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VIRADA

Luciano decide de novo e Corinthians fecha turno como líder

Atacante marcou no final dos dois tempos e garantiu a liderança no fim do 1º turno

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O Corinthians foi à Ressacada para consolidar a liderança do Campeonato Brasileiro, mas a visita ao Avaí pela 19ª rodada provou-se muito mais dura do que o planejado. A exemplo do que tem apresentando fora de casa, o Alvinegro foi mais monótono do que criativo e precisou, além de sorte, de grandes defesas de Cássio para vencer por 2 a 1 e manter a ponta.

O primeiro da série de erros defensivos apresentados pelo Corinthians resultou em gol de André Lima aos 14 minutos, em bola aérea. Se o Avaí não foi amplamente dominante é porque teve como obstáculo sua própria limitação técnica. Luciano empatou no último lance antes do intervalo, e guardou para a reta final o golaço decisivo que garantiu a vitória.

Ainda que o desempenho tenha sido aquém do esperado longe de casa, o Corinthians fecha o turno na liderança. Alcança os 40 pontos e amplia para 11 jogos a sequência de invencibilidade. O próximo compromisso pelo Brasileirão é na Arena, contra o Cruzeiro. Mas antes disso tem lugar o primeiro dos clássicos com o Santos, nesta quarta-feira, válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Coincidentemente, o próximo adversário do Avaí também é o Santos. Fora da Copa do Brasil, o time catarinense visita o Peixe na Vila Belmiro no sábado para abrir o segundo turno dando sequência à luta contra a degola. Estacionado na 16ª colocação, o Leão da Ressacada tem 20 pontos – um acima da zona de rebaixamento.

O JOGO
Sem impor seu ritmo nos primeiros minutos, o Corinthians permitiu ao Avaí investir pela esquerda de sua defesa, onde Guilherme Arana era frequentemente exigido. A mais frutífera das três investidas iniciais do lateral Nino Paraíba rendeu cruzamento a André Lima, mas nada mais perigoso do que isso.

Quando a partida parecia entrar em período enfadonho, um levantamento da esquerda explorou a timidez corintiana em bola aérea. André Lima se antecipou à marcação e desviou para vencer Cássio aos 14 minutos. A desvantagem não mudou a postura do Alvinegro, que continuou acanhado ofensivamente.

Nem a saída do lesionado André Lima diminuiu o ímpeto avaiano, e uma enfiada de bola para Rômulo só não culminou no segundo gol porque Cássio fez boa defesa. Daí em diante o simplório futebol do Corinthians corrompeu também o time da casa, que a exemplo do rival renunciou à presença no ataque.

Com exceção de um ou outro lance pouco perigoso, a percepção era de que os minutos até o intervalo reservariam pouca emoção. Mas o festival de passes errados foi encerrado, assim como o primeiro tempo, com uma sobra de bola muito bem aproveitada por Luciano. O camisa 18 mandou de primeira para anotar fazer jus à titularidade e comprovar a boa fase no Timão.

O empate fez o Timão acordar assim que o segundo tempo começou. Um bate-rebate dentro da área que resultou em chute de Malcom logo foi seguido por bom drible e arremate de Luciano, mas ambos ficaram no quase. À melhora alvinegra se somou outro atacante lesionado do Avaí, sendo Gilson Kleina obrigado a fazer nova substituição para tirar Romulo de campo.

Mas se a perda de referências no ataque sugeria a subordinação do time da casa, a prática provou-se outra. O Corinthians voltou a ser inconstante e só levou perigo em combinação de Arana com Jadson pela esquerda. Após longo período de inanição, o Avaí respondeu na melhor oportunidade do segundo tempo quando Jéci perdeu gol incrível debaixo das traves.

Por falar em trave, Tinga a fez balançar em chute colocado da entrada da área ao aproveitar a marcação distante. A lista de sustos sofridos pelo Corinthians ainda conteve um gol anulado de Jéci, que foi flagrado em impedimento discutível. Comprovando um dos mais antigos ditados do futebol, o Avaí não fez e acabou tomando o gol de desempate em um chute lindo de Luciano. O quinto do atacante nos últimos três jogos.

Antes do final ainda deu tempo de Cássio distribuir milagres ao defender chute cruzado de Jéci. O escanteio que se seguiu rendeu uma finalização à queima-roupa já nos acréscimos, mas o goleiro voltou a mostrar trabalho. Sorte do Corinthians, que mantém-se como melhor do Campeonato Brasileiro ao final do primeiro turno.

FICHA TÉCNICA

AVAÍ 1 x 2 CORINTHIANS

Local: Estádio Aderbal Ramos da Silva (Ressacada), em Florianópolis (SC)

Data: 16 de agosto de 2015, domingo

Horário: 16 horas (de Brasília)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Nadine Schram Camara Bastos (SC)

Cartões amarelos: Guilherme Arana (Corinthians)

Gols

AVAÍ: André Lima aos 14 minutos do primeiro tempo

CORINTHIANS: Luciano aos 47 minutos do primeiro tempo e aos 41 minutos do segundo tempo

AVAÍ: Diego, Nino Paraíba, Jeci, Antônio Carlos e Romário; Adriano (Eduardo Neto), Tinga, Néstor Camacho, Romulo (Conrado) e Pablo; André Lima (Hugo)

Técnico: Gilson Kleina

CORINTHIANS: Cássio, Guilherme Arana, Gil, Felipe e Fagner, Bruno Henrique, Elias, Rodriguinho (Danilo), Jadson (Edílson) e Malcom (Rildo); Luciano

Técnico: Tite

CIDADES

Agepen é investigada por ignorar condições trabalhitas e ofertar mão-de-obra insalubre em semiaberto

Uso de máquinas inadequadas e até faca para cortar mandioca sem equipamento de proteção individual, traziam risco à integridade de detentos e agentes

25/07/2024 04h30

Multa global de R$ 100 mil pode ser aplicada à Agepen a cada quatro meses, se houver descumprimento à lei

Multa global de R$ 100 mil pode ser aplicada à Agepen a cada quatro meses, se houver descumprimento à lei Gerson Oliveira/ Correio do Estado

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A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) é investigada por cometer irregularidades trabalhistas com custodiados em regime semiaberto, que cumprem pena na unidade da Gameleira em Campo Grande.

Um dos danos estava no setor de descasque de mandioca, onde alguns internos foram encontrados manuseando facas sem o uso de EPIs (equipamento individual de segurança) adequados. Conforme o MPT (Ministério Público do Trabalho), a situação interfere diretamente na higiene, saúde e segurança, tanto dos presos como dos agentes penitenciários. 

Segundo a Ação Civil Pública, formalizada pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso do Sul), quatro empresas terceirizadas e conveniadas com a Agepen, que empregam presos em diversos setores no interior dos estabelecimentos prisionais, não seguiram os protocolos de segurança exigidos por lei. 

Houve também irregularidades em relação à proteção das máquinas e equipamentos nos pátios das empresas cooperadas, quando o MPT realizou visitas aos locais. O processo se baseou em apurações e inquéritos instaurados pelo ministério desde 2019. A ação pública divulgada em junho deste ano, aponta uma série irregularidades cometidas no local.  

Irregularidades encontradas 

  • Deixar de registrar o fornecimento dos EPI's aos trabalhadores por meio de livros, fichas ou sistema eletrônico;
  • Deixar de aterrar partes condutoras de máquinas ou equipamentos que não façam parte dos circuitos elétricos, mas que possam ficar sob tensão;
  • Permitir que zonas de perigo de máquinas ou equipamentos não possuam proteções fixas ou proteções móveis ou dispositivos de segurança interligados que resguardem proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores;
  • Deixar de sinalizar as máquinas e equipamentos, advertindo os trabalhadores sobre os riscos a que estão expostos;
  • Existência de instalações elétricas em condições inseguras de funcionamento; 
  • Permitir a utilização de máquina ou equipamento sem dispositivos adequados de partida, acionamento e parada; 
  • Permitir a utilização de máquinas ou equipamentos desprovidos de dispositivos de parada de emergência;
  • Permitir que zonas de perigo de máquinas ou equipamentos não possuam proteções fixas ou proteções móveis ou dispositivos de segurança interligados que resguardem proteção à saúde e à integridade física dos trabalhadores

Conforme o processo, as empresas foram autuadas e multadas pelas irregularidades, com valores que chegam a R$ 100 mil. O laudo pericial apontou que a agência não fazia o cumprimento das fiscalizações de trabalho, previstos pela legislação.

“No presente caso, a obrigação de fiscalizar salta ainda mais aos olhos, pois não se está tratando de verbas trabalhistas, mas sim de questões de saúde e segurança, atingindo a coletividade dos trabalhadores”, ponderou o juiz Marco Antônio de Freitas, autor da sentença. 

Em setembro de 2021, a Justiça atribuiu ao Estado de Mato Grosso do Sul a responsabilidade direta por uma série de obrigações capazes de garantir condições mínimas de segurança, integridade e dignidade aos agentes penitenciários.

"Percebe-se, de plano, que as mesmas razões que justificam, na esfera ambiental, a imediata implementação de medidas preventivas ante a potencialidade de dano se aplicam aos demais ramos do Direito, notadamente, na arena laboral, onde os potenciais riscos produzem danos que vão de violações jurídicas até a morte de trabalhadores em acidentes do trabalho", detalha um trecho do processo.

Encargos

Pela sentença, a Agepen deverá exigir das empresas prestadoras de serviços a comprovação de controle de entrega dos Equipamentos de Proteção Individual aos trabalhadores. Outra providência que deverá ser monitorada diz respeito ao aterramento das partes condutoras de máquinas ou equipamentos que não façam parte dos circuitos elétricos, mas que possam ficar sob tensão.

A agência deverá, ainda, verificar a inexistência de zonas de perigo de máquinas ou equipamentos sem proteções fixas ou móveis, bem como vistoriar a sinalização de máquinas e equipamentos advertindo os trabalhadores sobre os riscos a que estão expostos.

Outra medida se refere ao impedimento de instalações elétricas em condições inseguras de funcionamento e da utilização de máquina sem dispositivos adequados de partida ou desprovida de dispositivos de parada de emergência.

Penalidades 

Em caso de descumprimento de qualquer das obrigações de fazer impostas pela Justiça, deverá ser aplicada multa global no valor de R$ 100 mil, a cada quadrimestre civil – de janeiro a abril, de maio a agosto e de setembro a dezembro – independentemente do número de empregados atingidos.

As custas processuais que normalmente seriam pagas pela Agepen, no valor de R$ 2.800,00, foram calculadas com base no valor provisório da condenação estipulado em R$ 140.000,00. 

Os laudos periciais que embasaram a ação civil pública movida pelo procurador do Trabalho Paulo Douglas Moraes foram produzidos entre 2019 e 2020, como resultado de visitas in loco às duas unidades prisionais de Campo Grande.

O Correio do Estado entrou em contato com Agepen, na tentativa de obter mais detalhes sobre o processo, mas até o momento não obtivemos resposta. 

*Com informações da assessoria 

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TAC

Michel Teló faz acordo e terá que pagar R$ 35 mil por desmatar fazenda

Cantor também se comprometeu a fazer reposição florestal das mesmas espécies e tamanho suprimido e não fazer novos desmatamentos

24/07/2024 19h33

Mais de 1,5 mil hectares foram desmatados na fazenda que pertence a família de Michel Teló

Mais de 1,5 mil hectares foram desmatados na fazenda que pertence a família de Michel Teló Foto: Reprodução

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e proprietários da fazenda Esperança, entre eles o cantor sertanejo Michel Teló, firmaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), onde ele se compromete a pagar uma indenização de R$ 35 mil a uma Organização Não-Governamental (ONG), devido ao desmatamento em área de preservação permanente (APP) na propriedade, localizada em Campo Grande.

O desmatamento foi alvo de inquérito do Ministério Público. Na ocasião da constatação, os proprietários foram multados em R$ 4 mil e notificados a regularizar a área que passou por intervenção.

Conforme o TAC, o pagamento é a título de indenização pelo desmate de 4,2830 hectares de vegetação em área de reserva legal e 1,2921 hectares de árvores isoladas, sem autorização ambiental.

O valor será dividido em 12 parcelas R$ 2.916,66, a serem pagas mensalmente. O valor será destinado à Associação de Amparo e Defesa Animal Fiel Amigo.

Além disso, os proprietários também se comprometeram a apresentar o crédito de reposição florestal considerando a estimativa baseada nos tipos de vegetação presentes nas áreas desmatadas, referentes aos mesmos hectares suprimidos da fazenda.

Por fim, também houve o compromisso de não desmatar, em qualquer extensão, vegetação nativa da Fazenda Esperança, a menos que estejam dentro de requisitos permitidos pela legislação, e com autorização.

Em caso de descumprimento, haverá multa.

Com o TAC firmado, o inquérito deve ser arquivado.

Desmatamento

Conforme o inquérito civil, imagens de satélite identificaram o desmatamento de vegetação nativa em duas áreas distintas da Fazenda Esperança. Em uma das áreas foi realizada a construção de um tanque em região úmida.

Ambas as áreas estão inseridas na área de proteção ambiental municipal da bacia do córrego Ceroula. 

O desmatamento tinha como objetivo abrir espaço para cultivo de agricultura. Em programa recente divulgado no Youtube, o cantor sertanejo mostrou a propriedade a falou sobre os planos de investir na lavoura e mostrou o início do plantio de soja. Na primeira etapa, segundo ele, seriam 200 hectares plantados.

Em nota, a assessoria de imprensa do cantor informou que a propriedade tem 942 hectares e que á área desmatada corresponde a 0,1% dos hectares totais, além de ressaltar que as solicitações feitas pelo órgão ambiental foram atendidas.

O responsável pela propriedade, César Augusto Teló, também respondeu ao Ministério Público argumentando que, após a notificação para regularização das intervenções realizadas na fazenda, ele apresentou o Projeto de Recuperação de Área Degradada e Alterada (PRADA), Cadastro Ambiental Rural (CAR) e solicitação das taxas para o licenciamento corretivo e volumetria da reposição florestal.

O Prada teria sido elaborado antes da autuação e contemplava a área de APP do imóvel e outras que necessitavam de regeneração.

Posteriormente, o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) determinou a alteração do CAR, para inclusão das áreas de veredas como áreas de preservação ambiental, assim como a correção da localização do Córrego Mantena, o que fez com que o proprietário apresentasse um novo PRADA. Ele solicitou o arquivamento do inquérito.

O Ministério Público, por sua vez, afirmou que não se arquiva inquérito civil em que haja dano ambiental sem formalização de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mesmo com o protocolo do Prada. 

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