Cidades

Indenização

Famosa rede de estética é condenada após procedimento malsucedido em Campo Grande

Justiça responsabiliza Royal Face Campo Grande e franqueadora após cliente sofrer deformidades permanentes em procedimento com fios de PDO; indenização ultrapassa R$ 22 mil

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A Royal Face Campo Grande, unidade franqueada de uma das maiores redes de estética facial do país, foi condenada pela 9ª Vara Cível da Capital a indenizar uma cliente que sofreu complicações após um procedimento de rejuvenescimento facial com fios de PDO.

A sentença também responsabilizou solidariamente a Royal Face Franchising Ltda., empresa responsável pela marca e pelo sistema de franquias da rede, determinando o pagamento de indenizações por danos morais, estéticos e materiais, além da rescisão do contrato e da devolução do valor pago pelo tratamento.

A decisão foi proferida pelo juiz Marcel Henry Batista de Arruda, que concluiu que a paciente comprovou ter sofrido sequelas decorrentes do procedimento realizado em junho de 2021.

Conforme o processo, a consumidora buscou a clínica após ser atraída por campanhas publicitárias que prometiam rejuvenescimento facial por até dois anos por meio da aplicação de fios de sustentação, técnica conhecida como fios de PDO.

Os fios de PDO (polidioxanona) são filamentos biodegradáveis utilizados em procedimentos estéticos minimamente invasivos para promover sustentação da pele e estimular a produção natural de colágeno.

Aplicados sob a pele por meio de agulhas ou cânulas, eles são indicados para reduzir a flacidez, suavizar rugas e melhorar o contorno facial. Com o tempo, os fios são absorvidos pelo organismo, enquanto o colágeno produzido ajuda a prolongar os efeitos do tratamento.

Segundo os autos, durante o procedimento foram implantados 12 fios de PDO. Poucos dias depois, ao retirar as fitas utilizadas no pós-operatório, a paciente afirmou ter percebido que o resultado estava muito distante do esperado.

Ela relatou deformidade facial, assimetria, hematomas, repuxamentos e a formação de nódulos sob a pele.

Ainda conforme a ação, a cliente retornou diversas vezes à clínica na tentativa de corrigir os problemas. Entretanto, as intervenções realizadas não resolveram as alterações estéticas. Diante da persistência das sequelas, ela procurou atendimento com outros profissionais e decidiu recorrer à Justiça.

Defesa da empresa

Na defesa apresentada ao Judiciário, a Royal Face Campo Grande e a Royal Face Franchising Ltda. sustentaram que não houve erro técnico durante o procedimento.

As empresas alegaram que a paciente havia sido previamente informada sobre os riscos inerentes ao tratamento e defenderam a inexistência de nexo de causalidade entre a aplicação dos fios de PDO e as sequelas apontadas pela autora.

Para esclarecer os fatos, foi determinada a realização de perícia médica judicial. O laudo técnico concluiu que o resultado obtido foi incompatível com o esperado para esse tipo de procedimento estético.

O perito identificou assimetria facial, nodulações e repuxamentos diretamente relacionados à aplicação dos fios de PDO, confirmando a existência de sequelas permanentes decorrentes da intervenção.

Sentença

Na sentença, o juiz destacou que as conclusões do perito não ficaram restritas ao exame clínico. Segundo o magistrado, o laudo foi reforçado por fotografias juntadas ao processo, por relatório dermatológico e até por áudios enviados pela própria profissional responsável pelo procedimento.

Nas mensagens, ela admite a necessidade de realizar uma nova intervenção para tentar "quebrar" parte dos fios implantados como forma de amenizar os problemas apresentados pela paciente.

Ao fundamentar a decisão, Marcel Henry Batista de Arruda ressaltou que procedimentos realizados exclusivamente com finalidade estética possuem obrigação de resultado.

Isso significa que o consumidor não contrata apenas a execução da técnica, mas o efeito prometido pelo fornecedor.

Para o magistrado, a publicidade veiculada pela clínica, que garantia rejuvenescimento facial, passou a integrar o contrato firmado com a cliente e criou uma legítima expectativa quanto ao resultado do tratamento.

Outro ponto destacado na sentença foi a responsabilização da franqueadora. O juiz aplicou entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo o qual empresas franqueadoras podem responder solidariamente pelos danos causados aos consumidores quando participam da exploração da marca e do modelo de negócios utilizado pelas unidades franqueadas.

Ao julgar parcialmente procedentes os pedidos, a Justiça determinou a rescisão do contrato celebrado entre a paciente e a clínica, condenando solidariamente a Royal Face Campo Grande e a Royal Face Franchising Ltda. à restituição de R$ 2.240, valor pago pelo procedimento.

As empresas também deverão reembolsar R$ 350 referentes às despesas médicas comprovadas pela autora.

Além disso, a sentença fixou indenização de R$ 10 mil por danos morais e R$ 10 mil por danos estéticos, totalizando R$ 22.590, acrescidos de correção monetária e juros legais, conforme os critérios estabelecidos na decisão judicial.

Na avaliação do magistrado, o conjunto de provas demonstrou que as sequelas suportadas pela paciente extrapolaram um mero dissabor decorrente de um procedimento estético, configurando efetiva violação aos direitos da consumidora e justificando a reparação pelos prejuízos materiais e extrapatrimoniais sofridos.

Previsão

Segunda frente fria do inverno chega ao MS nesta quinta-feira

Especialmente na região Sul do Estado, as mínimas esperadas chegam a 9ºC

01/07/2026 16h30

Municípios estão em alerta para declínio de temperatura a partir de amanhã (2)

Municípios estão em alerta para declínio de temperatura a partir de amanhã (2) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A primeira frente fria do mês de julho e a segunda da estação deve chegar em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (2). As áreas mais afetadas são as da região Sul e Oeste do Estado. 

Ao todo, 58 municípios estão em alerta amarelo para a queda de temperatura a partir de amanhã, que avisa sobre o declínio de até 5ºC na temperatura, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As condições se estendem até o próximo sábado (4) e deve ser marcada por temperaturas menores especialmente no início do dia e durante a madrugada. 

Nas outras regiões, a influência da massa de ar frio vai ser mais discreta, com leve queda especialmente ao amanhecer. 

O Estado também está em alerta para baixa umidade do ar, com valores variando entre 20% e 30%, considerado perigoso à saúde. Não são esperadas chuvas em nenhuma região do Estado na próxima semana. 

Em Campo Grande, a máxima se mantém nos 29ºC nesta quinta-feira, mas cai para 22ºC na sexta-feira (3). A mínima chega a 15ºC no sábado.

Mais ao sul, em Ponta Porã, as máximas esperadas para a quinta-feira são de 24ºC. Na sexta-feira, as temperaturas não passam de 17ºC e as mínimas variam entre 11ºC e 12ºC. 

Em Iguatemi, a mínima chega a 9ºC no sábado com predominância de céu nublado durante o dia e à noite. 

Nas regiões Sul-Fronteira e Cone-Sul, o frio continua durante toda a próxima semana e as temperaturas voltam a subir apenas no dia 10 de julho. 

Em Porto Murtinho, a máxima de quinta-feira (2) chega a 22ºC, caindo para 17ºC na sexta-feira. No sábado, a mínima chega a 11ºC e a máxima não passa dos 23ºC. A partir de domingo (5), as máximas voltam a subir e chegam a 27ºC. 

Em Corumbá, as máximas despencam, saindo de 31ºC nesta quarta-feira para 22ºC na quinta. Na sexta-feira, a mínima chega a 16ºC e a 13ºC no sábado. No domingo, a tarde fica ensolarada com máxima de 28ºC. 

No outro extremo do Estado, em Três Lagoas, as menores temperaturas devem ser sentidas durante a madrugada, com mínimas entre 16ºC e 18ºC de quinta a domingo. 

Em Anaurilândia, a máxima de sexta-feira (3) chega a 22ºC e as mínimas também variam entre 18ºC e 16ºC. No sábado e no domingo, a máxima fica entre 24ºC e 25ºC. 

Inverno

O inverno começou no dia 22 de junho e deve ser marcados por ondas de calor, influenciadas pelo super-El Niño, e chuvas um pouco acima da média, mas ainda com longos períodos de seca.

A estação segue até dia 22 de setembro e, de acordo com dados do Cemtec, apresenta os menores índices pluviométricos do ano no Estado, ou seja, é o período conhecido como estiagem. Ainda por causa disso, também se observam baixos índices de umidade relativa do ar.

Conforme reportagem do Correio do Estado, mesmo que a estação seja conhecida por período mais frios, em Mato Grosso do Sul a situação é diferente, já que a tendência climática indica temperaturas próximas ou ligeiramente acima da média histórica, que geralmente varia de 24°C a 26°C em grande parte do Estado.

Ainda de acordo com o Cemtec-MS, “esse cenário pode gerar impactos sobre os setores agropecuário, hídrico, energético e de saúde pública, reforçando a necessidade de monitoramento meteorológico contínuo”.

O centro meteorológico reforçou que o El Niño deve se intensificar no segundo semestre deste ano em Mato Grosso do Sul, contribuindo para a ocorrência de ondas de calor mais frequentes e intensas e para períodos prolongados de temperaturas acima da média.

São esperadas três frentes frias no País durante o inverno: uma que já aconteceu no final do mês de junho, esta prevista para o início de julho e, possivelmente, mais uma até o final do mês. Mesmo assim, a tendência da estação é de ser quente e seca. 

LUTO

PM morto em confronto tinha apenas um ano de serviço

Soldado da PMMS, Marcelo Pimenta, ingressou no Curso de Formação em 7 de outubro de 2024 e se formou policial militar em 31 de julho de 2025

01/07/2026 16h20

SD QPPM Marcelo Pimenta, morto em confronto em Corumbá

SD QPPM Marcelo Pimenta, morto em confronto em Corumbá Foto: Divulgação / Instagram

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Soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul (SD QPPM), Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morto em confronto entre bandidos e policiais na noite desta terça-feira (30) em Corumbá, tinha exatamente 1 ano, 8 meses e 23 dias de serviço na corporação.

Desse tempo, ele foi aluno soldado (AL SD PM) no Curso de Formação por 9 meses e 24 dias e PM formado por 10 meses e 30 dias.

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), ele ingressou na corporação em 7 de outubro de 2024, quando começou o Curso de Formação de Soldados (38°CFSD) no polo de Jardim (MS).

Se formou policial militar em 31 de julho de 2025 e foi lotado no 6° Batalhão de Polícia Militar (6°BPM) em Corumbá (MS), onde atuava na Força Tática (Grupamento Especial Tático de Motos -Getam) como patrulheiro.

Marcelo deixa a mãe, Rosemeire Gonçalves Pimenta da Silva, o pai, Gerson Braga da Silva, e a filha, Cecília Batista Pimenta, de apenas 7 anos.

O CONFRONTO

Soldado da PMMS, Marcelo Pimenta da Silva, de 32 anos, morreu em confronto entre policiais militares e criminosos, na noite desta terça-feira (30), na rua Totico de Medeiros, bairro Centro América, em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande.

Marcelo foi atingido por disparos na cabeça, tórax e braço.

Conforme apurado pela reportagem, a Polícia Militar foi acionada após uma denúncia de tiroteio em Ladário, cidade vizinha de Corumbá.

Os militares foram até o local e perseguiram um Fiat Argo ocupado por criminosos armados e encapuzados até Corumbá, onde ocorreu o confronto.

Marcelo fazia parte do Grupamento Especial Tático de Motos (GETAM) e estava de moto, quando foi atingido pelos disparos, perdeu o controle da direção e caiu no chão.

Em seguida, ele foi socorrido pelos colegas de farda e levado a uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

Horas depois, uma megaoperação foi montada para capturar os criminosos envolvidos no confronto, com participação de diversas forças de segurança, como Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Polícia Federal, Departamento de Operações de Fronteira, Batalhão de Choque, Batalhão de Operações Policiais Especiais, Tático Ostensivo Rodoviário, Grupamento Aéreo da PMMS e até a Polícia Boliviana.

As forças de segurança lograram êxito, localizaram e mataram o criminoso.

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