Cidades

23 A 1

Lei do Pantanal é aprovada em segunda votação e vai à sanção do governador

Proposta teve 23 votos favoráveis e apenas um contrário

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O projeto de Lei do Pantanal foi aprovado em segunda votação na sessão desta quarta-feira (13) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Assim como na primeira votação, apenas o deputado João Henrique Catan (PL) votou contra, enquanto houve 23 votos favoráveis.

A proposta estabelece uma série de regulamentações a respeito de atividades produtivas no bioma, desmatamento, a criação de corredores verdes e fundo para preservação.

A proposta irá agora para sanção do governador Eduardo Riedel (PSDB). 

Na semana passada, ao ser votada em primeira discussão, o projeto foi aprovado com a incorporação de cinco emendas, sendo duas que alteram apenas a redação e outras três que modificam ou acrescentam pontos, entre elas a que permite atividades de confinamento bovino já existentes e licenciados.

Discussões

Durante a discussão do projeto nesta quarta, João Henrique (PL) abriu o debate afirmando que, além de ser contra, entrará com recurso no Supremo Tribunal Federal (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF) por considerar que há vícios regimentais na tramitação.

O recurso é porque ele impetrou um mandado de segurança no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, questionando o trabalho da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) que derrubou as emendas apresentadas por ele, e a liminar não foi deferida, segundo informou o presidente da Casa, Gerson Claro (PP).

No plenário, o deputado questionou também o fato do governador Eduardo Riedel (PSDB) ter ouvido a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede) para elaborar a proposta, a quem ele chamou de petista, e disse ainda que Riedel teria dado ordem para que não fossem incorporadas emendas e o projeto fosse aprovado como foi enviado, sem participação da Assembleia.

Pedro Kemp (PT) afirmou que, ao contrário do que afirmou o deputado do PL, o projeto não foi debatido apenas entre Riedel e Marina, mas ouvindo vários segmentos representantes de produtores rurais, ambientalistas e a sociedade civil organizada. 

Ele disse também que o projeto é uma marco para a preservação do bioma.

"Não tínhamos ainda uma legislação voltada para a proteção do nosso maior patrimonio natural, que é o pantanal, e 70% desse bioma que compartilhado com o Mato Grosso está aqui, portanto temos responsabilidade maior de ter lei voltada a preservação desse bioma, e nós o fazemos no momento em que a humanidade está debatendo a necessidade de preservar a nossa casa comum que é o meio ambiente", disse.

Lia Nogueira (PSDB) reforçou o coro de que houve discussões com vários setores para a elaboração da lei. "É muito pequeno referir ao projeto do Pantanal como algo politico, não tem bandeira de direita e esquerda, estamos falando de projeto fundamental para proteger nosso bioma. A assembleia teve participação, tivemos audiência pública, reunião com Imasul, Embrapa, outros segmentos, não participou quem não quis", afirmou.

João Cesar MattoGrosso (PSDB), que foi relator do projeto na CCJR, disse diretamente ao deputado João Henrique que o momento de discutir a constitucionalidade do projeto foi na sessão passada, a qual ele não estava presente. 

"No momento oportuno que era para falar sobre a constitucionalidade desse projeto, quero lembrar que ele [João Henrique] estava fazendo algo muito mais importante que defender o Pantanal, que era estar na posse do Milei [presidente eleito na Argentina]. Só para deixar registrado que a gente tem que enaltecer o trabalho do governo e de todos que participaram juntos para a construção dessa que é a grande arma protetora do nosso Pantanal".

Renato Câmara, presidente da Comissão de Meio Ambiente da Casa, comparou a Lei do Pantanal com a lei que proíbe a pesca do peixe dourado, que também foi questionada na época.

"Hoje nós vemos o reconhecimento dessa lei, vendo esses peixes voltando a povoar nossos rios, vendo que daqui a um tempo, quando esses peixes voltarem e passarem do povoamento adequado, podemos liberar novamente para ter equilíbrio. A lei do pantanal vem cumprir um objetivo nesse momento e com o passar do tempo vamos monitorando, tendo participação e a qualquer momento podemos alterá-la, mas nesse momento ela dá segurança jurídica para preservar nosso Pantanal", pontuou.

Pedro Pedrossian Neto ressaltou que o projeto não é totalmente restritivo, mas equilibrado.

"Ele não mexe na porcentagem de reserva legal, não mexe na porcentagem de supressão de mata nativa, não mexe na porcentagem entre campos nativos e plantados e, a despeito disso, está sendo altamente elogiado porque cria regra. Temos um bioma que é frágil, se queremos fazer um desmatamento, tem que ter Eia/Rima [Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental],tem que ter controle, tem que ter regra", disse.

"Não estamos proibindo alguém que está plantando e não vai plantar mais agora, e quem já tem área está permitida, vai manter. O projeto disciplina a questão de confinamento, plantação, carvoaria, pequenas centrais elétricas. Durante muito tempo, produtores argumentarem sobre o papel da pecuária para combater incêndios porque diminui massa, sempre foi uma tese e está reconhecido dentro da lei, inclusive reconhece uso do fogo com controle restrito, é uma série de avanços. A lei não é perfeita, existem questões que precisamos melhorar, mas a caneta está aqui, não está com a Marina Silva, com o Conama, com o Senado, vai ser discutido na Assembleia Legislativa", acrescentou.

Rafael Tavares (PRTB) se mostrou preocupado com a lei, mas votou a favor por temer interferências do governo federal no Pantanal.

"Entendo que no momento atual existe influencia perigosa de Brasília aqui no Mato Grosso do Sul e, por isso, voto favorável, porem com ressalvas e preocupação de que poderá ser modificada para não deixar que Brasília e órgãos internacionais façam interferência", declarou.

Ao fim da votação, o presidente da Assembleia, Gerson Claro (PP), ressaltou a importância de ter uma lei, a primeira, que protege o Pantanal.

"Entendo que é um momento histórico para Mato Grosso do Sul e para a humanidade", destacou.

Lei do Pantanal

Dentre as mudanças e regulamentações previstas no projeto que cria a Lei do Pantanal está a proibição de alguns cultivos da agricultura comercial e confinamento em áreas de proteção.

Conforme o projeto, fica vedada a "a implantação de cultivos agrícolas, tais como, soja, cana-de-açúcar, eucalipto e qualquer cultivo florestal exótico".

Os cultivos consolidados comerciais e já implantados até a publicação da lei poderão ser mantidos, mas sendo proibida a ampliação da área. Nestes casos, o proprietário deverá proceder com o licenciamento ambiental.

Se excetuam da proibição também os cultivos da agricultura de subsistência, realizados em pequenas propriedades ou em propriedade rural familiar, e também o cultivo sem fins comerciais, inclusive de espécies utilizadas na suplementação alimentar dos animais de criação dentro do próprio imóvel.

Ainda entre as proibições estão a instalação de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e de novos empreendimentos de carvoaria, podendo ser mantidos os já existentes até a data em que vencer a licença ambiental concedida.

A lei traz ainda limitações para supressão de vegetação. 

Outra novidade é a criação do Fundo do Pantanal, que prevê que 50% dos valores de multas ambientais serão revertidas para este fundo, para ações no bioma.

O Fundo Estadual de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Pantanal (Fundo Clima Pantanal), o qual tem como objetivo específico: "promover o desenvolvimento sustentável do Bioma Pantanal e possibilitar a gestão das operações financeiras destinadas ao financiamento de Programa de Pagamentos por Serviços Ambientais na AUR Pantanal", informa o texto. 

Uma das ideias gerais é que, por exemplo, nos casos de aplicação de multas, 50% dos recursos arrecadados sejam destinados ao Fundo, os quais serão aplicado em benefício do Pantanal e dos produtores que cumprirem a lei. 

Astronomia

Eclipse vai encobrir 96% da Lua nesta quinta e poderá ser visto em MS

Fenômeno começa às 21h24 no Estado e chega ao ponto máximo à 0h13 de sexta-feira; observação poderá ser feita a olho nu e não exige equipamentos especiais

25/08/2026 20h08

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27).

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27). Foto: Reprodução.

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Quem olhar para o céu de Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27) poderá acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais marcantes do ano. Um eclipse lunar parcial vai encobrir 96,2% do disco da Lua, deixando apenas uma pequena faixa do satélite fora da região mais escura da sombra projetada pela Terra.

Apesar de tecnicamente classificado como parcial, o eclipse será tão profundo que terá aparência próxima à de um fenômeno total.

O espetáculo atravessará a madrugada de sexta-feira (28) e poderá ser acompanhado de qualquer ponto de Mato Grosso do Sul, desde que as condições do tempo permitam a visualização do céu. 

Para os sul-mato-grossenses, é preciso atenção aos horários divulgados nacionalmente, já que o Estado está uma hora atrás do horário de Brasília.

Em MS, o fenômeno começa às 21h24 de quinta-feira, quando a Lua entra na penumbra, região mais clara da sombra da Terra. Nessa primeira etapa, a alteração no brilho ainda será discreta.

A transformação ficará muito mais evidente a partir das 22h34, quando começa a fase parcial propriamente dita. A Lua passará progressivamente pela umbra, a parte mais escura da sombra terrestre, dando a impressão de que uma grande "mordida" avança sobre o disco lunar. 

O ponto alto está previsto para 0h13 de sexta-feira, no horário de Mato Grosso do Sul. Nesse momento, 96,2% da Lua estará encoberta pela sombra da Terra, restando apenas uma estreita porção diretamente iluminada pelo Sol.

Depois do auge, o processo será invertido e o satélite começará gradualmente a deixar a sombra terrestre. 

Por que a Lua muda de aparência?

O eclipse lunar acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com o planeta posicionado entre o Sol e o satélite natural. A Terra bloqueia parte da luz solar que normalmente ilumina a Lua e projeta sua própria sombra sobre ela.

Essa sombra é dividida em duas regiões. A penumbra é a parte mais clara, responsável por uma redução mais sutil do brilho. Já a umbra é a região mais escura e provoca o encobrimento facilmente perceptível durante a fase parcial.

Durante os momentos de maior cobertura, grande parte da Lua também poderá adquirir tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. Isso acontece porque uma pequena parcela da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à superfície lunar.

Nesse percurso, os comprimentos de onda azulados são mais dispersados, enquanto tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera e alcançar a Lua. 

É um efeito semelhante ao responsável pelos tons avermelhados observados no céu durante o nascer e o pôr do sol.

Como quase toda a Lua estará dentro da umbra nesta quinta-feira, a mudança de coloração poderá ficar especialmente evidente próximo ao momento máximo do eclipse.

Não é preciso proteção para os olhos

Ao contrário de um eclipse solar, o fenômeno desta quinta-feira pode ser observado diretamente e não representa risco à visão. Não será necessário utilizar óculos especiais, filtros ou qualquer outro equipamento de proteção.

Também não é preciso ter telescópio ou binóculo. O eclipse poderá ser acompanhado a olho nu, embora instrumentos de aproximação permitam observar com mais detalhes as mudanças de luminosidade e coloração na superfície lunar. 

Para melhorar a experiência, a recomendação é procurar um ponto com boa visão do céu e, de preferência, afastado de iluminação artificial intensa. O principal fator que poderá atrapalhar a observação será a presença de nuvens.

Quem não conseguir acompanhar diretamente ainda terá outra alternativa. O Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo do eclipse pela internet, permitindo acompanhar o fenômeno mesmo em regiões onde o tempo não colaborar. 

Quase total

O que torna o eclipse desta semana especialmente chamativo é justamente a dimensão da cobertura. Com 96,2% do disco lunar obscurecido, apenas uma pequena parte ficará fora da umbra terrestre no auge do evento.

É essa pequena diferença que impede que o fenômeno seja oficialmente classificado como eclipse lunar total. Visualmente, porém, a proximidade com os 100% fará com que a Lua apresente uma aparência muito semelhante à observada em uma totalidade.

O fenômeno também marca uma mudança de cenário para os observadores brasileiros neste mês. Em 12 de agosto ocorreu um eclipse solar total, mas ele não pôde ser observado do Brasil.

Desta vez, a situação será diferente: o eclipse lunar poderá ser acompanhado diretamente no País e todas as suas fases serão visíveis no território brasileiro, segundo o Observatório Nacional.

Em Mato Grosso do Sul, portanto, o espetáculo começa ainda na noite de quinta-feira, ganha força pouco antes das 23h e reserva seu principal momento para quem estiver disposto a atravessar a meia-noite olhando para o céu.

Pagamentos

Renegociação de dívidas do Fies pode ser feita até 16 de setembro

Adesão deve ser feita junto ao banco responsável pelo contrato

25/08/2026 19h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026 pode ser feita até o dia 16 de setembro.  

A adesão à renegociação de dívidas da graduação deve ser firmada diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato do Fies: o Banco do Brasil ou a Caixa, por meio de seus canais digitais.

As condições de renegociação de dívidas variam de acordo com a situação de cada contrato. 

O Fies oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.

Quem pode renegociar?

A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade. A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes.

Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso neste financiamento estudantil. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.

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