Cidades

FISCALIZAÇÃO

Polícia Federal e fiscais de MS vão ampliar pente-fino em fronteiras

Parceria vinha sendo construída desde 2022 e foi acertada neste mês pela Superintência da PF e a Secretaria de Estado de Fazenda

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Todas as cargas que entram e saem de Mato Grosso do Sul, pelas fronteiras com Paraguai e Bolívia e pelas divisas com São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Goiás, poderão ser fiscalizadas em conjunto pela Polícia Federal (PF) e por fiscais tributários da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) a partir deste mês, em uma parceria que foi firmada para durar, ao menos, cinco anos.

As duas instituições vão ter acesso direto a documentos de cargas para identificar origem e destino, ao responsável por despacho de mercadorias, ao monitoramento em tempo real de circulação de mercadorias e até a informações que identificam se os produtos trocaram de veículo no trajeto.

A Superintendência Regional da PF em Mato Grosso do Sul e a Sefaz ainda passam a compartilhar imagens que são capturadas por câmeras que existem em áreas de divisa do Estado.

O intuito de ter um acesso amplo a qualquer transporte de produtos é permitir que as fiscalizações consigam identificar riscos de irregularidades de forma mais direta, com maior possibilidade de flagrantes em casos de tráfico de drogas e de outras ilegalidades.

Esse acordo de cooperação técnica segue tratativas que passaram a ser conversadas em 2022 e evoluíram para a assinatura, no dia 9, entre o superintendente da PF no Estado, Carlos Henrique Cotta D’Ângelo, e o secretário de Estado da Fazenda, Flávio César Mendes de Oliveira.

O meio para garantir esse acompanhamento de cargas será o documento conhecido como Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), que já é obrigatório em Mato Grosso do Sul desde 2017, mas que passou a ser exigido nacionalmente para transporte de cargas.

Todas as informações de uma viagem de mercadoria precisam ser reunidas no MDF-e, ou seja, os dados chamados de Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e) e a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e).

Para as empresas que fazem transporte de cargas, os procedimentos legais vão continuar iguais.

O que deve mudar é que nas fiscalizações, mesmo em postos fiscais, caso haja identificação de ilegalidades, a PF terá como agir de forma mais ágil do que vinha ocorrendo em razão da burocracia e da jurisdição de atuação que existe no âmbito fiscal e criminal, bem como das instituições.

Fiscais tributários já têm conhecimento sobre toda essa documentação e policiais federais vão ter também acesso para analisar e identificar possíveis falhas. Outro detalhe nesse convênio é que os fiscais estaduais vão passar a fazer capacitações com policiais federais.

“O objeto do presente acordo é a cooperação técnica e operacional entre os partícipes, a ser executado no Estado de Mato Grosso do Sul, conforme a disponibilização, pela SR/PF/MS, de vagas em ações de capacitação para servidores da Sefaz-MS, e a concessão, pela Sefaz-MS, de acesso a dados informatizados do Serviço de Consulta de Informações Logísticas de Veículos de Cargas, a ser executado no Estado de Mato Grosso do Sul, relativas à existência de MDF-e; o compartilhamento de todas as imagens capturadas por meio das câmeras de segurança; e o intercâmbio de dados e tecnologias entre os órgãos”, detalhou o extrato do contrato.

O monitoramento da Polícia Federal, por exemplo, vai ser ampliado para que delegados e agentes tenham acesso à placa do veículo, aos itens da carga, à data, à hora e ao sentido da passagem do transporte em postos fiscais. Essas informações poderão ser cruzadas com imagens capturadas por câmeras.

Fronteira de Corumbá com a Bolívia já recebe fiscalização diária da Receita Federal e da Polícia Federal e, agora, terá fiscais da SefazFronteira de Corumbá com a Bolívia já recebe fiscalização diária da Receita Federal e da Polícia Federal e, agora, terá fiscais da Sefaz - Foto: Rodolfo César

FISCALIZAÇÃO

A Sefaz mantém bases de fiscalização em Cassilândia, Chapadão do Sul, Paranaíba, Selvíria e Corumbá. Também tem fiscalização de mercadorias em Campo Grande, Três Lagoas e Dourados.

Desde o ano passado, houve anúncios de obras de modernização nessas unidades, incluindo não só obras estruturais, mas instalação de equipamentos tecnológicos e de sistemas de monitoramento integrado.

Em Corumbá, fronteira com a Bolívia e um dos pontos mais críticos no combate ao tráfico de drogas, o posto de fiscalização Lampião Aceso, na BR-262, estava sucateado há anos, mas passou por reforma e remodelação de sistemas informatizados. A obra começou ano passado e foi concluída este ano.

Anteriormente, o secretário da Sefaz, Flávio César Mendes de Oliveira, reconheceu que a fiscalização dependia de reestruturação.

“A atuação fiscal do Estado vai muito além do papel punitivo. A fiscalização atua como uma barreira contra práticas ilegais que desequilibram o mercado e comprometem a arrecadação, como a sonegação de impostos e o comércio de produtos sem origem declarada, muitos dos quais podem representar sérios riscos à saúde da população. Em Mato Grosso do Sul, esse compromisso tem sido reforçado por meio de ações estratégicas”, mencionou por meio da assessoria.

*SAIBA

A Superintendência Regional da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) passam a compartilhar imagens que são capturadas por câmeras que existem em áreas de divisa do Estado.

Alerta no Pantanal

Possível desaparecimento de aeronave mobiliza buscas da FAB no Pantanal

Alerta de emergência foi emitido durante voo na região de Coxim; FAB realiza buscas e, até o momento, não há confirmação de queda ou vítimas.

27/07/2026 19h43

Vista aérea do Pantanal de Mato Grosso do Sul, região onde a FAB realiza operação de busca por aeronave.

Vista aérea do Pantanal de Mato Grosso do Sul, região onde a FAB realiza operação de busca por aeronave. Foto: Divulgação

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Um alerta de emergência emitido por uma aeronave que sobrevoava o Pantanal de Mato Grosso do Sul mobilizou equipes de busca na tarde desta segunda-feira (27). A ocorrência é apurada na região entre Coxim e Corumbá, onde a Força Aérea Brasileira (FAB) realiza buscas para tentar localizar a aeronave e esclarecer as circunstâncias do pedido de socorro.

As primeiras informações apontam que o Corpo de Bombeiros de Coxim foi comunicado sobre a ocorrência por volta das 14h. O aviso indicava uma possível situação de emergência durante um voo sobre uma área de difícil acesso na região pantaneira.

Até o início da noite, no entanto, não havia confirmação oficial de queda da aeronave, tampouco informações sobre possíveis vítimas. Também não foram divulgados, até o momento, dados sobre o modelo do avião, quantidade de ocupantes, origem ou destino do voo.

Conforme informações repassadas aos militares que atuam na região, o alerta teria chegado por meio da Base Aérea de Curitiba e apontava para uma área remota de Coxim.

Diante do chamado, a FAB iniciou os procedimentos de busca para localizar a aeronave. Uma equipe do Esquadrão Pelicano, unidade especializada em operações de busca e salvamento, participa dos trabalhos e realiza sobrevoos na região indicada pelo alerta.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) também acompanha a ocorrência e informou que o caso está sendo apurado.

A mobilização ocorre em uma extensa área do Pantanal, onde as características geográficas e a presença de regiões isoladas podem dificultar o acesso terrestre e tornar o apoio aéreo fundamental nas primeiras horas das buscas.

Até a última atualização desta reportagem, as autoridades não haviam confirmado se houve acidente, pouso de emergência ou outra intercorrência envolvendo a aeronave.

As buscas continuam e novas informações deverão esclarecer a origem do pedido de socorro e a situação da aeronave.

Comportamento Digital

'Farmar aura': o que as gírias da internet revelam sobre o cérebro jovem

Especialistas do Humap-UFMS explicam por que expressões virais conquistam os jovens e como o consumo de conteúdos rápidos pode afetar atenção, memória e comportamento.

27/07/2026 18h44

Imagem ilustra os impactos do consumo excessivo de conteúdos digitais sobre a atenção, a memória e o comportamento dos jovens.

Imagem ilustra os impactos do consumo excessivo de conteúdos digitais sobre a atenção, a memória e o comportamento dos jovens. Foto: Reprodução

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“Farmar aura”, “perder aura”, “six seven” e “brainrot”. Expressões que podem soar incompreensíveis para quem está fora das redes sociais passaram a fazer parte do vocabulário de adolescentes e jovens e, mais do que simples modismos da internet, ajudam a revelar como a cultura digital influencia comportamentos, relações sociais e até a forma como o cérebro responde aos estímulos.

Por trás das gírias que se espalham rapidamente em vídeos, memes e conversas há mecanismos ligados à busca por pertencimento, recompensa e novidade.

Ao mesmo tempo, o consumo contínuo de conteúdos rápidos e fragmentados pode contribuir para fadiga mental e dificuldades de concentração, especialmente quando começa a ocupar horas da rotina.

A avaliação é de profissionais do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS/HU Brasil), em Campo Grande.

O neurologista Pedro Levi, especializado em cognição e comportamento, e o psicólogo Thiago Ayala, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicologia da Saúde, analisam como o ambiente digital passou a disputar a atenção de uma geração que cresce conectada.

Embora o vocabulário mude rapidamente, os mecanismos por trás da popularização dessas expressões são antigos.

A necessidade de fazer parte de um grupo, buscar reconhecimento e compartilhar códigos próprios encontra nas redes sociais um ambiente capaz de amplificar tendências em uma velocidade inédita.

Gírias funcionam como códigos de pertencimento

A rápida disseminação de expressões como “farmar aura” pode ser explicada, em parte, pela própria característica social do cérebro humano.

“Do ponto de vista neurológico, o cérebro humano é uma máquina social. Somos projetados biologicamente para buscar conexão e pertencimento”, explica Pedro Levi.

“Quando uma nova gíria ou meme como ‘farmar aura’ surge, usá-la funciona como um ‘crachá’ de pertencimento a um grupo.”

A expressão “farmar aura”, derivada da linguagem dos jogos eletrônicos, passou a ser utilizada nas redes para descrever situações em que alguém acumula prestígio, admiração ou uma espécie de “pontuação social” simbólica.

Na direção oposta, “perder aura” representa atitudes consideradas constrangedoras ou capazes de diminuir esse prestígio. O mesmo fenômeno ajuda a explicar a circulação de referências aparentemente sem sentido para quem está fora de determinado grupo, como “six seven”.

Nesses casos, compreender a referência pode ser mais importante socialmente do que o significado literal da expressão.

Segundo Levi, a novidade também mobiliza o sistema de recompensa cerebral. Termos curtos, inesperados e associados a memes, jogos ou outros idiomas despertam curiosidade e favorecem sua repetição, especialmente em ambientes nos quais uma tendência pode alcançar milhões de usuários em pouco tempo.

Para Thiago Ayala, essas expressões acabam funcionando como verdadeiras senhas sociais.

“Compartilhar uma linguagem, rir das mesmas referências e compreender uma brincadeira que outras pessoas não entendem produz reconhecimento e pertencimento. É como dizer: ‘Eu faço parte desse grupo e entendo os seus códigos’”, afirma.

Na adolescência, período marcado pela construção da identidade e pela aproximação com os pares, dominar esse vocabulário pode representar uma forma de validação dentro do grupo.

O humor também permite comunicar sentimentos sem necessariamente verbalizá-los de maneira direta.

“Às vezes, o jovem compartilha um meme para dizer ‘eu me sinto assim’ sem precisar elaborar uma fala mais longa”, explica o psicólogo.

O mesmo mecanismo, porém, pode assumir uma face negativa. Referências, memes e códigos compartilhados podem ser utilizados para excluir ou constranger pessoas que não compreendem determinada linguagem, inclusive em situações de cyberbullying.

“Brainrot” traduz sensação de saturação mental

Se “farmar aura” representa a busca simbólica por prestígio, outro termo popular entre jovens descreve justamente o esgotamento provocado pelo excesso de conteúdo.

“Brainrot”, cuja tradução literal seria algo próximo de “apodrecimento cerebral”, tornou-se uma maneira irônica de definir a sensação experimentada depois de passar muito tempo consumindo vídeos, memes e publicações rápidas.

Apesar do nome, não significa que exista um processo de deterioração física do cérebro.

Thiago Ayala explica que a expressão deve ser compreendida como uma metáfora cultural, e não como um diagnóstico médico.

“O termo expressa a sensação de estar mentalmente saturado depois de consumir, durante muito tempo, conteúdos rápidos, repetitivos e pouco aprofundados. O interessante é que os próprios jovens utilizam a expressão de maneira crítica e bem-humorada, reconhecendo o excesso.”

Embora o cérebro não “apodreça”, Pedro Levi destaca que a sensação descrita pelos usuários pode estar associada à fadiga mental provocada pelo processamento contínuo de estímulos.

A exposição prolongada a conteúdos fragmentados exige que a memória de trabalho processe sucessivamente informações que rapidamente são substituídas por outras.

Depois de horas nesse ritmo, podem surgir cansaço, dificuldade de concentração e a sensação conhecida popularmente como “névoa mental”.

Rolagem infinita transforma atenção em disputa

Um dos pontos centrais do problema está no próprio funcionamento das plataformas.

A chamada rolagem infinita permite que um vídeo seja imediatamente substituído por outro, sem que o usuário precise tomar uma decisão consciente para continuar consumindo conteúdo. Mudanças constantes de imagem, som, assunto e contexto capturam repetidamente a atenção.

Segundo Levi, o mecanismo explora uma característica primitiva do cérebro conhecida como resposta de orientação, responsável por direcionar nossa atenção para novidades no ambiente.

Cada estímulo novo pode alimentar o sistema de recompensa e incentivar o usuário a continuar rolando a tela em busca do próximo conteúdo interessante.

“Para vocês terem ideia, o tempo médio de fixação da atenção em um Reels do Instagram é algo como 3 segundos por vídeo”, afirma o neurologista.

A preocupação surge quando esse padrão deixa de ocupar alguns minutos e passa a dominar horas do cotidiano.

“Quando ficamos horas prestando atenção por poucos segundos em cada vídeo, estamos treinando nossos circuitos cerebrais a serem menos capazes de se concentrar por longos períodos”, acrescenta Levi.

O cérebro possui capacidade de adaptação aos estímulos que recebe com frequência, processo conhecido como neuroplasticidade.

Dessa forma, uma rotina marcada por recompensas rápidas e mudanças constantes pode tornar atividades que exigem atenção sustentada mais difíceis ou menos atraentes.

Entre elas estão a leitura de textos longos, os estudos, a prática de determinadas atividades e até conversas prolongadas sem interrupções.

A memória também pode ser afetada quando o volume de informação consumido é grande demais para que os conteúdos sejam devidamente processados e consolidados.

Adolescência amplia vulnerabilidade aos estímulos

O cenário exige atenção especial entre crianças e adolescentes.

Durante a adolescência, estruturas cerebrais relacionadas às emoções, à recompensa e à busca por reconhecimento social têm grande participação no comportamento, enquanto áreas responsáveis pelo planejamento, avaliação de consequências e controle de impulsos ainda passam por amadurecimento.

O córtex pré-frontal, região diretamente associada a essas funções, continua seu desenvolvimento até o início da vida adulta.

Essa combinação pode aumentar a vulnerabilidade dos mais jovens a ambientes digitais estruturados para oferecer recompensas constantes e prolongar o tempo de permanência nas plataformas.

Isso não significa, entretanto, que todo adolescente que utiliza redes sociais desenvolverá problemas de atenção ou comportamento. Para os profissionais, é necessário observar principalmente os efeitos que o uso das telas provoca na vida cotidiana.

Quando o celular começa a virar problema

Não existe um número universal de minutos capaz de separar automaticamente um uso saudável de um uso prejudicial. Para Thiago Ayala, o principal parâmetro é o impacto funcional.

O sinal de alerta aparece quando a relação com o celular começa a interferir no sono, nos estudos, nas relações familiares, nas atividades presenciais ou no bem-estar emocional.

Entre os comportamentos que merecem atenção estão irritabilidade ou ansiedade quando o aparelho não está disponível; dificuldade para permanecer em uma leitura ou atividade prolongada sem verificar o telefone; alterações no sono; esquecimentos frequentes; perda de interesse por esportes e encontros presenciais; e utilização das redes sociais como principal maneira de lidar com tristeza, solidão ou frustração.

O uso do celular durante a noite também merece cuidado. A combinação entre estímulos constantes e exposição à luz das telas próximo ao horário de dormir pode dificultar a preparação do organismo para o sono.

A preocupação aumenta quando o aparelho deixa de ser apenas uma ferramenta de entretenimento e passa a organizar praticamente todos os momentos livres do dia.

Equilíbrio passa por rotina, diálogo e exemplo

Para os especialistas, enfrentar o problema não significa transformar celulares e redes sociais em inimigos ou simplesmente proibir o acesso dos jovens à tecnologia.

Pedro Levi defende medidas voltadas à organização da rotina digital, entre elas reduzir a exposição às telas antes de dormir, desativar notificações desnecessárias e estabelecer momentos para atividades que demandem concentração prolongada.

Leitura, prática de instrumentos musicais e exercícios meditativos estão entre as possibilidades para exercitar a atenção sustentada.

Outra recomendação é diferenciar o uso ativo do passivo. Entrar em uma plataforma com uma finalidade específica é diferente de abrir uma rede social automaticamente para preencher qualquer momento de tédio e permanecer rolando a tela sem perceber a passagem do tempo.

Dentro de casa, Thiago Ayala considera que o diálogo tende a produzir resultados melhores do que simplesmente ridicularizar as expressões ou proibir o acesso.

“A família pode combinar momentos sem celular, principalmente durante as refeições, nos estudos e antes de dormir”, sugere.

O comportamento dos próprios adultos também pesa nessa relação.

“Os adultos também precisam observar o próprio comportamento, pois torna-se contraditório exigir que o adolescente deixe o celular enquanto os responsáveis permanecem constantemente conectados”, afirma o psicólogo.

Demonstrar interesse pelo universo digital dos jovens, inclusive pelos memes e pelas expressões que utilizam, pode abrir espaço para conversas sobre limites, exposição, segurança e consumo consciente.

No fim, “farmar aura”, “six seven” e “brainrot” são mais do que palavras de uma geração.

As expressões mostram como a linguagem continua se transformando para criar identidade e pertencimento, mas também expõem um desafio cada vez mais presente dentro de casas e escolas: encontrar equilíbrio em um ambiente no qual plataformas, algoritmos e notificações competem continuamente por uma das capacidades mais valiosas do cérebro humano a atenção.

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