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Eleições 2026

Justiça Eleitoral começa a convocar mesários para as eleições de 2026

Nomeações começam nesta terça-feira; convocados terão direito a folgas, auxílio-alimentação, critério de desempate em concursos e participação em treinamento obrigatório

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A Justiça Eleitoral iniciou nesta terça-feira (7) a convocação das mesárias e dos mesários que irão atuar nas Eleições de 2026.

As juízas e os juízes eleitorais têm até o dia 28 de agosto para publicar os editais de nomeação dos cidadãos responsáveis pelos trabalhos no primeiro turno e em eventual segundo turno do pleito.

Além das pessoas que irão compor as Mesas Receptoras de Votos (MRVs), também serão convocados eleitores para atuar no apoio logístico das eleições, incluindo aqueles que trabalharão em seções eleitorais no exterior, em locais destinados ao voto em trânsito e nas mesas receptoras de justificativa.

A convocação é feita por meio de carta encaminhada pela Justiça Eleitoral. No documento constam informações como a função que será desempenhada, o local de atuação, a data da eleição e o cronograma do treinamento obrigatório.

Os eleitores também podem consultar a situação da convocação pelo aplicativo e-Título ou na plataforma de Autoatendimento Eleitoral.

Embora as nomeações ocorram, em regra, até 60 dias antes da votação, a orientação é para que os eleitores consultem regularmente o cartório eleitoral responsável por sua inscrição caso tenham dúvidas sobre eventual convocação.

Possibilidade de dispensa

Quem for convocado e possuir algum impedimento legal poderá solicitar dispensa da função.

Conforme prevê o Código Eleitoral, o pedido deve ser apresentado no prazo de até cinco dias após a publicação do edital de nomeação, acompanhado da documentação que comprove a impossibilidade de atuar no pleito.

A solicitação será analisada pelo juiz eleitoral responsável pela zona onde o eleitor está inscrito, que poderá deferir ou indeferir o pedido. O mesmo prazo também é destinado para que partidos políticos, federações e coligações apresentem eventuais impugnações às nomeações.

Como funciona a mesa receptora

Cada seção eleitoral conta com uma Mesa Receptora de Votos formada por quatro integrantes:

  • Presidente;
  • Primeiro mesário;
  • Segundo mesário;
  • Secretário.

Cada função possui atribuições específicas para garantir o funcionamento da votação e a segurança do processo eleitoral.

Responsabilidades do presidente

O presidente da Mesa Receptora é responsável pela coordenação de todos os trabalhos na seção eleitoral.

Entre suas principais atribuições estão conferir as credenciais dos fiscais de partidos, iniciar e encerrar a votação, comandar os procedimentos da urna eletrônica e solucionar dúvidas que surgirem durante o dia.

Também cabe ao presidente afixar a zerésima da urna em local visível, registrar a presença dos demais integrantes da mesa, autorizar a votação ou a justificativa dos eleitores, manter a ordem na seção, comunicar ocorrências ao cartório eleitoral, receber impugnações relacionadas à identidade do eleitor e zelar pela conservação da urna eletrônica e de todo o material utilizado na votação.

Funções das mesárias e dos mesários

Os demais integrantes da mesa têm papel fundamental no atendimento ao eleitorado. São responsáveis pela identificação dos eleitores, entrega do comprovante de votação e conferência dos formulários de justificativa eleitoral quando necessário.

Entre as novas atribuições previstas para as Eleições 2026 também estão:

  • orientar eleitores sobre o uso do Formulário para Identificação de Eleitora ou Eleitor com Deficiência;
  • distribuir, às 17 horas, as senhas de acesso à seção eleitoral para quem ainda estiver na fila;
  • lavrar a Ata da Mesa Receptora;
  • organizar a fila de votação, observando as prioridades previstas em lei.

As atribuições completas estão previstas nos artigos 126 a 128 da Resolução TSE nº 23.751, de 2026.

Benefícios para quem trabalha nas eleições

Além de contribuir diretamente para a realização do processo democrático, quem atua como mesário tem direito a benefícios garantidos pela legislação eleitoral.

Entre eles estão:

  • Folgas: dois dias de descanso para cada dia trabalhado nas eleições e para cada dia de treinamento;
  • Auxílio-alimentação: R$ 65 por turno de trabalho;
  • Concursos públicos: possibilidade de utilização da atuação como critério de desempate, quando previsto em edital;
  • Horas acadêmicas: aproveitamento da participação como atividade complementar em instituições de ensino conveniadas.

Os benefícios são válidos tanto para eleitores convocados obrigatoriamente quanto para aqueles que se inscrevem de forma voluntária.

Como ser mesário voluntário

As inscrições para atuar como mesário voluntário permanecem abertas de forma permanente. O cadastro pode ser realizado pelo aplicativo e-Título ou pelos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Podem se candidatar eleitoras e eleitores maiores de 18 anos que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral.

A legislação, entretanto, impede a atuação de candidatos, parentes de candidatos até o segundo grau, integrantes de diretórios partidários que exerçam funções executivas, fiscais e delegados de partidos, servidores da Justiça Eleitoral, autoridades e agentes policiais, além de ocupantes de cargos de confiança do Poder Executivo.

A Justiça Eleitoral ressalta que a inscrição como voluntário não garante a convocação, que dependerá da necessidade de cada zona eleitoral e da organização dos trabalhos para as Eleições de 2026.

Oportunidade

Detran-MS abre cadastro para instrutores de trânsito; veja como se inscrever

Candidatos aprovados integrarão banco de cadastro com validade de dois anos

16/07/2026 17h51

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos

Candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos Gerson Oliveira/Correio do Estado

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) está com inscrições abertas para formar um cadastro de profissionais interessados em atuar como instrutores, coordenadores de cursos e colaboradores em ações de educação e segurança no trânsito. O prazo para participar segue até 31 de julho, e a inscrição deve ser feita exclusivamente por e-mail.

Os candidatos aprovados integrarão um banco de cadastro com validade de dois anos, podendo ser prorrogado. O Detran-MS ressalta que até mesmo profissionais que já atuaram ou possuíam credenciamento anterior precisam realizar uma nova inscrição e apresentar novamente toda a documentação exigida.

Os interessados devem se inscrever por meio do ([email protected]), com todos os documentos digitalizados em formato PDF. Os interessados devem possuir: Carteira Nacional de Habilitação (CNH), currículo, diploma, histórico escolar e certificados de cursos, pós-graduações, palestras e eventos realizados nos últimos três anos.

O cadastro somente será efetivado após a confirmação do setor responsável por meio do e-mail encaminhado pelo candidato. A ausência de qualquer documento obrigatório impede a inclusão no banco de profissionais.

Para atuar como instrutor, é necessário ter idade mínima de 21 anos, ensino superior completo e formação compatível com a disciplina que pretende lecionar. Dependendo da área de atuação, também será exigida formação específica como Instrutor de Trânsito ou Instrutor Especializado.

Já candidatos com ensino médio completo poderão concorrer às funções de coordenação, apoio aos cursos e colaboração em programas, projetos e campanhas educativas promovidas pelo Detran-MS.

O cadastro contempla profissionais para ministrar cursos destinados a condutores de transporte coletivo de passageiros, transporte escolar, veículos de emergência, transporte de produtos perigosos e cargas indivisíveis. Também estão previstas atividades ligadas aos cursos de primeira habilitação, reciclagem de condutores infratores, formação de instrutores e capacitação de agentes de fiscalização de trânsito.

Cabe destacar que não há definição sobre a quantidade de profissionais que serão convocados, as cidades onde as atividades serão desenvolvidas nem os valores que serão pagos. As convocações ocorrerão conforme a necessidade do órgão e de acordo com a qualificação dos profissionais cadastrados.

Selecionados receberão incentivo financeiro pelas atividades desempenhadas. No entanto, a prestação dos serviços não gera vínculo empregatício com o órgão.

Degrau de cima

Operação Gutemberg: Gaeco investiga deputados e prefeitos

Parte da investigação do esquema de corrupção subiu para o Tribunal de Justiça por causa do envolvimento de autoridades com foro privilegiado em Mato Grosso do Sul

16/07/2026 17h32

Operação Gutemberg foi desencadeada em 7 de julho

Operação Gutemberg foi desencadeada em 7 de julho Paulo Ribas

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A investigação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) que apura esquema de corrupção envolvendo extorsão de gestores públicos em trocas de contratos fraudulentos de livros paradidáticos, alvo da Operação Gutemberg, subiu de patamar institucional ao encontrar indícios de participação de autoridades de foro por “prerrogativa de função”, também conhecido como foro privilegiado. 

O motivo é o envolviemnto de deputados estaduais e prefeitos no esquema. O juízo da 2ª Vara Criminal de Campo Grande declinou da competência e remeteu os autos ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), instituição onde devem ser processados prefeitos e parlamentares estaduais. 

O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) que focava no esquema de corrupção liderado na Editora Avante e em sua controladora, a Família Jafar, expandiu-se após a análise dos dados bancários e telemáticos em poder dos promotores do Gaeco.

O documento mostra que as tratavas fraudulentas entre o ex-líder da Central de Regulação, Ed Carlo Britto Burgatt e o vendedor Gabriel Taquino indicam ligações a deputados estaduais que exerciam influência sobre determinados municípios para facilitar a contratação da editora. 

Burgatt, que tinha o poder de regular vagas e liberar cirurgias em Mato Grosso do Sul, forçava prefeitos a comprar os livros da Editora Avante, em troca, liberava as vagas e tudo indica que passava os pacientes destas cidades na frente da fila pelos procedimentos. 

A editora, por sua vez, vendia livros disponíveis no mercado - alguns aparentemente plagiados - em contratos milionários. Por tratar-se de obras paradidáticas, eram dispensadas de licitação (pois a legislação estabelece que obras de arte, artesanato ou literárias não precisam de licitação, por não ser possível a concorrência na aquisição do produto). 

Entre os nomes citados em diálogos interceptados e relatórios de inteligência como “padrinhos” de negociações ou articuladores políticos aparecem os deputados Paulo Corrêa (PL), Jamilson Name (PP), Mara Caseiro (PL) e o vereador de Campo Grande e ex-deputado Herculano Borges (Republicanos). 

As mensagens sugerem que assessores parlamentares faziam a ponte entre a organização criminosa e as administrações municipais para garantir a celebração de contratos milionários por inexigibilidade de licitação.

Emtre os crimes que podem ter sido praticados pela organização estão corrupção ativa, passiva, peculato e lavagem de capitais. 

O Gaeco identificou que a Editora Avante recebeu mais de R$ 27 milhões em contratos suspeitos com prefeituras de Mato Grosso do Sul, sendo que parte desse montante era sacada em espécie ou pulverizada em contas de familiares de agentes públicos para ocultar o rastro das propinas.

Extorsão

O aspecto mais cruel do esquema envolvia a extorsão direta contra prefeitos, utilizando a estrutura da Secretaria de Estado de Saúde. Ed Carlo Britto Burgatt, valendo-se de seu cargo de coordenador estadual de Regulação, condicionava o atendimento de pacientes à assinatura de contratos com a Editora Avante.

Em diálogos chocantes, Ed Carlo afirmava que, se o “acerto” não ocorresse, ele iria “trancar tudo” na regulação, deixando o município com “saúde zero”.

Gabriel Taquino endossava a pressão, sugerindo frases como “só opera se fechar (o contrato)” e alertando que, sem o contrato de livros, “vai morrer todo mundo”.

Quando o município de Nova Alvorada do Sul resistiu à contratação, a orientação foi drástica: “deixa o povo sem leito lá” e “suspende as cirurgias”.

Por outro lado, para os prefeitos que cediam, Ed Carlo, coordenador da Central Estadual de Regulação à época, prometia “resolver a vida” na saúde, garantindo vagas imediatas no sistema e cotas de centenas de milhares de reais em exames.

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