Cidades

agora vai?

Leilões do Detran prometem, mais uma vez, esvaziar os pátios

Cerca de 20 mil veículos, muitos deles sucateados, estão amontoados nas agências do Detran e em espaços alugados. Promessa é vender tudo nos próximos 18 meses

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Da mesma forma como já foi anunciado uma série de vezes ao longo das últimas três décadas, uma parceria firmada oficialmente nesta quinta-feira (9) entre o Detran e o Tribunal de Justiça promete agilizar o leilão de veículos e esvaziar os superlotados pátios das agências do Detran em Mato Grosso do Sul. 

A parceria vai permitir que até mesmo veículos com bloqueio no chamado  Renajud, que é um sistema on-line de restrição judicial de veículos criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), possam ser leiloados.

Estimativa da direção do Detran é de que exitam em torno de 20 mil carros, motos e caminhões abarrotando os pátios das agências e dos espaços locados pelo departamento de trânsito. 

A previsão é de que ainda em maio ocorra o primeiro leilão, com 351 unidades. Entre eles existem veículos em condições de circulação, sucata aproveitável e até sucatas inservíveis. 

FATURAMENTO

Alguns deles estão há 15 anos no pátio da Detran, mas também há veículos menos antigos (ano/modelo 2015)e em estado de conservação razoável. A estimativa inicial de arrecadação bruta deste certame é de R$ 459.352,33. 

Durante a assinatura do edital do leilão, na manhã desta quinta-feira (9), o governador Eduardo Riedel afirmou que a meta da administração é esvaziar os pátios em cerca de 18 meses.

Conforme o Detran, Mato Grosso do Sul é o primeiro estado brasileiro a leiloar veículos com inscrição no Renajud. Com isso, acredita o diretor do Detran, Rudel Trindade Júnior, a tendência é de que acabe o problema crônico de os veículos apreendidos virarem sucata e acabarem perdendo o valor em decorrência da burocracia que existe atualmente. 

O dinheiro arrecadado com os leilões será destinado, inicialmente, para cobrir os gastos que o Detran teve para guardar os veículos. Caso sobre algo, os proprietários originais receberão a indenização devida caso a Justiça venha a tomar uma decisão em seu favor. 


 

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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