunicado especial encaminhado para as plataformas da Meta, que passa a publicar o alerta em um raio de até 160 quilômetros do local de onde o fato foi registrado. 

Ayla Emanuelly Pereira de Souza desapareceu antes mesmo de completar um mês de vida, uma bebê de curtos cabelos castanhos vista pela última vez por volta do meio-dia de quinta-feira (06), na região da rua Francisco Águiar Pimenta. 

Qualquer informação deve ser repassada imediatamente à polícia, através dos telefones 190 ou do whatsapp (67) 3323-2508.

Entenda

Cabe esclarecer que, até o momento, não há uma versão oficial por parte da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente, responsável por conduzir a investigação deste caso.

Como bem acompanha o Correio do Estado, a situação passou a ser contada a partir da ótica de um caso de cárcere de uma adolescente e sua irmã, de 17 e 13 anos respectivamente. 

Em entrevista ao Correio do Estado, a madrinha da bebê chegou a contar que a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Segundo ela, a suspeita inicialmente doou roupas para a criança e, dias depois, ofereceu um ensaio fotográfico. Como o encontro não aconteceu, a mulher teria feito uma proposta de trabalho para a jovem.

Ela cita que essa adolescente teria aceitado cuidar de um bebê de seis meses pelo valor de R$100, recebendo autorização para levar a própria filha. Ela foi até o endereço acompanhada de Ayla e da irmã, de 13 anos, que iria ajudar a mãe da bebê durante o trabalho.

Ainda conforme a madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas por pessoas que as renderam.

"Eles abordaram elas, amarraram elas e trancaram uma no banheiro e a outra em um quarto com a neném. Elas ficaram lá até por volta de uma da manhã, quando foram soltas em um terreno baldio, nas proximidades da Avenida Guaicurus", afirmou.

Após serem libertadas, as adolescentes caminharam de volta para casa. Desde então, a bebê não foi mais encontrada. A família informou que tentou localizar o imóvel onde elas haviam sido levadas, mas não conseguiu encontrá-lo. O celular da mãe também não foi devolvido.

A Polícia Militar informou que realizou o primeiro atendimento da ocorrência, mas que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil. A corporação informou ainda que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, e que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

"A equipe da PM fez o primeiro atendimento e, como elas não recordavam direito das informações, todas foram levadas para a delegacia. As diligências seguem com a equipe da Polícia Civil", informou.

Ainda ontem (08), um suposto envolvido chegou a ser preso e ouvido. Localizado em ação conjunta dos agentes da Depca com membros da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras), esse indivíduo seria o proprietário da casa emprestada para esconder a criança. 

 

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caso lívia

Após morte de garota em MS, Discord entra na mira de agência

Menina de 13 anos cometeu suicídio em Naviraí no dia 22 de julho e a morte foi transmitida pela internet

08/08/2026 19h00

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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou, nesta sexta-feira (7), processo de fiscalização contra a plataforma Discord para apurar indícios de falha na proteção a crianças e adolescentes.

Conforme despacho que instaurou o procedimento, a investigação é motivada pelas notícias de um caso de automutilação e suicídio de uma adolescente de 13 anos, em 22 de julho, na cidade de Naviraí, região sul de Mato Grosso do Sul. O episódio foi transmitido ao vivo pela plataforma.

O processo vai analisar se o Discord descumpriu deveres previsto no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), em especial se a plataforma falhou em adotar medidas para prevenir e mitigar o risco de exposição de menores a conteúdos sobre automutilação e suicídio.

Outros pontos de atenção são a falta de mecanismos para verificação de idade e falha na remoção de conteúdos irregulares e comunicação às autoridades, obrigações previstas no ECA Digital.

“O Discord terá cinco dias úteis para apresentar informações sobre mecanismos existentes para prevenir e combater violações graves contra crianças e adolescentes”, informou a ANPD, em nota. A agência alertou que legislação prevê multa de até R$ 50 milhões pelas violações investigadas.

Também na sexta-feira (7), integrantes da Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniram com representantes da Discord para tratar de falhas intensificadas na verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma. 

Mais cedo, o advogado-geral da União, Jorge Messias, disse que o órgão deverá mover uma ação pedindo a retirada da plataforma do ar.

O caso do suicídio induzido da jovem de 13 anos é investigado no âmbito da Operação Lívia, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e realizada com o apoio técnico do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP).

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