O autor invadiu a residência pelo portão e disparou 12 vezes contra o jovem de 16 anos
Na madrugada desta segunda-feira (20), um adolescente, de 16 anos, morreu após ser alvejado por 12 tiros dentro da própria residência, no bairro Vila Nhanhá, em Campo Grande. A vítima estava deitada no sofá da sala, quando o autor invadiu o imóvel, efetuou vários disparos e fugiu rapidamente do local.
O crime ocorreu na Rua Eduardo Pérez, moradores relataram ter ouvido uma intensa sequência de disparos durante a madrugada. A Polícia Militar e as equipes de resgate foram acionadas, mas, quando os socorristas chegaram ao endereço, o adolescente já havia falecido.
Conforme os primeiros levantamentos realizados pelas autoridades, o atirador chegou sozinho ao imóvel conduzindo uma motocicleta Honda Biz. Após estacionar em frente à casa, ele entrou pelo portão, se deslocou até a sala, onde a vítima descansava, e efetuou diversos disparos à queima-roupa.
Após a execução, o criminoso deixou o imóvel rapidamente. Até o momento, ninguém foi preso.
Quando os policiais militares chegaram ao endereço, encontraram equipes do Corpo de Bombeiros realizando os primeiros atendimentos. O adolescente estava caído próximo à porta da sala, já sem sinais vitais. A área foi imediatamente isolada para o trabalho da perícia criminal.
Outro menor de idade, que também estava na residência, contou aos policiais que dormia no momento em que os disparos aconteceram. Ele afirmou ter acordado assustado com o barulho dos tiros e, ao sair do quarto para verificar o que havia ocorrido, encontrou a vítima caída no chão. Ele não identificou quem era o criminoso.
Durante as diligências, os policiais receberam a informação de que o adolescente assassinado teria se envolvido em uma discussão, dias antes do homicídio. O motivo do desentendimento não foi esclarecido, mas esse fato passou a integrar a linha de investigação conduzida pelos policiais.
A perícia técnica realizou um levantamento detalhado na residência e encontrou 11 cápsulas deflagradas de munição calibre 9 milímetros, além de dois projéteis intactos e fragmentos metálicos de outro projétil espalhados pelo imóvel. O material foi recolhido para exames que poderão auxiliar na identificação da arma utilizada e estabelecer eventual ligação com outros crimes registrados na Capital.
Equipes especializadas do Grupo de Operações e Investigações e da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol (Depac-Cepol) participaram dos primeiros levantamentos na cena do crime. Os investigadores iniciaram a coleta de depoimentos de familiares, testemunhas e moradores próximos, além de buscar imagens de câmeras de monitoramento que possam ter registrado a chegada ou a fuga do criminoso.
A polícia também trabalha para reconstruir os últimos passos da vítima, identificar possíveis desavenças recentes e verificar se o adolescente sofria ameaças.